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Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito – Banco de Portugal

A avaliação da oferta e da procura refere-se ao 4º trimestre de 2024, por comparação com o trimestre anterior. As expectativas referem-se ao 1º trimestre de 2025.

Oferta:

  • Critérios de concessão de crédito: praticamente sem alterações no segmento das empresas (embora ligeiramente mais restritivos para PME) e no dos particulares para consumo e outros fins. Ligeiramente menos restritivos nos empréstimos a particulares para aquisição de habitação. 
  • Termos e condições do crédito: ligeira diminuição da taxa de juro praticada nos empréstimos concedidos a empresas (transversal à dimensão da empresa) e para aquisição de habitação. Neste último segmento de crédito, acresce ainda a ligeira diminuição do spread aplicado nos empréstimos de risco médio. Sem alterações nos empréstimos para consumo e outros fins.
  • Proporção de pedidos de empréstimo rejeitados: sem alterações nos empréstimos a empresas e ligeiro aumento nos empréstimos a particulares, em ambos os segmentos de crédito.
  • Expetativas: critérios de concessão inalterados, tanto no crédito a empresas como no crédito a particulares.

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(Gráfico: Banco de Portugal)

A oferta de crédito corresponde aos critérios de concessão reportados pelos bancos (calculado com base num inquérito aos cinco principais bancos portugueses). O índice de difusão varia entre -100 e 100. Valores inferiores (superiores) a zero traduzem critérios menos (mais) restritivos. O valor zero corresponde a praticamente sem alteração. Os dados para o último trimestre correspondem a expetativas dos bancos inquiridos.

Em janeiro de 2025, o Índice de difusão para a oferta de crédito foi de 0.

Procura:

  • Procura de empréstimos por parte de empresas: sem alterações, transversal a empresas de diferentes dimensões e a diferentes prazos do empréstimo.
  • Procura de empréstimos por parte de particulares: aumento da procura, sobretudo no segmento da habitação.
  • Expetativas: nas empresas, ligeiro aumento da procura de empréstimos, por PME e por empréstimos de longo prazo. Nos particulares, aumento da procura de empréstimos no segmento da habitação e sem alterações no segmento do consumo e outros fins.

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(Gráfico: Banco de Portugal)

O índice de difusão varia entre -100 e 100. Valores inferiores (superiores) a zero traduzem uma redução (um aumento) da procura. O valor zero corresponde a praticamente sem alteração. Os dados para o último trimestre correspondem a expetativas dos bancos inquiridos.

Em janeiro de 2025, o Índice de difusão para a procura de crédito foi de 0.

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Crédito ao Sector Privado – Banco de Portugal

Em dezembro de 2024, o stock de empréstimos às Sociedades não Financeiras (SNF) registou um valor de 72,6 mil milhões de euros, aumentando 648 milhões de euros em relação ao mês anterior e registando uma taxa de variação anual (TVA) de 0,5% (1,3% no mês anterior e -1,1% no ano de 2023).

O stock de empréstimos a Particulares registou um valor de 132,8 mil milhões de euros, registando uma TVA de 4,2% (3,6% no mês anterior). Trata-se do maior crescimento em final de ano observado desde 2008 (4,5%).

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A TVA dos empréstimos a microempresas foi de 7,2% (8,5% no mês anterior), a TVA dos empréstimos a pequenas empresas foi de -1,5% (-1,6% no mês anterior), a TVA dos empréstimos a médias empresas foi -5,2% (-4,2% no mês anterior) e a TVA dos empréstimos grandes empresas foi de 0,3% (1,5% no mês anterior).

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A TVA dos empréstimos a particulares para habitação foi de 3,5%, aumentando 0,7 p.p. em relação ao mês anterior. A TVA dos empréstimos a particulares para consumo foi de 7,5%, aumentando 0,5 p.p. em relação ao mês anterior, e a TVA dos empréstimos a particulares para outros fins foi de 5,2%, aumentando 0,5 p.p. em relação ao mês anterior.

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De acordo com a mesma fonte, em dezembro de 2024 o crédito vencido total, em percentagem do respectivo total de empréstimos, foi de 1,16% (1,27% no mês anterior). O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos às Sociedades não Financeiras passou de 2,08% para 1,85%. O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos aos Particulares fixou-se em 0,79% (0,82% no mês precedente).

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Em dezembro de 2024, o stock de empréstimos às SNF tem maior peso na Grande Lisboa (35,2%) e no Norte (29,8%).

