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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada em 19 de abril, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade abaixo da observada na semana anterior. Em 16 de abril de 2026, o DEI (média móvel semanal) registou -1,3% (VH), que compara com 1,2% (VH) na semana anterior.

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Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal

Em fevereiro de 2026, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 862,1 mil milhões de euros, dos quais 377,1 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 485,0 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 309,8 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 175,2 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 0,2 mil milhões de euros, fruto de um decréscimo de 2,1 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 2,3 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 1,4 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 0,9 mil milhões de euros.

Relativamente a fevereiro de 2025, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 32,8 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 13,8 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 18,9 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 5,2 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 13,8 mil milhões de euros.

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Em fevereiro de 2026, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 2,8%, menos 0,5 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares aumentou de 8,9% para 8,6%.

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

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Dívida Pública Zona Euro e União Europeia – Eurostat

Segundo o Eurostat, no 4º trimestre de 2025, a Dívida Pública em percentagem do PIB no conjunto dos países da Zona Euro situou-se em 87,4% (87,9% no 3º trimestre de 2025) e na UE situou-se em 81,7% (82,0% no 3º trimestre de 2025). Em relação ao período homólogo (4º trimestre de 2024) registou-se um aumento de 0,8 pp (pontos percentuais) da Dívida Pública da Zona Euro e um aumento de 1,0 pp na UE.

Em Portugal, a Dívida Pública em percentagem do PIB situou-se em 89,7% (97,4% no 3º trimestre de 2025 e 93,5% no 4º trimestre de 2024).

Os rácios mais elevados da dívida pública em relação ao PIB no final do 4º trimestre de 2025 foram registados na Grécia (146,1%), Itália (137,1%), França (115,6%), Bélgica (107,9%) e Espanha (100,7%), e os rácios mais baixos foram registados na Estónia (24,1%), Luxemburgo (26,5%), Dinamarca (27,9%) e Bulgária (29,9%).

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(Gráfico: Eurostat)

Em relação ao trimestre anterior, doze Estados-Membros registaram um aumento do seu rácio dívida/PIB no final do 4º trimestre de 2025, catorze registaram uma diminuição e o rácio permaneceu estável em Malta. Os maiores aumentos no rácio foram observados na Letónia e nos Países Baixos (ambos +2,1 pp), Suécia (+1,9 pp), Polónia (+1,8 pp), Finlândia (+1,6 pp) e Bulgária (+1,5 pp). As maiores diminuições registaram-se em Portugal (-7,8 pp), Chipre (-5,3 pp), Grécia (-3,6 pp) e Espanha (-2,5 pp).

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(Gráfico: Eurostat)

Em comparação com o trimestre homólogo, dezanove Estados-Membros registaram um aumento no seu rácio dívida/PIB no final do 4º trimestre de 2025 e oito Estados-Membros registaram uma diminuição. Os maiores aumentos do rácio registaram-se na Finlândia (+6,2 pp), Bulgária (+6,0 pp), Polónia (+4,8 pp), Roménia (+4,5 pp), Bélgica (+3,9 pp), França (+2,9 pp) e Itália (+2,4 pp). As maiores diminuições foram observadas na Grécia (-8,0 pp), Chipre (-7,7 pp), Irlanda (-5,4 pp), Portugal (-3,8 pp) e Dinamarca (-2,6 pp).

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(Gráfico: Eurostat)

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Défice Zona Euro e União Europeia – Eurostat

No 4º trimestre de 2025, o saldo orçamental, corrigido de efeitos de sazonalidade e em percentagem do PIB, da Zona Euro fixou-se em -3,0% do PIB (-3,2% no 4º trimestre de 2024 e -3,1% no 3º trimestre de 2025). O saldo da UE27 fixou-se em -3,2% do PIB (-3,3% no 4º trimestre de 2024 e -3,1% no 3º trimestre de 2025).

No 4º trimestre de 2025, o saldo orçamental de Portugal, corrigido de efeitos de sazonalidade e em percentagem do PIB, fixou-se nos 0,6% do PIB (-1,2% no 4º trimestre de 2024 e -0,4% no 3º trimestre de 2025).

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(Tabela: Eurostat)

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Indicadores de Conjuntura – INE

O Indicador de Clima Económico, publicado pelo INE, registou 2,6% em março de 2026, que compara com 2,9% registado no mês anterior.

O Indicador de Atividade Económica, em fevereiro de 2026, registou o valor de 0,3% (variação homóloga, VH), inferior em 2,2 pontos percentuais em relação ao mês anterior (2,5%, VH).

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No mesmo mês, a opinião dos empresários sobre a Carteira de Encomendas Externa registou um valor de -15,5 (sre/ve), que compara com o valor de -14,7 (sre/ve) registado no mês anterior.

