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Dívida Pública – Banco de Portugal

Segundo o Banco de Portugal, no final de 2024, a Dívida Pública situou-se em 270,7 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 1,5 mil milhões de euros face ao mês anterior e um aumento de 8,8 mil milhões de euros face ao final de 2023.

A instituição refere que esta variação anual resultou, em grande medida, do aumento dos títulos de dívida (+7,5 mil milhões de euros), especialmente de curto prazo (+5,9 mil milhões de euros), e dos empréstimos (+1,4 mil milhões de euros). As responsabilidades em depósitos reduziram-se 0,1 mil milhões de euros, devido sobretudo à diminuição dos certificados do Tesouro (-1,3 mil milhões de euros), que foi parcialmente compensada pelo crescimento dos certificados de aforro (+0,7 mil milhões de euros).

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Em dezembro de 2024, a Dívida Pública foi de 95,3% do PIB, o que representa uma variação de -2,2 p.p. face ao trimestre anterior e de -2,6 p.p. face ao trimestre homólogo.

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Índice de Produção Industrial – INE

Em 2024 o índice aumentou 0,2%, após a redução de 3,1% no ano anterior.

Em dezembro de 2024, o Índice de Produção Industrial (ajustado dos efeitos de calendário e da sazonalidade) registou uma variação homóloga (VH) de -4,9%, o que corresponde a uma diminuição de 2,4 pontos percentuais (p.p.) relativamente à do mês anterior (-2,5%).

Os agrupamentos industriais de Bens de Consumo e de Energia registaram variações homólogas de -6,1% e -15,4%, respetivamente. Os Bens Intermédios registaram uma variação homóloga de -2,4%.

A variação média dos últimos 12 meses do Índice de Produção Industrial foi de 0,2%, mantendo-se inalterado em relação ao mês anterior.

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As secções das Indústrias Transformadoras e da Eletricidade e Gás registaram variações homólogas de -3,4% e -17,0%, respetivamente.

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Atividade Turística – Estimativa rápida – INE

O sector do alojamento turístico registou 1,9 milhões de hóspedes e 4,2 milhões de dormidas em dezembro de 2024, correspondendo a variações homólogas (VH) de 3,6% e 2,9%, respetivamente (14,0% e 9,6% em novembro de 2024, pela mesma ordem). As dormidas de residentes registaram um aumento homólogo de 0,6% (22,2% em novembro), correspondendo a 1,6 milhões, enquanto as dos não residentes registaram um crescimento homólogo de 4,4% (o mesmo crescimento que em novembro), totalizando 2,6 milhões.

Nos mercados externos, o britânico manteve-se como principal mercado emissor (quota de 13,7%), tendo registado um ligeiro decréscimo homólogo (-0,2%), seguido da Espanha (peso de 13,2%), que diminuiu 10,0% (VH). Entre os 10 principais mercados emissores em dezembro, o mercado polaco voltou a destacar-se pelo maior aumento homólogo (13,9%).

A RA Madeira e a RA Açores registaram os maiores acréscimos de dormidas (8,8% e 4,4%, VH, respetivamente). Em sentido contrário, o Oeste e Vale do Tejo e o Centro foram as únicas regiões a registar decréscimos (-3,0% e -0,3%, VH).

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(Gráfico: INE)

No conjunto do ano de 2024 (dados preliminares), os estabelecimentos de alojamento turístico registaram 31,6 milhões de hóspedes e 80,3 milhões de dormidas, refletindo aumentos anuais de 5,2% e 4,0%, respetivamente. As dormidas dos mercados externos predominaram (70,3% do total de dormidas em 2024), totalizando 56,4 milhões, e registaram um crescimento de 4,8%, VH. O mercado interno contribuiu com 23,9 milhões de dormidas (2,4%, VH).

O Reino Unido manteve-se como principal mercado emissor em 2024, representando 18,1% das dormidas de não residentes (2,7%, VH). Seguiram-se os mercados alemão (11,3% do total), espanhol (quota de 9,7%), norte americano (9,2%) e francês (8,0%). Entre os 10 principais mercados emissores em 2024, os maiores crescimentos homólogos registaram-se nos mercados canadiano e norte americano (17,1% e 12,1%, respetivamente).

