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Défice Zona Euro e União Europeia – Eurostat

No 3º trimestre de 2025, o saldo orçamental, corrigido de efeitos de sazonalidade e em percentagem do PIB, da Zona Euro fixou-se em -3,2% do PIB (-2,8% no 3º trimestre de 2024 e -2,8% no 2º trimestre de 2025). O saldo da UE27 fixou-se em -3,2% do PIB (-3,0% no 3º trimestre de 2024 e -2,9% no 2º trimestre de 2025).

No 3º trimestre de 2025, o saldo orçamental de Portugal, corrigido de efeitos de sazonalidade e em percentagem do PIB, fixou-se nos -0,5% do PIB (0,5% no 3º trimestre de 2024 e 1,1% no 2º trimestre de 2025).

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(Tabela: Eurostat)

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Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal

Em novembro de 2025, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 859,2 mil milhões de euros, dos quais 379,5 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 479,7 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 308,3 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 171,5 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 2,6 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 1,0 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 1,6 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 0,5 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 1,1 mil milhões de euros.

Relativamente a novembro de 2024, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 41,3 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 21,7 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 19,6 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 6,1 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 13,4 mil milhões de euros.

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Em novembro de 2025, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 3,1%, menos 0,7 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares aumentou de 8,3% para 8,6%.

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

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Dívida Pública Zona Euro e União Europeia – Eurostat

Segundo o Eurostat, no 3º trimestre de 2025, a Dívida Pública em percentagem do PIB no conjunto dos países da Zona Euro situou-se em 88,1% (87,7% no 2º trimestre de 2025) e na UE situou-se em 82,1% (81,9% no 2º trimestre de 2025). Em relação ao período homólogo (3º trimestre de 2024) registou-se um aumento de 0,8 pp (pontos percentuais) da Dívida Pública da Zona Euro e um aumento de 0,8 pp na UE.

Em Portugal, a Dívida Pública em percentagem do PIB situou-se em 97,6% (96,7% no 2º trimestre de 2025 e 95,9% no 3º trimestre de 2024).

Os rácios mais elevados da dívida pública em percentagem do PIB no 3º trimestre de 2025 foram registados na Grécia (149,7%), Itália (137,8%), França (117,7%), Bélgica (107,1%) e Espanha (103,2%), e os rácios mais baixos foram registados na Estónia (22,9%), Luxemburgo (27,9%), Bulgária (28,4%) e Dinamarca (29,7%).

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(Gráfico: Eurostat)

Em relação ao trimestre anterior, onze Estados-Membros registaram um aumento no seu rácio dívida/PIB no 3º trimestre de 2025 e dezasseis registaram uma diminuição. Os maiores aumentos no rácio foram observados no Luxemburgo (+2,6 pp), Bulgária (+2,1 pp), França (+1,8 pp), Lituânia e Roménia (ambas +1,6 pp) e Áustria (+1,5 pp). As maiores diminuições foram registadas na Letónia (-2,9 pp), Grécia (-2,2 pp), Eslovénia e Finlândia (ambas -1,7 pp).

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(Gráfico: Eurostat)

Em comparação com o trimestre homólogo, dezasseis Estados-Membros registaram um aumento do seu rácio dívida/PIB no 3º trimestre de 2025 e onze Estados-Membros registaram uma diminuição. Os maiores aumentos do rácio foram registados na Roménia (+5,5 pp), Polónia (+5,0 pp), Finlândia (+4,7 pp), Bulgária (+4,1 pp) e França (+4,0 pp). As maiores diminuições foram observadas na Grécia (-8,9 pp), Irlanda (-7,1 pp), Chipre (-6,1 pp), Dinamarca (-3,1 pp) e Letónia (-2,3 pp).

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(Gráfico: Eurostat)

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada em 18 de janeiro, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade abaixo da observada na semana anterior. Em 15 de janeiro de 2026, o DEI (média móvel semanal) registou 2,9% (VH), que compara com 4,4% (VH) na semana anterior.

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Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Indicadores de Conjuntura – INE

O Indicador de Clima Económico, publicado pelo INE, registou 3,1% em dezembro de 2025, que compara com 3,0% registado no mês anterior. O Indicador de Atividade Económica, em novembro de 2025, registou o valor de 3,3% (VH), superior em 0,3 pontos percentuais em relação ao mês anterior (3,0%, VH).

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No mesmo mês, a opinião dos empresários sobre a Carteira de Encomendas Externa registou um valor de -12,7 (sre/ve), que compara com o valor de -12,6 (sre/ve) registado no mês anterior.

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Ainda em dezembro de 2025, a variação do Índice de Preços no Consumidor para os bens foi de 1,0% (VH) e para os serviços foi de 3,9% (VH). Estes valores comparam com 1,2% (VH) e 3,6% (VH) registados no mês de novembro de 2025, respetivamente.

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Nota: sre – saldo de respostas extremas; ve – valores efectivos.

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Estatísticas de Emprego – IEFP

Durante o mês de dezembro de 2025, inscreveram-se nos Centros de Emprego 41 664 pessoas, o que representa uma variação mensal de -20,9% e uma variação homóloga de -13,7%. Durante este mês, foram efectuadas 4 630 colocações, o que corresponde a uma diminuição de 32,2% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de 3,3%.

No final do mês de dezembro de 2025, estavam inscritos nos Centros de Emprego 299 423 indivíduos, o que corresponde a uma variação mensal de 0,0% (-29 pessoas) e a uma variação homóloga de -10,8% (-36 242 pessoas).

