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Emissões de Títulos de Dívida – Banco de Portugal

Em agosto de 2024, as emissões líquidas de títulos de dívida por residentes ascenderam a 91 milhões de euros, o que compara com um valor de -1 138 milhões de euros no mês anterior. As emissões líquidas de títulos de dívida por Sociedades não Financeiras atingiram o valor de 108 milhões de euros (165 milhões de euros registados no mês anterior).

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No final de agosto de 2024, o saldo total de títulos de dívida emitidos por residentes ascendeu a 298 387 milhões de euros, aumentando 1922 milhões de euros face ao mês anterior e registando uma variação homóloga de 6,2%.

O saldo de títulos de dívida emitidos por Sociedades não Financeiras ascendeu a 41 246 milhões de euros, aumentando 210 milhões de euros face ao mês anterior e registando uma variação homóloga de 5,7%.

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Índice de Custo do Trabalho – Eurostat

De acordo com a estimativa divulgada pelo Eurostat, no 2º trimestre de 2024, Portugal registou um aumento no Índice de Custo do Trabalho, medido por hora trabalhada, de 7,2% em relação ao período homólogo.

Este valor explica-se pelo aumento, em termos nominais, dos salários (7,2%) e pelo aumento dos outros custos salariais (7,1%). Em termos de sectores, o sector público registou um aumento de 4,7% e o sector privado registou um aumento de 8,7%, sendo que a Indústria registou um aumento de 10,0% (VH), a Construção registou um aumento de 9,0% (VH) e os Serviços um aumento de 8,0% (VH).

No período em análise, o Índice de Custo do Trabalho aumentou 4,7% (VH) na Zona Euro e aumentou 5,2% (VH) na UE.

No 2º trimestre de 2024, em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, os maiores aumentos nos custos salariais horários para toda a economia foram registados na Croácia (17,6%), Bulgária (15,4%), Roménia (+,0%) , Hungria (13,2%) e Polónia (13,0%). Mais dois Estados-Membros da UE registaram um aumento superior a 10%, nomeadamente: Letónia (11,0%) e Lituânia (10,9%). Não se registaram descidas.

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(Gráfico: Eurostat)

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Comércio Internacional – Eurostat

Segundo o Eurostat, entre janeiro e julho de 2024, a Balança de Bens da Zona Euro com o resto do mundo registou um excedente de 127,7 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 3,7 mil milhões de euros no período homólogo. Neste período, as exportações de bens para fora da Zona Euro aumentaram 0,8% (VHA) face ao período homólogo e o comércio dentro da Zona Euro diminuiu -4,3% (VHA).

No período em análise, a Balança de Bens da UE27 com o resto do mundo registou um excedente de 114,3 mil milhões de euros, o que compara com um défice de 11,6 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens da UE27 para o resto do mundo aumentaram 1,4% (VHA) neste período e o comércio dentro da região diminuiu 3,4% (VHA).

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(Gráfico: Eurostat)

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Utilização de IA para previsão de desastres naturais em Portugal

Analisar o papel da Inteligência Artificial (IA) na promoção da sustentabilidade e impacto nas alterações climáticas, destacando a sua importância na prevenção e mitigação de desastres naturais, bem como na tomada de decisões sustentáveis é o core deste artigo. Tendo por foco central a utilização de algoritmos de machine learning para previsão de terramotos, que analisam dados sísmicos para antecipar eventos, permitindo evacuações e preparações para a resposta.
Outro aspeto abordado será a utilização de sensores e redes neurais na deteção antecipada de furacões, possibilitando alertas precisos e medidas preventivas, tendo em linha de conta que a IA poderá auxiliar na previsão de tsunamis, analisando atividades sísmicas e níveis oceânicos para uma resposta eficiente. Os algoritmos de IA são ainda fundamentais na previsão de enchentes e deslizamentos de terra, com a identificação de áreas de risco, permitindo assim uma ação preventiva.
Na deteção e prevenção de incêndios florestais, a IA é essencial, com o recurso aos dados de satélites, drones e sensores para identificar e monitorizar áreas propensas a incêndios, otimizando uma rápida resposta dos bombeiros. A implementação de sistemas de alerta precoce baseados em IA torna-se fundamental para uma rápida resposta a desastres naturais, emitindo alertas imediatos perante riscos iminentes.
Além dos desastres naturais, a IA influencia a sustentabilidade em geral, utilizando machine learning na análise de dados geoespaciais para prevenção de desastres e gestão eficiente de recursos naturais.
O artigo avalia ainda o potencial de produção tecnológica mais acelerada e facilitada, utilizando assistentes virtuais como o OpenAI e o Cody em combinação com plataformas de desenvolvimento integrado como o Streamlit, Jupyter Notebook para produção de aplicações numa lógica de low code, dados abertos e utilização de informação oficial como um contributo para a produção de ferramentas de alerta e previsão de desastres naturais em Portugal.

