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Índice de Volume de Negócios no Comércio- INE

Em junho de 2024, o Índice de Volume de Negócios no Comércio, deflacionado e corrigido dos efeitos de calendário e da sazonalidade, registou uma taxa de variação homóloga (VH) de 4,0%, inferior em 0,2 p.p. à observada em maio de 2024 (4,2%).

Em termos desagregados, o Índice de Volume de Negócios do Comércio, manutenção e reparação, de veículos automóveis e motociclos registou uma variação homóloga de 1,9%, o Índice de Volume de Negócios do Comércio por grosso registou uma variação homóloga de 5,1% e o Índice de Volume de Negócios do Comércio a Retalho registou 3,4%, valores que comparam com 8,3%, 3,8% e 3,1% no mês anterior, respetivamente.

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Estatísticas do Comércio Internacional – Estimativa Rápida – INE

A estimativa rápida do Comércio Internacional de bens do 2º trimestre de 2024 aponta para um acréscimo nas exportações e importações de, respetivamente, 2,8% e 0,6%, em termos nominais e em relação ao período homólogo.

O aumento nas transações de bens inverte um período de quatro trimestres consecutivos de variações negativas, quer nas exportações quer nas importações.

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(Gráfico: INE)

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Procura Turística dos Residentes – INE

No 1º trimestre de 2024, os residentes em Portugal realizaram 4,5 milhões de viagens, decrescendo 7,8% em termos homólogos (após +2,9% no 4ºT 2023), a primeira descida desde o 2º trimestre de 2021. As viagens em território nacional registaram uma diminuição de 10,0% (variação homóloga, VH), totalizando 3,9 milhões (86,6% do total de deslocações), enquanto as viagens com destino ao estrangeiro cresceram 9,2% (VH), atingindo 599,5 mil (13,4% do total).

A principal motivação para viajar, no 1º trimestre de 2024, foi a “visita a familiares e amigos”, estando na origem de cerca de 2,1 milhões de viagens dos residentes (47,2%, +1,1 p.p.2 face ao 1ºT 2023). O segundo principal motivo foi o “lazer, recreio ou férias”, que originou 1,7 milhões de viagens (37,7% do total, -1,8 p.p. face ao 1ºT 2023).
Os “hotéis e similares” concentraram 24,0% das dormidas (3,1 milhões) resultantes das viagens turísticas dos residentes no 1º trimestre de 2024, sendo superados pelo “alojamento particular gratuito”, que se manteve como a principal opção de alojamento (66,6% das dormidas), ao acolher 8,5 milhões de dormidas nas viagens de residentes no referido trimestre.

No processo de organização das deslocações, a internet foi utilizada em 25,3% das situações (+3,1 p.p.), tendo este recurso sido opção em 72,1% (+3,1 p.p.) das viagens para o estrangeiro e em 18,1% das realizadas em território nacional (+1,8 p.p.).

Importa assinalar que os resultados apresentados terão sido influenciados pela estrutura móvel do calendário, ou seja, pelo efeito do período de férias associado à Páscoa, que no ano anterior se concentrou em abril (2ºT), enquanto este ano se repartiu entre março (1ºT) e abril (2ºT).

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(Gráfico: INE)

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Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação – INE

Em junho de 2024, o valor mediano de avaliação bancária da habitação no total do país fixou-se em 1 618 euros/m2, o que corresponde a um aumento de 0,5% face ao mês anterior e a um aumento de 6,6% em termos homólogos.

No mesmo mês, o valor mediano da avaliação bancária dos Apartamentos foi de 1 796 euros/m2, registando um aumento de 0,9% em relação ao mês anterior e um aumento 6,1% em relação ao período homólogo. O valor mediano da avaliação bancária das Moradias fixou-se em 1 272 euros/m2, aumentando 0,7% face ao mês precedente e aumentando 8,4% em termos homólogos.

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Numa análise regional (NUTS II), registaram-se as seguintes variações em cadeia: Norte (0,4%); Centro (0,2%); Oeste e Vale do Tejo (1,5%); Grande Lisboa (1,7%); Península de Setúbal (0,8%); Alentejo (-0,2%); Algarve (1.1%); Região Autónoma dos Açores (0,6%) e Região Autónoma da Madeira (2,1%).
Em termos homólogos, verificaram-se as seguintes variações: Norte (8,0%); Centro (8,2%); Oeste e Vale do Tejo (13,3%); Grande Lisboa (5,1%); Península de Setúbal (6,6%); Alentejo (8,8%); Algarve (2,3%); Região Autónoma dos Açores (8,3%) e Região Autónoma da Madeira (17,9%).

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na terceira semana de julho, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade superior à observada na semana anterior. Em 18 de julho de 2024, o DEI (média móvel semanal) registou 3,0% (VH), que compara com 1,1% (VH) na semana anterior.

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Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Crédito ao Sector Privado – Banco de Portugal

Em junho de 2024, o stock de empréstimos às Sociedades não Financeiras (SNF) registou um valor de 72,8 mil milhões de euros, aumentando 437 milhões de euros em relação ao mês anterior e registando uma taxa de variação anual (TVA) de -0,5% (-0,8% no mês anterior).

O stock de empréstimos a Particulares registou um valor de 129,3 mil milhões de euros, registando uma TVA de 1,3% (1,0% no mês anterior).