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Em dezembro de 2024, o maior valor de crédito vencido, em percentagem do respectivo total de empréstimos, foi na Península de Setúbal com 3,4% (3,8% no mês anterior).

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Estatísticas do Comércio Internacional – Estimativa Rápida – INE

A estimativa rápida do Comércio Internacional de bens do 4º trimestre de 2024 aponta para acréscimos nas exportações e importações de, respetivamente, 4,1% e 5,1%, em termos nominais e em relação ao período homólogo. No entanto, é importante referir que estas variações refletem, tal como aconteceu no trimestre anterior, acréscimos nas transações de bens com vista a ou na sequência de trabalhos por encomenda, sem mudança de propriedade, embora de menor magnitude.

As transações de bens aumentam, assim, pelo terceiro trimestre consecutivo, tendo as variações homólogas no trimestre anterior sido de 9,7% nas exportações e 7,0% nas importações.

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(Gráfico: INE)

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Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego – INE

A população empregada, em dezembro de 2024, foi estimada em 5.127,3 mil pessoas, aumentando/diminuindo 0,4% face ao mês anterior (18,3 mil pessoas). A taxa de emprego estimada situou-se em 64,4%, tendo aumentado 0,2 p.p. face ao mês anterior (sem revisão).

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A população desempregada, estimada em 352,4 mil pessoas, diminuiu 2,0% em relação ao valor registado para o mês anterior (-7,1 mil pessoas). A taxa de desemprego estimada situou-se em 6,4%, tendo diminuído 0,2 p.p. em relação ao mês anterior (revista em baixa de 6,7% para 6,6%).

A taxa de desemprego estimada de jovens situou-se em 20,5%, tendo diminuído 0,5 p.p. em relação ao mês anterior (revista em baixa de 21,5% para 21,0%). A taxa de desemprego estimada dos adultos situou-se em 5,3% e diminuiu 0,2 p.p. em relação ao mês anterior.

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Em dezembro de 2024, a estimativa provisória da taxa de emprego não ajustada de sazonalidade foi de 64,3% (64,3% no mês anterior) e a estimativa provisória da taxa de desemprego não ajustada de sazonalidade foi de 6,7% (6,7% no mês anterior).

Nota: Os valores relativos ao último mês são provisórios e os relativos aos meses anteriores são definitivos.

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Índice de Volume de Negócios no Comércio – INE

No conjunto do ano 2024, o Índice de Volume de Negócios no Comércio aumentou 4,0%, após a contração de 0,8% registada em 2023.

Em dezembro de 2024, o Índice de Volume de Negócios no Comércio, deflacionado e corrigido dos efeitos de calendário e da sazonalidade, registou uma taxa de variação homóloga (VH) de 5,5%, inferior em 3,0 p.p. à observada em novembro de 2024 (8,5%).

Em termos desagregados, o Índice de Volume de Negócios do Comércio, manutenção e reparação, de veículos automóveis e motociclos registou uma variação homóloga de 4,1%, o Índice de Volume de Negócios do Comércio por grosso registou uma variação homóloga de 5,6% e o Índice de Volume de Negócios do Comércio a Retalho registou 6,0%, valores que comparam com 8,4%, 11,0% e 5,5% no mês anterior, respetivamente.

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Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação – INE

Em 2024, o valor mediano de avaliação situou-se em 1 662 euros/m2, traduzindo um aumento de 9,3% relativamente ao ano anterior.

Em dezembro de 2024, o valor mediano de avaliação bancária da habitação no total do país fixou-se em 1 747 euros/m2, o que corresponde a um aumento de 0,4% face ao mês anterior e a um aumento de 13,7% em termos homólogos.

No mesmo mês, o valor mediano da avaliação bancária dos Apartamentos foi de 1 962 euros/m2, registando um aumento de 0,9% em relação ao mês anterior e um aumento 15,2% em relação ao período homólogo. O valor mediano da avaliação bancária das Moradias fixou-se em 1 322 euros/m2, aumentando 0,2% face ao mês precedente e aumentando 9,3% em termos homólogos.

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Numa análise regional (NUTS II), registaram-se as seguintes variações em cadeia: Norte (0,2%); Centro (0,9%); Oeste e Vale do Tejo (1,2%); Grande Lisboa (1,0%); Península de Setúbal (0,8%); Alentejo (0,1%); Algarve (-0,8%); Região Autónoma dos Açores (-0,6%) e Região Autónoma da Madeira (-2,0%).

