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Global Economic Prospects – Banco Mundial  

O Banco Mundial reviu em alta o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial de 2023 para 2,6% (2,1% no relatório de junho de 2022), sendo as estimativas para 2024 e 2025 de 2,4% e 2,7%, respetivamente.

Para a Zona Euro, prevê que o crescimento do PIB registe o valor de 0,4%, 0,7% e 1,6% em 2023, 2024 e 2025, respetivamente (o que compara com 0,4%, 1,3% e 2,3% para os mesmos períodos na estimativa de junho).

A taxa de crescimento dos Estados Unidos para 2023 foi revista em alta passando de 1,1% no relatório de junho para 2,5% e a do Japão foi também revista em alta, de 0,8% previsto em junho para 1,8%.

Mantiveram-se as estimativas para os mercados em desenvolvimento, cuja projeção de crescimento para 2023 é de 4,0% (em junho passado também se previa uma expansão de 4,0%).

O Banco Mundial reviu em baixa a previsão para 2023 para a China, de 5,6% para 5,2%, manteve a estimativa para a Índia de 6,3%, e reviu em alta a previsão para o Brasil de 1,2% em junho para 3,1%.

Finalmente, o Banco Mundial prevê que o Comércio Mundial cresça 0,2% em 2023, 2,3% em 2024 e 3,1% em 2025.

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 (Tabela: Banco Mundial)

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Comércio a Retalho – Eurostat

Em novembro de 2023, o volume do Comércio a Retalho, a preços constantes e ajustado de sazonalidade, diminuiu 0,3% na Zona Euro (ZE20) e 0,2% na UE27, face ao mês anterior. Em outubro de 2023, o volume do Comércio a Retalho tinha registado variações de 0,4% na Zona Euro e 0,5% na UE27. 

Portugal registou um aumento de 3,1% face ao mês anterior, o que compara com uma diminuição de 0,3% em outubro de 2023. 

Comparando com o mês anterior e entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para novembro de 2023, os maiores aumentos foram registados em Portugal (3,1%), Croácia e Eslovénia (ambos, 3,0%), Malta e Roménia (ambos, 1,7%). As maiores diminuições ocorreram na Alemanha (-2,5%), Luxemburgo (-1,4%) e Áustria (-0,7%). 

Em termos homólogos, o volume do Comércio a Retalho diminuiu 1,1% na Zona Euro e 1,0% na UE27, em novembro de 2023. 

Portugal registou um aumento homóloga de 2,3%, após ter registado um aumento homólogo de 0,4% no mês anterior. 

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para novembro de 2023, os maiores aumentos do Comércio a Retalho em termos homólogos foram registados na Espanha (6,8%), Croácia (6,4%) e Dinamarca (6,3%). As maiores reduções foram observadas na Eslovénia (-11,1%), Estónia (-8,8%) e Hungria (-5,4%).

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(Gráfico: Eurostat)

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Indicadores de Sentimento Económico – Comissão Europeia  

Em dezembro de 2023, o Indicador de Sentimento Económico (ISE – sre, ajustado de sazonalidade) para Portugal registou um valor de 96,6 pontos, o que compara com o valor de 96,2 pontos verificado em novembro de 2023.

Para a evolução positiva contribuíram os setores dos Serviços (de 1,1 para 4,8) e Comércio a Retalho (de 3,0 para 5,2), ao contrário da Indústria (de -8,0 para -9,7 pontos) e Construção (de -1,9 para -3,7). Para o mesmo período, o Indicador de Confiança dos Consumidores aumentou de -29,9 para -26,1.

No mês em análise, o ISE registou um aumento de 1,8 pontos na União Europeia (de 93,8 pontos em novembro de 2023 para 95,6 pontos em dezembro de 2023), enquanto a Zona Euro apresentou um aumento de 2,4 pontos (de 94,0 pontos em novembro de 2023 para 96,4 pontos em dezembro de 2023).

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Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego – INE   

A população empregada, em novembro de 2023, foi estimada em 4 955,2 mil pessoas, aumentando 0,2% face ao mês anterior (9,4 mil pessoas). A taxa de emprego estimada situou-se em 64,4%, tendo aumentado 0,1 p.p. face ao mês anterior (revista em alta de 64,1% para 64,3%).

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A população desempregada, estimada em 348,5 mil pessoas, diminuiu 1,1 % em relação ao valor registado para o mês anterior (-3,8 mil pessoas). A taxa de desemprego estimada situou-se em 6,6%, mantendo-se inalterada em relação ao mês anterior (revista em baixa de 6,7% para 6,6%).

A taxa de desemprego estimada de jovens situou-se em 23,5%, tendo aumentado 2,2 p.p. em relação ao mês anterior (revista em alta de 20,8% para 21,3%). A taxa de desemprego estimada dos adultos situou-se em 5,2% e diminuiu 0,3 p.p. em relação ao mês anterior.

