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Boletim Económico – Banco de Portugal

As projeções para a economia portuguesa 2026-2028, divulgadas hoje pelo BdP, apontam para um crescimento de 1,8% para 2026 (revisão em baixa em 0,5 pp (pontos percentuais) face às previsões do Boletim Económico de dezembro), e para um crescimento de 1,6% em 2027 (valor revisto em baixa em 0,1 pp face às previsões do Boletim Económico de dezembro) e para um crescimento de 1,8% em 2028 (sem revisão face a dezembro).

No que se refere ao Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), as previsões do BdP para 2026 são de 2,8%, revendo em alta face ao Boletim de dezembro em 0,7 pp. (2,1% nas projeções de dezembro).

Relativamente à Balança Corrente e de Capital (% do PIB), os valores foram revistos em alta para 3,5% para 2026 (de 3,2% em dezembro).

Para 2026, as projeções revêem em baixa o valor da taxa de desemprego de 6,3% para 5,9%, face às previsões do Boletim Económico de dezembro.

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(Tabela: Banco de Portugal)

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Estatísticas de Emprego – IEFP

Durante o mês de fevereiro de 2026, inscreveram-se nos Centros de Emprego 43 037 pessoas, o que representa uma variação mensal de -19,4% e uma variação homóloga de -10,8%. Durante este mês, foram efectuadas 7 229 colocações, o que corresponde a um aumento de 5,0% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de -0,6%.

No final do mês de fevereiro de 2026, estavam inscritos nos Centros de Emprego 305 179 pessoas, o que corresponde a uma variação mensal de -1,8% (-5 529 pessoas) e a uma variação homóloga de -9,9% (-33 556 pessoas).

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Segundo a dimensão regional, as regiões que apresentaram uma maior diminuição do desemprego em termos homólogos foram os Açores (-13,7%), o Norte (-12,1%) e Madeira (-11,7%).

Comparativamente ao mês anterior, as maiores descidas no desemprego registaram-se na região do Algarve (-7,1%) e Alentejo (-2,4%).

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Índice de Preços da Habitação – INE

Em 2025, o Índice de Preços da Habitação (IPHab) aumentou 17,6%, mais 8,5 pontos percentuais (pp) que em 2024. O aumento médio anual dos preços das habitações existentes (18,9%) superou o das habitações novas (14,2%).

O Índice de Preços da Habitação aumentou, em termos homólogos, 18,9% no 4º trimestre de 2025, mais 1,2 pp que no trimestre anterior. No trimestre de referência, o ritmo de crescimento dos preços das habitações existentes foi de 20,9% e o das habitações novas foi de 13,7%.

Em relação ao trimestre anterior, o IPHab aumentou 4,0% (4,1% no 3º trimestre de 2025), tendo os alojamentos existentes registado uma taxa de variação de 4,6% e os alojamentos novos apresentado um aumento de 2,6%.

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Em 2025 foram transacionadas 169 812 habitações, totalizando 41,2 mil milhões de euros. Estes resultados representam aumentos de 8,6% e 21,7%, em número e em valor, respetivamente, face ao ano de 2024. Por categoria, as habitações existentes registaram taxas de variação de 9,5% em número e de 25,0%, em valor. Nas habitações novas, observou-se um crescimento de 5,3% no número de transações e de 13,0%, no valor.

No 4º trimestre de 2025, foram transacionadas 43 084 habitações, o que representa uma diminuição de 4,7% face ao mesmo período do ano anterior. O valor das vendas foi aproximadamente de 10,8 mil milhões de euros, mais 5,9% do que no 4º trimestre de 2024.

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Comércio Internacional – Eurostat

Segundo o Eurostat, em janeiro de 2026, a Balança de Bens da Zona Euro com o resto do mundo registou um défice de 1,9 mil milhões de euros, o que compara com um défice de 1,4 mil milhões de euros no período homólogo. Neste período, as exportações de bens para fora da Zona Euro diminuíram 7,6% (VH) face ao período homólogo, e o comércio dentro da Zona Euro diminuiu 3,3% (VH).

No período em análise, a Balança de Bens da UE27 com o resto do mundo registou um défice de 5,9 mil milhões de euros, o que compara com um défice de 5,4 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens da UE28 para o resto do mundo diminuíram 10,0% (VH) neste período e o comércio dentro da região diminuiu 2,2% (VH).

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(Gráficos: Eurostat)

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Indicadores Coincidentes – Banco de Portugal

Em fevereiro de 2026, o Indicador Coincidente Mensal da Atividade Económica variou 2,1% (variação homóloga, VH), mantendo-se inalterado relativamente ao mês anterior (2,1%, VH). No mês em análise, o Indicador Coincidente do Consumo Privado registou uma variação homóloga de 3,1%, diminuindo 0,1 pontos percentuais (pp) face a janeiro de 2026.

