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Estimativa Rápida do PIB – INE

O Produto Interno Bruto (PIB), em termos reais, registou uma variação homóloga de 1,9% no 3º trimestre de 2023, após ter aumentado 2,6% no trimestre precedente. O contributo positivo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB diminuiu em relação ao verificado no trimestre anterior, em resultado da desaceleração significativa das exportações de bens e serviços em volume, tendo a componente de bens registado uma redução expressiva. Por sua vez, as importações de bens e serviços registaram uma redução moderada devido à componente de bens. Em sentido contrário, a procura interna registou um contributo positivo para a variação homóloga do PIB, superior ao do trimestre anterior, verificando-se uma aceleração do investimento e um abrandamento do consumo privado.

Comparando com o 2º trimestre de 2023, o PIB registou uma diminuição de 0,2%, após um crescimento em cadeia de 0,1% no trimestre anterior. O contributo da procura externa líquida para a taxa de variação em cadeia do PIB, passou a negativo, após ter sido positivo no 2º trimestre, refletindo a redução das exportações quer de bens, quer de serviços, incluindo o turismo. O contributo da procura interna passou de negativo a positivo no 3º trimestre, observando-se aumentos do consumo privado e do investimento.

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Revisitar as Empresas Zombie em Portugal (2008-2021)

O presente GEE Paper analisa a evolução e caracteriza as empresas zombie em Portugal entre 2008 e 2021. Este fenómeno abrange empresas com EBITDA negativo (Earnings before interest, taxes, depreciation and amortization) ou sobreendividadas, com dificuldades no cumprimento de responsabilidades financeiras face aos credores, ao longo de vários anos, cuja manutenção no mercado impacta negativamente o desempenho da economia e limita a afetação eficiente de recursos.

O número de empresas zombie em Portugal varia consoante a conjuntura económica, sendo que a pandemia de COVID-19 confirma essa relação com o aumento da sua prevalência. Estas empresas apresentam menor dimensão, não possuem vocação exportadora, pagam salários mais baixos, investem por trabalhador mais 32% do que as restantes (embora menos em atividades de I&D), vendem por trabalhador menos 34%, sendo também menos produtivas do que a generalidade das empresas. A dinâmica destas empresas mostra uma enorme persistência ao longo do período, evidenciando um efeito estrutural que pode estar associado a barreiras à saída e/ou à entrada de novas empresas mais eficientes, o que dificulta o processo schumpeteriano de destruição criativa que contribui para a regeneração do tecido empresarial.

O aprofundamento e análise do fenómeno das empresas zombie em Portugal, incluindo a compreensão da importância relativa das razões que explicam a sua existência, nomeadamente num contexto de fim dos apoios públicos no combate às consequências da pandemia, de inflação persistente e da subida das taxas de juro, facilitarão a adequação das políticas públicas.

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Indicadores de Sentimento Económico – Comissão Europeia

Em outubro de 2023, o Indicador de Sentimento Económico (ISE – sre, ajustado de sazonalidade) para Portugal registou um valor de 94,6 pontos, o que compara com o valor de 95,7 pontos verificado em setembro de 2023.

Para a evolução negativa contribuíram os sectores da Indústria (de -9,7 para -10,9 pontos) e dos Serviços (de 1,4 para -0,9), ao contrário do Comércio a Retalho (de 2,2 para 3,2) e da Construção (de -2,3 para -2,1). Para o mesmo período, o Indicador de Confiança dos Consumidores diminuiu de -26,3 para -27,3.

No mês em análise, o ISE registou um aumento de 0,2 pontos na União Europeia (de 92,9 pontos em setembro para 93,1 pontos em outubro), enquanto a Zona Euro apresentou uma diminuição de 0,1 pontos (de 93,4 pontos em setembro para 93,3 pontos em outubro).

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Índice de Volume de Negócios no Comércio a Retalho – INE

Em setembro de 2023, o Índice de Volume de Negócios no Comércio a Retalho, deflacionado e corrigido dos efeitos de calendário e da sazonalidade, registou uma taxa de variação homóloga (VH) de 1,2%, superior em 1,6 p.p. à observada em agosto de 2023 (-0,4%).

Em termos desagregados, o Índice de Volume de Negócios de Produtos Alimentares registou uma variação homóloga de 2,7% e o Índice de Volume de Negócios de Produtos Não Alimentares registou uma variação homóloga de 0,2%, valores que comparam com 2,9% e -2,8% no mês anterior, respetivamente.

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Estatísticas do Comércio Internacional de Bens – Estimativa rápida – INE

No 3º trimestre de 2023, a estimativa rápida do Comércio Internacional de bens aponta para diminuições, em termos nominais, de 8,8% e 12,3% nas exportações e importações, respetivamente, em relação ao período homólogo.

O decréscimo nas transações de bens ocorre pelo segundo trimestre consecutivo e acentuou-se face ao trimestre anterior, em que se registaram variações homólogas de -4,7% nas exportações e -6,4% nas importações.

