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Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas na Indústria – INE

Os Índices de Emprego e de Remunerações na Indústria registaram, em fevereiro de 2026, variações homólogas de -0,2% e 5,1%, respetivamente. O Índice de Emprego registou uma diminuição de 0,1 pp face à variação homóloga registada no mês precedente (-0,1% no mês de janeiro de 2026), enquanto o Índice de Remunerações aumentou 0,3 pp em relação ao mês anterior (4,8% em janeiro de 2026).

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Nota: A produção dos índices de horas trabalhadas encontra-se suspensa a partir de janeiro 2025.

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Índice de Volume de Negócios na Indústria – INE

Em fevereiro de 2026, o Índice de Volume de Negócios na Indústria – Total (dados ajustados dos efeitos de calendário e da sazonalidade) registou uma variação homóloga (VH) de -4,8%, diminuindo 2,9 pp (pontos percentuais) em relação ao observado no mês de janeiro de 2026 (-1,9% VH). Os agrupamentos de Bens de Consumo e de Bens Intermédios apresentaram uma variação homóloga de 0,6% e -6,5%, após terem registado variações de 1,4% e -3,1% respetivamente, no mês anterior. Os agrupamentos de Bens de Investimento e Energia apresentaram variações de -2,9% e -11,1%, após terem registado variações de 1,7% e -7,1% no mês precedente, pela mesma ordem.

As vendas para o mercado externo registaram, em fevereiro de 2026, uma variação homóloga de -8,2%, diminuindo 4,4 pp em comparação com o mês anterior (-3,7%, VH). No mercado nacional, o índice diminuiu 2,0 pp em termos homólogos (-2,8% em fevereiro face aos -0,8% registados em janeiro).

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Estatísticas do Comércio Internacional de Bens – INE

Em fevereiro de 2026, as exportações e as importações de bens registaram variações homólogas nominais de, respetivamente, -14,9% e -6,3% (-14,1% e -2,3%, pela mesma ordem, em janeiro de 2026).

O défice da balança comercial de bens atingiu 2 546 milhões de euros, refletindo um agravamento de 489 milhões de euros face a fevereiro do ano anterior.

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(Gráfico: INE)

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Comércio a Retalho – Eurostat

Em fevereiro de 2026, o volume do Comércio a Retalho, a preços constantes e ajustado de sazonalidade, diminuiu 0,2% na Zona Euro (21) e 0,3% na UE27, face ao mês anterior. Em janeiro de 2026, o volume do Comércio a Retalho tinha registado variações de 0,0% na Zona Euro e 0,0% na UE27.

Portugal registou um aumento de 0,8% face ao mês anterior, o que compara com um aumento de 1,8% em janeiro de 2026.

Comparando com o mês anterior e entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para fevereiro de 2026, os maiores aumentos foram registados em Malta (2,0%), na Bulgária (1,0%) e em Chipre e Portugal (ambos 0,8%). As maiores diminuições foram observadas na Lituânia (-2,5%), na Polónia (-2,4%) e na Eslovénia (-2,0%).

Em termos homólogos, o volume do Comércio a Retalho aumentou 1,7% na Zona Euro e na UE27, em fevereiro de 2026.

Portugal registou um aumento homóloga de 4,7%, após ter registado um aumento homólogo de 4,4% no mês anterior.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para fevereiro de 2026, os maiores aumentos do Comércio a Retalho em termos homólogos foram registados no Luxemburgo (11,9%), Malta (11,4%) e Bulgária (7,3%). Foram observadas diminuições na Roménia (-6,8%), Eslovénia (-3,5%) e Eslováquia (-2,4%).

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(Gráfico: Eurostat)

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Estatísticas das Empresas da Central de Balanços – Banco de Portugal

No 4º trimestre de 2025, a rendibilidade das empresas ― medida pela relação entre os resultados antes de amortizações, depreciações, juros e impostos (EBITDA) e o total do ativo ― foi de 9,3%, valor igual ao registado no período homólogo.

A rendibilidade do ativo das empresas privadas também se manteve nos 9,4%, mas apresentou evoluções distintas entre sectores de atividade.

A rendibilidade do ativo diminuiu nos sectores dos transportes e armazenagem e das indústrias (-0,9 e -0,7 pp, respetivamente). No sector dos transportes e armazenagem, essa evolução refletiu a diminuição do EBITDA e o aumento do ativo. A diminuição do EBITDA deveu-se ao facto de os fornecimentos e serviços externos e os gastos com pessoal terem aumentado mais do que os rendimentos. Na indústria, observou-se um decréscimo do EBITDA, refletindo quer a diminuição da margem de refinação quer o aumento dos fornecimentos e serviços externos e dos gastos com o pessoal.

