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Comércio Internacional – Eurostat

Segundo o Eurostat, entre janeiro e setembro de 2025, a Balança de Bens da Zona Euro com o resto do mundo registou um excedente de 128,7 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 134,3 mil milhões de euros no período homólogo. Neste período, as exportações de bens para fora da Zona Euro aumentaram 3,1% (VHA) face ao período homólogo e o comércio dentro da Zona Euro aumentou 1,7% (VHA).

No período em análise, a Balança de Bens da UE27 com o resto do mundo registou um excedente de 104,3 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 113,0 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens da UE27 para o resto do mundo aumentaram 3,0% (VHA) neste período e o comércio dentro da região aumentou 2,1% (VHA).

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(Gráficos: Eurostat)

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Remuneração bruta mensal por trabalhador – INE

De acordo com o INE, no 3º trimestre de 2025, a remuneração bruta mensal média por trabalhador (posto de trabalho) aumentou 5,3%, em relação ao mesmo período de 2024, para 1615 Euros.

A componente regular daquela remuneração aumentou 5,4% e a remuneração base subiu 5,4%, atingindo, respetivamente, 1366 e 1279 Euros. Em termos reais, tendo por referência a variação do Índice de Preços do Consumidor, a remuneração bruta total mensal média aumentou 2,6% e as suas componentes regular e base aumentaram ambas 2,7%.

Estes resultados dizem respeito a cerca 4,9 milhões de postos de trabalho, correspondentes a beneficiários da Segurança Social e a subscritores da Caixa Geral de Aposentações, mais 1,8% do que no mesmo período de 2024.

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(Gráfico: INE)

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Contas Nacionais Trimestrais – 1ª Publicação – Eurostat

De acordo com o Eurostat, no 3º trimestre de 2025, Portugal registou uma variação do PIB de 2,4% em relação ao trimestre homólogo (1,8% no trimestre anterior) e uma variação de 0,8% em relação ao trimestre anterior (0,7% no 2º trimestre de 2025).

A variação homóloga registou 1,4% na Zona Euro (1,5% no 2º trimestre de 2025) e 1,6% na UE27 (1,6% no 2º trimestre de 2025). Em relação ao trimestre anterior, o PIB registou uma variação de 0,2% na Zona Euro (0,1% no 2º trimestre de 2025) e uma variação de 0,3% na UE27 (0,2% no 2º trimestre de 2025).

Analisando por Estados-Membros, para os países para os quais existem dados disponíveis, destacam-se os aumentos do PIB face ao período homólogo na Irlanda (12,3%), Polónia (3,7%) e Chipre (3,6%). Registou-se uma diminuição na Finlândia (-0,9%).

Em relação ao período anterior, para os países para os quais existem dados disponíveis, destacam-se os aumentos do PIB na Suécia (1,1%), Chipre (0,9%) e Portugal, Polónia e Eslovénia (todos com 0,8%). No que respeita a diminuições do PIB em relação ao período anterior, registaram-se as maiores diminuições na Roménia e na Lituânia (ambos com -0,2%), Finlândia e Irlanda (ambos com -0,1%).

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(Gráficos: Eurostat)

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Índice de Produção Industrial – Eurostat

Em setembro de 2025, a produção no sector industrial, ajustada de dias úteis, registou variações de 0,2% na Zona Euro e 0,8% na UE, face ao mês anterior. Em agosto de 2025, a produção industrial tinha registado variações de -1,1% na Zona Euro e de -0,9% na UE.

Portugal registou um aumento de 0,6% face ao mês anterior, o que compara com um aumento de 1,1% em agosto de 2025.

Comparando com o mês anterior e entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para setembro de 2025, os maiores aumentos ocorreram na Dinamarca (7,2%), Suécia (5,3%) e Grécia (4,8%). As maiores diminuições foram observadas na Irlanda (-9,4%), Luxemburgo (-5,7%) e Malta (-1,7%).

Em termos homólogos, a produção industrial registou variações de 1,2% na Zona Euro e 2,0% na UE, em setembro de 2025. Portugal registou um aumento de 2,0%, após ter registado um aumento de 1,6% no mês anterior.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para setembro de 2025, os maiores aumentos foram registados na Suécia (14,7%), Dinamarca (9,5%) e Grécia (7,1%). As maiores diminuições foram observadas na Bulgária (-5,6%), Luxemburgo (-3,4%) e Lituânia (-2,3%).

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(Gráfico: Eurostat)

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada em 9 de novembro, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade próxima da observada nas semanas anteriores. Em 6 de novembro de 2025, o DEI (média móvel semanal) registou 0,1% (VH), que compara com 0,2% (VH) na semana anterior.

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Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Índice de Custo do Trabalho – INE

No 3º trimestre de 2025, o Índice de Custo do Trabalho (ICT), ajustado de dias úteis, registou uma taxa de variação homóloga de 4,7% (5,5% no 2º trimestre de 2025). As duas principais componentes dos custos do trabalho são os custos salariais e os outros custos (por hora efetivamente trabalhada). Os custos salariais aumentaram 4,7% e os outros custos aumentaram 4,7%, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Para o subgrupo de atividades económicas pertencentes às secções B a N (que abrangem, genericamente, o sector privado da economia) ocorreu um acréscimo homólogo do ICT, de 5,4%. No subgrupo composto pelas restantes atividades económicas (secções O a S), que incluem maioritariamente, mas não exclusivamente, as atividades do sector público da economia, verificou-se uma variação homóloga do ICT de 3,4%.

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(Gráfico: INE)

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Pensar com rigor em Economia: Falácias comuns e os limites da condição “ceteris paribus”

A clareza no raciocínio e a precisão na análise são essenciais na Economia, onde falácias podem distorcer interpretações, enviesar decisões e influenciar negativamente o debate público. Este artigo tem um propósito pedagógico: identificar algumas das falácias mais comuns na disciplina, ilustrá-las com exemplos concretos e alertar para os riscos do uso acrítico de pressupostos, como a condição “ceteris paribus”. Ao promover uma reflexão crítica sobre estes erros recorrentes, pretende-se contribuir para uma análise económica mais rigorosa, informada e útil à boa formulação de políticas públicas.

Ensaio 01 2025

Asymmetric Impacts: German, US, and UK Economic Performance on Portuguese Exports

The study examined the effects of the economic performance of Germany, the United States and the United Kingdom on Portuguese exports from the first quarter of 2003 to the second quarter of 2024. A series of econometric methodologies were utilized in the analysis, encompassing the Jarque-Bera test, panel unit root tests, Gregory-Hansen cointegration tests, error correction models, Granger causality tests, and impulse response functions. The objective of this comprehensive approach was to ascertain short-run and long-run relationships. The primary findings indicated a substantial long-term impact of German GDP on Portuguese exports, demonstrating the highest structural sensitivity. In contrast, the US exhibited the fastest dynamic adjustment speed (agility), while the effect of the UK’s economy was smaller in magnitude and slower to correct, reflecting its vulnerability to structural shocks such as Brexit. The analysis at the sector level further indicated that various adjustment speeds were evident across export categories. The results of the study provide policymakers with a valuable set of information regarding the necessity of monitoring the macroeconomic situations of their major trading partners, building trade resilience, and formulating improved strategic plans.

Asymmetric Impacts: German, US, and UK Economic Performance on Portuguese Exports.pdf

Apresentação 101.º Seminário GEE/GPEARI – Asymmetric Impacts: German, US, and UK Economic Performance on Portuguese Exports.pdf