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Em novembro de 2023, a estimativa provisória da taxa de emprego não ajustada de sazonalidade foi de 64,4% (64,4% no mês anterior) e a estimativa provisória da taxa de desemprego não ajustada de sazonalidade foi de 6,7% (6,8% no mês anterior).

Nota: Os valores relativos ao último mês são provisórios e os relativos aos meses anteriores são definitivos.

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Taxa de Juro Novos Empréstimos e Novos Depósitos na Área Euro – BCE

No mês de novembro de 2023, a Taxa de Juro de Novos Empréstimos com maturidade original até 1 ano dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) fixou-se em 5,93%, aumentando 0,05 p.p. face ao mês anterior.

Relativamente a Espanha e Alemanha, as taxas de juro de Novos Empréstimos com maturidade original até 1 ano dos Bancos (IFM) às Empresas (SNF) passaram de 5,07% e 5,47% em outubro para 5,11% e 5,26% em novembro de 2023, respetivamente.

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Em novembro de 2023, a Taxa de Juro de Novos Empréstimos dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) aumentou 0,05 p.p., de 5,89% para 5,94%. As Taxas de Juro de Novos Empréstimos com montantes até 0,25 milhão de euros e até 1 milhão de euros diminuíram para 6,28% e 6,06%, respetivamente, após terem registado valores de 6,34% e 6,07% no mês precedente, pela mesma ordem. Nos novos empréstimos acima de 1 milhão de euros a taxa de juro subiu para 5,78%, o que compara com 5,64% no mês anterior.

Os spreads das Taxas de Juro de Novos Empréstimos continuam em valores acima dos spreads médios da Zona Euro.

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No mês de novembro de 2023, a Taxa de Juro de Novos Depósitos (de prazo superior a 1 ano) dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) e Famílias fixou-se em 2,51%, aumentando 0,31 face ao mês anterior. Neste mês, a diferença entre a Taxa de Juro de Novos Empréstimos e a Taxa de Juro de Novos Depósitos situou-se, assim, em 3,42 p.p.

Relativamente a Espanha e Alemanha, as taxas de juro de Novos Depósitos foram de 2,28% e 3,34% em novembro de 2023, respetivamente. As diferenças entre a Taxa de Juro de Novos Empréstimos e a Taxa de Juro de Novos Depósitos situaram-se, assim, em 2,83 p.p. e 1,92 p.p, respetivamente neste mês nestes países.

Observa-se, assim, um maior diferencial entre a Taxa de Juro de Novos Depósitos e a Taxa de Juro de Novos Empréstimos em Portugal relativamente às comparações apresentadas.

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Taxa de Juro dos Novos Empréstimos – Banco de Portugal

Em novembro de 2023, as Taxas de Juro de Novos Empréstimos concedidos a residentes na área euro por Instituições Financeiras Monetárias residentes em Portugal diminuíram 0,01 p.p., de 5,46% em outubro para 5,45%. Quanto às Sociedades não Financeiras, as taxas de juro aumentaram 0,05 p.p. em comparação com o mês precedente, fixando-se em 5,94%. Em relação aos Particulares, as taxas de juro diminuíram 0,06 p.p., registando um valor de 5,14%. 

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Entre outubro e novembro de 2023, as taxas de juro de novos empréstimos das Sociedades não Financeiras até 1 milhão de euros diminuíram 0,01 p.p. e acima de 1 milhão de euros aumentaram 0,14 p.p., fixando-se em 6,06% e 5,78%, respetivamente.

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Quanto aos Particulares, as taxas de juro de novos empréstimos de habitação aumentaram 0,01 p.p. entre outubro e novembro de 2023, fixando-se em 4,24%. Para o mesmo período, as taxas de juro de novos empréstimos de consumo diminuíram 0,12 p.p., fixando-se em 9,06%. As taxas de juro de novos empréstimos para outros fins diminuíram 0,04 p.p. entre outubro e novembro de 2023, fixando-se em 5,29%.

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Montantes dos Novos Empréstimos – Banco de Portugal

Em novembro de 2023, o valor total dos novos empréstimos das Outras Instituições Financeiras Monetárias às Sociedades não Financeiras e Particulares foi de 4 426 milhões de euros, o que correspondeu a uma variação homóloga de 25,8% (mais 0,7 p.p. face ao mês anterior). O valor dos novos empréstimos às SNF registou uma variação homóloga de 2,8% (menos 3,6 p.p. quando comparada com a do mês anterior) e o valor dos novos empréstimos aos Particulares atingiu os 46,1% (mais 6,1 p.p. face a outubro de 2023).

