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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal   

Na semana terminada a 22 de outubro, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade inferior à observada na semana anterior. Em 19 de outubro de 2023, o DEI (média móvel semanal) registou 0,8% (VH), que compara com 4,3% (VH) na semana anterior.

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Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Crédito ao Sector Privado – Banco de Portugal

Em setembro de 2023, o stock de empréstimos às Sociedades não Financeiras (SNF) registou um valor de 73,3 mil milhões de euros, aumentando 73 milhões de euros em relação ao mês anterior e registando uma taxa de variação anual (TVA) de -2,8% (-2,7% no mês anterior).

O stock de empréstimos a Particulares registou um valor de 128,0 mil milhões de euros, registando uma TVA de -0,3% (0,0% no mês anterior).

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A TVA dos empréstimos a particulares para habitação foi de -0,7%, diminuindo 0,3 p.p. em relação ao mês anterior. A TVA dos empréstimos a particulares para consumo foi de 3,1%, diminuindo 0,5 p.p. em relação ao mês anterior, e a TVA dos empréstimos a particulares para outros fins foi de -3,0%, aumentando 0,5 p.p. em relação ao mês anterior.

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De acordo com a mesma fonte, em setembro de 2023 o crédito vencido total, em percentagem do respetivo total de empréstimos, foi de 1,29% (1,39% no mês anterior). O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos às Sociedades não Financeiras passou de 2,17% para 2,13%. O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos aos Particulares fixou-se em 0,81% (0,95% no mês precedente).

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Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito – Banco de Portugal

O índice de difusão (calculado com base num inquérito aos cinco principais bancos portugueses) traduz a restritividade do mercado de crédito português: para valores acima de zero significa um aumento da restritividade das concessões de crédito por parte dos bancos, para valores abaixo de zero uma diminuição.
Oferta:
• Critérios de concessão de crédito: inalterados no crédito a empresas, apesar de uma ligeira deterioração nos empréstimos de longo prazo, e no crédito à habitação; no crédito ao consumo e outros fins ligeiramente mais restritivos.
– Fatores: a perceção dos riscos, principalmente dos associados à situação e perspetivas económicas gerais, contribuiu no sentido de tornar os critérios de concessão mais restritivos no crédito a empresas e a particulares.
• Termos e condições do crédito: nos empréstimos a empresas houve uma diminuição das maturidades, sobretudo nas PME; nos particulares não houve alterações significativas a registar.
– Fatores: nos empréstimos a empresas, a perceção dos riscos associados à situação e perspetivas económicas gerais e, em menor grau, de setores de atividade ou empresas específicas contribuíram no sentido de tornar os termos e condições mais restritivos.
• Proporção de pedidos de empréstimo rejeitados: sem alterações no crédito a empresas e no crédito à habitação e um ligeiro aumento no crédito ao consumo e outros fins.

• Expetativas: critérios de concessão inalterados no crédito a empresas, apesar de uma ligeira deterioração nos empréstimos de longo prazo; para os particulares, critérios ligeiramente menos restritivos na habitação e ligeiramente mais restritivos no consumo e outros fins.

Procura:
• Procura de empréstimos por parte de empresas: diminuição transversal às diferentes dimensões das empresas e maturidades, em especial nos empréstimos às grandes empresas e de longo prazo.
– Fatores: o nível geral das taxas de juro e as menores necessidades de financiamento do investimento contribuíram fortemente para a diminuição da procura de empréstimos por empresas; no mesmo sentido, mas em menor grau, contribuíram a diminuição das necessidades de financiamento para fusões/aquisições e restruturação empresarial e uma melhoria na geração interna de fundos, especialmente no caso de grandes empresas. Em sentido inverso, no caso das PME, as necessidades de refinanciamento e renegociação da dívida contribuíram ligeiramente para um aumento da procura.
• Procura de empréstimos por parte de particulares: ligeira diminuição da procura de crédito ao consumo e outros fins e para aquisição de habitação.
– Fatores: a diminuição da confiança dos consumidores contribuiu para reduzir a procura de crédito ao consumo e outros fins e, em menor grau, do crédito à habitação. O nível geral das taxas de juro também contribuiu ligeiramente para esta redução nos dois segmentos.
• Expetativas: ligeira diminuição da procura de empréstimos por parte das empresas, mais acentuada nos empréstimos de longo prazo, e por parte de particulares para habitação e para consumo e outros fins.
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(Gráficos: Banco de Portugal)

