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Contas Nacionais Trimestrais Financeiras por Sector Institucional – Património Financeiro – Banco de Portugal

Em dezembro de 2024, o Património Financeiro Líquido da economia portuguesa ascendeu a -168 776 milhões de euros (-59,2% do PIB), o que compara com -177 260 milhões em setembro de 2024 (-63,2% do PIB).

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O Passivo Financeiro Total da economia portuguesa (vis-à-vis com o resto do mundo) aumentou de 625.079 milhões de euros (223,0% do PIB) em setembro de 2024 para 633 009 milhões de euros (222,0% do PIB) em dezembro de 2024.

O Passivo Financeiro exceto ações e outras participações (vis-à-vis com o resto do mundo) fixou-se em 420 654 milhões de euros (147,5% do PIB) em dezembro de 2024, o que compara com 409 458 milhões em setembro de 2024 (146,1% do PIB).

A Dívida Líquida Total da economia portuguesa (vis-à-vis com o resto do mundo) diminuiu de 205.232 milhões de euros (73,2% do PIB) em setembro de 2024 para 198 704 milhões de euros (69,7% do PIB) em dezembro de 2024.

A Dívida Líquida exceto ações e outras participações (vis-à-vis com o resto do mundo) fixou-se em 125 526 milhões de euros (44,0% do PIB) em dezembro de 2024, o que compara com 126 961 milhões em setembro de 2024 (45,3% do PIB). 

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Em dezembro de 2024, o Passivo Financeiro das Administrações Públicas fixou-se em 100,6% do PIB (286 974 milhões de euros). Em percentagem do PIB, trata-se de uma diminuição de 2,8 p.p. face a setembro de 2024 (103,4%).

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Relativamente aos Particulares, o Passivo Financeiro Total, em percentagem do respetivo rendimento disponível bruto ajustado pela variação da participação líquida das famílias nos fundos de pensões, registou o valor de 94,2% em dezembro de 2024, o que compara com 96,3% em setembro de 2024. O Passivo Financeiro Total das Sociedades não Financeiras em percentagem do PIB, ascende em dezembro de 2024 aos 86,5%, o que compara com 87,6% em setembro de 2024.

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Contas Nacionais Trimestrais Financeiras por Sector Institucional – Conta Financeira – Banco de Portugal   

Em 2024, a economia portuguesa financiou o exterior em 3,3% do PIB. Tratou-se da maior capacidade de financiamento observada desde 1995.

Os particulares, o sector financeiro e as administrações públicas registaram capacidades de financiamento de 4,7%, 1,6% e 0,7% do PIB, respetivamente. As empresas não financeiras foram o único sector residente a apresentar necessidade de financiamento (3,7% do PIB). Em 2024, os particulares foram o sector com maior capacidade de financiamento, 4,7% do PIB, o valor mais elevado desde 2020.

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No 4º trimestre de 2024, a variação de Passivos da Economia Portuguesa (vis-à-vis com o Resto do Mundo) registou um aumento de 7,2 % do PIB.

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No 4º trimestre de 2024, a variação dos Passivos das Sociedades não Financeiras registou um aumento de 4,3 % do PIB.

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada a 6 de abril, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade inferior à observada na semana anterior. Em 3 de abril de 2025, o DEI (média móvel semanal) registou -2,1% (VH), que compara com -0,8% (VH) na semana anterior.

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Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Índice de Preços no Consumidor – INE

Em março de 2025, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) em Portugal registou uma taxa de variação homóloga de 1,9%, valor inferior em 0,5 pontos percentuais (pp) à observada no mês anterior. Excluindo do IPC os produtos alimentares não transformados e energéticos, a taxa de variação homóloga foi 1,9%, diminuindo 0,6 pp face ao mês anterior.

O IPC registou uma variação mensal de 1,4%, o que compara com uma variação de -0,1% no mês anterior e de 2,0% em março de 2024.

A taxa de variação média dos últimos doze meses do IPC foi de 2,4% (2,5% no mês anterior). Excluindo do IPC os produtos alimentares não transformados e energéticos, a taxa de variação média foi de 2,5%, (2,5% no mês anterior).

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O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma taxa de variação homóloga de 1,9%, diminuindo 0,6 pp em relação ao verificado no mês anterior. Refira-se que o IHPC, que é utilizado na comparação entre os diversos países da União Europeia, se diferencia do IPC devido à inclusão, na estrutura de ponderação do IHPC, da despesa realizada pelos não residentes, parcela esta excluída do âmbito do IPC.

De acordo com a informação disponível relativamente a março de 2025, e tendo como referência a estimativa do Eurostat, a taxa de variação homóloga do IHPC português foi inferior em 0,3 pp à da área do Euro (em fevereiro, a taxa em Portugal tinha sido superior à da área do Euro em 0,2 pp).

