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Índice de Preços no Consumidor – INE   

Em 2023, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) registou uma variação média anual de 4,3%, taxa inferior à registada no conjunto do ano 2022 (7,8%). Excluindo do IPC a energia e os bens alimentares não transformados, a taxa de variação média situou-se em 5,0% (5,6% no ano anterior). 

A taxa de variação homóloga do IPC total evidenciou uma trajetória de descida ao longo do ano, destacando-se os meses de abril e maio, com abrandamentos de 1,7 pontos percentuais (p.p.). A desaceleração do IPC verificou-se na maioria das categorias de produtos, refletindo o efeito base associado ao aumento de preços em 2022, a diminuição dos preços dos bens energéticos e a isenção do IVA aplicada a alguns bens alimentares essenciais a partir de maio. 

Em dezembro de 2023, o IPC em Portugal registou uma taxa de variação homóloga de 1,4%, valor inferior ao registado no mês anterior em 0,1 p.p. Excluindo do IPC os produtos alimentares não transformados e energéticos, a taxa de variação homóloga foi 2,6%, inferior em 0,3 p.p. à registada no mês anterior. 

O IPC registou uma variação mensal de -0,4%, o que compara com uma variação de -0,3% no mês anterior e em dezembro de 2022.

 

64O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma taxa de variação média de 5,3% em 2023 (8,1% no ano anterior). A taxa de variação homóloga situou-se em 1,9% em dezembro de 2023, diminuindo 0,3 p.p. em relação ao verificado no mês anterior. Refira-se que o IHPC, que é utilizado na comparação entre os diversos países da União Europeia, se diferencia do IPC devido à inclusão, na estrutura de ponderação do IHPC, da despesa realizada pelos não residentes, parcela esta excluída do âmbito do IPC. 

De acordo com a informação disponível relativa a dezembro de 2023, a taxa de variação homóloga do IHPC da área do Euro foi superior em 1,0 p.p. à do IHPC português, aumentando esta diferença em 0,8 p.p. comparativamente com o observado no mês anterior.

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(Gráfico: INE)

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Índices de Emprego e Remunerações na Construção – INE   

Em novembro de 2023, os Índices de Emprego e Remunerações na Construção apresentaram variações homólogas de 4,2% e 12,0%, respetivamente. No mês de outubro de 2023, as variações homólogas respetivas tinham sido de 4,4% e 11,9%. 

A taxa de variação média dos últimos 12 meses foi de 4,8% no Índice de Emprego e de 12,0% no Índice de Remunerações.

 

56O Índice de Emprego na Construção (em valor absoluto) registou, em novembro de 2023, um valor de 108,5 pontos, aumentando 0,4 pontos relativamente ao mês precedente (108,1 pontos em outubro de 2023). O Índice de Remunerações na Construção (em valor absoluto) apresentou um valor de 138,7 pontos em novembro de 2023, aumentando 23,3 pontos em relação ao mês anterior (115,4 pontos em outubro de 2023).

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Índice de Produção na Construção e Obras Públicas – INE

 Em novembro de 2023, o Índice de Produção na Construção (média móvel de três meses (mm3m), corrigida dos efeitos de calendário e da sazonalidade registou uma taxa de variação homóloga de 5,2%, inferior em 0,3 p.p. ao valor verificado no mês anterior (5,5%), perfil este comum a ambos os segmentos:

  • ·A Construção de Edifícios abrandou 0,4 p.p., para 4,0%;
  • ·A Engenharia Civil passou de crescimento de 7,2% em outubro para 6,9% em novembro.
  • ·

A taxa de variação média dos últimos 12 meses (corrigida dos efeitos de calendário e da sazonalidade) aumentou 0,1 p.p. face ao mês anterior, fixando-se em 5,6% (5,5% em outubro de 2023).

 

54O Índice de Produção na Construção (em valor absoluto), corrigido dos efeitos de calendário e da sazonalidade, registou um valor de 109,0 pontos em novembro de 2023, aumentando 0,1 pontos em relação ao mês precedente (108,9 pontos em outubro de 2023). Na componente Construção de Edifícios, o índice aumentou de 107,9 pontos em outubro de 2023 para 108,3 em novembro de 2023 e na componente Engenharia Civil o índice diminuiu de 110,5 pontos em outubro de 2023 para 110,1 pontos em novembro de 2023.

