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Estimativa Rápida do IPC/IHPC – INE

O INE estima que, em abril de 2026, a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) terá sido de 3,4% (o valor observado em março de 2026 foi 2,7%). A variação homóloga estimada do indicador de inflação subjacente é de 2,2% (2,0% em março de 2025).

A variação mensal do IPC terá sido 1,4% (variação de 2,0% em março de 2026 e 0,7% em abril de 2025).

Estima-se uma variação média dos últimos doze meses de 2,4% (2,3% no mês precedente).

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma variação homóloga estimada de 3,3% (2,7% no mês anterior).

109(Gráfico: INE)

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Estimativa Rápida do PIB – INE

O Produto Interno Bruto (PIB), em volume, registou uma variação homóloga de 2,3% no 1º trimestre de 2026, após ter aumentado 1,9% no trimestre precedente. O contributo positivo da procura interna para a variação homóloga do PIB aumentou, destacando-se uma aceleração do investimento. A procura externa líquida registou um contributo mais negativo, verificando-se uma aceleração mais pronunciada das importações de bens e serviços que das exportações de bens e serviços.

Comparando com o 4º trimestre de 2025, o PIB registou uma variação nula em volume, após um crescimento de 0,9% no trimestre anterior. O contributo da procura externa líquida para a variação em cadeia do PIB passou a negativo, refletindo uma recuperação das importações de bens e serviços mais significativa que das exportações de bens e serviços. Em sentido contrário, o contributo da procura interna passou a positivo, verificando-se uma aceleração expressiva do investimento, enquanto o consumo privado abrandou.

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Indicadores de Sentimento Económico – Comissão Europeia

Em abril de 2026, o Indicador de Sentimento Económico (ISE – sre, ajustado de sazonalidade) para Portugal registou um valor de 100,4 pontos, o que compara com o valor de 103,5 pontos verificado em março de 2026.

Para a evolução negativa contribuíram os sectores da Indústria (de -1,8 para -4,0 pontos), Serviços (de 7,7 para 7,0), ao contrário do Comércio a Retalho (de 3,6 para 4,9) e da Construção (de 1,9 para 3,7). Para o mesmo período, o Indicador de Confiança dos Consumidores diminuiu de -25,4 para -28,8.

No mês em análise, o ISE registou uma diminuição de 2,9 pontos na União Europeia (de 96,4 pontos em março de 2026 para 93,5 pontos em abril de 2026), enquanto a Zona Euro apresentou uma diminuição de 3,2 pontos (de 96,2 pontos em março de 2026 para 93,0 pontos em abril de 2026).

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Crédito ao Sector Privado – Banco de Portugal

 Em março de 2026, o stock de empréstimos às Sociedades não Financeiras (SNF) registou um valor de 75,7 mil milhões de euros, aumentando 1 200 milhões de euros em relação ao mês anterior e registando uma taxa de variação anual (TVA) de 5,6% (4,1% no mês anterior).

O stock de empréstimos a Particulares registou um valor de 148,2 mil milhões de euros, registando uma TVA de 10,2% (9,8% no mês anterior).

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A TVA dos empréstimos a microempresas foi de 12,4% (14,1% no mês anterior), a TVA dos empréstimos a pequenas empresas foi de 7,7% (5,2% no mês anterior), a TVA dos empréstimos a médias empresas foi 0,3% (-1,3% no mês anterior) e a TVA dos empréstimos grandes empresas foi de -0,4% (-3,3% no mês anterior).

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A TVA dos empréstimos a particulares para habitação foi de 10,6%, aumentando 0,2 pp em relação ao mês anterior. A TVA dos empréstimos a particulares para consumo foi de 8,5%, aumentando 1,0 pp em relação ao mês anterior, e a TVA dos empréstimos a particulares para outros fins foi de 10,2%, aumentando 1,5 pp em relação ao mês anterior.

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De acordo com a mesma fonte, em março de 2026 o crédito vencido total, em percentagem do respetivo total de empréstimos, foi de 1,12% (1,14% no mês anterior). O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos às Sociedades não Financeiras passou de 2,00% para 1,91%. O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos aos Particulares fixou-se em 0,72% (0,70% no mês precedente).

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Em março de 2026, o stock de empréstimos às SNF tem maior peso na Grande Lisboa (33,6%) e no Norte (30,9%).

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Em março de 2026, o maior valor de crédito vencido, em percentagem do respetivo total de empréstimos, foi na Península de Setúbal com 3,4% (3,6% no mês anterior).

