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PORSIM: Um modelo de microssimulação de IRS com recurso a dados administrativos

A avaliação dos impactos de medidas de política muito beneficiam das potencialidades da utilização de microdados administrativos, nomeadamente face a dados estatísticos como os do inquérito do EU-SILC (ICOR). Neste contexto, foi desenvolvido o PORSIM, um modelo de microssimulação que, utilizando dados administrativos anonimizados, permite a avaliação ex-ante e ex-post de alterações ao funcionamento do imposto sobre o rendimento das pessoas singulares (IRS). O PORSIM permite avaliar os impactos de medidas fiscais em termos orçamentais, no rendimento disponível das famílias e em diversos indicadores de desigualdade, pobreza e progressividade.

Recorrendo ao PORSIM e a microdados administrativos das declarações de rendimento de 2022, foi efetuada uma análise ex-post do impacto das alterações ao Código do IRS nesse ano: alteração do número de escalões e do IRS Jovem, alargamento da dedução por dependente e reforma do mínimo de existência.

Apresentação 96.º Seminário GEE/GPEARI – PORSIM:Um modelo de microssimulação de IRS com recurso a dados administrativos.pdf

Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na primeira semana de julho, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade inferior à observada na semana anterior. Em 4 de julho de 2024, o DEI (média móvel semanal) registou -2,0% (VH), que compara com 0,7% (VH) na semana anterior. 

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Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas nos Serviços – INE

Os Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas (dados brutos) nos Serviços apresentaram, em maio de 2024, variações homólogas de 3,8%, 10,1% e -2,3%, respectivamente, o que compara com 5,0%, 11,0% e 6,9% registados no mês anterior.

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Os Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas nos Serviços (em valor absoluto) registaram, em maio de 2024, valores de 124,2 pontos, 142,5 pontos e 122,8 pontos, respectivamente, o que compara com 123,0 pontos, 139,2 pontos e 121,5 pontos, respectivamente, registados no mês anterior.

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Índice de Volume de Negócios nos Serviços – INE

Em maio de 2024, o Índice de Volume de Negócios nos Serviços (dados brutos) apresentou uma taxa de variação homóloga de 2,7%, inferior em 2,4 p.p. ao valor registado em abril de 2024 (5,1%).

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O Índice de Volume de Negócios nos Serviços (em valor absoluto) registou um valor de 150,7 pontos em maio de 2024, aumentando 11,3 pontos em relação ao mês precedente (139,4 pontos em abril de 2024).

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Contas Nacionais Trimestrais Financeiras por Sector Institucional – Património Financeiro – Banco de Portugal

Em março de 2024, o Património Financeiro Líquido da economia portuguesa ascendeu a -182 507 milhões de euros (-67,7% do PIB), o que compara com -192 532 milhões em dezembro de 2023 (-72,5% do PIB).

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O Passivo Financeiro Total da economia portuguesa (vis-à-vis com o resto do mundo) aumentou de 598.071 milhões de euros (225,2% do PIB) em dezembro de 2023 para 603 159 milhões de euros (223,7% do PIB) em março de 2024.

O Passivo Financeiro exceto ações e outras participações (vis-à-vis com o resto do mundo) fixou-se em 408 948 milhões de euros (151,7% do PIB) em março de 2024, o que compara com 400 718 milhões em dezembro de 2023 (150,9% do PIB).

A Dívida Líquida Total da economia portuguesa (vis-à-vis com o resto do mundo) diminuiu de 215.510 milhões de euros (81,2% do PIB) em dezembro de 2023 para 207 683 milhões de euros (77,0% do PIB) em março de 2024.

A Dívida Líquida exceto ações e outras participações (vis-à-vis com o resto do mundo) fixou-se em 139 229 milhões de euros (51,6% do PIB) em março de 2024, o que compara com 141 969 milhões em dezembro de 2023 (53,5% do PIB). 

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Em março de 2024, o Passivo Financeiro das Administrações Públicas fixou-se em 105,1% do PIB (283 417 milhões de euros). Em percentagem do PIB, trata-se de uma diminuição de 0,7 p.p. face a dezembro de 2023 (105,8%).

