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Boletim Económico – Banco de Portugal

O Boletim Económico (BE) de junho do Banco de Portugal (BdP) prevê um crescimento do PIB de 1,8% para 2026 (sem revisão face às projeções no Boletim de março). Para 2027 a previsão mantém-se em 1,6% face às projeções de março.

O Banco de Portugal prevê que as Exportações e a Procura Interna cresçam 2,0% e 2,6% em 2026, respetivamente

No que se refere ao Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), as previsões do BdP para 2026 são de 3,1%, revendo em alta em 0,3 pp face às projeções de março.

A taxa de desemprego em 2026 mantém-se em 5,9% (face às projeções para a economia portuguesa de março).

Relativamente à Balança Corrente e de Capital (em % do PIB), o valor para 2026 foi revisto em baixa de 3,5% para 2,7% do PIB.

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(Tabela: Banco de Portugal)

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Índice de Preços no Consumidor – INE

Em maio de 2026, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) em Portugal registou uma taxa de variação homóloga de 3,3%, mantendo-se constante face ao mês anterior. Excluindo do IPC os produtos alimentares não transformados e energéticos, a taxa de variação homóloga foi 2,2%, mantendo-se constante face ao mês anterior.

O IPC registou uma variação mensal de 0,2%, o que compara com uma variação de 1,3% no mês anterior e de 0,3% em maio de 2025.

A taxa de variação média dos últimos doze meses do IPC foi de 2,5% (2,4% no mês anterior). Excluindo do IPC os produtos alimentares não transformados e energéticos, a taxa de variação média foi de 2,1% (2,1% no mês anterior).

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O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma taxa de variação homóloga de 3,1%, diminuindo 0,2 pp em relação ao verificado no mês anterior. Refira-se que o IHPC, que é utilizado na comparação entre os diversos países da União Europeia, se diferencia do IPC devido à inclusão, na estrutura de ponderação do IHPC, da despesa realizada pelos não residentes, parcela esta excluída do âmbito do IPC.

De acordo com a informação disponível relativa a maio de 2026, e tendo como referência a estimativa do Eurostat, a taxa de variação homóloga do IHPC português foi inferior em 0,1 pp à da área do Euro (em abril, a taxa de variação homóloga do IHPC português tinha sido superior em 0,3 pp à da área do Euro).

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(Gráfico: INE)

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada em 7 de junho, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade abaixo da observada na semana anterior, numa semana marcada pela greve geral. Em 4 de junho de 2026, o DEI (média móvel semanal) registou -2,0% (VH), que compara com 1,4% (VH) na semana anterior.

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Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Índice de Volume de Negócios na Indústria – INE

Em abril de 2026, o Índice de Volume de Negócios na Indústria – Total (dados ajustados dos efeitos de calendário e da sazonalidade) registou uma variação homóloga (VH) de 9,2%, diminuindo 1,2 pp (pontos percentuais) em relação ao observado no mês de março de 2026 (10,4% VH). Os agrupamentos de Bens de Consumo e de Bens Intermédios apresentaram uma variação homóloga de 6,9% e 9,5%, após terem registado variações de 8,0% e 9,8% respetivamente, no mês anterior. Os agrupamentos de Bens de Investimento e Energia apresentaram variações de 7,8% e 13,7%, após terem registado variações de 16,4% e 9,5% no mês precedente, pela mesma ordem.

As vendas para o mercado externo registaram, em abril de 2026, uma variação homóloga de 9,0%, aumentando 0,6 pp em comparação com o mês anterior (8,4%, VH). No mercado nacional, o índice diminuiu 2,3 pp em termos homólogos (9,4% em abril de 2026 face aos 11,7% registados em março de 2026).

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Contas Nacionais Trimestrais – 2ª Publicação – Eurostat

De acordo com o Eurostat, no 1º trimestre de 2026, Portugal registou uma variação do PIB de 2,3% em relação ao trimestre homólogo (1,9% no trimestre anterior) e uma variação nula em relação ao trimestre anterior (0,9% no 4º trimestre de 2025).

A variação homóloga registou 0,3% na Zona Euro (1,2% no 4º trimestre de 2025) e 0,7% na UE27 (1,4% no 4º trimestre de 2025). Em relação ao trimestre anterior, o PIB registou uma variação de -0,2% na Zona Euro (0,2% no 4º trimestre de 2025) e uma variação de -0,1% na UE27 (0,2% no 4º trimestre de 2024).