A rendibilidade das empresas públicas foi de 6,8%, mais 0,3 pp do que no período homólogo.

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(Gráfico: Banco de Portugal)

A autonomia financeira do total das empresas, medida pelo peso do capital próprio no total do ativo, foi de 46,0% no 4º trimestre de 2025, valor superior ao registado no período homólogo (+0,8 pp). Trata-se do maior valor da série (disponível desde o final de 2006). Este aumento decorreu, essencialmente, da incorporação dos resultados do ano corrente nos capitais próprios das empresas.

No final do 4º trimestre de 2025, a autonomia financeira das empresas privadas era de 46,3% (+0,8 pp do que no trimestre homólogo). Este indicador aumentou na generalidade dos sectores de atividade, exceto na eletricidade, gás e água (-0,3 pp) e nos transportes e armazenagem (-0,2 pp). As subidas mais acentuadas registaram-se nos sectores do comércio (+1,3 pp) e dos outros serviços (+1,1 pp), refletindo a já referida incorporação de resultados. No sector da eletricidade, gás e água, a diminuição da autonomia financeira resultou de um aumento do ativo superior ao crescimento dos capitais próprios, associado sobretudo ao impacto das operações de gestão de tesouraria entre empresas do grupo. No sector dos transportes e armazenagem, a redução também refletiu o aumento mais acentuado do ativo, em particular dos saldos de clientes.

A autonomia financeira das pequenas e médias empresas (PME) subiu de 45,3% para 46,3%, e a das grandes empresas de 41,5% para 41,8%. Em ambos os casos, o aumento deveu-se à incorporação dos resultados correntes nos capitais próprios das empresas.

A autonomia financeira das empresas públicas aumentou de 36,5%, no final do 4º trimestre de 2024, para 36,8% no final do 4º trimestre de 2025.

Considerando a totalidade das empresas, o peso dos financiamentos obtidos no total do ativo foi de 26,4% no 4º trimestre de 2025, menos 0,2 pp do que no trimestre homólogo. Esta diminuição decorreu de os financiamentos obtidos terem crescido menos do que o ativo.

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(Gráfico: Banco de Portugal)

O custo dos financiamentos obtidos reduziu-se de 4,9%, no 4º trimestre de 2024, para 4,4% no 4º trimestre de 2025. Esta redução refletiu a tendência de descida das taxas de juro, que se iniciou em meados de 2024, e foi transversal a todos os sectores de atividade e classes de dimensão.

A cobertura dos gastos de financiamento das empresas (medida de pressão financeira que quantifica o número de vezes que o EBITDA gerado pelas empresas é superior aos seus gastos de financiamento) subiu de 7,0 para 7,9, refletindo a redução dos gastos de financiamento e o incremento do EBITDA. O aumento foi transversal a todos os sectores e classes de dimensão.

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(Gráfico: Banco de Portugal)

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Vendas de Veículos Automóveis – ACAP

De acordo com a Associação do Comércio Automóvel de Portugal (ACAP), no mês de março de 2026, foram matriculados 30.303 veículos, o que representa um aumento homólogo de 9,1%. A categoria de Veículos Pesados apresentou um aumento de 8,5% (VH), a de Veículos Ligeiros de Passageiros registou uma variação homóloga de 8,5% e a categoria de Veículos Comerciais Ligeiros apresentou uma variação homóloga de 14,0%.

Entre janeiro e março de 2026 foram matriculados 73.753 veículos, o que representa um aumento homólogo de 8,8%. A categoria de Veículos Pesados apresentou um aumento de 45,3% (variação homóloga acumulada – VHA), a de Veículos Ligeiros de Passageiros registou uma variação homóloga acumulada de 9,4% e a categoria de Veículos Comerciais Ligeiros apresentou um decréscimo de 3,6% (VHA).

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada em 29 de março, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade abaixo da observada na semana anterior. Em 26 de março de 2026, o DEI (média móvel semanal) registou -3,1% (VH), que compara com -0,9% (VH) na semana anterior.

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Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Taxas de Câmbio – BCE

No mês de março de 2026, 1,0000 Euro (EUR) equivaleu, em média, a 1,1498 Dólares americanos (USD).

As taxas de câmbio de algumas moedas (valor da média mensal) face ao Euro (EUR) foram as seguintes:

    março de 2025 fevereiro de 2026 março de 2026
Dólar dos EUA USD 1,0815 1,1805 1,1498
Libra Esterlina GBP 0,8354 0,8763 0,8683
Franco Suíço CHF 0,9531 0,9104 0,9194
Iene JPY 161,60 184,13 183,39

 

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Taxa de Juro Novos Empréstimos e Novos Depósitos na Área Euro – BCE

No mês de fevereiro de 2026, a Taxa de Juro de Novos Empréstimos com maturidade original até 1 ano dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) fixou-se em 3,67%, manteve-se inalterada face ao mês anterior.