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Ainda em março de 2026, a variação do Índice de Preços no Consumidor para os bens foi de 2,2% (VH) e para os serviços foi de 3,4% (VH). Estes valores comparam com 1,1% (VH) e 3,4% (VH) registados no mês de fevereiro de 2026, respetivamente.

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Nota: sre – saldo de respostas extremas; ve – valores efectivos.

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TE 129 – Avaliação do Impacto da Aquisição da Nowo nos Preços das Telecomunicações

Este Tema Económico analisa o impacto da entrada da DIGI no mercado português de telecomunicações, através da aquisição da Nowo, na evolução dos preços.
Com base em dados europeus de preços e em métodos de análise contrafactual, os resultados apontam para uma redução dos preços nos serviços de acesso à internet após a entrada do novo operador. Nos serviços móveis, os efeitos são menos evidentes, e nos serviços em pacote não se identificam alterações relevantes.
No conjunto, a evidência sugere que a entrada de um novo concorrente pode reforçar a concorrência, ainda que com impactos distintos entre segmentos do mercado.

TE 129 – Avaliação do Impacto da Aquisição da Nowo nos Preços das Telecomunicações

Estatísticas de Emprego – IEFP

Durante o mês de março de 2026, inscreveram-se nos Centros de Emprego 45 935 pessoas, o que representa uma variação mensal de 6,7% e uma variação homóloga de -0,3%. Durante este mês, foram efectuadas 10 136 colocações, o que corresponde a um aumento de 40,2% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de 5,4%.

No final do mês de março de 2026, estavam inscritos nos Centros de Emprego 295 756 pessoas, o que corresponde a uma variação mensal de -3,1% (-9 423 pessoas) e a uma variação homóloga de -10,2% (-33 765 pessoas).

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Segundo a dimensão regional, as regiões que apresentaram uma maior diminuição do desemprego em termos homólogos foram o Norte (-13,0%), os Açores (-12,9%) e Madeira (-12,9%).

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Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação – INE

A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação apresentou a primeira subida desde janeiro de 2024, para 3,088% em março, traduzindo um aumento de 0,9 pontos base (pb) face a fevereiro (3,079%). Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro desceu de 2,871% em fevereiro para 2,830% em março.

A prestação média fixou-se em 402 euros, 5 euros acima do mês anterior e mais 4 euros que em março de 2025. No último mês, a parcela relativa a juros representou 48,8% da prestação média. Nos contratos celebrados nos últimos 3 meses, o valor médio da prestação aumentou 5 euros, para 700 euros, verificando-se uma subida de 15,9% em termos homólogos.

O capital médio em dívida para a totalidade dos créditos à habitação aumentou 584 euros, atingindo 77 078 euros.

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(Gráfico: INE)

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Um olhar sobre a pobreza das crianças e jovens em Portugal

Este estudo analisa a incidência da pobreza monetária entre crianças e jovens em Portugal, com o objetivo de identificar os grupos populacionais mais vulneráveis no domínio da pobreza infantil. Reconhecendo o caráter multidimensional da pobreza e dos fatores de vulnerabilidade social que afetam as crianças, a análise da pobreza monetária é complementada pela avaliação de indicadores de privação material e social. Para o efeito, recorre-se não apenas aos indicadores padronizados de privação disponíveis no Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (EU-SILC), realizado pelo Instituto Nacional de Estatística, mas também aos módulos ad hoc dedicados às condições de vida das crianças.

Adicionalmente, o estudo examina os efeitos redistributivos das políticas públicas na redução da pobreza infantil, avaliando o impacto das transferências sociais na incidência da pobreza entre crianças e jovens. Os resultados obtidos são enquadrados numa perspetiva comparativa, sendo confrontados com os observados nos restantes países da União Europeia.

Um olhar sobre a pobreza das crianças e jovens em Portugal

Apresentação 115.º Seminário DGE GPEARI – Um olhar sobre a pobreza das crianças e jovens em Portugal

Emissões de Títulos de Dívida – Banco de Portugal

Em março de 2026, as emissões líquidas de títulos de dívida por residentes ascenderam a 1 847 milhões de euros, o que compara com um valor de 2 634 milhões de euros no mês anterior. As emissões líquidas de títulos de dívida por Sociedades não Financeiras atingiram o valor de 997 milhões de euros (285 milhões de euros registados no mês anterior).

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No final de março de 2026, o saldo total de títulos de dívida emitidos por residentes ascendeu a 321 913 milhões de euros, diminuindo 4 141 milhões de euros face ao mês anterior e registando uma variação homóloga de 6,1%.

O saldo de títulos de dívida emitidos por Sociedades não Financeiras ascendeu a 49 023 milhões de euros, aumentando 862 milhões de euros face ao mês anterior e registando uma variação homóloga de 5,7%.

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