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Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas no Comércio – INE

Em fevereiro de 2026, os Índices de Emprego e de Remunerações no Comércio registaram taxas de variação homóloga (VH) de 0,2% e 7,0%, respetivamente. Estes valores comparam com 0,6% e 5,9% (VH), respetivamente, verificados no mês anterior.

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Nota: A produção dos índices de horas trabalhadas encontra-se suspensa a partir de janeiro de 2025.

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Índice de Volume de Negócios no Comércio – INE

Em fevereiro de 2026, o Índice de Volume de Negócios no Comércio, deflacionado e corrigido dos efeitos de calendário e da sazonalidade, registou uma taxa de variação homóloga (VH) de 2,3%, superior em 0,1 pontos percentuais (pp) à observada em janeiro de 2026 (2,2%).

Em termos desagregados, o Índice de Volume de Negócios do Comércio, manutenção e reparação, de veículos automóveis e motociclos registou uma variação homóloga de -2,8%, o Índice de Volume de Negócios do Comércio por grosso registou uma variação homóloga de 1,8% e o Índice de Volume de Negócios do Comércio a Retalho registou 4,9%, valores que comparam com 4,3%, 0,0% e 4,4% no mês anterior, respetivamente.

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Economic Outlook Interim – OCDE

Segundo o Interim Economic Outlook divulgado hoje sob o título ” Testing Resilience”, o crescimento global deverá ser de 2,9% em 2026 (sem revisão relativamente ao Economic Outlook de dezembro de 2025), e de 3,0% em 2027 (previsão revista em baixa em 0,1 pontos percentuais (pp) relativamente ao Economic Outlook de dezembro).

A OCDE estima um crescimento para a Zona Euro de 0,8% em 2026 e 1,2% em 2027 (revisão em baixa em 0,4 pp para 2026 e revisão em baixa em 0,2 pp para 2027, relativamente ao Outlook de dezembro). Para o Reino Unido, a OCDE estima um crescimento de 0,7% em 2026 e de 1,3% em 2027.

Para os EUA, a OCDE estima um crescimento de 2,0% em 2026 e de 1,7% em 2027, e para a China estima um crescimento de 4,4% em 2026 e 4,3% em 2027.

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(Tabela: OCDE)

A OCDE prevê que a inflação das economias G20 diminua de 4,0% em 2026 para 2,7% em 2027. Para a Zona Euro estima uma inflação de 2,6% em 2026 para 2,1% em 2027.

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(Tabela: OCDE)

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada em 22 de março, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade em linha com a observada na semana anterior. Em 19 de março de 2026, o DEI (média móvel semanal) registou -1,0% (VH), que compara com -0,8% (VH) na semana anterior.

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Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Crédito ao Sector Privado – Banco de Portugal

Em fevereiro de 2026, o stock de empréstimos às Sociedades não Financeiras (SNF) registou um valor de 74,5 mil milhões de euros, aumentando 442 milhões de euros em relação ao mês anterior e registando uma taxa de variação anual (TVA) de 4,1% (3,7% no mês anterior).

O stock de empréstimos a Particulares registou um valor de 146,4 mil milhões de euros, registando uma TVA de 9,8% (9,8% no mês anterior).

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A TVA dos empréstimos a microempresas foi de 14,1% (14,2% no mês anterior), a TVA dos empréstimos a pequenas empresas foi de 5,3% (5,0% no mês anterior), a TVA dos empréstimos a médias empresas foi -1,2% (-1,8% no mês anterior) e a TVA dos empréstimos grandes empresas foi de -3,6% (-4,9% no mês anterior).

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A TVA dos empréstimos a particulares para habitação foi de 10,4%, mantendo-se inalterada em relação ao mês anterior. A TVA dos empréstimos a particulares para consumo foi de 7,5%, aumentando 0,2 pp em relação ao mês anterior, e a TVA dos empréstimos a particulares para outros fins foi de 8,7%, diminuindo 0,2 pp em relação ao mês anterior.