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Estimativa Rápida do IPC/IHPC – INE

A taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) terá diminuído para 2,5% em janeiro de 2025, taxa inferior em 0,5 pontos percentuais (p.p.) à observada no mês anterior.

Esta desaceleração é em parte explicada pelo efeito de base associado ao fim da isenção de IVA num conjunto de bens alimentares essenciais e ao aumento de preços da eletricidade, verificados em janeiro de 2024. O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) terá registado uma variação de 2,6% (2,8% no mês precedente). A variação do índice relativo aos produtos energéticos diminuiu para 2,4% (4,9% no mês anterior), refletindo o já referido efeito de base dos preços da eletricidade, e a variação do índice referente aos produtos alimentares não transformados diminuiu para 1,8% (3,4% em dezembro de 2024).

Comparativamente com o mês anterior, a variação do IPC terá sido -0,5% (0,1% em dezembro e nula em janeiro de 2024).

Estima-se uma variação média nos últimos doze meses de 2,4% (valor idêntico no mês anterior).

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português terá registado uma variação homóloga de 2,7% (3,1% no mês precedente).

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(Gráfico: INE)

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Indicadores de Sentimento Económico – Comissão Europeia

Em janeiro de 2025, o Indicador de Sentimento Económico (ISE – sre, ajustado de sazonalidade) para Portugal registou um valor de 107,2 pontos, o que compara com o valor de 107,0 pontos verificado em dezembro de 2024.

A evolução dos sectores foi a seguinte: Indústria de -4,4 para -5,6 pontos, Serviços de 17,3 para 16,8, Construção de 4,4 para 4,3 e Comércio a Retalho de 4,1 para 3,7. Para o mesmo período, o Indicador de Confiança dos Consumidores aumentou de -15,8 para -15,1.

No mês em análise, o ISE registou um aumento de 1,1 pontos na União Europeia (de 94,7 pontos em dezembro de 2024 para 95,8 pontos em janeiro de 2025), enquanto a Zona Euro apresentou um aumento de 1,5 pontos (de 93,7 pontos em dezembro de 2024 para 95,2 pontos em janeiro de 2025).

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Taxa de Desemprego – Eurostat

Em dezembro de 2024, a taxa de desemprego (ajustada para a sazonalidade) estimada para Portugal foi 6,4%, diminuindo 0,2 p.p. em relação à percentagem registada no mês anterior (6,6%). Em termos homólogos, a taxa de desemprego registou uma estabilização (6,4%).

Para Espanha, a taxa de desemprego estimada, em dezembro de 2024, situou-se em 10,6%, diminuindo 0,1 p.p. em relação ao mês anterior (10,7%) e apresentou uma variação de -1,3 p.p. face ao verificado no período homólogo (11,9%).

Para a Zona Euro, o Eurostat estima que a taxa de desemprego, em dezembro de 2024, se tenha situado em 6,3%, aumentando 0,1 p.p. em relação ao mês anterior (6,2%) e diminuindo 0,2 p.p. em termos homólogos (6,5%). Na UE27, a taxa de desemprego estimada foi 5,9%, aumentando 0,1 p.p. relativamente ao mês anterior.

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Em dezembro de 2024, o Eurostat estima que a taxa de desemprego <25 anos registada em Portugal tenha sido de 20,5%, diminuindo 0,5 p.p. em relação ao mês anterior. Em termos homólogos, registou uma diminuição de 2,6 p.p. (23,1%). Para o mesmo período, a taxa de desemprego ≥25 anos estimada foi 5,3%, diminuindo 0,2 p.p. relativamente ao mês precedente.

Para Espanha, a taxa de desemprego <25 anos estimada situou-se em 25,3%, em dezembro de 2024, diminuindo 0,1 p.p. face ao mês anterior e registando uma variação de -3,5 p.p. face ao verificado no período homólogo (28,8%). Para o mesmo período, a taxa de desemprego ≥ 25 anos estimada foi 9,5%, diminuindo 0,1 p.p. em relação ao mês de novembro de 2024 (9,6%)

Para a Zona Euro, a taxa de desemprego <25 anos fixou-se, em dezembro de 2024, nos 14,8%, diminuindo 0,1 p.p. em relação ao mês anterior. Para o mesmo período, a taxa de desemprego ≥25 anos estimada foi 5,4%, aumentando 0,1 p.p. em relação a novembro de 2024. Na UE27, a taxa de desemprego <25 anos foi 15,0%, diminuindo 0,2 p.p. em relação ao mês anterior, e a taxa de desemprego ≥25 anos foi 5,0%, mais 0,1 p.p. que o mês anterior.

