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Estatísticas do Comércio Internacional de Bens – INE

Em novembro de 2025:

As exportações e as importações de bens registaram variações homólogas nominais de, respetivamente, -1,7% e -7,9% (-5,8% e -2,9%, pela mesma ordem, em outubro de 2025). O défice da balança comercial de bens atingiu 1 991 milhões de euros, refletindo um desagravamento de 629 milhões de euros face a novembro de 2024.

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(Gráficos: INE)

No trimestre terminado em novembro de 2025:

As exportações aumentaram 1,7% face ao período homólogo (+1,8% no trimestre terminado em outubro de 2025). As importações diminuíram 0,4% em relação a igual período do ano anterior (+3,4% no trimestre terminado em outubro de 2025).

Em termos acumulados no ano:

Até novembro, as exportações aumentaram 0,6% face a igual período do ano anterior (+2,4% no mesmo período de 2024). As importações diminuíram 0,4% em relação a igual período do ano anterior (+3,4% no trimestre terminado em outubro de 2025).

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(Gráfico: INE)

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Taxa de Desemprego – Eurostat

Em novembro de 2025, a taxa de desemprego (ajustada para a sazonalidade) estimada para Portugal foi 5,7%, diminuindo 0,1 pontos percentuais (pp) em relação à percentagem registada no mês anterior (5,8%). Em termos homólogos, a taxa de desemprego registou uma diminuição de 0,9 pp (6,6%).

Para Espanha, a taxa de desemprego estimada, em novembro de 2025, situou-se em 10,4%, diminuindo 0,1 pp em relação ao mês anterior (10,5%) e apresentou uma variação de -0,3 p.p. face ao verificado no período homólogo (10,7%).

Para a Zona Euro 20, o Eurostat estima que a taxa de desemprego, em novembro de 2025, se tenha situado em 6,3%, diminuindo 0,1 pp em relação ao mês anterior (6,4%) e aumentando 0,1 pp em termos homólogos (6,2%). Na UE27, a taxa de desemprego estimada foi 6,0%, estabilizando relativamente ao mês anterior.

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Em novembro de 2025, o Eurostat estima que a taxa de desemprego <25 anos registada em Portugal tenha sido de 19,3%, aumentando 0,3 pp em relação ao mês anterior. Em termos homólogos, registou uma diminuição de 1,7 pp (21,0%). Para o mesmo período, a taxa de desemprego ≥25 anos estimada foi 4,7%, diminuindo 0,2 pp relativamente ao mês precedente.

Para Espanha, a taxa de desemprego <25 anos estimada situou-se em 25,0%, em novembro de 2025, diminuindo 0,4 pp face ao mês anterior e registando uma variação de -0,1 pp face ao verificado no período homólogo (25,1%). Para o mesmo período, a taxa de desemprego ≥ 25 anos estimada foi 9,2%, estabilizando em relação ao mês de outubro de 2025 (9,2%)

Para a Zona Euro, a taxa de desemprego <25 anos fixou-se, em novembro de 2025, nos 14,6%, diminuindo 0,2 pp em relação ao mês anterior. Para o mesmo período, a taxa de desemprego ≥25 anos estimada foi 5,5%, permanecendo inalterado em relação a outubro de 2025. Na UE27, a taxa de desemprego <25 anos foi 15,1%, diminuindo 0,1 pp em relação ao mês anterior, e a taxa de desemprego ≥25 anos foi 5,1%, o mesmo valor que o mês anterior.

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Indicadores de Sentimento Económico – Comissão Europeia

Em dezembro de 2025, o Indicador de Sentimento Económico (ISE – sre, ajustado de sazonalidade) para Portugal registou um valor de 107,5 pontos, o que compara com o valor de 106,6 pontos verificado em novembro de 2025.

Para a evolução positiva contribuíram o sector dos Serviços (de 5,9 para 8,2), ao contrário da Indústria (de -0,1 para -0,7 pontos), Construção (de 3,9 para 2,1) e Comércio a Retalho (de 6,7 para 6,3). Para o mesmo período, o Indicador de Confiança dos Consumidores aumentou de -15,3 para -15,2.

No mês em análise, o ISE registou uma diminuição de 0,1 pontos na União Europeia (de 96,9 pontos em novembro para 96,8 pontos em dezembro), enquanto a Zona Euro apresentou uma diminuição de 0,4 pontos (de 97,1 pontos em novembro para 96,7 pontos em dezembro).

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada em 4 de janeiro, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade acima da observada na semana anterior. Em 1 de janeiro de 2026, o DEI (média móvel semanal) registou 5,4% (VH), que compara com 3,6% (VH) na semana anterior.

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Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego – INE

A população empregada, em novembro de 2025, foi estimada em 5.306,1 mil pessoas, aumentando 0,4% face ao mês anterior (21,5 mil pessoas). A taxa de emprego estimada situou-se em 65,8%, tendo aumentado 0,2 pontos percentuais (pp) face ao mês anterior (revista em alta de 65,5% para 65,6%).

