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Taxa de Juro dos Novos Empréstimos – Banco de Portugal

Em junho de 2024, as Taxas de Juro de Novos Empréstimos concedidos a residentes na área euro por Instituições Financeiras Monetárias residentes em Portugal diminuíram 0,07 p.p., de 5,27% em maio de 2024 para 5,20%. Quanto às Sociedades não Financeiras, as taxas de juro diminuíram 0,17 p.p. em comparação com o mês precedente, fixando-se em 5,46%. Em relação aos Particulares, as taxas de juro diminuíram 0,06 p.p., registando um valor de 4,94%.

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Entre maio de 2024 e junho de 2024, as taxas de juro de novos empréstimos das Sociedades não Financeiras até 1 milhão de euros diminuíram 0,04 p.p. e acima de 1 milhão de euros diminuíram 0,21 p.p., fixando-se em 5,69% e 5,27%, respetivamente.

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Quanto aos Particulares, as taxas de juro de novos empréstimos de habitação diminuíram 0,03 p.p. entre maio e junho de 2024, fixando-se em 3,68%. Para o mesmo período, as taxas de juro de novos empréstimos de consumo diminuíram 0,03 p.p., fixando-se em 9,52%. As taxas de juro de novos empréstimos para outros fins diminuíram 0,09 p.p. entre maio e junho de 2024, fixando-se em 4,94%.

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Montantes dos Novos Empréstimos – Banco de Portugal

Em junho de 2024, o valor total dos novos empréstimos das Outras Instituições Financeiras Monetárias às Sociedades não Financeiras e Particulares foi de 4.680 milhões de euros, o que correspondeu a uma variação homóloga de 1,3% (menos 3,5 p.p. face ao mês anterior). O valor dos novos empréstimos às SNF registou neste mês uma variação homóloga de 9,7% (mais 6,7 p.p. quando comparada com a do mês anterior) e o valor dos novos empréstimos aos Particulares atingiu os -6,1% (menos 12,1 p.p. face a maio de 2024).

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Desde o início do ano, o valor acumulado total dos novos empréstimos das Outras Instituições Financeiras Monetárias às Sociedades não Financeiras e Particulares foi de 26.597 milhões de euros, o que correspondeu a uma variação homóloga acumulada de 10,3%. O valor acumulado dos novos empréstimos às SNF registou neste mês o valor de 11.351 milhões de euros que corresponde a uma variação homóloga acumulada de 9,2% e o valor acumulado dos novos empréstimos aos Particulares foi 15.246 milhões de euros, atingindo os 11,1% de variação homóloga acumulada.

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Atividade Turística – Estimativa rápida – INE

Segundo o INE, em junho de 2024, o setor do alojamento turístico registou 7,8 milhões de dormidas, correspondendo a um aumento homólogo de 4,8% (variação homóloga (VH) de 7,6% em maio de 2024).

Em junho, os residentes contribuíram com 2,2 milhões de dormidas (3,2%, VH) e os não residentes totalizaram 5,6 milhões de dormidas (5,5%, VH).

Nos mercados externos, o britânico manteve-se como principal mercado emissor (quota de 20,8%), tendo registado um crescimento 5,5% (VH) em junho, seguido dos Estados Unidos (peso de 10,6%), que cresceu 13,7% (VH), e da Alemanha (peso de 10,6%), que apresentou um ligeiro decréscimo (-0,4%, VH).

Face ao período homólogo, todas as regiões registaram acréscimo de dormidas, com maior expressão na Península de Setúbal (9,1%) e na RA Açores (7,2%), sendo mais modestos na RA Madeira (3,3%) e no Algarve (3,7%).

A ocupação nos estabelecimentos de alojamento turístico aumentou, em junho, para 54,2% e 64,4% nas taxas líquidas de ocupação-cama e ocupação-quarto, respetivamente (+0,8 p.p. em ambas).

No 2.º trimestre de 2024, as dormidas aumentaram 2,8% face ao período homólogo (7,4% no 1.º trimestre), devido aos não residentes (4,2%, VH; 8,7% no 1.º trimestre), tendo as dormidas dos residentes diminuído face ao período homólogo 0,8% (4,7% no 1.º trimestre). No 1.º semestre do ano, as dormidas cresceram 4,5% (VH), 1,4% nos residentes e 5,8% nos não residentes.