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Desde o início do ano, o valor acumulado total dos novos empréstimos das Outras Instituições Financeiras Monetárias às Sociedades não Financeiras e Particulares foi de 44 292 milhões de euros, o que correspondeu a uma variação homóloga acumulada de 9,1%. O valor acumulado dos novos empréstimos às SNF registou neste mês o valor de 19 252 milhões de euros que corresponde a uma variação homóloga acumulada de 2,7% e o valor acumulado dos novos empréstimos aos Particulares foi 25 040 milhões de euros, atingindo os 14,6% de variação homóloga acumulada.

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Estatísticas das Empresas da Central de Balanços – Banco de Portugal

No final do 3º trimestre de 2023, a rendibilidade das empresas, medida pelo rácio entre os resultados antes de amortizações, depreciações, juros e impostos (EBITDA) e o total do ativo, foi de 9,3% (9,5% no 2º trimestre de 2023 e 8,8% no período homólogo).

Nas empresas privadas, apenas o sector da eletricidade apresentou um aumento da rendibilidade do ativo relativamente ao 2º trimestre de 2023. Em comparação com o período homólogo, a rendibilidade do ativo subiu nos sectores da eletricidade (+4,8 pp), construção (+0,8 pp) e sedes sociais (+2,1 pp). Pelo contrário, os sectores de atividade do comércio, transportes e armazenagem e outros serviços apresentaram uma redução da rendibilidade do ativo, em relação quer ao período homólogo, quer ao período anterior.

A rendibilidade das empresas públicas foi positiva, fixando-se em 7,2% (-0,4% no período homologo e 6,6% no período anterior).

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(Gráfico: Banco de Portugal)

A autonomia financeira das empresas, medida pelo peso do capital próprio no total do ativo, foi de 43,2% no 3º trimestre de 2023, valor superior ao registado no período homólogo (40,9%), mas idêntico ao do período anterior.

Comparando com o período homólogo, a autonomia financeira das empresas privadas aumentou em todos os sectores. A autonomia financeira das PME aumentou de 41,6% para 44,4%, e a das grandes empresas aumentou de 34,5% para 36,2%.

Em relação ao período anterior, a autonomia financeira das empresas privadas reduziu-se nos sectores da eletricidade, outros serviços e sedes sociais e nas grandes empresas.

O peso dos financiamentos obtidos no total do ativo diminuiu para 28,5% (30,1% no período homólogo). Para esta redução contribuíram, principalmente, os empréstimos contraídos junto do sector financeiro.

A redução do peso dos financiamentos obtidos no total do ativo, relativamente ao 3º trimestre de 2022, foi transversal a todos os sectores de atividade e a todas as classes de dimensão: nas PME, diminuiu 1,3 pp, de 28,9% para 27,6%, e nas grandes empresas diminuiu 2,1 pp, de 31,9% para 29,8%.

A autonomia financeira das empresas públicas cresceu, em relação ao trimestre homólogo, de 31,4% para 36,8%, e o peso dos financiamentos obtidos no total do ativo diminuiu de 35,6% para 29,2%.

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(Gráfico: Banco de Portugal)

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(Gráfico: Banco de Portugal)

Comparando com o período homólogo, o custo dos financiamentos obtidos aumentou de 2,8% para 3,7%. A cobertura dos gastos de financiamento das empresas (que quantifica o número de vezes que o EBITDA gerado pelas empresas é superior aos seus gastos de financiamento) reduziu-se de 10,1 para 8,9. Esta redução foi transversal a todos os sectores de atividade com exceção do sector da eletricidade, gás e água.

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(Gráfico: Banco de Portugal)

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Pilar de Competitividade: Capacitação de Recursos Humanos e Mercado de Trabalho

No âmbito das atividades desenvolvidas pelo Gabinete de Estratégia e Estudos na área de Capacitação de Recursos Humanos e Mercado de Trabalho, divulgamos a edição de 2023 da Ficha de Competitividade, com análise gráfica dos principais indicadores, incluindo evolução temporal e benchmark internacional, bem como síntese das medidas de política pública, da autoria de Carla Ferreira e Gabriel Osório de Barros.

O mercado de trabalho e os recursos humanos existentes numa economia são determinantes para o seu nível de desempenho e de produtividade. O mercado de trabalho, traduzido na relação entre a procura de mão-de-obra pelas entidades empregadoras e a oferta pelos trabalhadores, é uma relação complexa e com a intervenção de vários atores. Neste contexto, o Estado, para além de empregador, atua no mercado através da implementação de medidas de política pública, para promoção da otimização ou correção do funcionamento, e como regulador, com o objetivo de promover a justiça e equidade nas relações laborais e a maior eficiência na capacitação e afetação de recursos.

Ficha de Competitividade – Capacitação de Recursos Humanos e Mercado de Trabalho 2023.pdf