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Crédito ao Sector Privado – Banco de Portugal

Em outubro de 2025, o stock de empréstimos às Sociedades não Financeiras (SNF) registou um valor de 73,8 mil milhões de euros, diminuindo 447 milhões de euros em relação ao mês anterior e registando uma taxa de variação anual (TVA) de 4,3% (4,2% no mês anterior).

O stock de empréstimos a Particulares registou um valor de 142,5 mil milhões de euros, registando uma TVA de 9,0% (8,6% no mês anterior).

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A TVA dos empréstimos a microempresas foi de 13,2% (12,6% no mês anterior), a TVA dos empréstimos a pequenas empresas foi de 4,1% (3,8% no mês anterior), a TVA dos empréstimos a médias empresas foi -0,8% (-1,1% no mês anterior) e a TVA dos empréstimos grandes empresas foi de -0,5% (0,9% no mês anterior).

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A TVA dos empréstimos a particulares para habitação foi de 9,4%, aumentando 0,5 pp em relação ao mês anterior. A TVA dos empréstimos a particulares para consumo foi de 7,2%, aumentando 0,5 pp em relação ao mês anterior, e a TVA dos empréstimos a particulares para outros fins foi de 9,1%, diminuindo 0,2 pp em relação ao mês anterior.

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De acordo com a mesma fonte, em outubro de 2025 o crédito vencido total, em percentagem do respectivo total de empréstimos, foi de 1,19% (1,16% no mês anterior). O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos às Sociedades não Financeiras passou de 1,94% para 2,06%. O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos aos Particulares fixou-se em 0,74% (0,75% no mês precedente).

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Em outubro de 2025, o stock de empréstimos às SNF tem maior peso na Grande Lisboa (34,0%) e no Norte (30,8%).

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Em outubro de 2025, o maior valor de crédito vencido, em percentagem do respectivo total de empréstimos, foi na Península de Setúbal com 3,5% (3,6% no mês anterior).

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada em 23 de novembro, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade acima da observada na semana anterior. Em 20 de novembro de 2025, o DEI (média móvel semanal) registou 1,9% (VH), que compara com -1,4% (VH) na semana anterior.

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Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Inquérito de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores – INE

Em novembro de 2025, o Indicador de Clima Económico aumentou de 2,9 para 3,1 (%, vcs).

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Entre outubro e novembro de 2025, o Indicador de Confiança dos Serviços registou uma diminuição de 7,2 para 5,4 e o do Comércio aumentou de 5,0 para 7,1. No mesmo período, a Indústria Transformadora aumentou de -5,5 para 0,3 e a Construção e Obras Públicas registou um aumento de 2,6 para 2,7. O Indicador de Confiança dos Consumidores diminuiu para -15,2 (sre, ve), em novembro de 2025 (-13,2 em outubro de 2025).

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Nota: sre – saldos de respostas extremas; ve – valores efetivos; vcs – valores corrigidos de sazonalidade.

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Investimento Direto Estrangeiro – Banco de Portugal

Transações de investimento direto do exterior em Portugal (IDE):

No 3º trimestre de 2025, as transações de IDE totalizaram 4,8 mil milhões de euros (5,4 mil milhões no período homólogo), sobretudo devido ao investimento no capital de entidades portuguesas (3,4 mil milhões de euros). Neste valor estão incluídos 1,0 mil milhões de euros referentes a investimento imobiliário.

Numa perspetiva de contraparte imediata, os países europeus foram os que mais investiram em Portugal neste período. Destacou-se o investimento proveniente de Espanha (1,4 mil milhões de euros), do Luxemburgo (0,8 mil milhões de euros), de França (0,4 mil milhões de euros) e do Reino Unido (0,4 mil milhões de euros).

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(Gráfico: Banco de Portugal)

Transações de investimento direto de Portugal no exterior (IPE):

No 3º trimestre de 2025, as transações de IPE totalizaram 2,1 mil milhões de euros (2,9 mil milhões de euros no período homólogo). Numa perspetiva de contraparte imediata, destacou-se o investimento realizado em países europeus, principalmente nos Países Baixos (0,7 mil milhões de euros) e em Espanha (0,7 mil milhões de euros).

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(Gráfico: Banco de Portugal)

Stocks de IDE e de IPE:

No final do 3º trimestre de 2025, o stock de investimento direto do exterior em Portugal (IDE) era de 208,1 mil milhões de euros. Já o stock de investimento direto de Portugal no exterior (IPE) totalizava 78,4 mil milhões de euros. Estes montantes representavam, respetivamente, 69% e 26% do PIB.

Desde 2008 que ambos os stocks têm aumentado, embora a ritmos diferentes: o IDE mais do que duplicou entre o final de 2008 e o 3º trimestre de 2025, enquanto o IPE cresceu 50%. Quando medidos em percentagem do PIB, o peso do IDE aumentou 23 pontos percentuais, mas o peso do IPE reduziu-se 3 pontos percentuais.

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(Gráfico: Banco de Portugal)

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Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação – INE

Em outubro de 2025, o valor mediano de avaliação bancária da habitação no total do país fixou-se em 2025 euros/m2, o que corresponde a um aumento de 1,5% face ao mês anterior e a um aumento de 17,7% em termos homólogos.

