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O Papel do Lítio na Transição Energética e Digital – Oportunidades e desafios para Portugal no contexto europeu

Neste seminário analisa-se a crescente importância do lítio para a transição climática e energética, destacando a pressão sobre os produtores para encontrar métodos mais eficientes e sustentáveis de exploração e reciclagem. O lítio, um componente essencial nas baterias de veículos elétricos e no armazenamento de energia renovável, é apresentado como chave para a mitigação das alterações climáticas e a transição para fontes de energia mais limpas.

Perspetiva-se que a procura por lítio continue a crescer, sublinhando a necessidade de uma gestão eficaz e sustentável deste recurso. O papel crucial do lítio na transição energética exige estratégias para garantir um fornecimento estável e sustentável, minimizando os impactos ambientais e promovendo a economia circular.

Contudo, a exploração do lítio pode ter implicações ambientais significativas, incluindo a poluição da água e do ar e a destruição de habitats naturais. Assim, é imperativo desenvolver uma estratégia integrada que incorpore melhores práticas de mineração e reciclagem, legislação ambiental clara e assertiva, investimento em Investigação e Desenvolvimento, e o envolvimento das comunidades locais.

A implementação dessas estratégias deve estar alinhada com as iniciativas da União Europeia que promovem a inovação, a sustentabilidade e a competitividade na indústria de baterias. Destaca-se a necessidade de uma abordagem integrada, adaptada às circunstâncias e capacidades específicas de cada Estado-Membro, para enfrentar os desafios associados à gestão do lítio na economia do futuro.

TE 116 – O Papel do Lítio na Transição Energética e Digital – Oportunidades e Desafios para Portugal no contexto europeu.pdf 

Apresentação 97.º Seminário GEE/GPEARI – TE 116 – O Papel do Lítio na Transição Energética e Digital – Oportunidades e Desafios para Portugal no contexto europeu.pdf

Índice de Preços no Consumidor – INE

Em agosto de 2024, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) em Portugal registou uma taxa de variação homóloga de 1,9%, valor inferior ao registado no mês anterior em 0,6 p.p.. Excluindo do IPC os produtos alimentares não transformados e energéticos, a taxa de variação homóloga foi 2,4%, igual à registada no mês anterior.

O IPC registou uma variação mensal de -0,3%, o que compara com uma variação de -0,6% no mês anterior e de 0,3% em agosto de 2023.

A taxa de variação média dos últimos doze meses do IPC foi de 2,3% (2,5% no mês anterior). Excluindo do IPC os produtos alimentares não transformados e energéticos, a taxa de variação média foi de 2,7%, (2,8% no mês anterior).

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O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma taxa de variação homóloga de 1,8%, diminuindo 0,9 p.p. em relação ao verificado no mês anterior. Refira-se que o IHPC, que é utilizado na comparação entre os diversos países da União Europeia, se diferencia do IPC devido à inclusão, na estrutura de ponderação do IHPC, da despesa realizada pelos não residentes, parcela esta excluída do âmbito do IPC.

De acordo com a informação disponível relativamente a agosto de 2024, e tendo como referência a estimativa do Eurostat, a taxa de variação homóloga do IHPC português foi inferior em 0,4 p.p. à da área do Euro (em julho, a taxa de variação homóloga do IHPC português tinha sido superior em 0,1 p.p. à da área do Euro.

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(Gráfico: INE)

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Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas nos Serviços – INE

Os Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas (dados brutos) nos Serviços apresentaram, em julho de 2024, variações homólogas de 1,4%, 8,0% e 4,4%, respectivamente, o que compara com 4,4%, 9,8% e -4,2% registados no mês anterior.

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Os Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas nos Serviços (em valor absoluto) registaram, em julho de 2024, valores de 124,6 pontos, 157,8 pontos e 127,3 pontos, respectivamente, o que compara com 127,0 pontos, 172,7 pontos e 117,1 pontos, respectivamente, registados no mês anterior.

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Índice de Volume de Negócios nos Serviços – INE

Em julho de 2024, o Índice de Volume de Negócios nos Serviços (dados brutos) apresentou uma taxa de variação homóloga de 4,6%, superior em 0,7 p.p. ao valor registado em junho de 2024 (3,9%).

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O Índice de Volume de Negócios nos Serviços (em valor absoluto) registou um valor de 163,1 pontos em julho de 2024, aumentando 8,8 pontos em relação ao mês precedente (154,3 pontos em junho de 2024).

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Conferência Internacional “Um Novo Quadro Estratégico de Política Industrial para Portugal”

Realiza-se a 26 de setembro, no Hotel Tivoli, em Lisboa, a conferência “Um Novo Quadro Estratégico de Política Industrial para Portugal”, cujas inscrições já estão abertas.