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Investimento Direto – Banco de Portugal

Em janeiro de 2026, o investimento directo em empresas em Portugal registou transacções de 672 milhões de euros (784 milhões de euros no mês anterior), que compara com 865 milhões de euros no período homólogo. O investimento directo de Portugal feito em empresas no estrangeiro foi de 368 milhões de euros (468 milhões de euros no mês anterior).

O saldo do Investimento Directo (transacções), ou seja, a diferença entre o investimento feito em empresas no estrangeiro e o investimento em empresas em Portugal, foi de -304 milhões de euros, aumentando 12 milhões de euros face ao mês anterior.

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Nota: Investimento Direto é a categoria de investimento através da qual um investidor tem o controlo ou grau de influência significativa (controlo direto, com 50% dos direitos de voto, ou indirecto, entre 10% e 50% dos direitos de voto) na gestão de uma empresa doutra economia. Os activos incluem o investimento feito por residentes em empresas residentes no exterior e os passivos incluem o investimento de não residentes em empresas residentes em Portugal. Inclui investimento em imobiliário (propriedades e casas) para uso pessoal e arrendamento.

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Balança Financeira – Banco de Portugal

Em janeiro de 2026, a Balança Financeira registou um saldo de 60 milhões de euros, aumentando 18 milhões de euros em relação ao mês anterior e comparando com 467 milhões de euros no período homólogo.

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Nota: A Balança Financeira regista as transações que envolvem ativos financeiros sobre o exterior detidos por residentes em Portugal e as transações que envolvem passivos financeiros dos residentes detidos por não residentes. Desde a entrada em vigor da norma BPM6, do FMI, é apresentada em termos de “variação líquida de ativos” e de “variação líquida de passivos”.

Na balança financeira, os registos a débito e a crédito têm diferentes interpretações consoante dizem respeito a ativos ou a passivos. Por um lado, um crédito (entrada de dinheiro) traduz uma redução de ativos ou um aumento de passivos, enquanto um débito (saída de dinheiro) traduz um aumento de ativos ou uma redução de passivos.

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Balança de Bens e Serviços – Banco de Portugal

Em janeiro de 2026, as exportações e as importações de bens e serviços registaram variações homólogas de -3,8% e de 0,0%, respetivamente, valores que comparam com variações homólogas no mês anterior de -0,3% para as exportações e de -0,5% para as importações. No mês em análise, a taxa de cobertura das importações pelas exportações de bens e serviços situou-se em 99,0%. Ainda em janeiro de 2026, as exportações e importações de bens registaram variações homólogas de -5,5% e de -1,4%, respetivamente. No mesmo mês, as exportações de serviços registaram uma variação homóloga de -1,3% e as importações de serviços registaram uma variação homóloga de 5,8%.

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Balança Corrente e de Capital – Banco de Portugal

Em janeiro de 2026, as Balanças Corrente e de Capital registaram um excedente de 112 milhões de euros, aumentando 147 milhões de euros em relação ao mês anterior, passando de uma situação de défice para uma situação de excedente. Compara com 622 milhões de euros no período homólogo

A Balança Corrente registou um saldo de 17 milhões de euros, aumentando 756 milhões de euros face ao mês anterior, passando de uma situação de défice para uma situação de excedente.

No mês em análise, o saldo da Balança de Capital diminuiu 610 milhões de euros em relação ao mês anterior, fixando-se em 95 milhões de euros.

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Em janeiro de 2026, o saldo do Rendimento Primário registou um valor de -188 milhões de euros, o que compara com -239 milhões de euros no mês precedente.

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Índice de Custo do Trabalho – Eurostat

De acordo com a estimativa divulgada pelo Eurostat, no 4º trimestre de 2025, Portugal registou um aumento no Índice de Custo do Trabalho, medido por hora trabalhada, de 6,9% em relação ao período homólogo.

Este valor explica-se pelo aumento, em termos nominais, dos salários (7,0%) e pelo aumento dos outros custos salariais (6,9%). Em termos de sectores, o sector público registou um aumento de 4,2% e o sector privado registou um aumento de 8,3%, sendo que a Indústria registou um aumento de 5,8% (VH), a Construção registou um aumento de 5,8% (VH) e os Serviços um aumento de 9,7% (VH).

No período em análise, o Índice de Custo do Trabalho aumentou 3,5% (VH) na Zona Euro e aumentou 3,7% (VH) na UE.

Os Estados-membros que registaram o maior crescimento no 3º trimestre de 2025 foram a Eslovénia (19,1%), na Bulgária (13,8%) e na Croácia (10,5%). Registou-se uma descida em Malta (-3,9%). Não se registaram descidas. As maiores descidas ocorreram em Itália (-4,0%), Espanha (-3,7%) e Portugal (-3,3%).

Os custos laborais aumentaram, assim, na maioria dos países da União Europeia, no 4º trimestre de 2025.

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(Gráfico: Eurostat)

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