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A população desempregada, estimada em 318,8 mil pessoas, diminuiu 2,7% em relação ao valor registado para o mês anterior (-9,0 mil pessoas). A taxa de desemprego estimada situou-se em 5,7%, tendo diminuído 0,1 pp em relação ao mês anterior (revista em baixa de 5,9% para 5,8%).

A taxa de desemprego estimada de jovens situou-se em 19,3%, tendo aumentado 0,3 pp em relação ao mês anterior (revista em alta de 18,3% para 19,0%). A taxa de desemprego estimada dos adultos situou-se em 4,7% e diminuiu 0,2 pp em relação ao mês anterior.

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Em novembro de 2025, a estimativa provisória da taxa de emprego não ajustada de sazonalidade foi de 65,9% (65,7% no mês anterior) e a estimativa provisória da taxa de desemprego não ajustada de sazonalidade foi de 5,8% (5,9% no mês anterior).

Nota: Os valores relativos ao último mês são provisórios e os relativos aos meses anteriores são definitivos.

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Economic Survey Portugal – OCDE

Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Portugal deverá registar uma taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,9% em 2025, de 2,2% em 2026 e de 1,8% em 2027.

Relativamente à taxa de desemprego, a OCDE prevê que em 2025 registe 6,1%, diminuindo para 6,0% em 2026 e para 5,9% em 2027.

Quanto à balança corrente, estima-se que registe um excedente de 1,3%, 1,0% e 1,2% do PIB para o período de 2025 a 2027, respetivamente.

Relativamente às finanças públicas, Portugal deverá registar um saldo orçamental de 0,1% do PIB em 2025, diminuindo para -0,6% em 2026 e registando -0,5% em 2027. Quanto à dívida pública, deverá registar 90,1% em 2025, seguindo-se 87,2% em 2026 e 84,9% em 2027.

A OCDE refere que a economia portuguesa tem demonstrado uma resiliência grande face aos choques globais, mas que continuam a existir desafios que ameaçam o crescimento a longo prazo e a sustentabilidade fiscal.

O crescimento atingiu 2,1% em 2024, as finanças públicas reforçaram-se e Portugal registou um excedente histórico da balança corrente.

No entanto, a escassez de mão-de-obra, o rápido envelhecimento da população, os desafios do acesso à habitação, a necessidade de manter os ganhos de produtividade e a concretização da transição climática e a adaptação aos riscos climáticos exigirão investimentos e reformas sustentados, tais como reduzir o peso da burocracia, reforçar a mão-de-obra e as suas competências, aumentar a oferta de habitação e implementar políticas de transição climática eficazes.

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(Tabela: OCDE)

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Estatísticas das Empresas da Central de Balanços – Banco de Portugal

No 3º trimestre de 2025, a rendibilidade das empresas ― medida pela relação entre os resultados antes de amortizações, depreciações, juros e impostos (EBITDA) e o total do ativo ― foi de 9,2%, valor igual ao registado no período homólogo.

Em comparação com o período homólogo, a rendibilidade do ativo das empresas privadas não se alterou, fixando-se em 9,3%, mas apresentou evoluções distintas entre sectores de atividade.

Os sectores das indústrias e da eletricidade e água registaram reduções na rendibilidade do ativo (-1,0 e -0,5 pp, respetivamente). No caso das indústrias, observou-se um decréscimo do EBITDA, por via da redução das margens de refinação e da queda do preço da pasta do papel. Na eletricidade e água, o decréscimo da rendibilidade resultou, maioritariamente, da redução da produção de energia renovável combinada com o aumento do custo das matérias-primas na produção de energia não renovável, bem como de menores rendimentos de participações de capital.

Pelo contrário, os sectores da construção e das sedes sociais registaram o maior aumento na rendibilidade do ativo (+0,7 pp em ambos). No caso da construção, esta evolução refletiu o aumento da atividade, assim como das margens do setor, e, nas sedes sociais, o valor superior de rendimentos de participações de capital.

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A autonomia financeira do total das empresas, medida pelo peso do capital próprio no total do ativo, foi de 45,7% no 3º trimestre de 2025, valor superior ao registado no período homólogo (44,9%), o que representa o maior valor da série (disponível desde o final de 2006). Este aumento decorreu, essencialmente, da incorporação dos resultados do ano corrente nos capitais próprios das empresas.

No final do 3º trimestre de 2025, a autonomia financeira das empresas privadas era de 46,0% (+0,8 pp do que no trimestre homólogo), observando-se um incremento em todos os sectores de atividade. As subidas mais acentuadas ocorreram nos sectores da eletricidade e água (+1,6 pp) e do comércio (+1,1 pp), por via da já referida incorporação de resultados. No caso da eletricidade e água, acresce a redução do ativo, devido ao menor impacto das operações de gestão de tesouraria entre empresas do grupo.

A autonomia financeira das pequenas e médias empresas (PME) subiu de 45,4% para 46,4% e a das grandes empresas de 40,8% para 41,2 %. Em ambos os casos, o aumento deveu-se à incorporação dos resultados correntes nas empresas.

