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Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação – INE

Em outubro de 2025, a Taxa de Juro Implícita no Crédito à Habitação fixou-se em 3,180%, registando uma diminuição de 0,048 pontos percentuais (pp) em relação ao mês anterior (3,228%).

A taxa de juro implícita nos contratos celebrados nos últimos 3 meses diminuiu para 2,850%, o que compara com 2,873% em setembro de 2025.

O valor médio do capital em dívida fixou-se em 74 180 euros, registando um aumento de 684 euros face ao mês anterior (73 496 euros).

Considerando a totalidade dos contratos, o valor médio da prestação mensal fixou-se em 394 euros em outubro de 2025, mais 1 euro que em setembro de 2025 e menos 10 euros que em outubro de 2024. Deste valor, 194 euros (49,2%) correspondem a pagamento de juros e 200 euros (50,8%) a capital amortizado. Em outubro de 2024, a componente de juros representava 58,7% do valor médio da prestação.

Em outubro de 2025, o valor médio da prestação vencida total nos contratos celebrados nos últimos 3 meses fixou-se em 667 euros, o que equivale a um aumento de 1 euros relação ao mês anterior (666 euros).

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Comércio Internacional – Eurostat

Segundo o Eurostat, entre janeiro e setembro de 2025, a Balança de Bens da Zona Euro com o resto do mundo registou um excedente de 128,7 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 134,3 mil milhões de euros no período homólogo. Neste período, as exportações de bens para fora da Zona Euro aumentaram 3,1% (VHA) face ao período homólogo e o comércio dentro da Zona Euro aumentou 1,7% (VHA).

No período em análise, a Balança de Bens da UE27 com o resto do mundo registou um excedente de 104,3 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 113,0 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens da UE27 para o resto do mundo aumentaram 3,0% (VHA) neste período e o comércio dentro da região aumentou 2,1% (VHA).

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(Gráficos: Eurostat)

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Remuneração bruta mensal por trabalhador – INE

De acordo com o INE, no 3º trimestre de 2025, a remuneração bruta mensal média por trabalhador (posto de trabalho) aumentou 5,3%, em relação ao mesmo período de 2024, para 1615 Euros.

A componente regular daquela remuneração aumentou 5,4% e a remuneração base subiu 5,4%, atingindo, respetivamente, 1366 e 1279 Euros. Em termos reais, tendo por referência a variação do Índice de Preços do Consumidor, a remuneração bruta total mensal média aumentou 2,6% e as suas componentes regular e base aumentaram ambas 2,7%.

Estes resultados dizem respeito a cerca 4,9 milhões de postos de trabalho, correspondentes a beneficiários da Segurança Social e a subscritores da Caixa Geral de Aposentações, mais 1,8% do que no mesmo período de 2024.

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(Gráfico: INE)

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Contas Nacionais Trimestrais – 1ª Publicação – Eurostat

De acordo com o Eurostat, no 3º trimestre de 2025, Portugal registou uma variação do PIB de 2,4% em relação ao trimestre homólogo (1,8% no trimestre anterior) e uma variação de 0,8% em relação ao trimestre anterior (0,7% no 2º trimestre de 2025).

A variação homóloga registou 1,4% na Zona Euro (1,5% no 2º trimestre de 2025) e 1,6% na UE27 (1,6% no 2º trimestre de 2025). Em relação ao trimestre anterior, o PIB registou uma variação de 0,2% na Zona Euro (0,1% no 2º trimestre de 2025) e uma variação de 0,3% na UE27 (0,2% no 2º trimestre de 2025).

Analisando por Estados-Membros, para os países para os quais existem dados disponíveis, destacam-se os aumentos do PIB face ao período homólogo na Irlanda (12,3%), Polónia (3,7%) e Chipre (3,6%). Registou-se uma diminuição na Finlândia (-0,9%).

Em relação ao período anterior, para os países para os quais existem dados disponíveis, destacam-se os aumentos do PIB na Suécia (1,1%), Chipre (0,9%) e Portugal, Polónia e Eslovénia (todos com 0,8%). No que respeita a diminuições do PIB em relação ao período anterior, registaram-se as maiores diminuições na Roménia e na Lituânia (ambos com -0,2%), Finlândia e Irlanda (ambos com -0,1%).

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(Gráficos: Eurostat)

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Índice de Produção Industrial – Eurostat

Em setembro de 2025, a produção no sector industrial, ajustada de dias úteis, registou variações de 0,2% na Zona Euro e 0,8% na UE, face ao mês anterior. Em agosto de 2025, a produção industrial tinha registado variações de -1,1% na Zona Euro e de -0,9% na UE.

Portugal registou um aumento de 0,6% face ao mês anterior, o que compara com um aumento de 1,1% em agosto de 2025.

Comparando com o mês anterior e entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para setembro de 2025, os maiores aumentos ocorreram na Dinamarca (7,2%), Suécia (5,3%) e Grécia (4,8%). As maiores diminuições foram observadas na Irlanda (-9,4%), Luxemburgo (-5,7%) e Malta (-1,7%).

Em termos homólogos, a produção industrial registou variações de 1,2% na Zona Euro e 2,0% na UE, em setembro de 2025. Portugal registou um aumento de 2,0%, após ter registado um aumento de 1,6% no mês anterior.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para setembro de 2025, os maiores aumentos foram registados na Suécia (14,7%), Dinamarca (9,5%) e Grécia (7,1%). As maiores diminuições foram observadas na Bulgária (-5,6%), Luxemburgo (-3,4%) e Lituânia (-2,3%).

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(Gráfico: Eurostat)

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada em 9 de novembro, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade próxima da observada nas semanas anteriores. Em 6 de novembro de 2025, o DEI (média móvel semanal) registou 0,1% (VH), que compara com 0,2% (VH) na semana anterior.

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Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Índice de Custo do Trabalho – INE

No 3º trimestre de 2025, o Índice de Custo do Trabalho (ICT), ajustado de dias úteis, registou uma taxa de variação homóloga de 4,7% (5,5% no 2º trimestre de 2025). As duas principais componentes dos custos do trabalho são os custos salariais e os outros custos (por hora efetivamente trabalhada). Os custos salariais aumentaram 4,7% e os outros custos aumentaram 4,7%, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Para o subgrupo de atividades económicas pertencentes às secções B a N (que abrangem, genericamente, o sector privado da economia) ocorreu um acréscimo homólogo do ICT, de 5,4%. No subgrupo composto pelas restantes atividades económicas (secções O a S), que incluem maioritariamente, mas não exclusivamente, as atividades do sector público da economia, verificou-se uma variação homóloga do ICT de 3,4%.

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(Gráfico: INE)

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Pensar com rigor em Economia: Falácias comuns e os limites da condição “ceteris paribus”

A clareza no raciocínio e a precisão na análise são essenciais na Economia, onde falácias podem distorcer interpretações, enviesar decisões e influenciar negativamente o debate público. Este artigo tem um propósito pedagógico: identificar algumas das falácias mais comuns na disciplina, ilustrá-las com exemplos concretos e alertar para os riscos do uso acrítico de pressupostos, como a condição “ceteris paribus”. Ao promover uma reflexão crítica sobre estes erros recorrentes, pretende-se contribuir para uma análise económica mais rigorosa, informada e útil à boa formulação de políticas públicas.

Ensaio 01 2025