Analisando por Estados-Membros, para os países para os quais existem dados disponíveis, destacam-se os aumentos do PIB face ao período homólogo na Dinamarca (5,9%), Malta (4,3%) e Polónia (3,5%). Foram observadas diminuições na Irlanda (-16,8%) e Roménia (-1,1%).

Face ao período anterior, para os países para os quais existem dados disponíveis, destacam-se os aumentos do PIB na Dinamarca (1,9%), Estónia e Malta (ambos 1,1%). Foram observadas diminuições na Irlanda (-12,1%), Lituânia (-0,3%), Suécia (-0,2%) e França (-0,1%).

Nos EUA, no 1º trimestre de 2026, o PIB aumentou 2,6% em termos homólogos (2,0% no trimestre anterior) e registou uma variação de 0,4% em comparação com o trimestre anterior (0,1% no 4º trimestre de 2025).

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(Gráficos: Eurostat)

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada em 31 de maio, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade próxima da observada na semana anterior. Em 28 de maio de 2026, o DEI (média móvel semanal) registou 1,2% (VH), que compara com 0,7% (VH) na semana anterior.

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Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Montantes dos Novos Empréstimos – Banco de Portugal

Em abril de 2026, o valor total dos novos empréstimos das Outras Instituições Financeiras Monetárias às Sociedades não Financeiras e Particulares foi de 6 443 milhões de euros, o que correspondeu a uma variação homóloga de 29,8% (menos 8,7 pontos percentuais, pp,  face ao mês anterior). O valor dos novos empréstimos às SNF registou neste mês uma variação homóloga de 40,0% (menos 15,6 pp quando comparada com a do mês anterior) e o valor dos novos empréstimos aos Particulares atingiu os 23,1% (menos 3,1 pp face a março de 2026).

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Desde o início do ano, o valor acumulado total dos novos empréstimos das Outras Instituições Financeiras Monetárias às Sociedades não Financeiras e Particulares foi de 24 995 milhões de euros, o que correspondeu a uma variação homóloga acumulada de 21,7%. O valor acumulado dos novos empréstimos às SNF registou o valor de 10 855 milhões de euros que corresponde a uma variação homóloga acumulada de 28,9% e o valor acumulado dos novos empréstimos aos Particulares foi 14 140 milhões de euros, atingindo os 16,7% de variação homóloga acumulada.

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Taxa de Juro Novos Empréstimos e Novos Depósitos na Área Euro – BCE

No mês de abril de 2026, a Taxa de Juro de Novos Empréstimos com maturidade original até 1 ano dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) fixou-se em 3,74%, aumentando 0,26 pontos percentuais (pp) face ao mês anterior.

Relativamente a Espanha e Alemanha, as taxas de juro de Novos Empréstimos com maturidade original até 1 ano dos Bancos (IFM) às Empresas (SNF) passaram de 3,23% e 3,47% em março de 2026 para 3,39% e 3,43% em abril de 2026, respetivamente.

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Em abril de 2026, a Taxa de Juro de Novos Empréstimos dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) aumentou 0,26 pp, de 3,53% para 3,79%. As Taxas de Juro de Novos Empréstimos com montantes até 0,25 milhão de euros e até 1 milhão de euros aumentaram para 4,42% e 3,94%, respetivamente, após terem registado valores de 4,04% e 3,60% no mês precedente, pela mesma ordem. Nos novos empréstimos acima de 1 milhão de euros a taxa de juro subiu para 3,63%, o que compara com 3,45% no mês anterior.

Os spreads das Taxas de Juro de Novos Empréstimos continuam em valores acima dos spreads médios da Zona Euro.

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No mês de abril de 2026, a Taxa de Juro de Novos Depósitos (de prazo superior a 1 ano) dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) e Famílias fixou-se em 1,27%, diminuindo 0,04 pp face ao mês anterior. Neste mês, a diferença entre a Taxa de Juro de Novos Empréstimos e a Taxa de Juro de Novos Depósitos situou-se, assim, em 2,47 pp.

Relativamente a Espanha e Alemanha, as taxas de juro de Novos Depósitos foram de 1,87% e 2,35% em abril de 2026, respetivamente. As diferenças entre a Taxa de Juro de Novos Empréstimos e a Taxa de Juro de Novos Depósitos situaram-se, assim, em 1,52 pp e 1,08 pp, respetivamente neste mês nestes países.

Observa-se, assim, um maior diferencial entre a Taxa de Juro de Novos Depósitos e a Taxa de Juro de Novos Empréstimos em Portugal relativamente às comparações apresentadas.

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