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Índice de Volume de Negócios no Comércio – INE

Em janeiro de 2026, o Índice de Volume de Negócios no Comércio, deflacionado e corrigido dos efeitos de calendário e da sazonalidade, registou uma taxa de variação homóloga (VH) de 2,1%, superior em 0,5 pontos percentuais (pp) à observada em dezembro de 2025 (1,6%).

Em termos desagregados, o Índice de Volume de Negócios do Comércio, manutenção e reparação, de veículos automóveis e motociclos registou uma variação homóloga de 3,7%, o Índice de Volume de Negócios do Comércio por grosso registou uma variação homóloga de -0,2% e o Índice de Volume de Negócios do Comércio a Retalho registou 4,6%, valores que comparam com -6,0%, 2,9% e 2,8% no mês anterior, respetivamente.

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Índice de Produção Industrial – INE

Em janeiro de 2026, o Índice de Produção Industrial (ajustado dos efeitos de calendário e da sazonalidade) registou uma variação homóloga (VH) de 1,2%, o que corresponde a uma diminuição de 0,5 pontos percentuais (pp) relativamente à do mês anterior (1,7%).

Os agrupamentos industriais de Bens de Consumo e de Energia registaram variações homólogas de -2,5% e 11,4%, respetivamente. Os Bens Intermédios registaram uma variação homóloga de 1,6%.

A variação média dos últimos 12 meses do Índice de Produção Industrial foi de 0,9%, aumentando 0,3 pp em relação ao mês anterior.

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As secções das Indústrias Transformadoras e da Eletricidade e Gás registaram variações homólogas de -1,7% e 13,1%, respetivamente.

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Investimento Direto Estrangeiro – Banco de Portugal

Em 2025, as transações de IDE totalizaram 8,5 mil milhões de euros (13,1 mil milhões de euros em 2024). O investimento realizado no capital de entidades portuguesas ascendeu a 11,9 mil milhões de euros, dos quais 3,9 mil milhões de euros corresponderam a investimento imobiliário. Já o investimento em instrumentos de dívida foi negativo em 3,4 mil milhões de euros, refletindo, em parte, operações de reorganização de grupos económicos.

Numa perspetiva de contraparte imediata, os países europeus foram os principais investidores em Portugal neste período (5,8 mil milhões de euros). Destacaram-se o Luxemburgo (1,1 mil milhões de euros), o Reino Unido (0,9 mil milhões de euros) e a Alemanha (0,8 mil milhões de euros).

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(Gráfico: Banco de Portugal)

Em 2025, as transações de IPE totalizaram 6,7 mil milhões de euros (7,6 mil milhões de euros em 2024). Este valor é explicado pelo investimento realizado no capital de entidades não residentes, que ascendeu a 4,2 mil milhões de euros, e pelo investimento de 2,5 mil milhões de euros em instrumentos de dívida. Numa perspetiva de contraparte imediata, destacou-se o investimento realizado em países europeus (5,8 mil milhões de euros), em particular, nos Países Baixos (2,3 mil milhões de euros), em Espanha (1,7 mil milhões de euros) e em França (0,6 mil milhões de euros).

No final do ano de 2025, o stock de investimento direto do exterior em Portugal (IDE) era de 213,7 mil milhões de euros, enquanto o investimento direto de Portugal no exterior (IPE) totalizava 78,6 mil milhões de euros. Estes montantes representavam, respetivamente, 70% e 26% do PIB português.

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(Gráfico: Banco de Portugal)

A análise conjunta do investimento direto por contraparte imediata e final permite identificar:

– Países que servem de intermediários, como Países Baixos, Luxemburgo e Espanha. Nestes casos, o valor do investimento direto em Portugal na perspetiva do investidor final é inferior ao observado na ótica da contraparte imediata;

– Países como França, Estados Unidos e Reino Unido, que utilizam outros mercados como veículos para investir em Portugal, nomeadamente os referidos no ponto anterior. Para estes países, o valor do investimento direto em Portugal na perspetiva do investidor final é superior ao do investimento direto na ótica da contraparte imediata;

– A situação em que o investidor final é Portugal. Este fenómeno é denominado “round tripping” (quando o investidor final coincide com o país do investimento) e corresponde a investimento com origem e destino em Portugal que é canalizado através de entidades intermediárias residentes noutros territórios, como os Países Baixos ou o Luxemburgo.