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Segundo a dimensão regional, as regiões que apresentaram uma maior diminuição do desemprego em termos homólogos foram a Madeira (-16,0%), Lisboa e Vale do Tejo (-12,6%) e Açores (-11,3%).

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Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação – INE

Em 2025, a taxa de juro média anual para o total do crédito à habitação fixou-se em 3,414% (4,372% no ano anterior). O capital médio em dívida aumentou 5 806 euros, para 72 314 euros. A prestação média mensal diminuiu 2,0% (8 euros), para 396 euros.

Em dezembro de 2025, a Taxa de Juro Implícita no Crédito à Habitação fixou-se em 3,130%, registando uma diminuição de 0,003 pontos percentuais (pp) em relação ao mês anterior (3,133%).

A taxa de juro implícita nos contratos celebrados nos últimos 3 meses diminuiu para 2,850%, o que compara com 2,853% em novembro de 2025.

O valor médio do capital em dívida fixou-se em 75 270 euros, registando um aumento de 600 euros face ao mês anterior (74 670 euros).

Considerando a totalidade dos contratos, o valor médio da prestação mensal fixou-se em 397 euros em dezembro de 2025, mais 3 euros que em novembro de 2025 e menos 6 euros que em dezembro de 2024. Deste valor, 194 euros (48,9%) correspondem a pagamento de juros e 203 euros (51,1%) a capital amortizado. Em dezembro de 2024, a componente de juros representava 57,1% do valor médio da prestação.

Em dezembro de 2025, o valor médio da prestação nos contratos celebrados nos últimos 3 meses fixou-se em 675 euros, o que equivale a um aumento de 7 euros relação ao mês anterior (668 euros).

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World Economic Outlook Update – FMI

Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Produto Interno Bruto (PIB) mundial deverá aumentar 3,3% em 2026 e 3,2% em 2027. A previsão para 2026 foi revista em alta em 0,2 pontos percentuais (pp) e a previsão para 2027 manteve-se, face ao Outlook de outubro.

Relativamente à Zona Euro, o FMI reviu em alta a previsão para 2025 em 0,1 pp e manteve a de 2027, sendo agora as previsões de 1,3% para 2026 e 1,4% para 2027.

Prevê-se ainda que, para os anos de 2026 e 2027, a Alemanha tenha variações do PIB de 1,1% e 1,5%, que a França tenha variações de 1,0% e 1,2%, que a Itália tenha variações de 0,7% e 0,7%, e que a Espanha tenha variações de 2,3% e 1,9%, respectivamente.

Para os Estados Unidos da América, o FMI prevê um aumento de 2,4% para 2026 e 2,0% para 2027 (previsões revistas em alta em 0,3 pp para 2026 e em baixa em 0,1 pp para 2027, face ao Outlook de outubro).

102(Tabela: FMI)

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Emissões de Títulos de Dívida – Banco de Portugal

Em dezembro de 2025, as emissões líquidas de títulos de dívida por residentes ascenderam a -1 889 milhões de euros, o que compara com um valor de 1 051 milhões de euros no mês anterior. As emissões líquidas de títulos de dívida por Sociedades não Financeiras atingiram o valor de 323 milhões de euros (234 milhões de euros registados no mês anterior).

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No final de dezembro de 2025, o saldo total de títulos de dívida emitidos por residentes ascendeu a 315 429 milhões de euros, diminuindo 3 319 milhões de euros face ao mês anterior e registando uma variação homóloga de 5,3%.

O saldo de títulos de dívida emitidos por Sociedades não Financeiras ascendeu a 48 133 milhões de euros, aumentando 14 milhões de euros face ao mês anterior e registando uma variação homóloga de 9,5%.

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Índice de Preços na Produção Industrial – INE

Em 2025, os preços na produção industrial registaram uma redução média anual de 2,6%, contrastando com o crescimento de 0,3% observado em 2024. Os índices relativos ao mercado interno e externo registaram variações de -2,5% e -2,9%, respetivamente (0,5% e -0,2% no ano anterior). Excluindo o agrupamento de Energia, a variação média do índice total foi de -2,3%, após uma variação nula em 2024

Em dezembro de 2025, o Índice de Preços na Produção Industrial registou uma variação homóloga de -3,2%, mais 0,2 pontos percentuais (pp) face ao registado no mês anterior (-3,4%).

O agrupamento de Energia, apresentou uma variação homóloga de -8,4%, mais 1 pp face à variação verificada no mês de novembro de 2025 (-9,4%). Os agrupamentos de Bens de Consumo e Bens Intermédios apresentaram variações homólogas de -2,5% e -3,3%, respetivamente, o que compara com as variações de -2,6% e -3,5%, registadas no mês anterior. O agrupamento de Bens Investimento registou uma variação homóloga de 1,7% (2,5 % no mês anterior).

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O Índice de Preços na Produção Industrial registou um valor de 115,7 pontos em dezembro de 2025, mais 0,4 pontos em relação ao mês precedente. O agrupamento de Bens Intermédios aumentou 0,3 pontos para 112,9 pontos. O agrupamento de Bens de Energia aumentou 1,7 pontos para 108,9 pontos. O agrupamento de Bens de Investimento diminuiu 0,4 pontos face ao mês anterior para 112,8 pontos, enquanto os de Bens de Consumo registaram mais 0,3 pontos, passando de 123,6 pontos em novembro para 123,9 em dezembro.

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