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(Gráfico: INE)

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Estatísticas do Comércio Internacional de Bens – INE

No período de dezembro de 2024 a fevereiro de 2025, as exportações de bens registaram um aumento de 7,5% face ao período homólogo. As importações de bens registaram, no mesmo período, um aumento de 5,6% em termos homólogos. Houve um agravamento do défice da Balança Comercial em 25,7 milhões de euros no período analisado.

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Em termos de variações homólogas mensais, no mês de fevereiro de 2025, as exportações de bens aumentaram 11,9% e as importações aumentaram 3,3% face ao período homólogo.

Excluindo os Combustíveis e lubrificantes, em fevereiro de 2025, as exportações aumentaram 13,5% e as importações cresceram 2,9% face a fevereiro de 2024 (respetivamente 13,7% e 9,8% em janeiro de 2025).

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No período de dezembro de 2024 a fevereiro de 2025, a taxa de cobertura total foi de 75,1%, correspondendo a um acréscimo de 1,3 pp (pontos percentuais) face ao mesmo período do ano anterior. No Comércio Intracomunitário a taxa de cobertura foi de 73,0%, no Comércio Extracomunitário foi de 81,2% e na Zona Euro foi de 71,5%.

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Em fevereiro de 2025, o Saldo de Bens por Grandes Categorias Económicas e Classes Básicas de Bens registou o valor de -1951,0 milhões de euros, destacando-se, no primeiro caso, a categoria de Combustíveis e Lubrificantes com um valor de -581,9 milhões de euros e no segundo os Bens Intermédios com um valor de -987,8 milhões de euros.

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Nota: VH – variação homóloga; mm3m – médias móveis a 3 meses.

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O comércio internacional português e a fragmentação da economia mundial

O Tema em Destaque do Boletim Económico de dezembro estuda a ligação entre a fragmentação crescente da economia mundial nos últimos anos e a evolução do comércio externo português. Em primeiro lugar, discute-se o aumento do protecionismo a nível global e analisa-se a evolução das barreiras ao comércio português nesse contexto. Em segundo lugar, avalia-se o papel que as considerações geopolíticas têm tido na configuração das importações portuguesas. Este exercício procura compreender até que ponto há sinais de uma maior sensibilidade das importações à distância geopolítica face a Portugal.

Tema em destaque “O comércio internacional português e a fragmentação da economia mundial”, do Boletim Económico do Banco de Portugal de dezembro de 2024

Apresentação 104.º Seminário GEE/GPEARI: O comércio internacional português e a fragmentação da economia mundial.pdf

 

Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas na Indústria – INE

Os Índices de Emprego e de Remunerações na Indústria registaram, em fevereiro de 2025, variações homólogas de -0,6% e 4,0%, respetivamente. O Índice de Emprego registou uma diminuição de 0,1 p.p. face à variação homóloga registada no mês precedente (-0,5% no mês de janeiro), enquanto o Índice de Remunerações diminuiu 1,6 p.p. em relação ao mês anterior (5,6% em janeiro).

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Nota: A produção dos índices de horas trabalhadas encontra-se suspenso a partir de janeiro 2025.

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Índice de Volume de Negócios na Indústria – INE

Em fevereiro de 2025, o Índice de Volume de Negócios na Indústria – Total (dados ajustados dos efeitos de calendário e da sazonalidade) registou uma variação homóloga (VH) de 4,4%, aumentando 3,8 pp (pontos percentuais) em relação ao observado no mês de janeiro de 2025 (0,6% VH). Os agrupamentos de Bens de Consumo e de Bens Intermédios apresentaram uma variação homóloga de 1,8% e 3,9%, após terem registado variações de 1,8% e 0,8% respetivamente, no mês anterior. Os agrupamentos de Bens de Investimento e Energia apresentaram variações de -1,0% e 14,2%, após terem registado variações de -9,8% e 7,9% no mês precedente, pela mesma ordem.

As vendas para o mercado externo registaram, em fevereiro de 2025, uma variação homóloga de 0,2%, aumentando 4,8 pp em comparação com o mês anterior (-4,6%, VH). No mercado nacional, o índice aumentou 3,3 pp em termos homólogos (7,1% em fevereiro face aos 3,8% registados em janeiro).

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Comércio a Retalho – Eurostat

Em fevereiro de 2025, o volume do Comércio a Retalho, a preços constantes e ajustado de sazonalidade, aumentou 0,3% na Zona Euro (ZE20) e 0,2% na UE27, face ao mês anterior. Em janeiro de 2025, o volume do Comércio a Retalho tinha registado variações de 0,0% na Zona Euro e 0,1% na UE27.

Portugal registou uma variação de 0,0% face ao mês anterior, o que compara com um aumento de 0,2% em janeiro de 2025.