 

55Documento PDF

Contas Nacionais Trimestrais Financeiras – Património Financeiro –  Banco de Portugal  

Em setembro de 2023, o Património Financeiro Líquido da economia portuguesa ascendeu a -193 502 milhões de euros (-74,3% do PIB), o que compara com -195 642 milhões em junho de 2023 (-76,9% do PIB).

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O Passivo Financeiro Total da economia portuguesa (vis-à-vis com o resto do mundo) diminuiu de 591.993 milhões de euros (232,6% do PIB) em junho de 2023 para 588 684 milhões de euros (226,1% do PIB) em setembro de 2023.

O Passivo Financeiro exceto ações e outras participações (vis-à-vis com o resto do mundo) fixou-se em 400 419 milhões de euros (153,8% do PIB) em setembro de 2023, o que compara com 403 801 milhões em junho de 2023 (158,7% do PIB).

A Dívida Líquida Total da economia portuguesa (vis-à-vis com o resto do mundo) diminuiu de 217 210 milhões de euros (85,4% do PIB) em junho de 2023 para 215 212 milhões de euros (82,7% do PIB) em setembro de 2023.

A Dívida Líquida exceto ações e outras participações (vis-à-vis com o resto do mundo) fixou-se em 147 538 milhões de euros (56,7% do PIB) em setembro de 2023, o que compara com 151 789 milhões em junho de 2023 (59,6% do PIB). 

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Em setembro de 2023, o Passivo Financeiro das Administrações Públicas fixou-se em 111,7% do PIB (290 733 milhões de euros). Em percentagem do PIB, trata-se de uma diminuição de 3,7 p.p. face a junho de 2023 (115,4%).

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Relativamente aos Particulares, o Passivo Financeiro Total, em percentagem do respetivo rendimento disponível bruto ajustado pela variação da participação líquida das famílias nos fundos de pensões, registou o valor de 100,3% em setembro de 2023, o que compara com 102,5% em junho de 2023. O Passivo Financeiro Total das Sociedades não Financeiras em percentagem do PIB, ascende em setembro de 2023 aos 97,3%, o que compara com 98,1% em junho de 2023.

 

53Documento PDF

Contas Nacionais Trimestrais Financeiras – Conta Financeira –  Banco de Portugal  

No 3.º trimestre de 2023, a Capacidade Líquida de Financiamento da Economia Portuguesa manteve-se em 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) (ano acabado em cada trimestre para todos os dados), mais 1,0 pontos percentuais (p.p.) do que no trimestre anterior (1,8%).

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Verificou-se a redução da necessidade líquida de financiamento das Sociedades não Financeiras, de 1,2 para 0,9% do PIB. As Famílias e as Administrações Públicas aumentaram, em relação ao trimestre anterior, a sua capacidade financeira de 0,6% e 0,0% para 1,1% e 0,5% do PIB, respetivamente. As Sociedades Financeiras diminuíram a sua capacidade de financiamento para 2,2% do PIB (2,3% do PIB no 2º trimestre de 2023).

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No 3.º trimestre de 2023, a variação de Passivos da Economia Portuguesa (vis-à-vis com o Resto do Mundo) registou um aumento de 1,5% do PIB.

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No 3.º trimestre de 2023, a variação dos Passivos das Sociedades não Financeiras registou um aumento de 2,5% do PIB.

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Taxa de Desemprego –  Eurostat  

Em novembro de 2023, a taxa de desemprego (ajustada para a sazonalidade) estimada para Portugal foi 6,6%, mantendo-se constante em relação à percentagem registada no mês anterior (6,6%). Em termos homólogos, a taxa de desemprego registou uma subida de 0,1 p.p. (6,5%).

Para Espanha, a taxa de desemprego estimada, em novembro de 2023, situou-se em 11,9%, diminuindo 0,1 p.p. em relação ao mês anterior (12,0%) e apresentou uma variação de -1,0 p.p. face ao verificado no período homólogo (12,9%).

Para a Zona Euro, o Eurostat estima que a taxa de desemprego, em novembro de 2023, se tenha situado em 6,4%, diminuindo 0,1 p.p. em relação ao mês anterior (6,5%) e diminuindo 0,3 p.p. em termos homólogos (6,7%). Na UE27, a taxa de desemprego estimada foi 5,9%, diminuindo 0,1 p.p. relativamente ao mês anterior.