Em termos homólogos, verificaram-se as seguintes variações: Norte (14,1%); Centro (11,2%); Oeste e Vale do Tejo (10,6%); Grande Lisboa (14,0%); Península de Setúbal (12,9%); Alentejo (3,0%); Algarve (11,1%); Região Autónoma dos Açores (9,8%) e Região Autónoma da Madeira (16,4%).   

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Perspectivas de Exportação de Bens – INE

As empresas exportadoras perspetivam, para 2025, um acréscimo nominal de 4,6% nas suas exportações de bens, seguindo a trajetória de acréscimo observada nos dados do Comércio Internacional de Bens (CI) no período acumulado de janeiro a novembro de 2024, em que as exportações cresceram 3,0%.

Por Grandes Categorias Económicas (CGCE), o maior acréscimo é esperado nas exportações de Material de transporte e acessórios (+7,2%), seguindo-se os Fornecimentos industriais não especificados noutra categoria (+6,9%).

Os resultados do Inquérito sobre Perspetivas de Exportação de Bens (IPEB) para 2025, realizado em novembro de 2024, na medida em que se baseiam em perspetivas de crescimento, devem ser encarados como indicando tendências condicionadas pela informação disponibilizada pelas empresas no período de resposta. Assim, as perspetivas das empresas quanto às suas exportações de bens para 2025 poderão também refletir, em elevado grau, a incerteza quanto aos desenvolvimentos do enquadramento internacional.

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada a 19 de janeiro, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade superior à observada na semana anterior. Em 16 de janeiro de 2025, o DEI (média móvel semanal) registou 4,2% (VH), que compara com -2,4% (VH) na semana anterior.

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Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Dívida Pública Zona Euro e União Europeia – Eurostat

Segundo o Eurostat, no 3º trimestre de 2024, a Dívida Pública em percentagem do PIB no conjunto dos países da Zona Euro situou-se em 88,2% (88,2% no 2º trimestre de 2024) e na UE situou-se em 81,6% (81,6% no 2º trimestre de 2024). Em relação ao período homólogo (3º trimestre de 2023) registou-se uma diminuição um aumento de 0,2 p.p. (pontos percentuais) da Dívida Pública da Zona Euro e um aumento de 0,1 p.p. na UE.

Em Portugal, a Dívida Pública em percentagem do PIB situou-se em 97,5% (100,7% no 2º trimestre de 2024 e 106,3% no 3º trimestre de 2023).

Entre os Estados Membros, os que se destacaram com maiores rácios de Dívida Pública (em percentagem do PIB), no 3º trimestre de 2024, foram a Grécia (158,2%), Itália (136,3%), França (113,8%), Bélgica (105,6%) e Espanha (104,3%). Em contrapartida, a Estónia (24,0%), Bulgária (24,6%) e Luxemburgo (26,6%) apresentaram os rácios mais baixos de Dívida Pública.

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(Gráfico: Eurostat)

Em relação ao trimestre anterior, treze Estados-Membros registaram um aumento no seu rácio dívida/PIB, e catorze registaram uma diminuição. Os maiores aumentos no rácio foram observados na Bulgária (2,4 pontos percentuais – pp), Roménia (2,0 pp), Finlândia e França (ambos 1,4 pp), Letónia (1,3 pp), Polónia (1,2 pp) e Chéquia e Lituânia (ambas 1,0 pp). As maiores diminuições registaram-se em Portugal (-3,2 pp), Eslovénia (-2,6 pp), Grécia (-1,8 pp), Malta e Países Baixos (-1,1 pp), bem como Espanha (-1,0 pp).

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(Gráfico: Eurostat)

Em comparação com o trimestre homólogo, dezasseis Estados-Membros registaram um aumento no seu rácio dívida/PIB, onze Estados-Membros registaram uma diminuição. Os maiores aumentos no rácio foram registados na Finlândia (6,7 pp), Estónia (5,3 pp), Polónia (4,9 pp), Áustria (4,6 pp), Roménia e Bulgária (ambas 3,6 pp) e Letónia (3,5 pp). As maiores diminuições foram observadas na Grécia (-10,0 pp), Portugal (-8,8 pp), Chipre (-5,4 pp), Eslovénia (-4,1 pp), Croácia (-3,6 pp), Espanha (-3,1 pp), Países Baixos (-2,3 pp), Malta (-1,8 pp) e Alemanha (-1,4 pp).

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(Gráfico: Eurostat)

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