Os resultados trimestrais foram influenciados pela estrutura móvel do calendário, ou seja, pelo efeito do período de férias associado à Páscoa, que este ano se repartiu entre o 1.º e o 2.º trimestres, enquanto no ano anterior se concentrou apenas no 2.º trimestre.

140(Gráfico: INE)

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Estimativa Rápida do IPC/IHPC – INE

O INE estima que, em julho de 2024, a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) terá sido de 2,5% (o valor observado em junho de 2024 foi 2,8%). A variação homóloga estimada do indicador de inflação subjacente é de 2,4% (valor idêntico em junho de 2024).

A variação mensal do IPC terá sido -0,6% (nula em junho de 2024 e -0,4% em julho de 2023).

Estima-se uma variação média dos últimos doze meses de 2,5% (valor idêntico no mês anterior).

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma variação homóloga estimada de 2,7% (3,1% no mês anterior).

139(Gráfico: INE)

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Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego – INE

A população empregada, em junho de 2024, foi estimada em 4.997,5 mil pessoas, diminuindo 0,6% face ao mês anterior (-27,8 mil pessoas). A taxa de emprego estimada situou-se em 63,9%, tendo diminuído 0,4 p.p. face ao mês anterior (revista em alta de 64,2% para 64,3%).

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A população desempregada, estimada em 360,8 mil pessoas, aumentou 3,8% em relação ao valor registado para o mês anterior (13,1 mil pessoas). A taxa de desemprego estimada situou-se em 6,7%, tendo aumentado 0,2 p.p. em relação ao mês anterior.

A taxa de desemprego estimada de jovens situou-se em 22,9%, tendo diminuído 0,4 p.p. em relação ao mês anterior (revista em alta de 23,0% para 23,3%). A taxa de desemprego estimada dos adultos situou-se em 5,5% e aumentou 0,3 p.p. em relação ao mês anterior.

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Em junho de 2024, a estimativa provisória da taxa de emprego não ajustada de sazonalidade foi de 64,1% (64,4% no mês anterior) e a estimativa provisória da taxa de desemprego não ajustada de sazonalidade foi de 6,4% (6,2% no mês anterior).

Nota: Os valores relativos ao último mês são provisórios e os relativos aos meses anteriores são definitivos.

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Infraestruturas e Transportes do Ecossistema Industrial do Turismo em Portugal

No âmbito do acompanhamento realizado pelo GEE dos Ecossistemas Industriais Estratégicos foi criada a Série “GEE – Estratégia Industrial Europeia e os Ecossistemas Industriais Estratégicos – as Infraestruturas e os Transportes em Portugal”.
Esta série de análises feitas pelo GEE tem por base a Estratégia Industrial da União Europeia e os 14 Ecossistemas Industriais Estratégicos definidos de acordo com a relevância económica, tecnológica e potencial contributo para a dupla transição (verde e digital) e reforço da resiliência da economia da UE.
Da análise do Ecossistema Industrial do Turismo – infraestruturas e transportes, destacam-se os principais aspetos:

  • As infraestruturas e os transportes adequados são elementos essenciais para permitir experiências turísticas e têm potencial para impulsionar o desenvolvimento económico e promover a sustentabilidade;
  • De acordo com o Turismo de Portugal, I.P., as receitas turísticas do ano de 2023, atingiram o montante de 25,1 mil milhões de euros, mais 4,0 mil milhões de euros, que correspondem a um crescimento de 18,9%, face a ano de 2022;
  • De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2023, os estabelecimentos de alojamento turístico, no seu conjunto, registaram 32,5 milhões de hóspedes e proporcionaram 85,2 milhões de dormidas;
  • Em 2023, segundo o INE, registaram-se 23.667,9 viagens de residentes em Portugal, consideradas de turismo. As viagens de lazer, recreio ou férias, representam 50,1% do total. Destas 87,4% são feitas em transportes terrestres e 91,1% são realizadas através de automóveis privados. As viagens aéreas representam 12,2% e em comboio e autocarro, em conjunto, apenas representam 7,7%;
  • Em 2023, nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, aterraram 193,5 mil aeronaves em voos comerciais e desembarcaram 29,3 milhões de passageiros. No aeroporto de Lisboa registaram-se 16,9 milhões de passageiros desembarcados, o equivalente a 57,7% do total dos desembarques registados.

