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European Innovation Scoreboard – Comissão Europeia  

O European Innovation Scoreboard (EIS) 2024 coloca mais uma vez Portugal no grupo dos países classificados como inovadores moderados, com desempenho de 83,5% da média da UE. A pontuação para Portugal aumentou 4,3% em relação a 2017, muito embora um aumento inferior ao da média da UE (10,0%), o que torna a distância de Portugal para a média da UE maior. De 2023 para 2024, Portugal regista um aumento de 0,5%. Portugal ocupa a 19.ª posição, uma posição abaixo da registada na edição anterior (18.ª posição).

O EIS é um painel que produz anualmente uma avaliação comparativa do desempenho dos países da UE27 nas áreas da investigação e da inovação, classificando-os em Inovadores Líder, Forte, Moderado, ou Modesto. No EIS, os 27 Estados-Membros da UE são classificados e reunidos em quatro diferentes grupos de acordo com a sua performance. Esta classificação depende do cálculo realizado com base em quatro tipos principais de categorias – Framework conditions, Investments, Innovation activities, e Impacts – e 12 dimensões de inovação, considerando no total 32 indicadores, dando origem a um indicador compósito que mede a performance média de cada país.

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(Gráfico: Comissão Europeia)

Portugal tem pontuações particularmente boas nos seguintes indicadores: Apoios governamentais ao I&D empresarial, Copublicações público-privadas e Estudantes de doutoramento estrangeiros. As piores pontuações observam-se nos seguintes indicadores: Emissões para a atmosfera de partículas finas, Despesa em inovação por trabalhador e Exportações de serviços intensivos em conhecimento.

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(Tabela: Comissão Europeia)

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Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas na Indústria – INE  

Os Índices de Emprego e de Remunerações na Indústria registaram, em maio de 2024, variações homólogas de -0,1% e 6,4%, respetivamente. O Índice de Emprego registou uma diminuição de 0,3 p.p. face à variação homóloga registada no mês precedente (0,2% no mês de abril de 2024), enquanto o Índice de Remunerações diminuiu 0,6 p.p. em relação ao mês anterior (7,0% em abril de 2024). O Índice de Horas Trabalhadas (dados brutos) na Indústria registou uma variação homóloga de -4,1% em maio de 2024, diminuindo 13,0 p.p. face à registada em abril de 2024.

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Índice de Volume de Negócios na Indústria – INE  

Em maio de 2024, o Índice de Volume de Negócios na Indústria – Total (dados brutos) registou uma variação homóloga (VH) de -4,7%, diminuindo 11,9 p.p. em relação ao observado no mês de abril de 2024 (7,2% VH). Os agrupamentos de Bens de Consumo e de Bens Intermédios apresentaram uma variação homóloga de -3,4% e -5,4%, após terem registado variações de 9,8% e 2,9% respetivamente, no mês anterior. Os agrupamentos de Bens de Investimento e Energia apresentaram variações de -5,5% e -4,7%, após terem registado variações de 10,7% e 8,0% no mês precedente, pela mesma ordem.

As vendas para o mercado externo registaram, em maio de 2024, uma variação homóloga de -3,4%, diminuindo 16,8 p.p. em comparação com o mês anterior (13,4%, VH). No mercado nacional, o índice diminuiu 9 p.p. em termos homólogos (-5,5% em maio de 2024 face aos 3,5% registados em abril de 2024).

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Estatísticas do Turismo – INE  

Segundo o INE, em 2023, estima-se que o número de chegadas de turistas não residentes a Portugal tenha atingido 26,5 milhões, correspondendo a um acréscimo de 19,2% face a 2022 (+7,7% do que em 2019). O mercado espanhol manteve-se como principal mercado emissor de turistas internacionais (quota de 25,2%), tendo crescido 16,7% face ao ano anterior.