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De acordo com a mesma fonte, em fevereiro de 2026 o crédito vencido total, em percentagem do respectivo total de empréstimos, foi de 1,14% (1,12% no mês anterior). O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos às Sociedades não Financeiras passou de 1,98% para 2,00%. O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos aos Particulares fixou-se em 0,70% (0,69% no mês precedente).

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Em fevereiro de 2026, o stock de empréstimos às SNF tem maior peso na Grande Lisboa (33,6%) e no Norte (31,0%).

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Em fevereiro de 2026, o maior valor de crédito vencido, em percentagem do respectivo total de empréstimos, foi na Península de Setúbal com 3,6% (3,4% no mês anterior).

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Procedimento dos Défices Excessivos – INE

De acordo com a 1ª notificação do Procedimento dos Défices Excessivos (PDE) de 2026, o saldo e a dívida das Administrações Públicas referentes ao ano de 2025 fixaram-se em 0,7% e 89,7%% do Produto Interno Bruto (PIB), respetivamente (o que compara com 0,3% e 90,2% na 2ª notificação de 2025). Estes valores comparam com 0,6% e 93,5% do PIB, respetivamente, em 2024.

Para 2026, prevê-se um saldo de 0,1% e uma dívida de 87,5% do PIB (o que compara com 0,5% e 93,6% na 2ª notificação de 2025).

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(Tabela: INE)

Nota: O INE, o Banco de Portugal e a Direção-Geral do Orçamento são responsáveis pelo reporte da notificação nos seguintes termos:

– Para 2025 e anos anteriores, a compilação da capacidade / necessidade líquida de financiamento é efetuada pelo INE e a dívida bruta é compilada pelo Banco de Portugal.

– Para o ano corrente (2026), as estimativas da capacidade / necessidade líquida de financiamento, da dívida bruta e do PIB nominal são da responsabilidade do Ministério das Finanças, tendo por base o cenário macroeconómico e orçamental apresentado no Orçamento do Estado para 2026.

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Contas Nacionais Trimestrais por Sector Institucional – INE

No 4º trimestre de 2025, a capacidade líquida de financiamento da economia portuguesa fixou-se em 2,5% (ano acabado no trimestre para todos os dados) do Produto Interno Bruto (PIB), o que compara com 2,1% no ano acabado no trimestre anterior.

Registou-se a diminuição da capacidade de financiamento das Famílias para 3,9% (menos 0,1 pontos percentuais (pp) do que no trimestre anterior).

O sector das Administrações Públicas registou um aumento da capacidade líquida de financiamento de 0,5 pp no ano acabado no 4º trimestre de 2025, relativamente ao ano terminado no trimestre anterior, atingindo 0,7% do PIB.

O sector das Sociedades não Financeiras registou um desagravamento da necessidade de financiamento no ano terminado no 4º trimestre de 2025 de 0,1 pp do PIB para -3,5%.

As Sociedades Financeiras registaram uma registou uma diminuição da capacidade líquida de financiamento de 0,1 pp, passando de 1,5% do PIB no 3º trimestre de 2025 para 1,4% do PIB no 4º trimestre de 2025.

Considerando os valores trimestrais e não o ano acabado no trimestre, o saldo das AP no 4º trimestre de 2025 atingiu -2 425 milhões de euros, correspondendo a -3,0% do PIB, o que compara com -5,0% no período homólogo. Face ao mesmo período do ano anterior, verificou-se um aumento de 7,8% da receita total e de 3,3% da despesa total.

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O Rendimento Nacional Bruto fixou-se em 301.552 milhões de euros, registando uma taxa de variação em cadeia de 1,6%. Esta variação deveu-se ao aumento de 1,8% dos rendimentos primários recebidos com o exterior, enquanto os rendimentos primários pagos apresentaram uma taxa de variação em cadeia de 0,0%. O Rendimento Disponível Bruto apresentou igualmente uma taxa de variação em cadeia de 1,7%, superior à do PIB em 0,2 pp, fixando-se em 306.997 milhões de euros.