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(Gráfico: Banco de Portugal)

No final de 2025, a Grande Lisboa era a região que concentrava o maior valor de IDE: 113,2 mil milhões de euros (105,4 mil milhões de euros em 2024). Seguiam-se o Norte, com 37,2 mil milhões de euros (36,6 mil milhões de euros em 2024), e o Algarve, com 21,7 mil milhões de euros (19,8 mil milhões de euros em 2024). Estas regiões representavam, no seu conjunto, 80,5% do total do stock de IDE em Portugal.

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Atividade Turística – INE

Em janeiro de 2026, os estabelecimentos hoteleiros acolheram cerca de 3,7 milhões de dormidas, valor superior ao registado no mesmo período do ano anterior e que se traduz numa variação homóloga de 2,0% (VH). No mês em análise, os não residentes foram responsáveis por cerca de 2,4 milhões de dormidas (0,7%, VH), enquanto os residentes representaram cerca de 1,3 milhões de dormidas (4,7%, VH).

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Em janeiro de 2026, os estabelecimentos hoteleiros obtiveram proveitos de 276,8 milhões de euros, o que corresponde a uma variação homóloga de 5,6%.

Em termos regionais (NUTS II), em outubro de 2025, destacam-se as regiões do RA Madeira (8,8%), do Centro (8,4%) e do Norte (6,8%) que apresentaram as maiores variações homólogas positivas.

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Estimativa Rápida do IPC/IHPC – INE

Tendo por base a informação já apurada, a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) terá aumentado para 2,1% em fevereiro de 2026, taxa superior em 0,2 pontos percentuais (pp) à observada no mês anterior. O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) terá registado uma variação de 1,9%, taxa superior em 0,1 pp à do mês precedente. variação do índice relativo aos produtos energéticos manteve-se em -2,2% e o índice referente aos produtos alimentares não transformados aumentou para 6,6% (5,8% no mês anterior).

Comparativamente com o mês anterior, a variação do IPC terá sido 0,1% (-0,7% em janeiro e -0,1% em fevereiro de 2025).

Estima-se uma variação média nos últimos doze meses de 2,3% (valor idêntico no mês anterior).

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português terá registado uma variação homóloga de 2,1% (1,9% no mês precedente).

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(Gráfico: INE)

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Contas Nacionais Trimestrais – INE

No conjunto do ano de 2025, o PIB aumentou 1,9% o que compara com um crescimento 2,2% em 2024. Em 2025, as Exportações aumentaram 0,4% em volume e as Importações aumentaram 4,2% face ao ano anterior

O contributo das exportações para o crescimento do PIB foi 0,2 pontos percentuais (pp) e o das Importações foi -2,0 pp (1,5 pp e -2,1 pp em 2024, respetivamente).

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Segundo o INE, no 4º trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 1,9% em volume face ao período homólogo e 0,9% em relação ao trimestre anterior (2,2% e 0,6%, respetivamente no trimestre anterior).

As Exportações diminuíram 0,7% (VH) em volume e as Importações aumentaram 1,4% (VH). O contributo das exportações para o crescimento do PIB foi -0,3 Pontos percentuais (pp) e o das Importações foi -0,6 pp no 4º trimestre de 2025 (0,3 pp e -1,7 pp no 3º trimestre de 2025, respetivamente).

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No 4º trimestre de 2025, o excedente externo de bens e serviços fixou-se em 1,4% do PIB, o que compara com 0,8% no trimestre anterior e 1,5% no trimestre homólogo.

Relativamente à evolução homóloga do VAB dos sectores de atividade e ao seu contributo para a variação do PIB, o sector com o maior contributo foi o do Transportes e Comunicações que apresentou um crescimento homólogo de 2,8%, contribuindo com 0,2 pp para a variação homóloga do PIB.

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A produtividade real do trabalho registou uma variação homóloga de -0,7%, enquanto o Emprego aumentou 2,7% em relação ao trimestre homólogo.