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Índice de Produção Industrial – Eurostat

Em julho de 2024, a produção no sector industrial, ajustada de dias úteis, registou variações de -0,13% na Zona Euro e -0,1% na UE, face ao mês anterior. Em junho de 2024, a produção industrial tinha registado variações de 0,0% na Zona Euro e de 0,1% na UE. Portugal registou uma diminuição de 1,1% face ao mês anterior, o que compara com uma diminuição de 3,6% em junho de 2024.

Comparando com o mês anterior e entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para julho de 2024, os maiores aumentos ocorreram na Irlanda (9,2%), Croácia (8,0%) e Bélgica (7,3%). As maiores diminuições foram registadas em Malta (-5,5%), Estónia (-4,8%) e Roménia (-3,4%).

Em termos homólogos, a produção industrial registou variações de -2,2% na Zona Euro e -1,7% na EU, em julho de 2024. Portugal registou uma diminuição de 3,7%, após ter registado uma diminuição de 2,7% no mês anterior.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para julho de 2024, as maiores subidas foram registadas na Dinamarca (19,8%), Grécia (10,8%) e Finlândia (6,4%). As maiores descidas da produção no sector industrial em termos homólogos foram registadas na Hungria (-6,4%), Estónia (-5,8%) e Alemanha (-5,5%).

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(Gráfico: Eurostat)

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Atividade Turística – INE

Em julho de 2024, os estabelecimentos hoteleiros acolheram cerca de 9,0 milhões de dormidas, valor superior ao registado no mesmo período do ano anterior e que se traduz numa variação homóloga de 2,1% (VH). No mês em análise, os não residentes foram responsáveis por cerca de 6,3 milhões de dormidas (4,2%, VH), enquanto os residentes representaram cerca de 2,7 milhões de dormidas (-2,4%, VH).

De janeiro a julho de 2024, a hotelaria registou 44,5 milhões de dormidas, valor superior ao registado no mesmo período do ano passado (4,1%, variação homóloga acumulada – VHA).  No período em análise, os residentes foram responsáveis por 12,8 milhões de dormidas (0,6%, VHA) e os não residentes representam 31,7 milhões de dormidas (5,5%, VHA).

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Em julho de 2024, os estabelecimentos hoteleiros obtiveram proveitos de 803,0 milhões de euros, o que corresponde a uma variação homóloga de 7,2%.   

Em termos regionais (NUTS II), em julho de 2024, destacam-se as regiões do RA Açores (18,8%), do RA Madeira (14,8%) e do Alentejo (9,9%) que apresentaram as maiores variações homólogas positivas.

De janeiro a julho de 2024, foram registados 3580,6 milhões de euros de proveitos na hotelaria, o que se traduz numa variação homóloga acumulada de 11,1%.     

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Índices de Emprego e Remunerações na Construção – INE

Em julho de 2024, os Índices de Emprego e Remunerações na Construção apresentaram variações homólogas de 2,2% e 10,1%, respetivamente. No mês de junho de 2024, as variações homólogas respetivas tinham sido de 2,0% e 8,5%.

A taxa de variação média dos últimos 12 meses foi de 3,4% no Índice de Emprego e de 10,7% no Índice de Remunerações.

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O Índice de Emprego na Construção (em valor absoluto) registou, em julho de 2024, um valor de 111,0 pontos, aumentando 0,4 pontos relativamente ao mês precedente (110,6 pontos em junho). O Índice de Remunerações na Construção (em valor absoluto) apresentou um valor de 146,4 pontos em julho de 2024, aumentando 5,9 pontos em relação ao mês anterior (140,5 pontos em junho).

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Índice de Produção na Construção – INE

Em julho de 2024, o Índice de Produção na Construção abrandou 0,6 p.p. para um crescimento homólogo de 2,0%, resultando do abrandamento em ambos os segmentos:

▪ A Construção de Edifícios aumentou 2,4%, taxa 0,6 p.p. inferior à registada em junho;

▪ A Engenharia Civil passou de um crescimento de 1,8% em junho, para 1,4% no mês em análise.

A taxa de variação média dos últimos 12 meses (corrigida dos efeitos de calendário e da sazonalidade) diminuiu 0,3 p.p. face ao mês anterior, fixando-se em 3,8% (4,1% em junho de 2024).

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O Índice de Produção na Construção (em valor absoluto), corrigido dos efeitos de calendário e da sazonalidade, registou um valor de 111,9 pontos em julho de 2024, aumentando 0,2 pontos em relação ao mês precedente (111,7 pontos em junho). Na componente Construção de Edifícios, o índice aumentou de 110,9 pontos em junho para 111,1 em julho e na componente Engenharia Civil o índice aumentou de 112,9 pontos em junho para 113,1 pontos em julho.

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada a 8 de setembro, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade similar à observada na semana anterior. Em 5 de setembro de 2024, o DEI (média móvel semanal) registou -0,5% (VH), que compara com -0,1% (VH) na semana anterior. 

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Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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