No mesmo mês, o valor mediano da avaliação bancária dos Apartamentos foi de 2345 euros/m2, registando um aumento de 1,6% em relação ao mês anterior e um aumento 22,1% em relação ao período homólogo. O valor mediano da avaliação bancária das Moradias fixou-se em 1472 euros/m2, aumentando 0,9% face ao mês precedente e aumentando 11,8% em termos homólogos.

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Numa análise regional (NUTS II), registaram-se as seguintes variações em cadeia: Norte (2,5%); Centro (2,1%); Oeste e Vale do Tejo (1,7%); Grande Lisboa (1,2%); Península de Setúbal (2,2%); Alentejo (-1,6%); Algarve (0,6%); Região Autónoma dos Açores (2,4%) e Região Autónoma da Madeira (-0,1%).

Em termos homólogos, verificaram-se as seguintes variações: Norte (17,7%); Centro (14,8%); Oeste e Vale do Tejo (22,9%); Grande Lisboa (20,1%); Península de Setúbal (26,7%); Alentejo (13,8%); Algarve (16,0%); Região Autónoma dos Açores (13,7%) e Região Autónoma da Madeira (14,8%).   

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Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal

Em setembro de 2025, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 866,4 mil milhões de euros, dos quais 388,4 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 478,0 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 309,1 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 168,9 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 9,4 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 6,7 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 2,6 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 1,4 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 1,3 mil milhões de euros.

Relativamente a setembro de 2024, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 48,6 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 29,9 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 18,7 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 6,5 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 12,2 mil milhões de euros.

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Em setembro de 2025, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 2,5%, igual ao registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares aumentou de 7,4% para 7,8%, o que constitui um novo máximo desde o início da série (dezembro de 2008).

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada em 16 de novembro, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade abaixo da observada nas semanas anteriores. Em 13 de novembro de 2025, o DEI (média móvel semanal) registou -1,4% (VH), que compara com 0,9% (VH) na semana anterior.

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Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Estatísticas de Emprego – IEFP

Durante o mês de outubro de 2025, inscreveram-se nos Centros de Emprego 54 013 pessoas, o que representa uma variação mensal de -2,6% e uma variação homóloga de -6,8%. Durante este mês, foram efectuadas 8 150 colocações, o que corresponde a uma diminuição de 16,0% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de 45,1%.

No final do mês de outubro de 2025, estavam inscritos nos Centros de Emprego 297 722 indivíduos, o que corresponde a uma variação mensal de -1,6% (-4 878 pessoas) e a uma variação homóloga de -4,7% (-14 788 pessoas).

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Segundo a dimensão regional, as regiões que apresentaram uma maior diminuição do desemprego em termos homólogos foram a Madeira (-19,1%), Açores (-12,4%) e Lisboa e Vale do Tejo (-7,5%).

Comparativamente ao mês anterior, as maiores descidas no desemprego registaram-se na região do Norte (-3,9%), Lisboa e Vale do Tejo (-1,7%) e Centro (-1,6%).

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Indicadores de Conjuntura – INE

O Indicador de Clima Económico, publicado pelo INE, registou 2,9% em outubro de 2025, que compara com 2,9% registado no mês anterior. O Indicador de Atividade Económica, em setembro de 2025, registou o valor de 3,1% (VH), superior em 1,2 pontos percentuais em relação ao mês anterior (1,9%, VH).

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No mesmo mês, a opinião dos empresários sobre a Carteira de Encomendas Externa registou um valor de -14,3 (sre/ve), que compara com o valor de -14,4 (sre/ve) registado no mês anterior.

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Ainda em outubro de 2025, a variação do Índice de Preços no Consumidor para os bens foi de 1,3% (VH) e para os serviços foi de 3,8% (VH). Estes valores comparam com 1,6% (VH) e 3,6% (VH) registados no mês de setembro de 2025, respetivamente.

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Nota: sre – saldo de respostas extremas; ve – valores efectivos.

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Índice de Preços na Produção Industrial – INE

Em outubro de 2025, o Índice de Preços na Produção Industrial registou uma variação homóloga de -2,8%, mais 0,9 pontos percentuais (pp) face ao registado no mês anterior (-3,7%).

O agrupamento de Energia, apresentou uma variação homóloga de -3,0%, mais 3,8 pp face à variação verificada no mês de setembro de 2025 (-6,8%). Os agrupamentos de Bens de Consumo e Bens Intermédios apresentaram variações homólogas de -3,1% e -4,4%, respetivamente, o que compara com as variações de -3,6% e -4,6%, registadas no mês anterior. O agrupamento de Bens de Investimento registou uma variação homóloga de 2,1% (1,9 % no mês anterior).

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O Índice de Preços na Produção Industrial registou um valor de 115,5 pontos em outubro de 2025, mais 0,3 pontos em relação ao mês precedente. O agrupamento de Bens Intermédios diminuiu 0,1 pontos para 112,4 pontos. O agrupamento de Bens de Energia aumentou 1,9 pontos para 109,0 pontos. O agrupamento de Bens de Investimento aumentou 0,5 pontos face ao mês anterior para 112,3 pontos, enquanto os de Bens de Consumo registaram menos 0,2 pontos, passando de 124,1 pontos em setembro para 123,9 em outubro.

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