 

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Dívida Pública Zona Euro e União Europeia – Eurostat

Segundo o Eurostat, no 2.º trimestre de 2023, a Dívida Pública em percentagem do PIB no conjunto dos países da Zona Euro (EA20) situou-se em 90,3% (90,7% no 1.º trimestre de 2023) e na UE27 situou-se em 83,1% (83,4% no 1.º trimestre de 2023). Em relação ao período homólogo (2.º trimestre de 2022) registou-se uma diminuição de 3,1 pp (pontos percentuais) da Dívida Pública da Zona Euro e uma diminuição de 2,8 pp na UE27.

Em Portugal, a Dívida Pública em percentagem do PIB situou-se em 110,1% (121,9% no 2.º trimestre de 2022 e 112,4% no 1.º trimestre de 2023).

Entre os Estados Membros, os que se destacaram com maiores rácios de Dívida Pública (em percentagem do PIB), no 2.º trimestre de 2023, foram a Grécia (166,5%), Itália (142,4%), França (111,9%), Espanha (111,2%), Portugal (110,1%) e Bélgica (106,0%). Em contrapartida a Estónia (18,5%), Bulgária (21,5%), Luxemburgo (28,2%), Dinamarca (30,2%) e Suécia (30,7%) apresentaram os rácios mais baixos de Dívida Pública.

Em relação ao trimestre anterior, nove Estados-membros depararam-se com acréscimos de dívida e dezoito com uma diminuição. Destacam-se com os maiores aumentos Chipre (+2,2 pontos percentuais – pp), Eslováquia (+1,6 pp), Itália (+1,5 pp), Finlândia e Estónia (ambos, +1,3 pp) e com maiores diminuições a Letónia (-3,5 pp), Croácia (-2,6 pp), Portugal (-2,2 pp), Grécia (-2,1 pp), Malta (-1,7 pp), Áustria (-1,6 pp), Eslovénia (-1,5 pp), Países Baixos (-1,4 pp), Alemanha (-1,1 pp) e Suécia (-1,0 pp).

Face ao 2.º trimestre de 2022, seis Estados-membros registaram um aumento do rácio da dívida pública e vinte-e-um registaram decréscimos. Os aumentos verificaram-se no Luxemburgo (+2,9 pp), Finlândia (+2,1 pp), Estónia (+1,6 pp), Chéquia (+0,8 pp), Eslováquia (+0,4 pp) e Bulgária (+0,2 pp). Em contraste, a Grécia (-16,6 pp), Portugal (-11,8 pp), Chipre (-8,1 pp), Irlanda (-7,4 pp), Croácia (-6,0 pp), Eslovénia (-4,5 pp), Áustria e Itália (ambos, -4,0 pp), Espanha (-3,3 pp) e Países Baixos (-3,1 pp) registaram as maiores diminuições homólogas nos níveis de dívida pública (em % do PIB).

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(Gráficos: Eurostat)

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Défice Zona Euro e União Europeia – Eurostat

No 2.º trimestre de 2023, o saldo orçamental, corrigido de efeitos de sazonalidade e em percentagem do PIB, da Zona Euro fixou-se em -3,3% do PIB (-2,7% no 2.º trimestre de 2022 e -3,3% no 1.º trimestre de 2023). O saldo da UE27 fixou-se em –3,2% do PIB (-2,3% no 2.º trimestre de 2022 e -3,1% no 1.º trimestre de 2023).

No 2.º trimestre de 2023, o saldo orçamental de Portugal, corrigido de efeitos de sazonalidade e em percentagem do PIB, fixou-se nos 2,3% do PIB (2,7% no 2.º trimestre de 2022 e 2,1% no 1.º trimestre de 2023).

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(Tabela: Eurostat)

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Défice e Dívida Geral das Administrações Públicas – 2.ª Notificação – Eurostat

Segundo a 2.ª notificação do Eurostat, em 2022, Portugal apresentou um défice orçamental de 0,3% do PIB e uma dívida pública de 112,4% do PIB (272.435 milhões de euros), sendo o terceiro país mais endividado da União Europeia (atrás da Grécia e Itália).

A Zona Euro registou, em 2022, um défice de 3,6% e uma dívida pública de 90,9% do PIB. A UE27 registou, no mesmo período, um défice de 3,3% e uma dívida pública de 83,5% do PIB.

