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Indicadores de Sentimento Económico – Comissão Europeia

Em fevereiro de 2025, o Indicador de Sentimento Económico (ISE – sre, ajustado de sazonalidade) para Portugal registou um valor de 103,9 pontos, o que compara com o valor de 107,1 pontos verificado em janeiro de 2025.

Para a evolução negativa contribuiu o sector dos Serviços (de 16,4 para 7,6), ao contrário do Comércio a Retalho (de 3,5 para 4,2), da Construção (de 4,3 para 4,6) e da Indústria (de -5,6 para -5,4 pontos). Para o mesmo período, o Indicador de Confiança dos Consumidores manteve-se.

No mês em análise, o ISE registou um aumento de 1,1 pontos na União Europeia (de 96,0 pontos em janeiro para 97,1 pontos em fevereiro), enquanto a Zona Euro apresentou um aumento de 1,0 pontos (de 95,3 pontos em janeiro para 96,3 pontos em fevereiro).

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada a 23 de fevereiro, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade próxima da observada desde o início do mês. Em 20 de fevereiro de 2025, o DEI (média móvel semanal) registou 0,9% (VH), que compara com -0,2% (VH) na semana anterior.

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Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Crédito ao Sector Privado – Banco de Portugal

Em janeiro de 2025, o stock de empréstimos às Sociedades não Financeiras (SNF) registou um valor de 72,8 mil milhões de euros, aumentando 281 milhões de euros em relação ao mês anterior e registando uma taxa de variação anual (TVA) de 1,3% (0,5% no mês anterior).

O stock de empréstimos a Particulares registou um valor de 133,2 mil milhões de euros, registando uma TVA de 4,7% (4,2% no mês anterior).

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A TVA dos empréstimos a microempresas foi de 7,3% (7,2% no mês anterior), a TVA dos empréstimos a pequenas empresas foi de -0,6% (-1,4% no mês anterior), a TVA dos empréstimos a médias empresas foi -4,8% (-5,2% no mês anterior) e a TVA dos empréstimos grandes empresas foi de 2,8% (0,3% no mês anterior).

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A TVA dos empréstimos a particulares para habitação foi de 4,1%, aumentando 0,6 p.p. em relação ao mês anterior. A TVA dos empréstimos a particulares para consumo foi de 7,3%, diminuindo 0,2 p.p. em relação ao mês anterior, e a TVA dos empréstimos a particulares para outros fins foi de 5,8%, aumentando 0,6 p.p. em relação ao mês anterior.

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De acordo com a mesma fonte, em janeiro de 2025 o crédito vencido total, em percentagem do respectivo total de empréstimos, foi de 1,17% (1,16% no mês anterior). O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos às Sociedades não Financeiras passou de 1,85% para 1,91%. O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos aos Particulares fixou-se em 0,77% (0,79% no mês precedente).

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Em janeiro de 2025, o stock de empréstimos às SNF tem maior peso na Grande Lisboa (34,9%) e no Norte (29,9%).

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Em janeiro de 2025, o maior valor de crédito vencido, em percentagem do respectivo total de empréstimos, foi na Península de Setúbal com 3,5% (3,4% no mês anterior).

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Inquérito de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores – INE

Em fevereiro de 2025, o Indicador de Clima Económico diminuiu de 2,8 para 2,4 (%, vcs).

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Entre janeiro e fevereiro de 2025, o Indicador de Confiança dos Serviços registou uma diminuição de 20,8 para 7,7 e o do Comércio aumentou de 3,3 para 3,8. No mesmo período, a Indústria Transformadora aumentou de -5,7 para -5,3 e a Construção e Obras Públicas registou um aumento de 4,2 para 5,3. O Indicador de Confiança dos Consumidores aumentou para -15,0 (sre, ve), em fevereiro de 2025 (-15,2 em janeiro de 2025).

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Nota: sre – saldos de respostas extremas; ve – valores efetivos; vcs – valores corrigidos de sazonalidade.