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Indicadores de Sentimento Económico – Comissão Europeia

Em fevereiro de 2026, o Indicador de Sentimento Económico (ISE – sre, ajustado de sazonalidade) para Portugal registou um valor de 104,3 pontos, o que compara com o valor de 103,4 pontos verificado em janeiro de 2026.

Para a evolução positiva contribuíram os sectores da Indústria (de -3,5 para -2,1 pontos) e dos Serviços (de 3,9 para 7,4), ao contrário do Comércio a Retalho (de 4,5 para 3,8) e da Construção (de 3,0 para 1,8). Para o mesmo período, o Indicador de Confiança dos Consumidores diminuiu de -13,6 para -17,1.

No mês em análise, o ISE registou uma diminuição de 1,0 pontos na União Europeia (de 99,3 pontos em janeiro para 98,3 pontos em fevereiro), enquanto a Zona Euro também apresentou uma diminuição de 1,0 pontos (de 99,3 pontos em janeiro para 98,3 pontos em fevereiro).

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Inflação – IHPC – Eurostat

Em janeiro de 2026, a taxa de inflação anual (variação homóloga (VH)) em Portugal, medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), situou-se em 1,9%, inferior em 0,5 pontos percentuais (pp) ao mês anterior. Este valor representa uma variação mensal de -1,0% entre dezembro e janeiro de 2026.

Na Zona Euro, a taxa de inflação anual (VH) situou-se em 1,7%, diminuindo 0,3 pp face ao mês anterior. A taxa de inflação anual da UE27 situou-se em 2,0% (VH) em janeiro de 2026, diminuindo em 0,3 pp face ao valor de dezembro. A variação mensal do índice situou-se em -0,6% e -0,4% na Zona Euro e na UE27, respetivamente.

A taxa de variação da média anual dos últimos 12 meses do IHPC foi de 2,1% para Portugal, de 2,1% para a Zona Euro e 2,4% para a UE27.

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada em 22 de fevereiro, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade em linha com as observadas nas semanas anteriores. Em 19 de fevereiro de 2026, o DEI (média móvel semanal) registou 1,9% (VH), que compara com 2,6% (VH) na semana anterior.

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Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Crédito ao Sector Privado – Banco de Portugal

Em janeiro de 2026, o stock de empréstimos às Sociedades não Financeiras (SNF) registou um valor de 74,1 mil milhões de euros, aumentando 8 milhões de euros em relação ao mês anterior e registando uma taxa de variação anual (TVA) de 3,7% (3,6% no mês anterior).

O stock de empréstimos a Particulares registou um valor de 145,5 mil milhões de euros, registando uma TVA de 9,8% (9,5% no mês anterior). Trata-se da maior taxa de crescimento desde fevereiro de 2008.

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A TVA dos empréstimos a microempresas foi de 14,2% (14,0% no mês anterior), a TVA dos empréstimos a pequenas empresas foi de 5,0% (4,1% no mês anterior), a TVA dos empréstimos a médias empresas foi -1,8% (-2,1% no mês anterior) e a TVA dos empréstimos grandes empresas foi de -4,9% (-3,5% no mês anterior).

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A TVA dos empréstimos a particulares para habitação foi de 10,4%, aumentando 0,3 pp em relação ao mês anterior, sendo a maior taxa de crescimento anual desde fevereiro de 2006. A TVA dos empréstimos a particulares para consumo foi de 7,3%, mantendo-se inalterada em relação ao mês anterior, e a TVA dos empréstimos a particulares para outros fins foi de 8,9%, aumentando 0,2 pp em relação ao mês anterior.

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De acordo com a mesma fonte, em janeiro de 2026 o crédito vencido total, em percentagem do respectivo total de empréstimos, foi de 1,12% (1,13% no mês anterior). O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos às Sociedades não Financeiras passou de 1,95% para 1,98%. O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos aos Particulares fixou-se em 0,69% (0,71% no mês precedente).

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Em janeiro de 2026, o stock de empréstimos às SNF tem maior peso na Grande Lisboa (33,9%) e no Norte (30,8%).

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Em janeiro de 2026, o maior valor de crédito vencido, em percentagem do respectivo total de empréstimos, foi na Península de Setúbal com 3,5% (3,4% no mês anterior).

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