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Indicadores de Sentimento Económico – Comissão Europeia

Em junho de 2026, o Indicador de Sentimento Económico (ISE – sre, ajustado de sazonalidade) para Portugal registou um valor de 103,0 pontos, o que compara com o valor de 101,7 pontos verificado em maio de 2026.

Para a evolução positiva contribuíram os sectores da Indústria (de -4,5 para -4,3 pontos), Serviços (de 9,2 para 9,5), Construção (de 4,4 para 2,8), ao contrário do Comércio a Retalho (de 5,9 para 7,6). Para o mesmo período, o Indicador de Confiança dos Consumidores aumentou de -26,2 para -21,9.

No mês em análise, o ISE registou um aumento de 1,3 pontos na União Europeia (de 93,8 pontos em maio para 95,1 pontos em junho), enquanto a Zona Euro apresentou um aumento de 1,3 pontos (de 93,7 pontos em maio para 95,0 pontos em junho).

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Índice de Volume de Negócios no Comércio – INE

Em maio de 2026, o Índice de Volume de Negócios no Comércio, deflacionado e corrigido dos efeitos de calendário e da sazonalidade, registou uma taxa de variação homóloga (VH) de 1,5%, inferior em 3,2 pontos percentuais (pp) à observada em abril de 2026 (4,7%).

Em termos desagregados, o Índice de Volume de Negócios do Comércio, manutenção e reparação, de veículos automóveis e motociclos registou uma variação homóloga de 4,8%, o Índice de Volume de Negócios do Comércio por grosso registou uma variação homóloga de -1,0% e o Índice de Volume de Negócios do Comércio a Retalho registou 3,2%, valores que comparam com 10,5%, 2,4% e 5,2% no mês anterior, respetivamente.

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Crédito ao Sector Privado – Banco de Portugal

Em maio de 2026, o stock de empréstimos às Sociedades não Financeiras (SNF) registou um valor de 76,2 mil milhões de euros, aumentando 145 milhões de euros em relação ao mês anterior e registando uma taxa de variação anual (TVA) de 5,5% (6,2% no mês anterior).

O stock de empréstimos a Particulares registou um valor de 150,8 mil milhões de euros, registando uma TVA de 10,5% (10,4% no mês anterior).

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A TVA dos empréstimos a microempresas foi de 12,3% (13,2% no mês anterior), a TVA dos empréstimos a pequenas empresas foi de 7,2% (8,5% no mês anterior), a TVA dos empréstimos a médias empresas foi 0,4% (0,7% no mês anterior) e a TVA dos empréstimos grandes empresas foi de -0,5% (-0,1% no mês anterior).

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A TVA dos empréstimos a particulares para habitação foi de 10,8%, aumentando 0,1 pp em relação ao mês anterior. A TVA dos empréstimos a particulares para consumo foi de 9,2%, diminuindo 0,1 pp em relação ao mês anterior, e a TVA dos empréstimos a particulares para outros fins foi de 9,3%, aumentando 0,1 pp em relação ao mês anterior.

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De acordo com a mesma fonte, em maio de 2026 o crédito vencido total, em percentagem do respectivo total de empréstimos, foi de 1,14% (1,13% no mês anterior). O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos às Sociedades não Financeiras passou de 1,94% para 1,95%. O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos aos Particulares fixou-se em 0,74% (0,72% no mês precedente).

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Em maio de 2026, o stock de empréstimos às SNF tem maior peso na Grande Lisboa (33,1%) e no Norte (30,9%).

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Em maio de 2026, o maior valor de crédito vencido, em percentagem do respectivo total de empréstimos, foi na Península de Setúbal com 3,4% (3,5% no mês anterior).

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Inquérito de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores – INE

Em junho de 2026, o Indicador de Clima Económico aumentou de 2,8 para 2,9 (%, vcs).

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Entre maio e junho de 2026, o Indicador de Confiança dos Serviços registou um aumento de 8,7 para 9,2 e o do Comércio aumentou de 3,4 para 5,3. No mesmo período, a Indústria Transformadora permaneceu inalterado em -4,4 e a Construção e Obras Públicas registou uma diminuição de 5,1 para 3,6. O Indicador de Confiança dos Consumidores aumentou para -21,8 (sre, ve), em junho de 2026 (-26,4 em maio de 2026).

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Nota: sre – saldos de respostas extremas; ve – valores efetivos; vcs – valores corrigidos de sazonalidade.

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada em 21 de junho, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade próxima da observada na semana anterior. Em 18 de junho de 2026, o DEI (média móvel semanal) registou 2,3% (VH), que compara com 1,6% (VH) na semana anterior.

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Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação – INE

Em maio de 2026, o valor mediano de avaliação bancária da habitação no total do país fixou-se em 2 208 euros/m2, o que corresponde a um aumento de 1,6% face ao mês anterior e a um aumento de 17,1% em termos homólogos.

No mesmo mês, o valor mediano da avaliação bancária dos Apartamentos foi de 2 580 euros/m2, registando um aumento de 1,3% em relação ao mês anterior e um aumento 19,7% em relação ao período homólogo. O valor mediano da avaliação bancária das Moradias fixou-se em 1 581 euros/m2, aumentando 1,3% face ao mês precedente e aumentando 13,4% em termos homólogos.

