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DGE
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Inflação – IHPC – Eurostat

Em maio de 2026, a taxa de inflação anual (variação homóloga (VH)) em Portugal, medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), situou-se em 3,1%, inferior em 0,2 pontos percentuais (pp) ao mês anterior. Este valor representa uma variação mensal de 0,4% entre abril e maio de 2026.

Na Zona Euro, a taxa de inflação anual (VH) situou-se em 3,2%, aumentando 0,2 pp face ao mês anterior. A taxa de inflação anual da UE27 situou-se em 3,3% (VH) em maio de 2026, aumentando em 0,1 pp face ao valor de abril. A variação mensal do índice situou-se em 0,1% na Zona Euro e na UE27.

A taxa de variação da média anual dos últimos 12 meses do IHPC foi de 2,4% para Portugal, de 2,2% para a Zona Euro e 2,5% para a UE27.

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A Gestão do Clima pelo Ministério das Finanças – a importância para a economia Portuguesa

A intervenção abordará o papel central do Ministério das Finanças na gestão dos riscos climáticos enquanto desafio macroeconómico e orçamental sistémico. Num contexto em que as alterações climáticas afetam diretamente o crescimento económico, a produtividade, a receita fiscal, a despesa pública e a sustentabilidade da dívida, torna-se essencial integrar estes riscos no núcleo das decisões de política económica e financeira. A apresentação destacará os principais canais de transmissão entre risco climático e finanças públicas, evidenciando como eventos extremos e riscos estruturais geram volatilidade orçamental, custos significativos e potenciais impactos no custo de financiamento soberano, reforçando a necessidade de uma abordagem preventiva e estratégica na gestão das finanças públicas.

Neste contexto, será destacada a importância de Portugal evoluir para um sistema integrado de Green Public Financial Management (Green PFM) e de Green Public Investment Management Assessment (Green PIMA), no qual as considerações climáticas e ambientais são incorporadas de forma sistemática ao longo de todo o ciclo orçamental e do investimento público. A Orçamentação Verde será apresentada como uma componente estruturante deste sistema, permitindo alinhar o orçamento com objetivos estratégicos e reforçar a qualidade da despesa pública, enquanto o Green Budget Tagging será enquadrado como uma ferramenta técnica essencial para apoiar a decisão, aumentar a transparência e promover a coerência das políticas públicas. Serão ainda apresentados os desenvolvimentos em curso em Portugal no âmbito do projeto “Implementing Effective Green Budgeting Practices in Portugal”, sublinhando a sua relevância para a economia e para a transição para um modelo de crescimento mais resiliente, sustentável e alinhado com os compromissos europeus, reforçando assim a importância da marcação verde das despesas e receitas orçamentais.

Apresentação 117.º Seminário DGE/GPEARI – A Gestão do Clima pelo Ministério das Finanças – a importância para a economia Portuguesa

Índice de Custo do Trabalho – Eurostat

De acordo com a estimativa divulgada pelo Eurostat, no 1º trimestre de 2026, Portugal registou um aumento no Índice de Custo do Trabalho, medido por hora trabalhada, de 4,9% em relação ao período homólogo.

Este valor explica-se pelo aumento, em termos nominais, dos salários (5,0%) e pelo aumento dos outros custos salariais (4,6%). Em termos de sectores, o sector público registou um aumento de 4,8% e o sector privado registou um aumento de 4,9%, sendo que a Indústria registou um aumento de 5,9% (VH), a Construção registou um aumento de 7,0% (VH) e os Serviços um aumento de 4,1% (VH).

No período em análise, o Índice de Custo do Trabalho aumentou 3,2% (VH) na Zona Euro e 3,2% (VH) na UE.

Os Estados-membros que registaram o maior crescimento no 1º trimestre de 2026, em termos homólogos, foram Hungria (16,4%), Bulgária (13,2%) e Croácia (9,2%). Não se registaram descidas.

Os custos laborais aumentaram, assim, em todos os países da União Europeia, no 1º trimestre de 2026.

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(Gráfico: Eurostat)

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Vendas de Cimento – Banco de Portugal

O Índice de Vendas de Cimento registou, em maio de 2026, uma variação homóloga de -1,6%, o que se traduz numa diminuição de 19,5 pp (pontos percentuais) face ao mês precedente (17,9%). No mês em análise, o Índice de Vendas de Cimento atingiu um valor de 61,9 pontos, o que compara com 64,6 pontos no mês anterior e 62,9 pontos em maio de 2025.

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Índice de Produção Industrial – Eurostat

Em abril de 2026, a produção no sector industrial, ajustada de dias úteis, registou variações de 0,1% na Zona Euro e 0,1% na UE, face ao mês anterior. Em março de 2026, a produção industrial tinha registado variações de 0,4% na Zona Euro e de 0,8% na UE.

Portugal registou uma diminuição de 2,5% face ao mês anterior, o que compara com um aumento de 4,3% em março de 2026.

