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Balança de Bens e Serviços – Banco de Portugal

Em março de 2026, as exportações e as importações de bens e serviços registaram variações homólogas de 10,5% e de 11,7%, respetivamente, valores que comparam com variações homólogas no mês anterior de -1,9% para as exportações e de -0,7% para as importações. No mês em análise, a taxa de cobertura das importações pelas exportações de bens e serviços situou-se em 98,9%. Ainda em março de 2026, as exportações e importações de bens registaram variações homólogas de 14,7% e de 11,2%, respetivamente. No mesmo mês, as exportações de serviços registaram uma variação homóloga de 4,5% e as importações de serviços registaram uma variação homóloga de 13,9%.

De janeiro a março de 2026, as exportações e as importações de bens e serviços registaram variações homólogas de 1,6% e de 4,7%, respetivamente. A taxa de cobertura das importações pelas exportações de bens e serviços situou-se em 96,5%. Para o mesmo período, as exportações e importações de bens registaram variações homólogas de 0,9% e de 3,7%, respetivamente. No período em análise, as exportações de serviços registaram uma variação homóloga de 2,7% e as importações de serviços registaram uma variação homóloga de 9,2%.

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Balança Corrente e de Capital – Banco de Portugal

Em março de 2026, as Balanças Corrente e de Capital registaram um excedente de 435 milhões de euros, aumentando 474 milhões de euros em relação ao mês anterior, passando de uma situação de défice para uma situação de excedente.

A Balança Corrente registou um saldo de 94 milhões de euros, aumentando 501 milhões de euros face ao mês anterior, passando de uma situação de défice para uma situação de excedente.

No mês em análise, o saldo da Balança de Capital diminuiu 27 milhões de euros em relação ao mês anterior, fixando-se em 341 milhões de euros.

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Entre janeiro e março de 2026, o saldo acumulado das Balanças Corrente e de Capital foi de 188 milhões de euros, que compara com 1190 milhões de euros no período homólogo.

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Em março de 2026, o saldo do Rendimento Primário registou um valor de -232 milhões de euros, o que compara com -166 milhões de euros no mês precedente.

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Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal

Em março de 2026, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 868,1 mil milhões de euros, dos quais 378,8 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 489,3 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 312,5 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 176,8 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 5,4 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 1,7 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 3,8 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 2,2 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 1,6 mil milhões de euros.

Relativamente a março de 2025, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 33,1 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 13,3 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 19,8 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 6,0 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 13,8 mil milhões de euros.

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Em março de 2026, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 3,5%, mais 0,4 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares aumentou de 8,6% para 8,7%.

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

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Comércio Internacional – Eurostat

Segundo o Eurostat, entre janeiro e março de 2026, a Balança de Bens da Zona Euro com o resto do mundo registou um excedente de 16,6 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 55,4 mil milhões de euros no período homólogo. Neste período, as exportações de bens para fora da Zona Euro diminuíram 6,5% (VHA) face ao período homólogo e o comércio dentro da Zona Euro aumentou 1,9% (VHA).

No período em análise, a Balança de Bens da UE27 com o resto do mundo registou um excedente de 8,4 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 50,7 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens da UE27 para o resto do mundo diminuíram 8,9% (VHA) neste período e o comércio dentro da região aumentou 2,7% (VHA).

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(Gráficos: Eurostat)

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Emissões de Títulos de Dívida – Banco de Portugal

Em abril de 2026, as emissões líquidas de títulos de dívida por residentes ascenderam a 4 345 milhões de euros, o que compara com um valor de 1 155 milhões de euros no mês anterior. As emissões líquidas de títulos de dívida por Sociedades não Financeiras atingiram o valor de 227 milhões de euros (792 milhões de euros registados no mês anterior).

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No final de abril de 2026, o saldo total de títulos de dívida emitidos por residentes ascendeu a 325 815 milhões de euros, aumentando 4 558 milhões de euros face ao mês anterior e registando uma variação homóloga de 5,9%.

O saldo de títulos de dívida emitidos por Sociedades não Financeiras ascendeu a 49 106 milhões de euros, aumentando 225 milhões de euros face ao mês anterior e registando uma variação homóloga de 6,2%.

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Índices de Preços na Produção Industrial – INE

Em abril de 2026, o Índice de Preços na Produção Industrial registou uma variação homóloga de 3,8%, mais 3,8 pontos percentuais (pp) face ao registado no mês anterior (0,0%).

O agrupamento de Energia apresentou uma variação homóloga de 17,2%, mais 17,8 pp face à variação verificada no mês de março de 2026 (-0,6%).