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Estimativa Rápida PIB da Zona Euro e UE (preliminar) – Eurostat

De acordo com a estimativa divulgada pelo Eurostat, no 4º trimestre de 2024, a Zona Euro registou uma variação homóloga do PIB de 0,9% (0,9% no 3º trimestre de 2024). A variação trimestral do PIB foi 0,0% (0,4% no 3º trimestre de 2024).

No que respeita à UE, a variação homóloga do PIB foi de 1,1% (1,0% no 3º trimestre de 2024). A variação trimestral do PIB foi de 0,1% (0,4% no 3º trimestre de 2024).

No 4º trimestre de 2024, Portugal registou uma variação do PIB de 2,7% em relação ao trimestre homólogo (2,0% no trimestre anterior) e uma variação de 1,5% em relação ao trimestre anterior (0,3% no 3º trimestre de 2024).

Entre os Estados-membros para os quais estão disponíveis dados relativos ao 4º trimestre de 2024, Portugal (1,5%) registou o maior aumento face ao trimestre anterior, seguido pela Lituânia (0,9%) e Espanha (0,8%). As descidas foram registadas na Irlanda (-1,3%), Alemanha (-0,2%) e França (-0,1%). As taxas de crescimento homólogas foram positivas para nove países e negativas para três.

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(Gráficos: Eurostat)

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Indicador diário de atividade económica –  Banco de Portugal

Na semana terminada a 26 de janeiro, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade inferior à observada na semana anterior. Em 23 de janeiro de 2025, o DEI (média móvel semanal) registou 1,4% (VH), que compara com 3,4% (VH) na semana anterior.

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Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Inquérito de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores – INE

Em janeiro de 2025, o Indicador de Clima Económico diminuiu de 2,9 para 2,8 (%, vcs).

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Entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025, o Indicador de Confiança dos Serviços registou uma diminuição de 20,9 para 20,8 e o do Comércio diminuiu de 3,5 para 3,3. No mesmo período, a Indústria Transformadora diminuiu de -4,7 para -5,7 e a Construção e Obras Públicas registou um aumento de 3,6 para 4,2. O Indicador de Confiança dos Consumidores aumentou para -15,2 (sre, ve), em janeiro de 2025 (-15,7 em dezembro de 2024).

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Nota: sre – saldos de respostas extremas; ve – valores efetivos; vcs – valores corrigidos de sazonalidade.

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Estimativa Rápida do PIB – INE

O Produto Interno Bruto (PIB), em termos reais, registou uma variação homóloga de 2,7% no 4º trimestre de 2024, taxa superior em 0,7 pontos percentuais à verificada no trimestre precedente. O contributo positivo da procura interna para a variação homóloga do PIB aumentou no 4º trimestre, em resultado da aceleração do consumo privado. O contributo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB manteve-se negativo, refletindo o crescimento mais intenso das importações de bens e serviços em comparação com o das exportações.

Comparando com o 3º trimestre de 2024, o PIB aumentou 1,5% em volume, após um crescimento de 0,3% no trimestre anterior. O contributo positivo da procura interna para a variação em cadeia do PIB diminuiu no 4º trimestre devido à redução do investimento, refletindo sobretudo o contributo negativo da Variação de Existências associado em grande medida ao comportamento dos fluxos de comércio internacional. Com efeito, as importações de bens e serviços registaram uma diminuição em cadeia no 4º trimestre, conduzindo a um contributo positivo da procura externa líquida, após ter sido negativo nos dois trimestres anteriores.

No conjunto do ano 2024, o PIB registou um crescimento de 1,9% em volume, após o aumento de 2,5% em 2023. A procura interna apresentou um contributo positivo para a variação anual em volume do PIB, superior ao observado no ano anterior, refletindo a aceleração das despesas de consumo final, tendo o investimento desacelerado. O contributo da procura externa líquida foi negativo em 2024, após ter sido positivo nos dois anos anteriores, tendo as importações de bens e serviços em volume acelerado, enquanto as exportações mantiveram um crescimento próximo do observado no ano anterior.

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