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Balança Financeira – Banco de Portugal

Em fevereiro de 2025, a Balança Financeira registou um saldo de 34 milhões de euros, aumentando 5 milhões de euros em relação ao mês anterior.

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De janeiro a fevereiro de 2025, o saldo acumulado da Balança Financeira foi 62 milhões de euros, que compara com 1631 milhões de euros no período homólogo.

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Nota: A Balança Financeira regista as transações que envolvem ativos financeiros sobre o exterior detidos por residentes em Portugal e as transações que envolvem passivos financeiros dos residentes detidos por não residentes. Desde a entrada em vigor da norma BPM6, do FMI, é apresentada em termos de “variação líquida de ativos” e de “variação líquida de passivos”.

Na balança financeira, os registos a débito e a crédito têm diferentes interpretações consoante dizem respeito a ativos ou a passivos. Por um lado, um crédito (entrada de dinheiro) traduz uma redução de ativos ou um aumento de passivos, enquanto um débito (saída de dinheiro) traduz um aumento de ativos ou uma redução de passivos.

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Balança de Bens e Serviços – Banco de Portugal

Em fevereiro de 2025, as exportações e as importações de bens e serviços registaram variações homólogas de 2,4% e de 5,6%, respetivamente, valores que comparam com variações homólogas no mês anterior de 3,6% para as exportações e de 3,1% para as importações. No mês em análise, a taxa de cobertura das importações pelas exportações de bens e serviços situou-se em 97,8%. Ainda em fevereiro de 2025, as exportações e importações de bens registaram variações homólogas de 0,4% e de 6,4%, respetivamente. No mesmo mês, as exportações de serviços registaram uma variação homóloga de 5,8% e as importações de serviços registaram uma variação homóloga de 1,6%.

De janeiro a fevereiro de 2025, as exportações e as importações de bens e serviços registaram variações homólogas de 3,0% e de 4,3%, respetivamente. A taxa de cobertura das importações pelas exportações de bens e serviços situou-se em 100,8%. Para o mesmo período, as exportações e importações de bens registaram variações homólogas de 0,6% e de 5,2%, respetivamente. No período em análise, as exportações de serviços registaram uma variação homóloga de 7,1% e as importações de serviços registaram uma variação homóloga de 0,6%.

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Balança Corrente e de Capital – Banco de Portugal

Em fevereiro de 2025, as Balanças Corrente e de Capital registaram um excedente de 253 milhões de euros, diminuindo 282 milhões de euros em relação ao mês anterior.

A Balança Corrente registou um saldo de -24 milhões de euros, diminuindo 517 milhões de euros face ao mês anterior, passando de uma situação de excedente para uma situação de défice.

No mês em análise, o saldo da Balança de Capital aumentou 235 milhões de euros em relação ao mês anterior, fixando-se em 277 milhões de euros.

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Entre janeiro e fevereiro de 2025, o saldo acumulado das Balanças Corrente e de Capital foi de 788 milhões de euros, que compara com 1592 milhões de euros no período homólogo.

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Em fevereiro de 2025, o saldo do Rendimento Primário registou um valor de -159 milhões de euros, o que compara com -236 milhões de euros no mês precedente.

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Índice de Produção Industrial – Eurostat

Em fevereiro de 2025, a produção no sector industrial, ajustada de dias úteis, registou variações de 1,1% na Zona Euro e 1,0% na UE, face ao mês anterior. Em janeiro de 2025, a produção industrial tinha registado variações de 0,6% na Zona Euro e de 0,1% na UE. Portugal registou um aumento de 4,8% face ao mês anterior, o que compara com um aumento de 5,1% em janeiro de 2025.

Comparando com o mês anterior e entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para fevereiro de 2025, os maiores aumentos ocorreram na Irlanda (10,8%), Bélgica (7,4%) e Luxemburgo (6,3%). As maiores diminuições foram registadas na Croácia (-3,9%), Grécia (-3,6%) e Roménia (-2,1%).

Em termos homólogos, a produção industrial registou variações de 1,2% na Zona Euro e 0,6% na UE, em fevereiro de 2025. Portugal registou um aumento de 0,6%, após ter registado uma diminuição de 3,2% no mês anterior.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para fevereiro de 2025, as maiores subidas foram registadas na Irlanda (38,8%), Lituânia (9,1%) e Luxemburgo (6,6%). As maiores descidas da produção no sector industrial em termos homólogos foram registadas na Hungria (-8,0%), Bulgária (-4,7%) e Alemanha (-3,7%).

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(Gráficos: Eurostat)

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Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito – Banco de Portugal

A avaliação da oferta e da procura refere-se ao 1º trimestre de 2025, por comparação com o trimestre anterior. As expectativas referem-se ao 2º trimestre de 2025.

Oferta:

  • • Critérios de concessão de crédito: sem alterações, no crédito a empresas e a particulares.
  • • Termos e condições do crédito: no crédito a empresas, ligeira diminuição da taxa de juro praticada e do spread aplicado nos empréstimos de risco médio (transversal à dimensão da empresa). No crédito à habitação, ligeira diminuição do spread aplicado nos empréstimos de risco médio e da restritividade associada ao rácio entre o valor do empréstimo e o valor da garantia (loan-to-value). Sem alterações no crédito ao consumo e outros fins.

Fatores: no segmento das empresas, a concorrência de outras instituições bancárias contribuiu ligeiramente para termos e condições menos restritivos. De igual modo, nos empréstimos para aquisição de habitação, este fator contribuiu ligeiramente para a redução do spread aplicado nos empréstimos de risco médio.

  • • Proporção de pedidos de empréstimo rejeitados: sem alteração no segmento das empresas e ligeiro aumento nos empréstimos a particulares, em ambos os segmentos de crédito.
  • • Expetativas: critérios de concessão de crédito ligeiramente menos restritivos tanto no crédito a empresas (para PME e em todas as maturidades dos empréstimos) como no crédito a particulares.

