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Dívida Pública – Banco de Portugal

Segundo o Banco de Portugal, em fevereiro de 2026, a Dívida Pública situou-se em 282,7 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 1,6 mil milhões de euros face ao mês anterior e um aumento de 5,4 mil milhões de euros face ao mês homólogo.

A instituição refere que esta variação refletiu o incremento dos títulos de dívida (+1,9 mil milhões de euros), decorrente sobretudo de emissões líquidas positivas de bilhetes do Tesouro. Em sentido contrário, os empréstimos diminuíram 0,4 mil milhões de euros. Esta diminuição deveu-se ao reembolso calendarizado de 0,8 mil milhões de euros ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), que foi parcialmente compensado pelo recebimento de uma nova tranche de 0,3 mil milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

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Em dezembro de 2025, a Dívida Pública foi de 89,7% do PIB, o que representa uma variação de -7,7 pontos percentuais (pp) face ao trimestre anterior e de -3,8 pp face ao trimestre homólogo.

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Taxa de Juro dos Novos Empréstimos – Banco de Portugal

Em fevereiro de 2026, as Taxas de Juro de Novos Empréstimos concedidos a residentes na área euro por Instituições Financeiras Monetárias residentes em Portugal aumentaram 0,04 pp (pontos percentuais), de 3,89% em janeiro de 2026 para 3,93%. Quanto às Sociedades não Financeiras, as taxas de juro aumentaram 0,03 pp em comparação com o mês precedente, fixando-se em 3,74%. Em relação aos Particulares, as taxas de juro aumentaram 0,09 pp, registando um valor de 4,09%. 

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Entre janeiro de 2026 e fevereiro de 2026, as taxas de juro de novos empréstimos das Sociedades não Financeiras até 1 milhão de euros aumentaram 0,04 pp e acima de 1 milhão de euros aumentaram 0,04 pp, fixando-se em 3,90% e 3,56%, respetivamente.

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Quanto aos Particulares, as taxas de juro de novos empréstimos de habitação diminuíram 0,01 pp entre janeiro e fevereiro de 2026, fixando-se em 2,83%. Para o mesmo período, as taxas de juro de novos empréstimos de consumo diminuíram 0,14 pp, fixando-se em 9,01%. As taxas de juro de novos empréstimos para outros fins diminuíram 0,19 pp entre janeiro e fevereiro de 2026, fixando-se em 3,36%.

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Montantes dos Novos Empréstimos – Banco de Portugal

Em fevereiro de 2026, o valor total dos novos empréstimos das Outras Instituições Financeiras Monetárias às Sociedades não Financeiras e Particulares foi de 5 383 milhões de euros, o que correspondeu a uma variação homóloga de 6,3% (menos 0,2 pontos percentuais, pp,  face ao mês anterior). O valor dos novos empréstimos às SNF registou neste mês uma variação homóloga de 11,9% (mais 14,8 pp quando comparada com a do mês anterior) e o valor dos novos empréstimos aos Particulares atingiu os 2,3% (menos 10,8 pp face a janeiro de 2026).

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Desde o início do ano, o valor acumulado total dos novos empréstimos das Outras Instituições Financeiras Monetárias às Sociedades não Financeiras e Particulares foi de 10 529 milhões de euros, o que correspondeu a uma variação homóloga acumulada de 6,4%. O valor acumulado dos novos empréstimos às SNF registou o valor de 4 282 milhões de euros que corresponde a uma variação homóloga acumulada de 4,7% e o valor acumulado dos novos empréstimos aos Particulares foi 6 247 milhões de euros, atingindo os 7,6% de variação homóloga acumulada.

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Índice de Produção Industrial – INE

Em fevereiro de 2026, o Índice de Produção Industrial (ajustado dos efeitos de calendário e da sazonalidade) registou uma variação homóloga (VH) de -4,4%, o que corresponde a uma diminuição de 4,8 pontos percentuais (pp) relativamente à do mês anterior (0,4%).

Os agrupamentos industriais de Bens de Consumo e de Energia registaram variações homólogas de -9,3% e 14,0%, respetivamente. Os Bens Intermédios registaram uma variação homóloga de -7,1%.

A variação média dos últimos 12 meses do Índice de Produção Industrial foi de 0,3%, diminuindo 0,4 pp em relação ao mês anterior.

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As secções das Indústrias Transformadoras e da Eletricidade e Gás registaram variações homólogas de -8,6% e 20,4%, respetivamente.

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Atividade Turística – INE

Em fevereiro de 2026, os estabelecimentos hoteleiros acolheram cerca de 4,2 milhões de dormidas, valor superior ao registado no mesmo período do ano anterior e que se traduz numa variação homóloga de 1,3% (VH). No mês em análise, os não residentes foram responsáveis por cerca de 2,8 milhões de dormidas (0,4%, VH), enquanto os residentes representaram cerca de 1,4 milhões de dormidas (3,2%, VH).