 Ecossistema Industrial do Turismo – Infraestruturas e Transportes

Indicadores de Sentimento Económico – Comissão Europeia

Em julho de 2024, o Indicador de Sentimento Económico (ISE – sre, ajustado de sazonalidade) para Portugal registou um valor de 101,4 pontos, o que compara com o valor de 101,0 pontos verificado em junho de 2024.

Verificaram-se descidas nos setores da Indústria (de -5,3 para -7,4 pontos), Construção (de -3,5 para -4,5) e Comércio a Retalho (de 3,1 para 2,6), ao contrário dos Serviços (de 1,3 para 1,6). Para o mesmo período, o Indicador de Confiança dos Consumidores aumentou de -16,6 para -12,3.

No mês em análise, o ISE registou um aumento de 0,1 pontos na União Europeia (de 96,3 pontos em junho de 2024 para 96,4 pontos em julho de 2024), enquanto a Zona Euro apresentou uma diminuição de 0,1 pontos (de 95,9 pontos em junho de 2024 para 95,8 pontos em julho de 2024).

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Estimativa Rápida PIB da Zona Euro e UE (preliminar) – Eurostat

De acordo com a estimativa divulgada pelo Eurostat, no 2º trimestre de 2024, a Zona Euro registou uma variação trimestral do PIB de 0,3% (taxa idêntica à verificada no 1º trimestre de 2024). A variação homóloga do PIB foi 0,6% (0,5% no 1º trimestre de 2024).

No que respeita à UE, a variação trimestral do PIB foi de 0,3% (taxa idêntica à verificada no 1º trimestre de 2024). A variação homóloga do PIB foi de 0,7% (0,6% no 1º trimestre de 2024).

No 2º trimestre de 2024, Portugal registou uma variação do PIB de 1,5% em relação ao trimestre homólogo (1,5% no trimestre anterior) e uma variação de 0,1% em relação ao trimestre anterior (0,8% no 1º trimestre de 2024).

Analisando por Estados-Membros, e para os países para os quais existem dados disponíveis, a Irlanda (1,2%) registou o maior aumento face ao trimestre anterior, seguida da Lituânia (0,9%) e Espanha (0,8%). As maiores diminuições foram registadas na Letónia (-1,1%), Suécia (-0,8%) e Hungria (-0,2%). A taxa de variação homóloga foi positiva em oito países e negativa em três.

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134(Gráficos: Eurostat)

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Inquérito de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores – INE

Em julho de 2024, o Indicador de Clima Económico diminuiu de 1,8 para 1,6 (%, vcs).

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Entre junho e julho de 2024, o Indicador de Confiança dos Serviços registou um aumento de -2,8 para -0,2 e o do Comércio aumentou de -0,2 para 0,3. No mesmo período, a Indústria Transformadora diminuiu de -6,0 para -7,7 e a Construção e Obras Públicas registou uma diminuição de -2,7 para -4,1. O Indicador de Confiança dos Consumidores aumentou para -12,3 (sre, ve), em julho de 2024 (-16,5 em junho de 2024).

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Nota: sre – saldos de respostas extremas; ve – valores efetivos; vcs – valores corrigidos de sazonalidade.

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Estimativa Rápida do PIB – INE

No 2º trimestre de 2024, o Produto Interno Bruto (PIB), em termos reais, registou uma variação homóloga de 1,5%, taxa idêntica à verificada no trimestre precedente. O contributo positivo da procura interna para a variação homóloga do PIB aumentou no 2º trimestre, verificando se uma aceleração do investimento e do consumo privado. O contributo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB foi negativo, após ter sido positivo nos dois trimestres anteriores, tendo as importações de bens e serviços acelerado de forma mais acentuada que as exportações de bens e serviços.

Comparando com o 1º trimestre de 2024, o PIB aumentou 0,1% em volume (0,8% no trimestre anterior). O contributo da procura interna para a variação em cadeia do PIB passou a positivo no 2º trimestre, observando-se um crescimento do investimento e uma desaceleração do consumo privado. O contributo da procura externa líquida passou a negativo, verificando-se uma variação nula das exportações de bens e serviços.

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