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Relativamente aos Particulares, o Passivo Financeiro Total, em percentagem do respetivo rendimento disponível bruto ajustado pela variação da participação líquida das famílias nos fundos de pensões, registou o valor de 96,9% em março de 2024, o que compara com 98,7% em dezembro de 2023. O Passivo Financeiro Total das Sociedades não Financeiras em percentagem do PIB, ascende em março de 2024 aos 94,0%, o que compara com 95,9% em dezembro de 2023.

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Contas Nacionais Trimestrais Financeiras por Sector Institucional – Conta Financeira – Banco de Portugal

No 1º trimestre de 2024, a Capacidade Líquida de Financiamento da Economia Portuguesa manteve-se em 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) (ano acabado em cada trimestre para todos os dados), mais 0,6 pontos percentuais (p.p.) do que no trimestre anterior (2,7%).

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Para esta evolução contribuiu o aumento da sua capacidade de financiamento das Famílias para 2,2% do PIB (1,2% do PIB no 4º trimestre de 2023). As Sociedades Financeiras diminuíram, em relação ao trimestre anterior, a sua capacidade de financiamento de 2,5% para 2,3% do PIB. As Sociedades não Financeiras mantiveram a sua necessidade líquida de financiamento em 2,1% do PIB. As Administrações Públicas diminuíram a sua capacidade líquida de financiamento de 1,2% para 0,9% do PIB.

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No 1º trimestre de 2024, a variação de Passivos da Economia Portuguesa (vis-à-vis com o Resto do Mundo) registou um aumento de 2,6% do PIB.

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No 1º trimestre de 2024, a variação dos Passivos das Sociedades não Financeiras registou um aumento de 3,1% do PIB.

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Estatísticas do Comércio Internacional de Bens – INE

No período de março a maio de 2024, as exportações de bens registaram uma diminuição de 1,2% face ao período homólogo. As importações de bens registaram, no mesmo período, uma diminuição de 2,6% em termos homólogos. Houve um desagravamento do défice da Balança Comercial em 469,8 milhões de euros no período analisado.

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Em termos de variações homólogas mensais, no mês de maio de 2024, as exportações e as importações de bens registaram variações homólogas nominais de -1,5% e -3,4%, respetivamente (+15,2% e +13,3%, pela mesma ordem, em abril de 2024).

No mês de maio de 2024, destacaram-se, face ao mês homólogo, as exportações de Material de transporte (-10,0%), sobretudo Automóveis para transporte de passageiros, e as importações de Fornecimentos industriais (-8,6%), principalmente Metais comuns.

Excluindo os Combustíveis e lubrificantes, em maio de 2024, as exportações diminuíram 2,4% e as importações diminuíram 4,2% face a maio de 2023 (respetivamente 12,2% e 12,4% em abril de 2024).

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No período de março a maio de 2024, a taxa de cobertura total foi de 76,6%, correspondendo a um acréscimo de 1,1 p.p. face ao mesmo período do ano anterior. No Comércio Intracomunitário a taxa de cobertura foi de 73,6%, no Comércio Extracomunitário foi de 84,8% e na Zona Euro foi de 71,5%.

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Em maio de 2024, o Saldo de Bens por Grandes Categorias Económicas e Classes Básicas de Bens registou o valor de -2234,0 milhões de euros, destacando-se, no primeiro caso, a categoria de Máquinas com um valor de -553,3 milhões de euros e no segundo os Bens Intermédios com um valor de -1 450,9 milhões de euros.

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Índice de Preços no Consumidor – INE

Em junho de 2024, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) em Portugal registou uma taxa de variação homóloga de 2,8%, valor inferior ao registado no mês anterior em 0,3 p.p.. Excluindo do IPC os produtos alimentares não transformados e energéticos, a taxa de variação homóloga foi 2,4%, inferior em 0,3 p.p. à registada no mês anterior.

O IPC registou uma variação mensal de 0,0%, o que compara com uma variação de 0,2% no mês anterior e de 0,3% em junho de 2023. A taxa de variação média dos últimos doze meses do IPC foi de 2,5% (2,6% no mês anterior). Excluindo do IPC os produtos alimentares não transformados e energéticos, a taxa de variação média foi de 3,0%, (3,3% no mês anterior).