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(Quadro: INE)

A generalidade dos meios de alojamento turístico registou 32,5 milhões de hóspedes, em 2023, que proporcionaram 85,1 milhões de dormidas, correspondendo a variações homólogas de 12,5% e 10,3%, respetivamente, valores que refletem crescimentos médios anuais de 2,4% e 2,3%, pela mesma ordem, desde 2019, evidenciando a retoma da atividade do setor depois da crise gerada pela pandemia de COVID-19. O mercado interno gerou 1/3 das dormidas em 2023, 28,1 milhões, mais 2,1% do que no ano anterior, e os mercados externos deram origem a 57,1 milhões de dormidas, refletindo um crescimento anual de 14,9%.

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(Quadro: INE)

As dormidas de não residentes representaram 67,0% das dormidas na generalidade dos meios de alojamento, tendo este sido o ano, desde 2013, em que se observou uma maior dependência dos mercados internacionais, apenas superado pelo ano de 2017, em que estes mercados totalizaram 67,8% do total.

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(Gráfico: INE)

A taxa de sazonalidade diminuiu para 36,9% e atingiu o valor mais baixo desde 2013. Este indicador foi mais elevado nos residentes (41,3%) do que nos não residentes (34,8%).

Nos estabelecimentos de alojamento turístico, os proveitos totais ascenderam a 6,0 mil milhões de euros e os de aposento a 4,6 mil milhões (+ 20,0% e +21,4% do que em 2022, pela mesma ordem). O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 64,8 euros e o rendimento médio por quarto ocupado foi de 113,0 euros (+15,4% e +9,1% do que no ano anterior, respetivamente). O índice de Herfindahl–Hirschman (IHH) revela uma trajetória de redução da concentração dos proveitos totais (e, portanto, um aumento da concorrência), com pequenas oscilações no período da pandemia de COVID-19, tendo atingido em 2023 o valor mais baixo desde 2013.

As deslocações turísticas dos residentes atingiram 23,7 milhões, refletindo uma variação anual de 4,6%, mas ficando ainda aquém dos valores de 2019 (-3,2%). As viagens em território nacional aumentaram 2,4% face ao ano anterior, mas ficaram ainda abaixo dos níveis pré-pandemia (-4,3% face a 2019), atingindo 20,4 milhões. Pelo contrário, as deslocações para o estrangeiro alcançaram 3,2 milhões em 2023 (+21,5% em comparação com 2022) e superaram os números de 2019 (+4,1%).

Em 2023, a despesa média por turista em cada viagem teve um acréscimo de 4,3% face ao valor de 2022, fixando-se em 242,4 euros (+23,9% face a 2019). Nas deslocações em território nacional, os residentes gastaram, em média, 164,3 euros por turista/viagem, +1,1 euros que em 2022 e +31,3 euros em comparação com 2019. Nas deslocações para o estrangeiro, o gasto médio por turista/viagem decresceu -2,1% em 2023 (+17,5% do que em 2019), tendo atingido 736,6 euros.

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Comércio a Retalho – Eurostat  

Em maio de 2024, o volume do Comércio a Retalho, a preços constantes e ajustado de sazonalidade, aumentou 0,1% tanto na Zona Euro (ZE20) como na UE27, face ao mês anterior. Em abril de 2024, o volume do Comércio a Retalho tinha registado variações de -0,2% tanto na Zona Euro como na UE27.

Portugal registou um aumento de 0,3% face ao mês anterior, o que compara com um aumento de 2,0% em abril de 2024.

Comparando com o mês anterior e entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para maio de 2024, os maiores aumentos foram registados na Dinamarca (2,3%), Lituânia (1,8%) e Luxemburgo (1,7%). As maiores diminuições ocorreram na Eslováquia (-1,0%), Irlanda (-0,9%), Bulgária e Malta (ambos, -0,8%).

Em termos homólogos, o volume do Comércio a Retalho aumentou 0,3% na Zona Euro e 0,6% na UE27, em maio de 2024.