A autonomia financeira das empresas públicas diminuiu de 37,8%, no final do 3º trimestre de 2024, para 37,3%, no final do 3º trimestre de 2025.

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Considerando a totalidade das empresas, o peso dos financiamentos obtidos no total do ativo foi de 26,8% no 3º trimestre de 2025 (-0,4 pp do que no trimestre homólogo), devido a um ritmo de crescimento dos financiamentos obtidos mais lento do que o aumento do ativo. A redução do peso dos financiamentos obtidos no total do ativo foi transversal a todos os sectores e classes de dimensão, com exceção dos outros serviços e das sedes sociais. Em ambos os sectores, observou-se um aumento do financiamento por títulos de dívida.

O custo dos financiamentos obtidos reduziu-se de 5,0%, no 3º trimestre de 2024, para 4,6% no 3º trimestre de 2025. Esta redução refletiu a tendência de descida das taxas de juro, que se iniciou em meados de 2024, e foi transversal a todos os sectores de atividade e classes de dimensão.

A cobertura dos gastos de financiamento das empresas (medida de pressão financeira que quantifica o número de vezes que o EBITDA gerado pelas empresas é superior aos seus gastos de financiamento) subiu de 6,7 para 7,4, refletindo a redução dos gastos de financiamento e um ligeiro aumento do EBITDA. O aumento foi transversal a todos os sectores e classes de dimensão, com exceção da eletricidade e água, setor no qual se observou uma contração de 5,3 para 5,1, justificada pela já referida redução do EBITDA.

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Taxa de Juro Novos Empréstimos e Novos Depósitos na Área Euro – BCE

No mês de novembro de 2025, a Taxa de Juro de Novos Empréstimos com maturidade original até 1 ano dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) fixou-se em 3,63%, aumentando 0,01 pontos percentuais (pp) face ao mês anterior.

Relativamente a Espanha e Alemanha, as taxas de juro de Novos Empréstimos com maturidade original até 1 ano dos Bancos (IFM) às Empresas (SNF) passaram de 3,21% e 3,24% em outubro para 3,29% e 3,20% em novembro de 2025, respetivamente.

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Em novembro de 2025, a Taxa de Juro de Novos Empréstimos dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) diminuiu 0,01 pp (pontos percentuais), de 3,67% para 3,66%. As Taxas de Juro de Novos Empréstimos com montantes até 0,25 milhão de euros e até 1 milhão de euros diminuíram para 4,07% e 3,72%, respetivamente, após terem registado valores de 4,09% e 3,74% no mês precedente, pela mesma ordem. Nos novos empréstimos acima de 1 milhão de euros a taxa de juro baixou para 3,59%, o que compara com 3,60% no mês anterior.

Os spreads das Taxas de Juro de Novos Empréstimos continuam em valores acima dos spreads médios da Zona Euro.

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No mês de novembro de 2025, a Taxa de Juro de Novos Depósitos (de prazo superior a 1 ano) dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) e Famílias fixou-se em 1,24%, diminuindo 0,13 pp face ao mês anterior. Neste mês, a diferença entre a Taxa de Juro de Novos Empréstimos e a Taxa de Juro de Novos Depósitos situou-se, assim, em 2,39 pp.

Relativamente a Espanha e Alemanha, as taxas de juro de Novos Depósitos foram de 2,17% e 2,12% em novembro de 2025, respetivamente. As diferenças entre a Taxa de Juro de Novos Empréstimos e a Taxa de Juro de Novos Depósitos situaram-se, assim, em 1,12 pp e 1,08 pp, respetivamente neste mês nestes países.

Observa-se, assim, um maior diferencial entre a Taxa de Juro de Novos Depósitos e a Taxa de Juro de Novos Empréstimos em Portugal relativamente às comparações apresentadas.

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Taxa de Juro dos Novos Empréstimos – Banco de Portugal

Em novembro de 2025, as Taxas de Juro de Novos Empréstimos concedidos a residentes na área euro por Instituições Financeiras Monetárias residentes em Portugal diminuíram 0,05 pp (pontos percentuais), de 3,84% em outubro para 3,79%. Quanto às Sociedades não Financeiras, as taxas de juro diminuíram 0,01 pp em comparação com o mês precedente, fixando-se em 3,66%. Em relação aos Particulares, as taxas de juro diminuíram 0,09 pp, registando um valor de 3,87%. 

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Entre outubro e novembro de 2025, as taxas de juro de novos empréstimos das Sociedades não Financeiras até 1 milhão de euros diminuíram 0,02 pp e acima de 1 milhão de euros diminuíram 0,01 pp, fixando-se em 3,72% e 3,59%, respetivamente.

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Quanto aos Particulares, as taxas de juro de novos empréstimos de habitação diminuíram 0,03 pp entre outubro e novembro de 2025, fixando-se em 2,82%. Para o mesmo período, as taxas de juro de novos empréstimos de consumo diminuíram 0,23 pp, fixando-se em 8,63%. As taxas de juro de novos empréstimos para outros fins diminuíram 0,08 pp entre outubro e novembro de 2025, fixando-se em 3,40%.

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