A conferência insere-se na primeira etapa do projeto “Avaliação Estratégica de Política Industrial”, que está a ser desenvolvido em conjunto pelo Centro de Competência de Planeamento, Políticas e Prospetiva da Administração Pública (PlanAPP), o Gabinete de Estratégia e Estudos (GEE), o Gabinete de Planeamento, Avaliação, Estratégia e Relações Internacionais do Ministério das Finanças (GPEARI) e a Agência para Competitividade e Inovação (IAPMEI).

Envolvendo três áreas governativas – Presidência do Conselho de Ministros, Economia e Finanças – este projeto tem como objetivo central propor um novo modelo institucional para a prossecução da política industrial, com um ecossistema completo das entidades com responsabilidades na matéria e respetivos instrumentos, garantindo coerência entre os diferentes níveis de intervenção – UE, Governo nacional e poder local. Pretende-se igualmente desenvolver um quadro de aprendizagem em matéria de política industrial, através da elaboração de um modelo de monitorização e avaliação, que seja apropriável pelas entidades envolvidas.

Para esse efeito, foi contratada uma equipa de peritos internacionais, liderada por Ha-Joon Chang, destacado especialista nesta área.

A pandemia de Covid-19, as crescentes tensões geopolíticas, mas também a necessidade de encontrar respostas para os desafios relacionados com as transições climática e tecnológica, deram uma nova centralidade à política industrial um pouco por todo o mundo.

Nesta conferência, aberta pelo ministro da Economia, Pedro Reis, e encerrada pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, serão apresentadas as linhas gerais da proposta da equipa de peritos para um novo quadro institucional para o desenho e implementação de uma política industrial em Portugal. Além da vasta experiência dos peritos nesta matéria que estudaram a fundo a realidade portuguesa, a proposta incorpora também os contributos de empresários, académicos e ex-responsáveis políticos que foram auscultados ao longo dos últimos meses.

A conferência conta ainda com diversos oradores internacionais, designadamente representantes da Comissão Europeia (CE), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Para mais informações, veja aqui. O programa detalhado da conferência, que decorrerá entre as 9:30 e as 18:10 do dia 26, será divulgado oportunamente.

A entrada é livre, mas sujeita a inscrição prévia, limitada à capacidade da sala.

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Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas na Indústria – INE

Os Índices de Emprego e de Remunerações na Indústria registaram, em julho de 2024, variações homólogas de -0,9% e 6,3%, respetivamente. O Índice de Emprego registou uma diminuição de 0,8 p.p. face à variação homóloga registada no mês precedente (-0,1% no mês de junho de 2024), enquanto o Índice de Remunerações diminuiu 1,8 p.p. em relação ao mês anterior (8,1% em junho de 2024). O Índice de Horas Trabalhadas (dados brutos) na Indústria registou uma variação homóloga de 5,9% em julho de 2024, aumentando 11,4 p.p. face à registada em junho de 2024.

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Índice de Volume de Negócios na Indústria – INE

Em julho de 2024, o Índice de Volume de Negócios na Indústria – Total (dados ajustados dos efeitos de calendário e da sazonalidade) registou uma variação homóloga (VH) de -3,5%, diminuindo 5,1 p.p.  em relação ao observado no mês de junho de 2024 (1,6% VH). Os agrupamentos de Bens de Consumo e de Bens Intermédios apresentaram uma variação homóloga de -1,5% e -0,2%, após terem registado variações de -0,2% e 2,4% respetivamente, no mês anterior. Os agrupamentos de Bens de Investimento e Energia apresentaram variações de -10,8% e -5,0%, após terem registado variações de -6,6% e 10,0% no mês precedente, pela mesma ordem.

As vendas para o mercado externo registaram, em julho de 2024, uma variação homóloga de -2,5%, diminuindo 6,8 p.p. em comparação com o mês anterior (4,3%, VH). No mercado nacional, o índice diminuiu 4,0 p.p. em termos homólogos (-4,0% em julho face aos 0,0% registados em junho).

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Estatísticas do Comércio Internacional de Bens – INE

No período de maio a julho de 2024, as exportações de bens registaram um aumento de 5,8% face ao período homólogo. As importações de bens registaram, no mesmo período, um aumento de 1,8% em termos homólogos.

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Em julho de 2024, as exportações e as importações de bens aumentaram, registando variações homólogas nominais de 23,5% e 15,5%, respetivamente (-4,1% e -6,2%, pela mesma ordem, em junho de 2024). Estas variações refletem, em grande medida, algumas transações com vista ou na sequência de trabalho por encomenda (sem transferência de propriedade). Em julho, estas transações representaram 13,9% do total das exportações e 3,8% das importações. Excluídas estas transações, as exportações registaram um aumento de 8,6% e as importações cresceram 12,1%.