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No 4º trimestre de 2025, o Investimento Bruto da economia portuguesa manteve-se em 21,0% do PIB e a Poupança Bruta registou um aumento de 0,2 pp para 22,0% do PIB, o que levou ao aumento da Capacidade Líquida de Financiamento de Portugal junto do exterior para 2,5% do PIB.

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No 4º trimestre de 2025, a variação real e nominal dos custos do trabalho por unidade produzida da economia portuguesa variaram 5,3% e 1,3% (VH, mm4), respetivamente, o que compara com 5,5% e 1,4% (VH, mm4) registados no ano acabado no trimestre anterior.

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PIB per capita – Eurostat

De acordo com os dados preliminares divulgados hoje pelo Eurostat relativos ao PIB per capita de 2025 (expresso em Purchasing Power Standards – PPS), a amplitude da divergência entre os países europeus medida pelo PIB per capita varia entre um mínimo de 68% da média da UE e um máximo de 268%. Foi registado um PIB per capita acima da média da UE em 10 países da UE.

O Luxemburgo e a Irlanda registaram os níveis mais elevados (139% e 137% acima da média da UE, respetivamente), bem à frente dos Países Baixos (34% acima da média da UE), da Dinamarca (+27%) e da Aústria (+17%).

O nível mais baixo de PIB per capita foi registado na Grécia e na Bulgária, 32% abaixo da média da UE.

No que respeita Portugal, o valor do PIB per capita expresso em paridade do poder de compra foi de 81% da média comunitária (UE27) em 2025 (82% em 2024), sendo o nono mais baixo da União Europeia.

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(Gráfico: Eurostat)

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Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação – INE

Em fevereiro de 2026, o valor mediano de avaliação bancária da habitação no total do país fixou-se em 2 122 euros/m2, o que corresponde a um aumento de 0,8% face ao mês anterior e a um aumento de 17,2% em termos homólogos.

No mesmo mês, o valor mediano da avaliação bancária dos Apartamentos foi de 2 478 euros/m2, registando um aumento de 1,3% em relação ao mês anterior e um aumento 21,9% em relação ao período homólogo. O valor mediano da avaliação bancária das Moradias fixou-se em 1 529 euros/m2, aumentando 0,1% face ao mês precedente e aumentando 13,5% em termos homólogos.

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Numa análise regional (NUTS II), registaram-se as seguintes variações em cadeia: Norte (0,8%); Centro (1,1%); Oeste e Vale do Tejo (0,7%); Grande Lisboa (0,8%); Península de Setúbal (1,9%); Alentejo (0,7%); Algarve (1,4%); Região Autónoma dos Açores (0,3%) e Região Autónoma da Madeira (-0,1%).

Em termos homólogos, verificaram-se as seguintes variações: Norte (17,7%); Centro (12,9%); Oeste e Vale do Tejo (22,0%); Grande Lisboa (20,9%); Península de Setúbal (26,0%); Alentejo (13,8%); Algarve (19,0%); Região Autónoma dos Açores (18,9%) e Região Autónoma da Madeira (17,7%).   

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Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal

Em janeiro de 2026, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 859,7 mil milhões de euros, dos quais 379,0 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 480,7 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 307,1 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 173,7 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 8,7 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 8,0 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 0,7 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se a redução do endividamento das Empresas em 0,2 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 0,9 mil milhões de euros.

Relativamente a janeiro de 2025, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 33,1 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 15,6 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 17,5 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se a aumento do endividamento das Empresas em 3,6 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 13,9 mil milhões de euros.

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Em janeiro de 2026, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 2,5%, igual ao registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares aumentou de 8,7% para 8,9%.

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

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