Os agrupamentos de Bens de Consumo e Bens Intermédios apresentaram variações homólogas de 0,1% e 2,3%, respetivamente, o que compara com as variações de -0,7% e 0,3%, registadas no mês anterior.

O agrupamento de Bens Investimento registou uma variação homóloga de 2,1% (1,4 % no mês anterior).

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O Índice de Preços na Produção Industrial registou um valor de 119,6 pontos em abril de 2026, mais 2,8 pontos em relação ao mês precedente. O agrupamento de Bens Intermédios aumentou 2,2 pontos para 118,2 pontos. O agrupamento de Bens de Energia aumentou 10,9 pontos para 118,4 pontos. O agrupamento de Bens de Investimento aumentou 0,2 pontos face ao mês anterior para 113,5 pontos, enquanto os de Bens de Consumo registaram mais 0,2 pontos, passando de 124,5 pontos em março de 2026 para 124,7 em abril de 2026

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Inflação – IHPC – Eurostat

Em abril de 2026, a taxa de inflação anual (variação homóloga (VH)) em Portugal, medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), situou-se em 3,3%, superior em 0,6 pontos percentuais (pp) ao mês anterior. Este valor representa uma variação mensal de 1,9% entre março e abril de 2026.

Na Zona Euro, a taxa de inflação anual (VH) situou-se em 3,0%, aumentando 0,4 pp face ao mês anterior. A taxa de inflação anual da UE27 situou-se em 3,2% (VH) em abril de 2026, aumentando em 0,4 pp face ao valor de março. A variação mensal do índice situou-se em 1,0% e 0,9% na Zona Euro e na UE27, respetivamente.

A taxa de variação da média anual dos últimos 12 meses do IHPC foi de 2,3% para Portugal, de 2,1% para a Zona Euro e 2,4% para a UE27.

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Indicadores Coincidentes – Banco de Portugal

Em abril de 2026, o Indicador Coincidente Mensal da Atividade Económica variou 1,8% (variação homóloga, VH), diminuindo 0,2 pontos percentuais (pp) relativamente ao mês anterior (2,0%, VH). No mês em análise, o Indicador Coincidente do Consumo Privado registou uma variação homóloga de 2,2%, diminuindo 0,5 pp face a março de 2026.

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Remuneração bruta mensal por trabalhador – INE

De acordo com o INE, no 1º trimestre de 2026, a remuneração bruta mensal média por trabalhador (posto de trabalho) aumentou 5,0%, em relação ao mesmo período de 2025, para 1611 Euros.

A componente regular daquela remuneração aumentou 5,1% e a remuneração base subiu 5,1%, atingindo, respetivamente, 1428 e 1335 Euros. Em termos reais, tendo por referência a variação do Índice de Preços do Consumidor, a remuneração bruta total mensal média aumentou 2,7% e as suas componentes regular e base aumentaram ambas 2,8%.

Estes resultados dizem respeito a cerca 4,8 milhões de postos de trabalho, correspondentes a beneficiários da Segurança Social e a subscritores da Caixa Geral de Aposentações, mais 1,9% do que no mesmo período de 2025.

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(Gráfico: INE)

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Atividade Turística – INE

O sector do alojamento turístico registou 5,8 milhões de hóspedes e 13,6 milhões de dormidas no 1º trimestre de 2026, correspondendo a variações homólogas (VH) de 1,5% e de 1,3%, respetivamente (2,9% e 1,9%, pela mesma ordem, no 4º trimestre de 2025).

Os proveitos totais atingiram 1,0 mil milhões de euros, traduzindo um acréscimo homólogo de 5,5% (5,5% no trimestre anterior).

Os mercados externos mantiveram-se predominantes (68,0% do total), ao atingirem 9,2 milhões de dormidas (1,4%, VH). Por sua vez, as dormidas de residentes aumentaram 1,2% (VH), totalizando 4,3 milhões.

No 1º trimestre do ano, a dependência dos mercados externos, medida pela proporção de dormidas de não residentes, foi mais elevada na RA Madeira (85,9% do total), seguida do Algarve (80,9%) e da Grande Lisboa (78,6%). Em contraste, o Centro e o Alentejo apresentaram menor dependência dos mercados externos (23,5% e 32,1%, respetivamente).

A Grande Lisboa foi a região com maior concentração de dormidas no 1º trimestre de 2026 (28,6% do total), seguida do Norte (18,9%) e do Algarve (18,5%). As dormidas de residentes concentraram-se sobretudo no Norte (24,6% do total), enquanto as dos não residentes ocorreram, principalmente, na Grande Lisboa (33,1% do total).

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(Gráfico: INE)

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