Comparando com o mês anterior e entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para fevereiro de 2025, os maiores aumentos foram registados em Chipre (4,7%), Estónia (2,2%) e Lituânia (1,7%). As maiores diminuições foram observadas na Bulgária (-1,7%), nos Países Baixos (-1,4%) e na Polónia (-1,2%).

Em termos homólogos, o volume do Comércio a Retalho aumentou 2,3% na Zona Euro e aumentou 2,0% na UE27, em fevereiro de 2025.

Portugal registou um aumento homóloga de 5,0%, após ter registado um aumento homólogo de 5,4% no mês anterior.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para fevereiro de 2025, os maiores aumentos do Comércio a Retalho em termos homólogos foram registados no Luxemburgo (10,3%), Chipre (8,5%) e Estónia (5,2%). As maiores diminuições foram observadas na Polónia (-1,5%), na Eslováquia (-1,4%) e nos Países Baixos (-1,2%).

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(Gráfico: Eurostat)

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Estatísticas das Empresas da Central de Balanços – Banco de Portugal

No 4º trimestre de 2024, a rendibilidade das empresas ― medida pelo rácio entre os resultados antes de amortizações, depreciações, juros e impostos (EBITDA) e o total do ativo ― foi de 9,4% (valor igual ao do 3º trimestre de 2024 e ligeiramente inferior aos 9,5% registados no período homólogo). Nos últimos cinco trimestres, verificou-se uma estabilidade da rendibilidade do ativo para o total das empresas.

A rendibilidade do ativo das empresas privadas diminuiu 0,1 pp (pontos percentuais) relativamente ao período homólogo, para 9,5%. Os sectores das sedes sociais e indústrias foram aqueles em que a rendibilidade do ativo mais se reduziu (-1,5 pp e -1,1 pp, respetivamente). Nas sedes sociais, a redução foi justificada pela incorporação de menores resultados das subsidiárias. No caso das indústrias, acresceu o efeito da diminuição do EBITDA decorrente do aumento dos gastos com pessoal.

Nas empresas dos sectores dos transportes e armazenagem e da construção, a evolução foi diferente: a rendibilidade aumentou em relação ao trimestre homólogo (+1,3 pp e +0,9 pp, respetivamente). Para o crescimento registado nos transportes e armazenagem contribuiu o aumento do EBITDA em atividades de tráfego aeroportuário. Na construção, a subida refletiu a melhoria generalizada do EBITDA do sector.

A rendibilidade das empresas públicas foi de 7,3% (+0,5 pp do que no período homólogo).

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A autonomia financeira das empresas, medida pelo peso do capital próprio no total do ativo, manteve a tendência de aumento pelo nono trimestre consecutivo, fixando-se em 45,6% no 4º trimestre de 2024 (44,1% no período homólogo).

No final do 4º trimestre de 2024, a autonomia financeira das empresas privadas era de 45,8%. Em comparação com o período homólogo, este indicador aumentou em todos os sectores, com exceção das sedes sociais. A subida foi mais acentuada no sector do comércio (+2,1 pp). O aumento da autonomia financeira reflete a retenção de resultados das empresas e foi transversal a todos os sectores de atividade. Por classe de dimensão, o crescimento foi mais acentuado nas pequenas e médias empresas (PME). A autonomia financeira das PME aumentou 1,9 pp relativamente ao trimestre homólogo, para 46,0%. Nas grandes empresas, o acréscimo foi de 1,3 pp, para 41,4%.

A autonomia financeira das empresas públicas cresceu de 36,9%, no final do quarto trimestre de 2023, para 37,2% no final do quarto trimestre de 2024.

Para o total das empresas, o peso dos financiamentos obtidos no total do ativo diminuiu de 27,6% para 26,6%. Esta descida reflete a redução continuada dos empréstimos contraídos junto do sector financeiro e junto de empresas do grupo. O decréscimo foi transversal a todas as classes de dimensão e a todos os sectores, com exceção das sedes sociais e das empresas públicas. Em ambas se observou um aumento do financiamento por títulos de dívida.

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Após nove trimestres consecutivos a aumentar, o custo dos financiamentos obtidos reduziu-se, fixando-se em 4,8%. Esta redução refletiu a tendência de descida das taxas de juro, que se iniciou em meados de 2024. Apesar da redução verificada neste trimestre, o custo dos financiamentos obtidos era ainda 0,3 pp superior ao registado no período homólogo, situação que foi transversal a todos os sectores de atividade, com exceção da construção.

A cobertura dos gastos de financiamento das empresas (medida de pressão financeira que quantifica o número de vezes que o EBITDA gerado pelas empresas é superior aos seus gastos de financiamento) reduziu-se, em termos homólogos, de 7,4 para 7,1. Para esta redução contribuíram as indústrias e as sedes sociais. Pelo contrário, no sector da construção, a cobertura dos gastos de financiamento aumentou.

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