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Síntese Económica de Conjuntura – INE

O Indicador de Clima Económico publicado pelo INE registou 1,8% em junho de 2024, que compara com 1,9% registado no mês anterior. O Indicador de Atividade Económica, em maio de 2024, registou o valor de 1,2% (VH), inferior em 0,7 p.p. em relação ao mês anterior (1,9%, VH).

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No mesmo mês, a opinião dos empresários sobre a Carteira de Encomendas Externa registou um valor de -13,9 (sre/ve), que compara com o valor de -16,0 (sre/ve) registado no mês anterior.

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Ainda em junho de 2024, a variação do Índice de Preços no Consumidor para os bens foi de 2,2% (VH) e para os serviços foi de 3,6% (VH). Estes valores comparam com 2,1% (VH) e 4,4% (VH) registados no mês de maio de 2024, respetivamente.

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Nota: sre – saldo de respostas extremas; ve – valores efetivos.

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Comércio Internacional – Eurostat

Segundo o Eurostat, entre janeiro e maio de 2024, a Balança de Bens da Zona Euro com o resto do mundo registou um excedente de 84,9 mil milhões de euros, o que compara com um défice de 21,0 mil milhões de euros no período homólogo. Neste período, as exportações de bens para fora da Zona Euro aumentaram 0,5% (VHA) face ao período homólogo e o comércio dentro da Zona Euro diminuiu 5,2% (VHA).

No período em análise, a Balança de Bens da UE27 com o resto do mundo registou um excedente de 74,2 mil milhões de euros, o que compara com um défice de 36,0 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens da UE27 para o resto do mundo aumentaram 0,7% (VHA) neste período e o comércio dentro da região diminuiu 4,2% (VHA).

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(Gráficos: Eurostat)

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Emissões de Títulos de Dívida – Banco de Portugal

Em junho de 2024, as emissões líquidas de títulos de dívida por residentes ascenderam a 2.512 milhões de euros, o que compara com um valor de 8.725 milhões de euros no mês anterior. As emissões líquidas de títulos de dívida por Sociedades não Financeiras atingiram o valor de 696 milhões de euros (798 milhões de euros registados no mês anterior).

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No final de junho de 2024, o saldo total de títulos de dívida emitidos por residentes ascendeu a 295.316 milhões de euros, aumentando 2832 milhões de euros face ao mês anterior e registando uma variação homóloga de 6,6%.

O saldo de títulos de dívida emitidos por Sociedades não Financeiras ascendeu a 40.848 milhões de euros, aumentando 642 milhões de euros face ao mês anterior e registando uma variação homóloga de 11,6%.

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Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito – Banco de Portugal

A avaliação da oferta e da procura refere-se ao segundo trimestre de 2024, por comparação com o trimestre anterior. As expectativas referem-se ao terceiro trimestre de 2024.

Oferta:

  • Critérios de concessão de crédito: praticamente inalterados no crédito a empresas e a particulares para aquisição de habitação e ligeiramente mais restritivos no crédito ao consumo e outros fins.
  • Termos e condições do crédito: ligeira diminuição na taxa de juro praticada e no spread aplicado nos empréstimos de risco médio concedidos a PME. Sem alterações nos empréstimos para aquisição de habitação e ligeiro aumento da taxa de juro praticada nos empréstimos ao consumo e outros fins.
  • Proporção de pedidos de empréstimo rejeitados: sem alterações nos empréstimos a empresas e ligeiro aumento nos empréstimos a particulares em ambos os segmentos de crédito.
  • Expetativas: critérios de concessão praticamente inalterados, tanto no crédito a empresas como no crédito a particulares.

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(Gráfico: Banco de Portugal)

Procura:

  • Procura de empréstimos por parte de empresas: ligeira diminuição, transversal a empresas de diferente dimensão e aos diferentes prazos do empréstimo.
  • Procura de empréstimos por parte de particulares: praticamente sem alterações no segmento da habitação e ligeiro aumento no segmento do consumo e outros fins.
  • Expetativas: procura de empréstimos sem alterações no segmento das PME e nos empréstimos de longo prazo, em resultado de avaliações divergentes entre bancos, e ligeira diminuição da procura por grandes empresas e em empréstimos de curto prazo. Nos particulares, ligeiro aumento da procura de empréstimos, mais acentuado no segmento da habitação.

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(Gráficos: Banco de Portugal)

Notas:

  • Oferta de crédito – A oferta de crédito corresponde aos critérios de concessão reportados pelos bancos. O índice de difusão varia entre -100 e 100. Valores inferiores (superiores) a zero traduzem critérios menos (mais) restritivos. O valor zero corresponde a praticamente sem alteração. Os dados para o último trimestre correspondem a expetativas dos bancos inquiridos.
  • Procura de crédito – O índice de difusão varia entre -100 e 100. Valores inferiores (superiores) a zero traduzem uma redução (um aumento) da procura. O valor zero corresponde a praticamente sem alteração. Os dados para o último trimestre correspondem a expetativas dos bancos inquiridos.

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World Economic Outlook Update – FMI

Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Produto Interno Bruto (PIB) mundial deverá aumentar 3,2% em 2024 e 3,3% em 2025. A previsão para 2025 foi revista em alta em 0,1 p.p., face ao Outlook de abril.

Relativamente à Zona Euro, o FMI reviu em alta a previsão para 2024 em 0,1 p.p., sendo agora as previsões de 0,9% para 2024 e 1,5% para 2025.