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A TVA dos empréstimos a particulares para habitação foi de 0,3%, aumentando 0,3 p.p. em relação ao mês anterior. A TVA dos empréstimos a particulares para consumo foi de 6,3%, aumentando 0,1 p.p. em relação ao mês anterior, e a TVA dos empréstimos a particulares para outros fins foi de 0,9%, aumentando 1,2 p.p. em relação ao mês anterior.

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De acordo com a mesma fonte, em junho de 2024 o crédito vencido total, em percentagem do respectivo total de empréstimos, foi de 1,21% (1,30% no mês anterior). O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos às Sociedades não Financeiras passou de 2,13% para 1,96%. O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos aos Particulares fixou-se em 0,79% (0,83% no mês precedente).

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Em junho de 2024, o stock de empréstimos às SNF tem maior peso na Grande Lisboa (34,6%) e no Norte (30,1%).

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Em junho de 2024, o maior valor de crédito vencido, em percentagem do respectivo total de empréstimos, foi na Península de Setúbal com 3,5% (4,0% no mês anterior).

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Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal

Em maio de 2024, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 808,4 mil milhões de euros, dos quais 365,1 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 443,4 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 291,2 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 152,1 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro diminuiu/ aumentou 6,8 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 5,4 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 1,3 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 0,9 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 0,4 mil milhões de euros.

Relativamente a maio de 2023, o endividamento do Sector Não Financeiro diminuiu 0,6 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 1,3 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de uma redução de 1,9 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se a redução do endividamento das Empresas em 3,0 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 1,1 mil milhões de euros.

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Em maio de 2024, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 2,8%, mais 0,4 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares aumentou de 0,6% para 0,9%.

113Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

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Dívida Pública Zona Euro e União Europeia – Eurostat

Segundo o Eurostat, no 1º trimestre de 2024, a Dívida Pública em percentagem do PIB no conjunto dos países da Zona Euro situou-se em 88,7% (88,2% no 4º trimestre de 2023) e na UE27 situou-se em 82,0% (81,5% no 4º trimestre de 2023). Em relação ao período homólogo (1º trimestre de 2023) registou-se uma diminuição de 1,4 p.p. (pontos percentuais) da Dívida Pública da Zona Euro e uma diminuição de 1,0 p.p. na UE27.

Em Portugal, a Dívida Pública em percentagem do PIB situou-se em 100,4% (112,4% no 1º trimestre de 2023 e 99,1% no 4º trimestre de 2023).

Entre os Estados Membros, os que se destacaram com maiores rácios de Dívida Pública (em percentagem do PIB), no 1º trimestre de 2024, foram a foram a Grécia (159,8%), Itália (137,7%), França (110,8%), Espanha (108,9%), Bélgica (108,2%) e Portugal (100,4%). Em contrapartida a Bulgária (22,6%), Estónia (23,6%) e Luxemburgo (27,2%) apresentaram os rácios mais baixos de Dívida Pública.

108(Gráfico: Eurostat)

Em relação ao trimestre anterior, vinte Estados-Membros registaram um aumento do seu rácio dívida/PIB no final do 1º trimestre de 2024 e sete uma diminuição. Os maiores aumentos foram observados na Eslováquia (4,6 p.p.), Estónia (4,0 p.p.), Bélgica (3,1 p.p.), Roménia (2,8 p.p.), Hungria (2,5 p.p.) e Áustria (2,1 p.p.), enquanto se registaram diminuições na Grécia (-2,1 p.p.), Chipre e Países Baixos (ambos -1,2 p.p.), Suécia e Irlanda (ambas -0,8 p.p.), Bulgária (-0,5 p.p.) e Alemanha (-0,2 p.p.).

109(Gráfico: Eurostat)

Face ao 1º trimestre de 2023, em comparação com o 1º trimestre de 2023, doze Estados-Membros registaram um aumento do seu rácio dívida/PIB, catorze Estados-Membros registaram uma diminuição, enquanto o rácio permaneceu estável na Irlanda. Os maiores aumentos no rácio foram registados na Estónia (6,3 p.p.), Finlândia (4,2 p.p.), Polónia (3,3 p.p.), Eslováquia (2,7 p.p.), Roménia (2,2 p.p.), Lituânia (2,1 p.p.). e Bélgica (2,0 p.p.). As maiores diminuições foram observadas em Portugal (-12,0 p.p.), Grécia (-9,6 p.p.), Chipre (-6,8 p.p.), Croácia (-5,3 p.p.), Países Baixos (-2,8 p.p.), Espanha e Alemanha (ambos -2,2 p.p.).

110(Gráfico: Eurostat)

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Défice Zona Euro e União Europeia – Eurostat

No 1º trimestre de 2024, o saldo orçamental, corrigido de efeitos de sazonalidade e em percentagem do PIB, da Zona Euro fixou-se em -3,2% do PIB (-3,3% no 1º trimestre de 2023 e -4,0% no 4º trimestre de 2023). O saldo da UE27 fixou-se em -3,0% do PIB (-3,1% no 1º trimestre de 2023 e -3,9 no 4º trimestre de 2023).

No 1º trimestre de 2024, o saldo orçamental de Portugal, corrigido de efeitos de sazonalidade e em percentagem do PIB, fixou-se nos 0,6% do PIB (2,1% no 1º trimestre de 2023 e -1,6% no 4º trimestre de 2023).

107(Gráfico: Eurostat)

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