Relativamente a Espanha e Alemanha, as taxas de juro de Novos Empréstimos com maturidade original até 1 ano dos Bancos (IFM) às Empresas (SNF) passaram de 3,30% e 3,37% em janeiro de 2026 para 3,23% e 3,22% em fevereiro de 2026, respetivamente.

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Em fevereiro de 2026, a Taxa de Juro de Novos Empréstimos dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) aumentou 0,03 pp, de 3,71% para 3,74%. As Taxas de Juro de Novos Empréstimos com montantes até 0,25 milhão de euros e até 1 milhão de euros aumentaram para 4,34% e 3,90%, respetivamente, após terem registado valores de 4,20% e 3,86% no mês precedente, pela mesma ordem. Nos novos empréstimos acima de 1 milhão de euros a taxa de juro subiu para 3,56%, o que compara com 3,52% no mês anterior.

Os spreads das Taxas de Juro de Novos Empréstimos continuam em valores acima dos spreads médios da Zona Euro.

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No mês de fevereiro de 2026, a Taxa de Juro de Novos Depósitos (de prazo superior a 1 ano) dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) e Famílias fixou-se em 1,20%, diminuindo 0,05 pp face ao mês anterior. Neste mês, a diferença entre a Taxa de Juro de Novos Empréstimos e a Taxa de Juro de Novos Depósitos situou-se, assim, em 2,47 pp.

Relativamente a Espanha e Alemanha, as taxas de juro de Novos Depósitos foram de 1,38% e 2,12% em fevereiro de 2026, respetivamente. As diferenças entre a Taxa de Juro de Novos Empréstimos e a Taxa de Juro de Novos Depósitos situaram-se, assim, em 1,85 pp e 1,10 pp, respetivamente neste mês nestes países. Observa-se, assim, um maior diferencial entre a Taxa de Juro de Novos Depósitos e a Taxa de Juro de Novos Empréstimos em Portugal relativamente às comparações apresentadas.

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Taxa de Desemprego – Eurostat

Em fevereiro de 2026, a taxa de desemprego (ajustada para a sazonalidade) estimada para Portugal foi 5,8%, aumentando 0,2 pontos percentuais (pp) em relação à percentagem registada no mês anterior (5,6%). Em termos homólogos, a taxa de desemprego registou uma diminuição de 0,4 pp (6,2%).

Para Espanha, a taxa de desemprego estimada, em fevereiro de 2026, situou-se em 9,8%, diminuindo 0,1 pp em relação ao mês anterior (9,9%) e apresentou uma variação de -1,1 pp face ao verificado no período homólogo (10,9%).

Para a Zona Euro, o Eurostat estima que a taxa de desemprego, em fevereiro de 2026, se tenha situado em 6,2%, aumentando 0,1 pp em relação ao mês anterior (6,1%) e diminuindo 0,1 pp em termos homólogos (6,3%). Na UE27, a taxa de desemprego estimada foi 5,9%, estabilizando relativamente ao mês anterior.

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Em fevereiro de 2026, o Eurostat estima que a taxa de desemprego <25 anos registada em Portugal tenha sido de 18,5%, aumentando 0,3 pp em relação ao mês anterior. Em termos homólogos, registou uma diminuição de 2,1 pp (20,6%). Para o mesmo período, a taxa de desemprego ≥25 anos estimada foi 4,9%, aumentando 0,2 pp relativamente ao mês precedente.

Para Espanha, a taxa de desemprego <25 anos estimada situou-se em 23,8%, em fevereiro de 2026, aumentando 0,2 pp face ao mês anterior e registando uma variação de -2,5 pp face ao verificado no período homólogo (26,3%). Para o mesmo período, a taxa de desemprego ≥ 25 anos estimada foi 8,7%, diminuindo 0,1 pp em relação ao mês de janeiro de 2026 (8,8%)

Para a Zona Euro, a taxa de desemprego <25 anos fixou-se, em fevereiro de 2026, nos 14,9%, mantendo-se constante em relação ao mês anterior. Para o mesmo período, a taxa de desemprego ≥25 anos estimada foi 5,3%, permanecendo inalterado em relação a janeiro de 2026. Na UE27, a taxa de desemprego <25 anos foi 15,3%, aumentando 0,1 pp em relação ao mês anterior, e a taxa de desemprego ≥25 anos foi 5,0%, o mesmo valor que o mês anterior.

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