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Investimento Direto Estrangeiro – Banco de Portugal

Em 2024, as transações de IDE (Investimento direto do exterior em Portugal) totalizaram 13,2 mil milhões de euros (11,1 mil milhões de euros em 2023), devido sobretudo ao investimento realizado no capital de entidades portuguesas (11,1 mil milhões de euros). As transações de IDE refletem também um contributo significativo do investimento imobiliário, no valor de 3,5 mil milhões de euros.

Numa perspetiva de contraparte imediata, os países europeus foram os que mais investiram em Portugal neste período, com destaque para Espanha (3,8 mil milhões de euros), Luxemburgo (3,1 mil milhões de euros) e Países Baixos (1,4 mil milhões de euros).

Transações de IDE por Continente

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(Gráfico: Banco de Portugal)

Em 2024, as transações de IPE (Investimento direto de Portugal no exterior) totalizaram 7,2 mil milhões de euros (5,7 mil milhões de euros em 2023). Numa perspetiva de contraparte imediata, destacou-se o investimento realizado em entidades residentes em países do continente europeu, em particular, nos Países Baixos (1,8 mil milhões de euros), em Espanha (1,1 mil milhões de euros) e no Luxemburgo (1,1 mil milhões de euros).

No final de 2024, o stock de investimento direto estrangeiro em Portugal (IDE) era de 200,3 mil milhões de euros, e o de investimento direto de Portugal no exterior (IPE) era de 76,0 mil milhões de euros. Estes montantes representavam, respetivamente, 71% e 27% do PIB português.

O stock de IDE mais do que duplicou entre o final de 2008 e o final de 2024. Quando medido em percentagem do PIB, o peso do IDE aumentou 25 pontos percentuais.

Stocks de IDE e IPE

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(Gráfico: Banco de Portugal)

Em 2024, os rendimentos de IDE foram de 12,0 mil milhões de euros, inferiores aos do período homólogo em 0,8 mil milhões de euros.

Rendimentos de investimento direto | Valores trimestrais

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(Gráfico: Banco de Portugal)

No final de 2024, a Grande Lisboa era a região que concentrava o maior valor de IDE: 106,2 mil milhões de euros, ou seja, 53,0% do stock de IDE. Seguiam-se o Norte, com 34,6 mil milhões de euros (17,3% do total de IDE), e o Algarve, com 19,5 mil milhões de euros (9,7% do total de IDE). Estas regiões representavam, no seu conjunto, 80,1% do total do stock de IDE em Portugal.

As regiões com menor concentração de investimento direto proveniente do exterior eram a Região Autónoma dos Açores, com 0,6 mil milhões de euros (0,3% do total de IDE), o Oeste e Vale do Tejo, com 4,2 mil milhões de euros (2,1%), e a Península de Setúbal, com 4,9 mil milhões de euros (2,5%).

Entre 2017 e 2024, a Região Autónoma da Madeira foi a única a registar um decréscimo do stock de IDE. Todas as outras regiões apresentaram uma evolução positiva. Houve duas que duplicaram o seu stock de IDE: o Centro e o Alentejo, com crescimentos de 110% e 109%, respetivamente.

Evolução do IDE por regiões (2017-2024)

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(Gráfico: Banco de Portugal)

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Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação – INE

Em janeiro de 2025, o valor mediano de avaliação bancária da habitação no total do país fixou-se em 1774 euros/m2, o que corresponde a um aumento de 1,5% face ao mês anterior e a um aumento de 14,5% em termos homólogos.

No mesmo mês, o valor mediano da avaliação bancária dos Apartamentos foi de 1993 euros/m2, registando um aumento de 1,6% em relação ao mês anterior e um aumento 15,5% em relação ao período homólogo. O valor mediano da avaliação bancária das Moradias fixou-se em 1326 euros/m2, aumentando 0,3% face ao mês precedente e aumentando 8,5% em termos homólogos.

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Numa análise regional (NUTS II), registaram-se as seguintes variações em cadeia: Norte (1,1%); Centro (1,8%); Oeste e Vale do Tejo (1,5%); Grande Lisboa (1,0%); Península de Setúbal (1,8%); Alentejo (1,8%); Algarve (0,7%); Região Autónoma dos Açores (-1,4%) e Região Autónoma da Madeira (0,0%).