Prevê-se ainda que, para os anos de 2024 e 2025, a Alemanha tenha variações do PIB de 0,2% e 1,3%, que a França tenha variações de 0,9% e 1,3%, que a Itália tenha variações de 0,7% e 0,9%, e que a Espanha tenha variações de 2,4% e 2,1%, respetivamente.

Para os Estados Unidos da América, o FMI prevê um aumento de 2,6% para 2024 e 1,9% para 2025 (previsão para 2024 revista em baixa em 0,1 p.p. face ao Outlook de abril).

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(Tabela: FMI)

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Índice de Produção Industrial – Eurostat  

Em maio de 2024, a produção no sector industrial, ajustada de dias úteis, registou variações de -0,6% na Zona Euro e de -0,8% na UE, face ao mês anterior. Em abril de 2024, a produção industrial tinha registado variações de 0,0% na Zona Euro e de 0,5% na UE. Portugal registou uma diminuição de 3,3% face ao mês anterior, o que compara com uma diminuição de 2,1% em abril de 2024.

Comparando com o mês anterior e entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para maio de 2024, os maiores aumentos ocorreram na Irlanda (6,7%), Luxemburgo (3,9%) e Estónia (3,8%). As maiores diminuições foram registadas na Eslovénia (-7,3%), Roménia (-6,2%) e Dinamarca (-4,9%).

Em termos homólogos, a produção industrial registou variações de -2,9% na Zona Euro e -2,5% na EU, em maio de 2024. Portugal registou um aumento de 0,6%, após ter registado um aumento de 5,1% no mês anterior.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para maio de 2024, as maiores subidas foram registadas na Dinamarca (9,6%), Irlanda (8,7%) e Grécia (6,8%). As maiores descidas da produção no sector industrial em termos homólogos foram registadas na Roménia (-6,9%), Alemanha (-6,6%) e Bulgária (-6,3%).

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(Gráficos: Eurostat)

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Índices de Emprego e Remunerações na Construção – INE  

Em maio de 2024, os Índices de Emprego e Remunerações na Construção apresentaram variações homólogas de 2,5% e 9,1%, respetivamente. No mês de abril de 2024, as variações homólogas respetivas tinham sido de 3,0% e 11,6%.

A taxa de variação média dos últimos 12 meses foi de 4,0% no Índice de Emprego e de 11,5% no Índice de Remunerações.

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O Índice de Emprego na Construção (em valor absoluto) registou, em maio de 2024, um valor de 110,6 pontos, aumentando 0,2 pontos relativamente ao mês precedente (110,4 pontos em abril de 2024). O Índice de Remunerações na Construção (em valor absoluto) apresentou um valor de 125,6 pontos em maio de 2024, aumentando 1,5 pontos em relação ao mês anterior (124,1 pontos em abril de 2024).

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Índice de Produção na Construção – INE  

Em maio de 2024, o Índice de Produção na Construção (média móvel de três meses (mm3m), corrigida dos efeitos de calendário e da sazonalidade registou uma taxa de variação homóloga de 2,0%, inferior em 1,1 p.p. ao valor verificado no mês anterior (3,1%).

O contributo mais intenso para a variação total do índice foi o da componente Construção de Edifícios (1,3 p.p.) que apresentou, em maio de 2024, uma variação homóloga de 2,2% (mm3m, corrigida dos efeitos de calendário e da sazonalidade). A componente de Engenharia Civil apresentou uma variação homóloga de 1,8% (mm3m, corrigida dos efeitos de calendário e da sazonalidade), contribuindo com 0,7 p.p. para a variação do índice agregado.

A taxa de variação média dos últimos 12 meses (corrigida dos efeitos de calendário e da sazonalidade) diminuiu 0,4 p.p. face ao mês anterior, fixando-se em 4,5% (4,9% em abril de 2024).

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O Índice de Produção na Construção (em valor absoluto), corrigido dos efeitos de calendário e da sazonalidade, registou um valor de 108,1 pontos em maio de 2024, diminuindo 3,7 pontos  em relação ao mês precedente (111,8 pontos em abril de 2024). Na componente Construção de Edifícios, o índice diminuiu de 110,8 pontos em abril de 2024 para 107,4 em maio de 2024 e na componente Engenharia Civil o índice diminuiu de 113,2 pontos em abril de 2024 para 109,2 pontos em maio de 2024.

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Atividade Turística – INE

Em maio de 2024, os estabelecimentos hoteleiros acolheram cerca de 7,7 milhões de dormidas, valor superior ao registado no mesmo período do ano anterior e que se traduz numa variação homóloga de 7,5% (VH). No mês em análise, os não residentes foram responsáveis por cerca de 5,8 milhões de dormidas (7,5%, VH), enquanto os residentes representaram cerca de 1,9 milhões de dormidas (7,6%, VH).

De janeiro a maio de 2024, a hotelaria registou 27,7 milhões de dormidas, valor superior ao registado no mesmo período do ano passado (4,4%, variação homóloga acumulada – VHA). No período em análise, os residentes foram responsáveis por 7,8 milhões de dormidas (0,9%, VHA) e os não residentes representam 19,9 milhões de dormidas (5,9%, VHA).

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Em maio de 2024, os estabelecimentos hoteleiros obtiveram proveitos de 660,8 milhões de euros, o que corresponde a uma variação homóloga de 15,5%.   

Em termos regionais (NUTS II), em maio de 2024, destacam-se as regiões do RA Açores (26,3%), do Península de Setúbal (23,8%) e do Alentejo (21,9%) que apresentaram as maiores variações homólogas positivas.

De janeiro a maio de 2024, foram registados 2080,7 milhões de euros de proveitos na hotelaria, o que se traduz numa variação homóloga acumulada de 12,2%.     

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