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(Gráfico: Banco de Portugal)

Em abril de 2025, o Índice de difusão para a oferta de crédito foi de 0.

A oferta de crédito corresponde aos critérios de concessão reportados pelos bancos (calculado com base num inquérito aos cinco principais bancos portugueses). O índice de difusão varia entre -100 e 100. Valores inferiores (superiores) a zero traduzem critérios menos (mais) restritivos. O valor zero corresponde a praticamente sem alteração. Os dados para o último trimestre correspondem a expetativas dos bancos inquiridos.

Procura:

  • • Procura de empréstimos por parte de empresas: ligeiro aumento por PME e por empréstimos de longo prazo e, em sentido oposto, ligeira diminuição por grandes empresas.

Fatores: o nível geral das taxas de juro e, em menor grau, as necessidades de financiamento do investimento contribuíram para o aumento da procura. Em sentido contrário, o recurso à geração interna de fundos como fonte de financiamento alternativa contribuiu ligeiramente para diminuir a procura de empréstimos por empresas.

  • • Procura de empréstimos por parte de particulares: aumento da procura, sobretudo no segmento da habitação. Fatores: no segmento da habitação, o nível geral das taxas de juro, o regime regulamentar e fiscal do mercado da habitação e, em menor grau, a confiança dos consumidores contribuíram para o aumento da procura. No segmento do consumo e outros fins, a confiança dos consumidores contribuiu ligeiramente para o aumento da procura de empréstimos.
  • • Expetativas: ligeiro aumento da procura de empréstimos tanto por empresas (por empréstimos de longo prazo e transversal à dimensão das empresas) como por particulares.

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(Gráfico: Banco de Portugal)

Em abril de 2025, o Índice de difusão para a procura de crédito foi de 0.

O índice de difusão varia entre -100 e 100. Valores inferiores (superiores) a zero traduzem uma redução (um aumento) da procura. O valor zero corresponde a praticamente sem alteração. Os dados para o último trimestre correspondem a expetativas dos bancos inquiridos.

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Vendas de Cimento – Banco de Portugal

O Índice de Vendas de Cimento registou, em março de 2025, uma variação homóloga de -0,7%, o que se traduz numa diminuição de 5,3 pp (pontos percentuais) face ao mês precedente (4,6%). No mês em análise, o Índice de Vendas de Cimento atingiu um valor de 53,3 pontos, o que compara com 54,2 pontos no mês anterior e 53,7 pontos em março de 2024.

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Índices de Emprego e Remunerações na Construção – INE

Em fevereiro de 2025, os Índices de Emprego e Remunerações na Construção apresentaram variações homólogas de 2,4% e 7,9%, respetivamente. No mês de janeiro de 2025, as variações homólogas respetivas tinham sido de 2,0% e 9,0%.

A taxa de variação média dos últimos 12 meses foi de 2,5% no Índice de Emprego e de 10,1% no Índice de Remunerações.

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O Índice de Emprego na Construção (em valor absoluto) registou, em fevereiro de 2025, um valor de 112,2 pontos, aumentando 1,1 pontos relativamente ao mês precedente (111,1 pontos em janeiro). O Índice de Remunerações na Construção (em valor absoluto) apresentou um valor de 129,1 pontos em fevereiro de 2025, aumentando 3,1 pontos em relação ao mês anterior (126,0 pontos em janeiro).

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Índice de Produção na Construção – INE

Em fevereiro de 2025, o Índice de Produção na Construção acelerou 0,3 pontos percentuais (pp), para um crescimento homólogo de 2,2% em fevereiro:

▪ A Construção de Edifícios aumentou 4,3%, taxa 0,3 pp superior à registada em janeiro;

▪ A Engenharia Civil contraiu 1,0% (-1,2% no mês anterior).

A taxa de variação média dos últimos 12 meses (corrigida dos efeitos de calendário e da sazonalidade) equivalente face ao mês anterior, fixando-se em 2,6% (2,6% em janeiro de 2025).

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O Índice de Produção na Construção (em valor absoluto), corrigido dos efeitos de calendário e da sazonalidade, registou um valor de 113,9 pontos em fevereiro de 2025, aumentando 3,2 pontos em relação ao mês precedente (110,7 pontos em janeiro). Na componente Construção de Edifícios, o índice aumentou de 111,8 pontos em janeiro para 114,3 em fevereiro e na componente Engenharia Civil o índice aumentou de 108,9 pontos em janeiro para 113,3 pontos em fevereiro.

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Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas nos Serviços – INE

Os Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas nos Serviços apresentaram, em fevereiro de 2025, variações homólogas de 3,4% e 8,1%, respectivamente, o que compara com 4,0% e 9,6% registados no mês anterior.

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Os Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas nos Serviços (em valor absoluto) registaram, em fevereiro de 2025, valores de 123,6 pontos e 144,4 pontos, respectivamente, o que compara com 123,9 pontos e 143,8 pontos, respectivamente, registados no mês anterior.

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Nota: A produção dos índices de horas trabalhadas encontra-se suspenso a partir de janeiro de 2025.

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Índice de Volume de Negócios nos Serviços – INE

Em fevereiro de 2025, o Índice de Volume de Negócios nos Serviços apresentou uma taxa de variação homóloga de 4,4%, inferior em 2,7 pp (pontos percentuais) ao valor registado em janeiro de 2025 (7,1%).

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O Índice de Volume de Negócios nos Serviços (em valor absoluto) registou um valor de 153,9 pontos em fevereiro de 2025, diminuindo 2,9 pontos em relação ao mês precedente (156,8 pontos em janeiro de 2025).

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