Em termos homólogos, verificaram-se as seguintes variações: Norte (13,7%); Centro (12,2%); Oeste e Vale do Tejo (12,3%); Grande Lisboa (13,9%); Península de Setúbal (14,6%); Alentejo (3,4%); Algarve (11,1%); Região Autónoma dos Açores (8,1%) e Região Autónoma da Madeira (11,9%).   

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Inflação – IHPC – Eurostat

Em janeiro de 2025, a taxa de inflação anual (variação homóloga (VH)) em Portugal, medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), situou-se em 2,7%, inferior em 0,4 pontos percentuais (p.p.). ao mês anterior. Este valor representa uma variação mensal de -0,6% entre dezembro e janeiro de 2025.

Na Zona Euro, a taxa de inflação anual (VH) situou-se em 2,5%, aumentando 0,1 p.p. face ao mês anterior. A taxa de inflação anual da UE27 situou-se em 2,8% (VH) em janeiro de 2025, aumentando em 0,1 p.p. face ao valor de dezembro. A variação mensal do índice situou-se em -0,3% e 0,0% na Zona Euro e na UE27, respetivamente.

A taxa de variação da média anual dos últimos 12 meses do IHPC foi de 2,7% para Portugal, de 2,3% para a Zona Euro e 2,6% para a UE27.

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Estatísticas de Emprego – IEFP

Durante o mês de janeiro de 2025, inscreveram-se nos Centros de Emprego 61 496 pessoas, o que representa uma variação mensal de 27,4% e uma variação homóloga de 3,8%. Durante este mês, foram efectuadas 7 770 colocações, o que corresponde a um aumento de 73,3% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de 2,0%.

No final do mês de janeiro de 2025, estavam inscritos nos Centros de Emprego 349 338 indivíduos, o que corresponde a uma variação mensal de 4,1% (13 673 pessoas) e a uma variação homóloga de 4,3% (14 285 pessoas).

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Segundo a dimensão regional, as regiões que apresentaram uma diminuição do desemprego em termos homólogos foram a Madeira (-8,7%) e os Açores (-3,1%). Os maiores aumentos foram no Alentejo (6,3%) e na região de Lisboa e Vale do Tejo (5,7%).

Comparativamente ao mês anterior, as maiores subidas no desemprego registaram-se na região do Algarve (-3,1%), Alentejo (5,4%) e Centro (4,6%). Não se registaram descidas.

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Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal

Em dezembro de 2024, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 814,1 mil milhões de euros, dos quais 359,4 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 454,6 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 295,5 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 159,1 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro diminuiu/ aumentou 2,6 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 1,4 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 1,2 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 0,5 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 0,8 mil milhões de euros.

Relativamente a dezembro de 2023, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 17,0 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 11,6 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 5,4 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se a manutenção do endividamento das Empresas e o aumento do endividamento dos Particulares em 5,4 mil milhões de euros.

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Em dezembro de 2024, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 1,2%, menos 0,6 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares aumentou de 3,2% para 3,8%.

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

 

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Indicadores de Conjuntura – INE

O Indicador de Clima Económico, publicado pelo INE, registou 2,8% em janeiro de 2025, que compara com 2,7% registado no mês anterior. O Indicador de Atividade Económica, em dezembro de 2024, registou o valor de 1,1% (VH), inferior em 0,4 p.p. em relação ao mês anterior (1,5%, VH).

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No mesmo mês, a opinião dos empresários sobre a Carteira de Encomendas Externa registou um valor de -17,0 (sre/ve), que compara com o valor de -15,0 (sre/ve) registado no mês anterior.

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Ainda em janeiro de 2025, a variação do Índice de Preços no Consumidor para os bens foi de 1,1% (VH) e para os serviços foi de 4,5% (VH). Estes valores comparam com 1,9% (VH) e 4,6% (VH) registados no mês de dezembro de 2024, respetivamente.

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Nota: sre – saldo de respostas extremas; ve – valores efectivos.

A partir deste mês, o INE passa a publicar os Indicadores de Conjuntura — um novo destaque mensal que substitui o anterior designado Síntese Mensal de Conjuntura. A renovação visa manter a atualização regular dos principais indicadores económicos num formato mais acessível e documentado.

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