Portugal registou um aumento homóloga de 2,7%, após ter registado um aumento homólogo de 1,8% no mês anterior.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para maio de 2024, os maiores aumentos do Comércio a Retalho em termos homólogos foram registados no Luxemburgo (10,4%), Croácia (8,4%) e Roménia (6,5%). As maiores reduções foram observadas na Bélgica (-5,2%), na Estónia (-4,0%) e na Eslovénia (-1,1%).

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(Gráfico: Eurostat)

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Taxa de Juro dos Novos Empréstimos – Banco de Portugal  

Em maio de 2024, as Taxas de Juro de Novos Empréstimos concedidos a residentes na área euro por Instituições Financeiras Monetárias residentes em Portugal mantiveram-se constantes em 5,26%. Quanto às Sociedades não Financeiras, as taxas de juro diminuíram 0,01 p.p. em comparação com o mês precedente, fixando-se em 5,62%. Em relação aos Particulares, as taxas de juro aumentaram 0,01 p.p., registando um valor de 5,00%. 

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Entre abril de 2024 e maio de 2024, as taxas de juro de novos empréstimos das Sociedades não Financeiras até 1 milhão de euros diminuíram 0,17 p.p. e acima de 1 milhão de euros aumentaram 0,20 p.p., fixando-se em 5,72% e 5,47%, respetivamente.

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Quanto aos Particulares, as taxas de juro de novos empréstimos de habitação diminuíram 0,03 p.p. entre abril e maio de 2024, fixando-se em 3,71%. Para o mesmo período, as taxas de juro de novos empréstimos de consumo diminuíram 0,08 p.p., fixando-se em 9,55%. As taxas de juro de novos empréstimos para outros fins aumentaram 0,11 p.p. entre abril e maio de 2024, fixando-se em 5,01%.

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Estatísticas das Empresas da Central de Balanços – Banco de Portugal  

De acordo com o Banco de Portugal, no final do primeiro trimestre de 2024, a rendibilidade das empresas ― medida pelo rácio entre os resultados antes de amortizações, depreciações, juros e impostos (EBITDA) e o total do ativo ― foi de 8,8% (9,0% no quarto trimestre de 2023 e 9,3% no período homólogo).

Em comparação com o período homólogo, a rendibilidade do ativo das empresas privadas desceu em todos os setores de atividade, com exceção dos setores da eletricidade, gás e água (+4,2 p.p.) e da construção (+0,2 p.p.). No caso da eletricidade, gás e água, o acréscimo da rendibilidade decorreu maioritariamente do aumento da produção de energia renovável. Os setores das sedes sociais e do comércio foram aqueles em que a rendibilidade do ativo mais se reduziu (-3,3 p.p. e -1,7 p.p., respetivamente).

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A autonomia financeira das empresas, medida pelo peso do capital próprio no total do ativo, foi de 44,5% no primeiro trimestre de 2024, valor superior ao registado no trimestre homólogo (42,4%) e o máximo observado desde 2006 (início da série).

Em comparação com o trimestre homólogo, a autonomia financeira das empresas privadas aumentou em todos os setores, com exceção das sedes sociais. Os setores de atividade que mais contribuíram para este aumento foram a indústria (+3,6 p.p.) e a eletricidade, gás e água (+6,5 p.p.). A autonomia financeira das PME subiu de 43,3% para 45,0%, e a das grandes empresas aumentou de 36,0% para 39,5%.

Para o total das empresas, o peso dos financiamentos obtidos no total do ativo diminuiu para 27,1% (28,4% no período homólogo). O aumento da autonomia financeira e a diminuição do peso dos financiamentos obtidos no total do ativo continuaram a refletir a conversão de empréstimos de empresas do grupo em capital observada no quarto trimestre de 2023. A redução dos financiamentos obtidos também reflete a redução continuada dos empréstimos contraídos junto do setor financeiro.