Comparando com o mês anterior e entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para abril de 2026, os maiores aumentos ocorreram em Malta (5,2%), na Suécia (3,4%) e nos Países Baixos (1,6%). As maiores diminuições foram observadas na Bulgária (-4,6%), na Grécia (-3,5%) e na Polónia (-3,4%)

Em termos homólogos, a produção industrial registou variações de 0,3% na Zona Euro e 0,9% na UE, em abril de 2026. Portugal registou um aumento de 0,1%, após ter registado um aumento de 3,9% no mês anterior.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para abril de 2026, os maiores aumentos foram registados na Dinamarca (12,2%), na Lituânia (7,4%) e em Malta (7,3%). As maiores diminuições foram observadas no Luxemburgo (-6,1%), na Bulgária e na Irlanda (ambas com -4,2%) e na Estónia (-3,9%).

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(Gráfico: Eurostat)

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Comércio Internacional – Eurostat

Segundo o Eurostat, entre janeiro e abril de 2026, a Balança de Bens da Zona Euro com o resto do mundo registou um excedente de 12,9 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 63,7 mil milhões de euros no período homólogo. Neste período, as exportações de bens para fora da Zona Euro diminuíram 3,6% (VHA) face ao período homólogo e o comércio dentro da Zona Euro aumentou 3,1% (VHA).

No período em análise, a Balança de Bens da UE27 com o resto do mundo registou um défice de 2,2 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 57,5 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens da UE27 para o resto do mundo diminuíram 5,8% (VHA) neste período e o comércio dentro da região aumentou 4,2% (VHA).

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(Gráficos: Eurostat)

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Índices de Emprego e Remunerações na Construção – INE

Em abril de 2026, os Índices de Emprego e Remunerações na Construção apresentaram variações homólogas de 2,2% e 6,0%, respetivamente. No mês de março de 2026, as variações homólogas respetivas tinham sido de 1,7% e 9,3%.

A taxa de variação média dos últimos 12 meses foi de 2,5% no Índice de Emprego e de 8,8% no Índice de Remunerações.

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O Índice de Emprego na Construção (em valor absoluto) registou, em abril de 2026, um valor de 115,7 pontos, aumentando 1,0 pontos relativamente ao mês precedente (114,7 pontos em março). O Índice de Remunerações na Construção (em valor absoluto) apresentou um valor de 146,1 pontos em abril de 2026, diminuindo 3,3 pontos em relação ao mês anterior (149,5 pontos em março).

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Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas nos Serviços – INE

Os Índices de Emprego, Remunerações e Horas trabalhadas nos Serviços apresentaram, em abril de 2026, variações homólogas de 0,9%, 7,0% e 1,3%, respectivamente, o que compara com 2,4%, 7,7% e 2,1% registados no mês anterior.

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Os Índices de Emprego, Remunerações e Horas trabalhadas nos Serviços (em valor absoluto) registaram, em abril de 2026, valores de 129,4, 166,0 e 123,3 pontos, o que compara com 129,5, 164,9 e 126,2 pontos, respectivamente, registados no mês anterior.

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Nota: Valores brutos (Horas trabalhadas ajustadas dos efeitos de calendário).

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Índice de Volume de Negócios nos Serviços – INE

Em abril de 2026, o Índice de Volume de Negócios nos Serviços apresentou uma taxa de variação homóloga de 5,8%, superior em 0,5 pp (pontos percentuais) ao valor registado em março de 2026 (5,3%).

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O Índice de Volume de Negócios nos Serviços (em valor absoluto) registou um valor de 163,3 pontos em abril de 2026, aumentando 0,2 pontos em relação ao mês precedente (161,3 pontos em março de 2026).

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Índice de Produção na Construção – INE

Em abril de 2026, o Índice de Produção na Construção (média móvel de três meses (mm3m), corrigida dos efeitos de calendário e da sazonalidade, registou uma taxa de variação homóloga de 3,1%, equivalente ao valor verificado no mês anterior (3,1%):

▪ A Construção de Edifícios aumentou 2,4%, taxa 0,6 pontos percentuais (pp) superior à registada em março;

▪ A Engenharia Civil passou de um crescimento de 5,1% em março, para 4,1% no mês em análise.

A taxa de variação média dos últimos 12 meses (corrigida dos efeitos de calendário e da sazonalidade) aumentou 0,1 pp face ao mês anterior, fixando-se em 2,8% (2,7% em março de 2026).

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O Índice de Produção na Construção (em valor absoluto), corrigido dos efeitos de calendário e da sazonalidade, registou um valor de 115,2 pontos em abril de 2026, aumentando 0,2 pontos em relação ao mês precedente (115,0 pontos em março). Na componente Construção de Edifícios, o índice aumentou de 113,0 pontos em março para 114,8 em abril e na componente Engenharia Civil o índice diminuiu de 118,0 pontos em março para 115,8 pontos em abril.

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