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Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal

Em fevereiro de 2026, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 862,1 mil milhões de euros, dos quais 377,1 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 485,0 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 309,8 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 175,2 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 0,2 mil milhões de euros, fruto de um decréscimo de 2,1 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 2,3 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 1,4 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 0,9 mil milhões de euros.

Relativamente a fevereiro de 2025, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 32,8 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 13,8 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 18,9 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 5,2 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 13,8 mil milhões de euros.

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Em fevereiro de 2026, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 2,8%, menos 0,5 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares aumentou de 8,9% para 8,6%.

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

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Dívida Pública Zona Euro e União Europeia – Eurostat

Segundo o Eurostat, no 4º trimestre de 2025, a Dívida Pública em percentagem do PIB no conjunto dos países da Zona Euro situou-se em 87,4% (87,9% no 3º trimestre de 2025) e na UE situou-se em 81,7% (82,0% no 3º trimestre de 2025). Em relação ao período homólogo (4º trimestre de 2024) registou-se um aumento de 0,8 pp (pontos percentuais) da Dívida Pública da Zona Euro e um aumento de 1,0 pp na UE.

Em Portugal, a Dívida Pública em percentagem do PIB situou-se em 89,7% (97,4% no 3º trimestre de 2025 e 93,5% no 4º trimestre de 2024).

Os rácios mais elevados da dívida pública em relação ao PIB no final do 4º trimestre de 2025 foram registados na Grécia (146,1%), Itália (137,1%), França (115,6%), Bélgica (107,9%) e Espanha (100,7%), e os rácios mais baixos foram registados na Estónia (24,1%), Luxemburgo (26,5%), Dinamarca (27,9%) e Bulgária (29,9%).

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(Gráfico: Eurostat)

Em relação ao trimestre anterior, doze Estados-Membros registaram um aumento do seu rácio dívida/PIB no final do 4º trimestre de 2025, catorze registaram uma diminuição e o rácio permaneceu estável em Malta. Os maiores aumentos no rácio foram observados na Letónia e nos Países Baixos (ambos +2,1 pp), Suécia (+1,9 pp), Polónia (+1,8 pp), Finlândia (+1,6 pp) e Bulgária (+1,5 pp). As maiores diminuições registaram-se em Portugal (-7,8 pp), Chipre (-5,3 pp), Grécia (-3,6 pp) e Espanha (-2,5 pp).

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(Gráfico: Eurostat)

Em comparação com o trimestre homólogo, dezanove Estados-Membros registaram um aumento no seu rácio dívida/PIB no final do 4º trimestre de 2025 e oito Estados-Membros registaram uma diminuição. Os maiores aumentos do rácio registaram-se na Finlândia (+6,2 pp), Bulgária (+6,0 pp), Polónia (+4,8 pp), Roménia (+4,5 pp), Bélgica (+3,9 pp), França (+2,9 pp) e Itália (+2,4 pp). As maiores diminuições foram observadas na Grécia (-8,0 pp), Chipre (-7,7 pp), Irlanda (-5,4 pp), Portugal (-3,8 pp) e Dinamarca (-2,6 pp).

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(Gráfico: Eurostat)

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Défice Zona Euro e União Europeia – Eurostat

No 4º trimestre de 2025, o saldo orçamental, corrigido de efeitos de sazonalidade e em percentagem do PIB, da Zona Euro fixou-se em -3,0% do PIB (-3,2% no 4º trimestre de 2024 e -3,1% no 3º trimestre de 2025). O saldo da UE27 fixou-se em -3,2% do PIB (-3,3% no 4º trimestre de 2024 e -3,1% no 3º trimestre de 2025).

No 4º trimestre de 2025, o saldo orçamental de Portugal, corrigido de efeitos de sazonalidade e em percentagem do PIB, fixou-se nos 0,6% do PIB (-1,2% no 4º trimestre de 2024 e -0,4% no 3º trimestre de 2025).

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(Tabela: Eurostat)

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Indicadores de Conjuntura – INE

O Indicador de Clima Económico, publicado pelo INE, registou 2,6% em março de 2026, que compara com 2,9% registado no mês anterior.

O Indicador de Atividade Económica, em fevereiro de 2026, registou o valor de 0,3% (variação homóloga, VH), inferior em 2,2 pontos percentuais em relação ao mês anterior (2,5%, VH).

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No mesmo mês, a opinião dos empresários sobre a Carteira de Encomendas Externa registou um valor de -15,5 (sre/ve), que compara com o valor de -14,7 (sre/ve) registado no mês anterior.

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Ainda em março de 2026, a variação do Índice de Preços no Consumidor para os bens foi de 2,2% (VH) e para os serviços foi de 3,4% (VH). Estes valores comparam com 1,1% (VH) e 3,4% (VH) registados no mês de fevereiro de 2026, respetivamente.

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Nota: sre – saldo de respostas extremas; ve – valores efectivos.

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TE 129 – Avaliação do Impacto da Aquisição da Nowo nos Preços das Telecomunicações

Este Tema Económico analisa o impacto da entrada da DIGI no mercado português de telecomunicações, através da aquisição da Nowo, na evolução dos preços.
Com base em dados europeus de preços e em métodos de análise contrafactual, os resultados apontam para uma redução dos preços nos serviços de acesso à internet após a entrada do novo operador. Nos serviços móveis, os efeitos são menos evidentes, e nos serviços em pacote não se identificam alterações relevantes.
No conjunto, a evidência sugere que a entrada de um novo concorrente pode reforçar a concorrência, ainda que com impactos distintos entre segmentos do mercado.