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Comparando com o período homólogo, o custo dos financiamentos obtidos aumentou de 3,2% para 4,2%. A cobertura dos gastos de financiamento das empresas (medida de pressão financeira que quantifica o número de vezes que o EBITDA gerado pelas empresas é superior aos seus gastos de financiamento) reduziu-se de 9,9 para 7,6.

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Taxa de Juro Novos Empréstimos e Novos Depósitos na Área Euro – BCE  

No mês de maio de 2024, a Taxa de Juro de Novos Empréstimos com maturidade original até 1 ano dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) fixou-se em 5,65%, mantendo-se inalterada face ao mês anterior.

Relativamente a Espanha e Alemanha, as taxas de juro de Novos Empréstimos com maturidade original até 1 ano dos Bancos (IFM) às Empresas (SNF) passaram de 4,98% e 5,30% em abril de 2024 para 4,99% e 5,20% em maio de 2024, respetivamente.

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Em maio de 2024, a Taxa de Juro de Novos Empréstimos dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) diminuiu 0,01 p.p., de 5,63% para 5,62%. As Taxas de Juro de Novos Empréstimos com montantes até 0,25 milhão de euros e até 1 milhão de euros diminuíram para 6,01% e 5,72%, respetivamente, após terem registado valores de 6,19% e 5,89% no mês precedente, pela mesma ordem. Nos novos empréstimos acima de 1 milhão de euros a taxa de juro subiu para 5,47%, o que compara com 5,27% no mês anterior.

Os spreads das Taxas de Juro de Novos Empréstimos continuam em valores acima dos spreads médios da Zona Euro.

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No mês de maio de 2024, a Taxa de Juro de Novos Depósitos (de prazo superior a 1 ano) dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) e Famílias fixou-se em 2,14%, aumentando 0,06 face ao mês anterior. Neste mês a diferença entre a Taxa de Juro de Novos Empréstimos e a Taxa de Juro de Novos Depósitos situou-se, assim, em 3,51 p.p.

Relativamente a Espanha e Alemanha, as taxas de juro de Novos Depósitos foram de 2,72% e 3,07% em maio de 2024, respetivamente. As diferenças entre a Taxa de Juro de Novos Empréstimos e a Taxa de Juro de Novos Depósitos situaram-se, assim, em 2,27 p.p. e 2,13 p.p., respetivamente neste mês nestes países.

Observa-se, assim, um maior diferencial entre a Taxa de Juro de Novos Depósitos e a Taxa de Juro de Novos Empréstimos em Portugal relativamente às comparações apresentadas.

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal  

Na semana terminada a 30 de junho, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade inferior à observada na semana anterior. Em 27 de junho de 2024, o DEI (média móvel semanal) registou -1,2% (VH), que compara com 0,4% (VH) na semana anterior.

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Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Montantes dos Novos Empréstimos – Banco de Portugal  

Em maio de 2024, o valor total dos novos empréstimos das Outras Instituições Financeiras Monetárias às Sociedades não Financeiras e Particulares foi de 4.367 milhões de euros, o que correspondeu a uma variação homóloga de 4,3% (menos 23,6 p.p. face ao mês anterior). O valor dos novos empréstimos às SNF registou neste mês uma variação homóloga de 2,7% (menos 19,5 p.p. quando comparada com a do mês anterior) e o valor dos novos empréstimos aos Particulares atingiu os 5,6% (menos 26,8 p.p. face a abril de 2024).

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Desde o início do ano, o valor acumulado total dos novos empréstimos das Outras Instituições Financeiras Monetárias às Sociedades não Financeiras e Particulares foi de 21.901 milhões de euros, o que correspondeu a uma variação homóloga acumulada de 12,4%. O valor acumulado dos novos empréstimos às SNF registou neste mês o valor de 8.983 milhões de euros que corresponde a uma variação homóloga acumulada de 9,1% e o valor acumulado dos novos empréstimos aos Particulares foi 12.918 milhões de euros, atingindo os 14,8% de variação homóloga acumulada.

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