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Estatísticas do Comércio Internacional – Estimativa Rápida – INE

A estimativa rápida do Comércio Internacional de bens do 1.º trimestre de 2026 aponta para uma diminuição das exportações de 6,4% e um acréscimo nas importações de 2,6%, em termos nominais e face ao período homólogo. Quando excluídas as transações TTE, ou seja, as transações com vista a ou na sequência de trabalhos por encomenda (sem transferência de propriedade), regista-se um acréscimo nas exportações (+1,1%) e acentua-se o crescimento nas importações (+4,2%).

No 4.º trimestre de 2025, registaram-se decréscimos em ambos os fluxos: -2,8% nas exportações (-3,6% sem TTE) e -4,2% nas importações (-3,1% quando excluídas as TTE). Assim, no 1.º trimestre de 2026, observou-se um acentuar da trajetória de decréscimo das exportações e uma inversão da evolução das importações, resultando num agravamento do saldo da balança comercial.

97(Gráfico: INE)

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Inquérito de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores – INE

Em abril de 2026, o Indicador de Clima Económico aumentou de 2,4 para 2,6 (%, vcs).

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Entre março e abril de 2026, o Indicador de Confiança dos Serviços registou uma diminuição de 7,2 para 5,2 e o do Comércio aumentou de 2,3 para 3,9. No mesmo período, a Indústria Transformadora diminuiu de -1,6 para -4,7 e a Construção e Obras Públicas registou um aumento de 2,0 para 4,2. O Indicador de Confiança dos Consumidores diminuiu para -29,4 (sre, ve), em abril de 2026 (-25,4 em março de 2026).

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Nota: sre – saldos de respostas extremas; ve – valores efetivos; vcs – valores corrigidos de sazonalidade.

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Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego – INE

A população empregada, em março de 2026, foi estimada em 5 300,4 mil pessoas, aumentando 0,1% face ao mês anterior (4,9 mil pessoas). A taxa de emprego estimada situou-se em 65,7%, mantendo-se face ao nível registado no mês anterior (revista em alta de 65,6% para 65,7%).

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A população desempregada, estimada em 328,4 mil pessoas, aumentou 0,7% em relação ao valor registado para o mês anterior (2,4 mil pessoas). A taxa de desemprego estimada situou-se em 5,8%, mantendo-se face ao nível registado no mês anterior (sem revisão face à estimativa).

A taxa de desemprego estimada de jovens situou-se em 18,1%, tendo diminuído 0,4 pp em relação ao mês anterior (sem revisão face à estimativa). A taxa de desemprego estimada dos adultos situou-se em 5,0% e aumentou 0,1 pp em relação ao mês anterior.

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Em março de 2026, a estimativa provisória da taxa de emprego não ajustada de sazonalidade foi de 65,5% (65,4% no mês anterior) e a estimativa provisória da taxa de desemprego não ajustada de sazonalidade foi de 6,0% (6,2% no mês anterior).

Nota: Os valores relativos ao último mês são provisórios e os relativos aos meses anteriores são definitivos.

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Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito – Banco de Portugal

A avaliação da oferta e da procura refere-se ao 1.º trimestre de 2026, por comparação com o trimestre anterior. As expectativas referem-se ao 2.º trimestre de 2026.

Oferta:

  • Critérios de concessão de crédito: nas empresas, ligeiramente mais restritivos para PME e em empréstimos de longo prazo. Sem alterações no crédito a particulares.
    • Fatores: nas PME, a perceção de riscos associados à situação e perspetivas económicas gerais e de empresas ou setores de atividade específicos e, em menor grau, a tolerância a riscos contribuíram para critérios de concessão mais restritivos. Em sentido contrário, a concorrência de outras instituições bancárias contribuiu ligeiramente para critérios menos restritivos nas empresas. No segmento da habitação, as perspetivas do mercado da habitação, incluindo a expetativa de evolução de preços, contribuíram ligeiramente para critérios mais restritivos, embora sem impacto agregado.
  • Termos e condições do crédito: nas empresas, tanto PME como grandes empresas, ligeiro aumento do spread aplicado nos empréstimos de maior risco. No segmento das PME, acresce ainda o ligeiro aumento da restritividade associada à maturidade dos empréstimos. Em sentido oposto, ligeira diminuição da taxa de juro e do spread aplicado nos empréstimos de risco médio, assim como das comissões e outros encargos não relacionados com taxas de juro, tanto nas PME como nas grandes empresas. Sem alterações no crédito a particulares.
    • Fatores: a perceção de riscos associados à situação e perspetivas económicas gerais e de empresas ou setores de atividade específicos e a tolerância a riscos contribuíram ligeiramente para aumentar a restritividade dos termos e condições gerais aplicados nos empréstimos a empresas. Por seu turno, a concorrência de outras instituições bancárias contribuiu ligeiramente em sentido oposto.
  • Proporção de pedidos de empréstimo rejeitados: sem alteração nos empréstimos a empresas e ligeiro aumento nos empréstimos a particulares.
  • Expetativas: nas empresas, critérios de concessão de crédito ligeiramente mais restritivos para PME e em empréstimos de longo prazo. Sem alterações no crédito a particulares.
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 (Gráfico: Banco de Portugal)
 Notas: A oferta de crédito corresponde aos critérios de concessão reportados pelos bancos (calculado com base num inquérito aos cinco principais bancos portugueses). O índice de difusão varia entre -100 e 100. Valores inferiores (superiores) a zero traduzem critérios menos (mais) restritivos. O valor zero corresponde a praticamente sem alteração. Os dados para o último trimestre correspondem a expetativas dos bancos inquiridos.

Procura:

  • Procura de empréstimos por parte de empresas: aumento por PME e por empréstimos de curto prazo e ligeira diminuição por grandes empresas.
    • Fatores: as necessidades de financiamento de existências e de fundo de maneio contribuíram para o aumento da procura por PME. Em sentido contrário, as necessidades de financiamento do investimento e o recurso a empréstimos de outras instituições bancárias, como fonte de financiamento alternativa, contribuíram ligeiramente para diminuir a procura de empréstimos por grandes empresas.
  • Procura de empréstimos por parte de particulares: aumento em ambos os segmentos de crédito.
    • Fatores: na habitação, o regime regulamentar e fiscal do mercado da habitação e, em menor grau, as perspetivas do mercado da habitação, incluindo a expetativa de evolução de preços, contribuíram para o aumento da procura de empréstimos. No consumo e outros fins, a confiança dos consumidores e o financiamento de despesas de consumo com recurso a empréstimos garantidos por imóveis deram um contributo ligeiro para o aumento da procura.
  • Expetativas: aumento da procura por PME, transversal à maturidade dos empréstimos. No crédito a particulares, diminuição da procura em ambos os segmentos, em particular para habitação.

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 (Gráfico: Banco de Portugal)
 Notas: O índice de difusão varia entre -100 e 100. Valores inferiores (superiores) a zero traduzem uma redução (um aumento) da procura. O valor zero corresponde a praticamente sem alterações. Os dados para o último trimestre correspondem a expetativas dos bancos inquiridos.

 

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Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação – INE

Em março de 2026, o valor mediano de avaliação bancária da habitação no total do país fixou-se em 2 151 euros/m2, o que corresponde a um aumento de 1,4% face ao mês anterior e a um aumento de 16,5% em termos homólogos.

No mesmo mês, o valor mediano da avaliação bancária dos Apartamentos foi de 2 511 euros/m2, registando um aumento de 1,3% em relação ao mês anterior e um aumento 21,2% em relação ao período homólogo. O valor mediano da avaliação bancária das Moradias fixou-se em 1 542 euros/m2, aumentando 0,9% face ao mês precedente e aumentando 12,6% em termos homólogos.

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Numa análise regional (NUTS II), registaram-se as seguintes variações em cadeia: Norte (1,6%); Centro (1,7%); Oeste e Vale do Tejo (1,9%); Grande Lisboa (1,4%); Península de Setúbal (1,7%); Alentejo (1,4%); Algarve (0,8%); Região Autónoma dos Açores (0,8%) e Região Autónoma da Madeira (2,1%).

Em termos homólogos, verificaram-se as seguintes variações: Norte (16,5%); Centro (13,0%); Oeste e Vale do Tejo (22,6%); Grande Lisboa (20,6%); Península de Setúbal (24,8%); Alentejo (11,4%); Algarve (16,5%); Região Autónoma dos Açores (17,5%) e Região Autónoma da Madeira (17,2%).

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada em 19 de abril, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade abaixo da observada na semana anterior. Em 16 de abril de 2026, o DEI (média móvel semanal) registou -1,3% (VH), que compara com 1,2% (VH) na semana anterior.

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Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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