TE 129 – Avaliação do Impacto da Aquisição da Nowo nos Preços das Telecomunicações

Estatísticas de Emprego – IEFP

Durante o mês de março de 2026, inscreveram-se nos Centros de Emprego 45 935 pessoas, o que representa uma variação mensal de 6,7% e uma variação homóloga de -0,3%. Durante este mês, foram efectuadas 10 136 colocações, o que corresponde a um aumento de 40,2% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de 5,4%.

No final do mês de março de 2026, estavam inscritos nos Centros de Emprego 295 756 pessoas, o que corresponde a uma variação mensal de -3,1% (-9 423 pessoas) e a uma variação homóloga de -10,2% (-33 765 pessoas).

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Segundo a dimensão regional, as regiões que apresentaram uma maior diminuição do desemprego em termos homólogos foram o Norte (-13,0%), os Açores (-12,9%) e Madeira (-12,9%).

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Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação – INE

A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação apresentou a primeira subida desde janeiro de 2024, para 3,088% em março, traduzindo um aumento de 0,9 pontos base (pb) face a fevereiro (3,079%). Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro desceu de 2,871% em fevereiro para 2,830% em março.

A prestação média fixou-se em 402 euros, 5 euros acima do mês anterior e mais 4 euros que em março de 2025. No último mês, a parcela relativa a juros representou 48,8% da prestação média. Nos contratos celebrados nos últimos 3 meses, o valor médio da prestação aumentou 5 euros, para 700 euros, verificando-se uma subida de 15,9% em termos homólogos.

O capital médio em dívida para a totalidade dos créditos à habitação aumentou 584 euros, atingindo 77 078 euros.

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(Gráfico: INE)

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Um olhar sobre a pobreza das crianças e jovens em Portugal

Este estudo analisa a incidência da pobreza monetária entre crianças e jovens em Portugal, com o objetivo de identificar os grupos populacionais mais vulneráveis no domínio da pobreza infantil. Reconhecendo o caráter multidimensional da pobreza e dos fatores de vulnerabilidade social que afetam as crianças, a análise da pobreza monetária é complementada pela avaliação de indicadores de privação material e social. Para o efeito, recorre-se não apenas aos indicadores padronizados de privação disponíveis no Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (EU-SILC), realizado pelo Instituto Nacional de Estatística, mas também aos módulos ad hoc dedicados às condições de vida das crianças.

Adicionalmente, o estudo examina os efeitos redistributivos das políticas públicas na redução da pobreza infantil, avaliando o impacto das transferências sociais na incidência da pobreza entre crianças e jovens. Os resultados obtidos são enquadrados numa perspetiva comparativa, sendo confrontados com os observados nos restantes países da União Europeia.

Um olhar sobre a pobreza das crianças e jovens em Portugal

Apresentação 115.º Seminário DGE GPEARI – Um olhar sobre a pobreza das crianças e jovens em Portugal

Emissões de Títulos de Dívida – Banco de Portugal

Em março de 2026, as emissões líquidas de títulos de dívida por residentes ascenderam a 1 847 milhões de euros, o que compara com um valor de 2 634 milhões de euros no mês anterior. As emissões líquidas de títulos de dívida por Sociedades não Financeiras atingiram o valor de 997 milhões de euros (285 milhões de euros registados no mês anterior).

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No final de março de 2026, o saldo total de títulos de dívida emitidos por residentes ascendeu a 321 913 milhões de euros, diminuindo 4 141 milhões de euros face ao mês anterior e registando uma variação homóloga de 6,1%.

O saldo de títulos de dívida emitidos por Sociedades não Financeiras ascendeu a 49 023 milhões de euros, aumentando 862 milhões de euros face ao mês anterior e registando uma variação homóloga de 5,7%.

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Índice de Preços na Produção Industrial – INE

Em março de 2026, o Índice de Preços na Produção Industrial registou uma variação homóloga de 0,0%, mais 3,5 pontos percentuais (pp) face ao registado no mês anterior (-3,5%).

O agrupamento de Energia apresentou uma variação homóloga de -0,6%, mais 18,2 pp face à variação verificada no mês de fevereiro de 2026 (-18,8%).

Os agrupamentos de Bens de Consumo e Bens Intermédios apresentaram variações homólogas de -0,7% e 0,3%, respetivamente, o que compara com as variações de -0,6% e -0,6%, registadas no mês anterior.

O agrupamento de Bens Investimento registou uma variação homóloga de 1,6% (1,6 % no mês anterior).

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O Índice de Preços na Produção Industrial registou um valor de 116,8 pontos em março de 2026, mais 2,6 pontos em relação ao mês precedente. O agrupamento de Bens Intermédios aumentou 1,7 pontos para 116,0 pontos. O agrupamento de Bens de Energia aumentou 11,5 pontos para 107,5 pontos. O agrupamento de Bens de Investimento diminuiu 0,2 pontos face ao mês anterior para 113,5 pontos, enquanto os de Bens de Consumo registaram mais 0,1 pontos, passando de 124,3 pontos em fevereiro para 124,4 em março.

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