Em 2022, vinte-e-dois Estados-Membros registaram défices governamentais. Os maiores défices registaram-se em Itália (-8,0%), Roménia (-6,3%), Hungria (-6,2%) e Malta (-5,7%). Doze Estados-Membros registaram défices superiores a 3% do PIB. Cinco Estados-Membros registaram superavits, os maiores a serem registados na Dinamarca (+3,3%), Chipre (+2,4%), Irlanda (+1,7%) e Suécia (+1,1%).

Relativamente à dívida pública, os rácios mais baixos registaram-se na Estónia (18,5%), Bulgária (22,6%), Luxemburgo (24,7%), Dinamarca (29,8%), Suécia (32,9%) e Lituânia (38,1%). Treze Estados-Membros tinham rácios da dívida pública superiores a 60% do PIB, sendo os mais elevados registados na Grécia (172,6%), Itália (141,7%), Portugal (112,4%), França (111,8%), Espanha (111,6%) e Bélgica (104,3%).

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(Tabelas: Eurostat)

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Estatísticas de Emprego – IEFP

Durante o mês de setembro de 2023, inscreveram-se nos Centros de Emprego 56 687 pessoas, o que representa uma variação mensal de 36,6% e uma variação homóloga de -1,7%. Durante este mês, foram efetuadas 9 906 colocações, o que corresponde a um aumento de 46,7% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de 9,8%.

No final do mês de setembro de 2023, estavam inscritos nos Centros de Emprego 300 113 indivíduos, o que corresponde a uma variação mensal de 1,6% (4 752 pessoas) e a uma variação homóloga de 4,5% (12 873 pessoas).

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(Tabela: IEFP)

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(Gráfico: IEFP)

Segundo a dimensão regional, com a exceção da Madeira (-27,6%) e dos Açores (-14,1%), o desemprego aumento em termos homólogos, com o valor mais acentuado na região Centro (+7,0%) e do Algarve (+6,8%).

Comparativamente ao mês anterior, com a exceção da região de Lisboa e Vale do Tejo (-0,7%) e das regiões autónomas, a tendência é de aumento do desemprego com a maior variação a acontecer na região do Algarve (+9,6%) e do Alentejo (+4,4%).

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(Gráfico: IEFP)

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Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal

Em agosto de 2023, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 811,2 mil milhões de euros, dos quais 366,2 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 445,0 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 295,2 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 149,8 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 1,4 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 0,1 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 1,3 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado.

Relativamente a agosto de 2022, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 10,8 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 11,4 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de uma redução de 0,7 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado.

Ao nível do Sector Privado, observou-se a redução do endividamento das Empresas em 0,4 mil milhões de euros e a redução do endividamento dos Particulares em 0,3 mil milhões de euros.

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Em agosto de 2023, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 0,0%, menos 0,6 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares diminuiu de 0,3% para -0,1%.

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

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Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação – INE

Em setembro de 2023, a Taxa de Juro Implícita no Crédito à Habitação fixou-se em 4,270%, o valor mais elevado desde março de 2009 e registando um aumento de 0,181 pontos percentuais (p.p.) em relação ao mês anterior (4,089%).

A taxa de juro implícita nos contratos celebrados nos últimos 3 meses aumentou para 4,366%, o que compara com 4,331% em agosto de 2023.

O valor médio do capital em dívida fixou-se em 63 962 euros, registando um aumento de 222 euros face ao mês anterior (63 740 euros).

Considerando a totalidade dos contratos, o valor médio da prestação mensal fixou-se em 386 euros em setembro de 2023, o valor máximo desde o início da série (janeiro de 2009), mais 7 euros que em agosto e mais 114 euros que em setembro de 2022, o que traduz um aumento homólogo de 41,9%. Deste valor, 226 euros (59%) correspondem a pagamento de juros e 160 euros (41%) a capital amortizado. Em setembro de 2022, a componente de juros representava 21% do valor médio da prestação.

Em setembro de 2023, o valor médio da prestação vencida total nos contratos celebrados nos últimos 3 meses fixou-se em 628 euros, o que equivale a um aumento de 5 euros relação ao mês anterior (623 euros).

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada a 15 de outubro, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade em linha com a observada desde o final de agosto.

Em 12 de outubro de 2023, o DEI (média móvel semanal) registou 4,2% (VH), que compara com 5,5% (VH) na semana anterior. 

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Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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