De janeiro a fevereiro de 2026, a hotelaria registou 8,0 milhões de dormidas, valor superior ao registado no mesmo período do ano passado (1,6%, variação homóloga acumulada – VHA).  No período em análise, os residentes foram responsáveis por 2,7 milhões de dormidas (3,7%, VHA) e os não residentes representam 5,2 milhões de dormidas (0,6%, VHA).

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Em fevereiro de 2026, os estabelecimentos hoteleiros obtiveram proveitos de 299,4 milhões de euros, o que corresponde a uma variação homóloga de 4,3%.

Em termos regionais (NUTS II), em fevereiro de 2026, destacam-se as regiões do RA Madeira (12,7%), do Alentejo (6,4%) e do RA Açores (5,4%) que apresentaram as maiores variações homólogas positivas.

De janeiro a fevereiro de 2026, foram registados 575,9 milhões de euros de proveitos na hotelaria, o que se traduz numa variação homóloga acumulada de 4,9%.

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Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego – INE

A população empregada, em fevereiro de 2026, foi estimada em 5.286,9 mil pessoas, diminuindo 0,3% face ao mês anterior (-13,5 mil pessoas). A taxa de emprego estimada situou-se em 65,6%, tendo diminuído 0,2 pontos percentuais (pp) face ao mês anterior (sem revisão face à estimativa).

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A população desempregada, estimada em 328,1 mil pessoas, aumentou 3,9% em relação ao valor registado para o mês anterior (12,3 mil pessoas). A taxa de desemprego estimada situou-se em 5,8%, tendo aumentado 0,2 pp em relação ao mês anterior (sem revisão face à estimativa).

A taxa de desemprego estimada de jovens situou-se em 18,5%, tendo aumentado 0,3 pp em relação ao mês anterior (sem revisão face à estimativa). A taxa de desemprego estimada dos adultos situou-se em 4,9% e aumentou 0,2 pp em relação ao mês anterior.

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Em fevereiro de 2026, a estimativa provisória da taxa de emprego não ajustada de sazonalidade foi de 65,3% (65,5% no mês anterior) e a estimativa provisória da taxa de desemprego não ajustada de sazonalidade foi de 6,2% (6,0% no mês anterior).

Nota: Os valores relativos ao último mês são provisórios e os relativos aos meses anteriores são definitivos.

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Estimativa Rápida do IPC/IHPC – INE

Tendo por base a informação já apurada, a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) terá aumentado para 2,7% em março de 2026, taxa superior em 0,6 pontos percentuais (pp) à observada no mês anterior.

A aceleração do IPC é quase na totalidade explicada pelo aumento do preço dos combustíveis. O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) terá registado uma variação de 2,0%, taxa superior em 0,1 pp à do mês precedente. A variação do índice relativo aos produtos energéticos aumentou para 5,8% (-2,2% em fevereiro) e o índice referente aos produtos alimentares não transformados registou uma variação de 6,4% (6,7% no mês anterior).

Comparativamente com o mês anterior, a variação do IPC terá sido 2,0% (0,1% em fevereiro e 1,4% em março de 2025).

Estima-se uma variação média nos últimos doze meses de 2,3% (valor idêntico no mês anterior).

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português terá registado uma variação homóloga de 2,7% (2,1% no mês precedente).

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(Gráfico: INE)

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Indicadores de Sentimento Económico – Comissão Europeia

Em março de 2026, o Indicador de Sentimento Económico (ISE – sre, ajustado de sazonalidade) para Portugal registou um valor de 103,7 pontos, o que compara com o valor de 104,4 pontos verificado em fevereiro de 2026.

Para a evolução negativa contribuíram o sector do Comércio a Retalho (de 3,7 para 3,5), ao contrário da Indústria (de -2,1 para -1,6 pontos), Serviços (de 7,4 para 7,8) e Construção (manteve-se em 1,8). Para o mesmo período, o Indicador de Confiança dos Consumidores diminuiu de -17,1 para -25,4.

No mês em análise, o ISE registou uma diminuição de 1,5 pontos na União Europeia (de 98,2 pontos em fevereiro para 96,7 pontos em março), enquanto a Zona Euro apresentou uma diminuição de 1,6 pontos (de 98,2 pontos em fevereiro para 96,6 pontos em março).

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Inquérito de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores – INE

Em março de 2026, o Indicador de Clima Económico diminuiu de 2,8 para 2,4 (%, vcs).

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Entre fevereiro e março de 2026, o Indicador de Confiança dos Serviços registou um aumento de 6,3 para 7,2 e o do Comércio diminuiu de 3,3 para 2,3. No mesmo período, a Indústria Transformadora aumentou de -1,9 para -1,6 e a Construção e Obras Públicas registou uma diminuição de 2,6 para 2,0. O Indicador de Confiança dos Consumidores diminuiu para -25,4 (sre, ve), em março de 2026 (-17,0 em fevereiro de 2026).

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Nota: sre – saldos de respostas extremas; ve – valores efetivos; vcs – valores corrigidos de sazonalidade.

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