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O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma taxa de variação homóloga de 3,1%, diminuindo 0,7 p.p. em relação ao verificado no mês anterior. Refira-se que o IHPC, que é utilizado na comparação entre os diversos países da União Europeia, se diferencia do IPC devido à inclusão, na estrutura de ponderação do IHPC, da despesa realizada pelos não residentes, parcela esta excluída do âmbito do IPC.

De acordo com a informação disponível relativamente a junho de 2024, e tendo como referência a estimativa do Eurostat, a taxa de variação homóloga do IHPC português foi superior em 0,6 p.p. à da área do Euro (em maio, a taxa de Portugal tinha sido superior à da área do Euro em 1,2 p.p.).

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(Gráfico: INE)

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Os transportes internacionais de mercadorias, em Portugal – 2020 – 2022

No âmbito da sua missão de recolher e divulgar informação e de realizar estudos, o GEE divulga hoje o presente documento sobre o sector dos Transportes, que apresenta o panorama dos movimentos de mercadorias, através dos vários modos de transporte, na relação de Portugal com os países da União Europeia e com o resto do mundo. Da análise efetuada destacam-se os principais aspetos:

Crescimento Global no Transporte: No triénio 2020 e 2022, verificou-se um aumento global no valor das mercadorias transportadas;

  • Recuperação ao nível das toneladas transportadas: Em 2022, apesar do acréscimo total de entradas e saídas face a 2021, o transporte de mercadorias ficou ainda abaixo dos níveis de 2019: menos 6,8% na ferrovia, menos 5,4% no modo marítimo e menos 0,9% no modo aéreo. Situação diferente é a verificada na rodovia e em outros cujo aumento foi da ordem dos 6,1% e 8,9%, respetivamente;
  • Destaque para o transporte aéreo: O valor médio por tonelada transportada através do modo aéreo foi consideravelmente superior quando comparado com outros meios de transporte, salientando-se os valores das mercadorias que entraram no país;
  • Diferencial entre entradas e saídas: Os valores médios por tonelada, em 2022, foram mais altos para mercadorias entradas do que saídas no modo aéreo e rodoviário e outros enquanto no ferroviário e no marítimo ocorreu o inverso;
  • Liderança rodoviária e marítima: O transporte rodoviário liderou em termos de valor das mercadorias, enquanto o marítimo se destacou no que diz respeito à quantidade de toneladas transportadas.

 

Os transportes internacionais de mercadorias, em Portugal – 2020 – 2022

Os transportes internacionais de mercadorias, em Portugal – 2020 – 2022

No âmbito da sua missão de recolher e divulgar informação e de realizar estudos, o GEE divulga hoje o presente documento sobre o sector dos Transportes, que apresenta o panorama dos movimentos de mercadorias, através dos vários modos de transporte, na relação de Portugal com os países da União Europeia e com o resto do mundo. Da análise efetuada destacam-se os principais aspetos:

  • Crescimento Global no Transporte: No triénio 2020 e 2022, verificou-se um aumento global no valor das mercadorias transportadas;
  • Recuperação ao nível das toneladas transportadas: Em 2022, apesar do acréscimo total de entradas e saídas face a 2021, o transporte de mercadorias ficou ainda abaixo dos níveis de 2019: menos 6,8% na ferrovia, menos 5,4% no modo marítimo e menos 0,9% no modo aéreo. Situação diferente é a verificada na rodovia e em outros cujo aumento foi da ordem dos 6,1% e 8,9%, respetivamente;
  • Destaque para o transporte aéreo: O valor médio por tonelada transportada através do modo aéreo foi consideravelmente superior quando comparado com outros meios de transporte, salientando-se os valores das mercadorias que entraram no país;
  • Diferencial entre entradas e saídas: Os valores médios por tonelada, em 2022, foram mais altos para mercadorias entradas do que saídas no modo aéreo e rodoviário e outros enquanto no ferroviário e no marítimo ocorreu o inverso;
  • Liderança rodoviária e marítima: O transporte rodoviário liderou em termos de valor das mercadorias, enquanto o marítimo se destacou no que diz respeito à quantidade de toneladas transportadas.

 

Os transportes internacionais de mercadorias, em Portugal – 2020 – 2022