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Numa análise regional (NUTS II), registaram-se as seguintes variações em cadeia: Norte (1,9%); Centro (1,1%); Oeste e Vale do Tejo (1,9%); Grande Lisboa (1,0%); Península de Setúbal (0,8%); Alentejo (1,2%); Algarve (1,5%); Região Autónoma dos Açores (0,4%) e Região Autónoma da Madeira (1,2%).

Em termos homólogos, verificaram-se as seguintes variações: Norte (16,7%); Centro (13,8%); Oeste e Vale do Tejo (22,2%); Grande Lisboa (16,9%); Península de Setúbal (22,5%); Alentejo (14,3%); Algarve (13,5%); Região Autónoma dos Açores (21,2%) e Região Autónoma da Madeira (20,6%).

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Contas Nacionais Trimestrais por Sector Institucional – INE

No 1º trimestre de 2026, a capacidade líquida de financiamento da economia portuguesa fixou-se em 2,2% (ano acabado no trimestre para todos os dados) do Produto Interno Bruto (PIB), o que compara com 2,5% no ano acabado no trimestre anterior.

Para esta evolução, contribuiu a estabilização da capacidade de financiamento das Famílias. O sector das Administrações Públicas registou uma diminuição da capacidade líquida de financiamento de 0,2 pp no ano acabado no 1º trimestre de 2026, relativamente ao ano terminado no trimestre anterior, atingindo 0,5% do PIB. O sector das Sociedades não Financeiras registou um agravamento da necessidade de financiamento no ano terminado no 1º trimestre de 2026 de 0,2 pp do PIB para -3,8%. As Sociedades Financeiras registaram uma registou uma estabilização da capacidade líquida de financiamento, passando de 1,4% do PIB no 4º trimestre de 2025 para 1,4% do PIB no 1º trimestre de 2026.

Tomando como referência valores trimestrais e não o ano acabado no trimestre, o saldo das AP fixou-se em -0,7% do PIB no 1º trimestre de 2026 (0,0% no trimestre homólogo).

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O Rendimento Nacional Bruto fixou-se em 306 291 milhões de euros, registando uma taxa de variação em cadeia de 1,6%. Esta variação deveu-se ao aumento de 2,1% dos rendimentos primários recebidos com o exterior, enquanto os rendimentos primários pagos apresentaram uma taxa de variação em cadeia de 0,0%. O Rendimento Disponível Bruto apresentou uma taxa de variação em cadeia de 1,5%, superior à do PIB em 0,1 pp, fixando-se em 311 566 milhões de euros.

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No 1º trimestre de 2026, o Investimento Bruto da economia portuguesa apresentou uma subida de 0,4 pp para 21,4% do PIB e a Poupança Bruta registou um aumento de 0,2 pp para 22,2% do PIB, o que levou à diminuição da Capacidade Líquida de Financiamento de Portugal junto do exterior para 2,2% do PIB.

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No 1º trimestre de 2026, a variação real e nominal dos custos do trabalho por unidade produzida da economia portuguesa variaram 4,8% e 0,8% (VH, mm4), respetivamente, o que compara com 5,3% e 1,3% (VH, mm4) registados no ano acabado no trimestre anterior.

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Estatísticas de Emprego – IEFP

Durante o mês de maio de 2026, inscreveram-se nos Centros de Emprego 34 618 pessoas, o que representa uma variação mensal de -12,9% e uma variação homóloga de -15,9%. Durante este mês, foram efetuadas 7 822 colocações, o que corresponde a uma diminuição de 13,6% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de -10,8%.

No final do mês de maio de 2026, estavam inscritos nos Centros de Emprego 274 766 pessoas, o que corresponde a uma variação mensal de -3,0% (-8 524 pessoas) e a uma variação homóloga de -8,7% (-26 139 pessoas).

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A nível regional, no mês de maio de 2026, o desemprego diminuiu em termos homólogos em todas as regiões, tendo os valores mais acentuados sido observados no Norte (-12,3%), nos Açores (-11,3%) e na Madeira (-9,7%). Relativamente ao mês anterior, o mês de maio registou igualmente uma diminuição em todas as regiões. A redução global no desemprego foi na ordem dos -3,0%, sendo a diminuição mais significativa a ocorrer na região do Algarve (-17,3%).

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Índice de Preços da Habitação – INE

O Índice de Preços da Habitação (IPHab) aumentou, em termos homólogos, 17,8% no 1º trimestre de 2026, menos 1,1 pontos percentuais (pp) que no trimestre anterior. No trimestre de referência, o ritmo de crescimento dos preços das habitações existentes foi de 19,7% e o das habitações novas foi de 12,6%.

Em relação ao trimestre anterior, o IPHab aumentou 3,8% (4,0% no 4º trimestre de 2025), tendo os alojamentos existentes registado uma taxa de variação de 4,2% e os alojamentos novos apresentado um aumento de 2,7%.

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No 1º trimestre de 2026, foram transacionadas 37 745 habitações, o que representa uma diminuição de 8,7% face ao mesmo período do ano anterior. O valor das vendas foi aproximadamente de 9,9 mil milhões de euros, mais 3,2% do que no 1º trimestre de 2025.

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