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(Gráfico: INE)

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Inquérito de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores – INE

Em outubro de 2023, o Indicador de Clima Económico diminuiu de 0,9 para 0,8 (%, vcs).

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Entre setembro e outubro de 2023, o Indicador de Confiança dos Serviços registou uma diminuição de -0,3 para -4,0 e o do Comércio aumentou de -2,3 para -1,6. No mesmo período, a Indústria Transformadora diminuiu de -9,4 para -10,8 e a Construção e Obras Públicas registou uma diminuição de -2,5 para -2,9. O Indicador de Confiança dos Consumidores diminuiu para -27,7 (sre, ve), em outubro de 2023 (-26,1 em setembro de 2023).

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Nota: sre – saldos de respostas extremas; ve – valores efetivos; vcs – valores corrigidos de sazonalidade.

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Call for Papers sobre “Inteligência Artificial em Portugal” – GEE/Google/APDSI

A partir desta segunda-feira, 30 de outubro, estão abertas as candidaturas ao Prémio que visa distinguir trabalhos/artigos científicos sobre “Inteligência Artificial em Portugal: Inovações, Desafios e Impactos na Economia”, promovido pelo Gabinete de Estratégia e Estudos (GEE), em colaboração com a Google e a Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação (APDSI). A dotação total de 15.000 euros será repartida pelos três melhores trabalhos submetidos a concurso.

Nota de Imprensa
Cartaz
Regulamento

Procura Turística dos Residentes – INE  

De acordo com o INE, no 2.º trimestre de 2023, os residentes em Portugal realizaram 5,7 milhões de viagens, o que correspondeu a um acréscimo homólogo de 6,1% (1,0% face ao 2.ºT 2019; 11,8% no 1.ºT 2023). As viagens em território nacional foram determinantes para este aumento, registando um acréscimo homólogo de 5,5% (1,5% quando comparado com o 2.ºT 2019) para 4,8 milhões, o que representou 85,6% das deslocações. As viagens com destino ao estrangeiro cresceram 9,8% face ao 2.º trimestre de 2022, totalizando 812,2 mil viagens (14,4% do total) e com uma aproximação progressiva aos níveis de 2019, ficando 1,9% abaixo desses valores no 2.ºT 2023 (-4,6% no 1.ºT 2023).

 

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(Gráfico: INE)

 

As viagens de “lazer, recreio ou férias”, a principal motivação para viajar no 2.º trimestre de 2023, aumentaram 9,1% face ao 2.º trimestre de 2022 (0,5% face ao 2.ºT 2019) e representaram 48,4% do total de viagens dos residentes (+1,3 p.p. face ao 2ºT 2022), atingindo 2,7 milhões. O motivo “visita a familiares ou amigos” originou 2,1 milhões de viagens (37,8% do total, -1,1 p.p. face ao 2.ºT 2022), registando um crescimento de 3,2% face ao 2.º trimestre de 2022 (1,3% em relação ao 2.ºT 2019).

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(Gráfico: INE)

 

Os “hotéis e similares” concentraram 25,3% das dormidas resultantes das viagens turísticas no 2.º trimestre de 2023, tendo o “alojamento particular gratuito” sido a principal opção de alojamento (60,4% das dormidas).

No processo de organização das deslocações, a internet foi utilizada em 25,6% dos casos (-0,8 p.p. que no 2.ºT 2022), tendo este recurso sido opção em 64,8% (-7,2 p.p. face ao 2.ºT 2022) das viagens para o estrangeiro e em 19,0% das viagens em território nacional, sem alteração face ao 2.ºT de 2022.

 

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(Gráfico: INE)

 

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Living wages in Portugal: In search of dignity in a polarised labour market

Living wage (LW) is a concept that goes beyond that of national minimum wage (NMW), since it implies income adequacy to the wage earners and to his/her family members. It is coherent with the principle related to wages of the European Pillar of Social Rights (EPSR) namely the right of workers to fair wages, and the duty to ensure adequate minimum wages providing the satisfaction of the worker needs and of his/her family, which originated a proposal of the European Commission for a Directive on adequate minimum wages in the European Union. This article discusses the possibility of implementation of a LW policy in Portugal, a country with low average and median wages, a generous NMW relative to average and median wage, high earnings inequality and a polarised labour market. To be defensible, this policy should reach household income adequacy, be feasible regarding the labour and fiscal costs, and be socially acceptable regarding the change of earnings distribution. The discussion of this policy is made using EU-SILC data and data from interviews with social partners involved in the national level social dialogue. The authors quantify and qualify some of the trade-offs, simulating different values for core policy variables, centred on the worker as a wage earner, as a household member and as a citizen with social rights and fiscal duties, supported on an adequate normative estimation of a consensual Minimum Income Standard (MIS) for the Portuguese households.

Living wages in Portugal: In search of dignity in a polarised labour market.pdf

Apresentação 87.º Seminário GEE/GPEARI – Living wages in Portugal: In search of dignity in a polarised labour market.pdf