No mês de julho de 2024, destacaram-se, face ao mês homólogo, as exportações e importações de Fornecimentos industriais (59,5% e 19,7%, respetivamente) e de Combustíveis e lubrificantes (58,2% e 43,1%, respetivamente). A categoria de Fornecimentos industriais foi aquela em que as transações com vista ou na sequência de trabalho por encomenda tiveram maior expressão em julho (32,3% nas exportações e 9,9% nas importações), pelo que excluindo as transações desta natureza as variações nesta categoria foram de 10,2% nas exportações e de 9,2% nas importações.

Excluindo os Combustíveis e lubrificantes, em julho de 2024, as exportações aumentaram 21,5% e as importações cresceram 12,5% face a julho de 2023 (respetivamente -4,9% e -4,2% em junho de 2024).

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No período de maio a julho de 2024, a taxa de cobertura total foi de 77,3%, correspondendo a um acréscimo de 2,9 p.p. face ao mesmo período do ano anterior. No Comércio Intracomunitário a taxa de cobertura foi de 75,6%, no Comércio Extracomunitário foi de 82,0% e na Zona Euro foi de 73,5%.

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Em julho de 2024, o Saldo de Bens por Grandes Categorias Económicas e Classes Básicas de Bens registou o valor de -2085,0 milhões de euros, destacando-se, no primeiro caso, a categoria de Combustíveis e Lubrificantes com um valor de -670,9 milhões de euros e no segundo os Bens Intermédios com um valor de -1 104,7 milhões de euros.

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Inteligência Artificial Ética – Contributos Interdisciplinares para a Ação

Os impactos multidimensionais da Inteligência Artificial (IA), nos sistemas de organização social e na vida quotidiana dos cidadãos, fazem dela a inovação mais disruptiva da atual revolução tecnológica. A sua complexidade reflete-se em todas as dimensões da vida humana, tornando-a um fenómeno social sobre o qual é urgente o desenvolvimento de estudos sociais de carácter transdisciplinar e participativo. Estas abordagens ao apontarem para perspetivas diferenciadas na sua compreensão, podem contribuir para a formulação, implementação ou avaliação de políticas públicas, nomeadamente no domínio da definição de estratégias de prevenção de eventuais riscos decorrentes da IA que comprometam os direitos humanos fundamentais e os princípios éticos.
Discutimos neste artigo alguns resultados do trabalho de investigação desenvolvido no âmbito do projeto de doutoramento em sociologia sobre “Os impactos da inteligência artificial nos direitos humanos”, numa perspetiva de investigação-ação, onde se mobilizou entrevistas semiestruturadas e grupos ativos de reflexão (GAR) para a auscultação e envolvimento de peritos em IA e outros stakeholders, numa abordagem transdisciplinar e participativa. Apresentamos alguns contributos para a definição de propostas de ação para o desenvolvimento de IA ética no que diz respeito às esferas da educação, regulamentação e desafios à inovação científica em IA.

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Contas Nacionais Trimestrais – 2ª Publicação – Eurostat

No 2º trimestre de 2024, Portugal registou uma variação do PIB de 1,5% em relação ao trimestre homólogo (1,5% no trimestre anterior) e uma variação de 0,1% em relação ao trimestre anterior (0,8% no 1º trimestre de 2024).

A variação homóloga registou 0,6% na Zona Euro (0,5% no 1º trimestre de 2024) e 0,8% na UE27 (0,7% no 1º trimestre de 2024). Em relação ao trimestre anterior, o PIB registou uma variação de 0,2% na Zona Euro (0,3% no 1º trimestre de 2024) e uma variação de 0,2% na UE27 (0,3% no 1º trimestre de 2024).

Analisando por Estados-Membros, para os países para os quais existem dados disponíveis, destacam-se os aumentos do PIB face ao período anterior na Polónia (1,5%), no Grécia (1,1%) e na Países Baixos (1,0%). As maiores quedas foram observadas na Irlanda (-1,0%), Letónia (-0,9%) e Áustria (-0,4%).

Em relação ao período homólogo, para os países para os quais existem dados disponíveis, destacam-se os aumentos do PIB em Malta (4,2%), Polónia (4,0%) e Chipre (3,7%). No que respeita a diminuições do PIB, em relação ao período homólogo, registaram-se as maiores diminuições na Irlanda (-4,1%), Estónia (-1,3%) e Finlândia (-1,2%).

Nos EUA, no 2º trimestre de 2024, o PIB aumentou 3,1% em termos homólogos (2,9% no trimestre anterior) e registou uma variação de 0,7% em comparação com o trimestre anterior (0,4% no 1º trimestre de 2024).

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(Gráfico: Eurostat)

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