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Em novembro de 2023, o Eurostat estima que a taxa de desemprego <25 anos registada em Portugal tenha sido de 23,5%, aumentando 2,2 p.p. em relação ao mês anterior. Em termos homólogos, registou uma subida de 4,6 p.p. (18,9%). Para o mesmo período, a taxa de desemprego ≥25 anos estimada foi 5,2%, diminuindo 0,3 p.p. relativamente ao mês precedente.

Para Espanha, a taxa de desemprego <25 anos estimada situou-se em 27,9%, em novembro de 2023, diminuindo 0,1 p.p. face ao mês anterior e registando uma variação de -1,6 p.p. face ao verificado no período homólogo (29,5%). Para o mesmo período, a taxa de desemprego ≥ 25 anos estimada foi 10,6%, diminuindo 0,1 p.p. em relação ao mês de outubro de 2023 (10,7%)

Para a Zona Euro, a taxa de desemprego <25 anos fixou-se, em novembro de 2023, nos 14,5%, diminuindo 0,3 p.p. em relação ao mês anterior. Para o mesmo período, a taxa de desemprego ≥25 anos estimada foi 5,6%, permanecendo inalterado em relação a outubro de 2023. Na UE27, a taxa de desemprego <25 anos foi 14,5%, diminuindo 0,3 p.p. em relação ao mês anterior, e a taxa de desemprego ≥25 anos foi 5,1%, menos 0,1 p.p. que o mês anterior.

 

45Documento PDF

Emissões de Títulos de Dívida – Banco de Portugal  

Em novembro de 2023, as emissões líquidas de títulos de dívida por residentes ascenderam a 837 milhões de euros, o que compara com um valor de -8 695 milhões de euros no mês anterior. As emissões líquidas de títulos de dívida por Sociedades não Financeiras atingiram o valor de 532 milhões de euros (66 milhões de euros registados no mês anterior).

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No final de novembro de 2023, o saldo total de títulos de dívida emitidos por residentes ascendeu a 269 529 milhões de euros, aumentando 4 192 milhões de euros face ao mês anterior e registando uma variação homóloga de -2,9%.

O saldo de títulos de dívida emitidos por Sociedades não Financeiras ascendeu a 39 260 milhões de euros, aumentando 688 milhões de euros face ao mês anterior e registando uma variação homóloga de 12,3%.

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Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas na Indústria –   INE

Os Índices de Emprego e de Remunerações na Indústria registaram, em novembro de 2023, variações homólogas de 0,4% e 7,2%, respetivamente. O Índice de Emprego registou um aumento de 0,2 p.p. face à variação homóloga registada no mês precedente (0,2% no mês de outubro de 2023), enquanto o Índice de Remunerações aumentou 1,4 p.p. em relação ao mês anterior (5,8% em outubro de 2023). O Índice de Horas Trabalhadas (dados brutos) na Indústria registou uma variação homóloga de 0,6% em novembro de 2023, diminuindo 2,0 p.p. face à registada em outubro de 2023.

 

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Índice de Volume de Negócios na Indústria – INE

Em novembro de 2023, o Índice de Volume de Negócios na Indústria – Total (dados brutos) registou uma variação homóloga (VH) de -4,9%, diminuindo 1,5 p.p. em relação ao observado no mês de outubro de 2023 (-3,4% VH). Os agrupamentos de Bens de Consumo e de Bens Intermédios apresentaram uma variação homóloga de 0,6% e -11,0%, após terem registado variações de 4,1% e -8,9% respetivamente, no mês anterior. Os agrupamentos de Bens de Investimento e Energia apresentaram variações de -2,5% e -3,8%, após terem registado variações de 1,6% e -7,2% no mês precedente, pela mesma ordem.

As vendas para o mercado externo registaram, em novembro de 2023, uma variação homóloga de -10,9%, diminuindo 4,4 p.p. em comparação com o mês anterior (-6,5%, VH). No mercado nacional, o índice aumentou 1,1 p.p. em termos homólogos (-0,2% em novembro de 2023 face aos -1,3% registados em outubro de 2023).

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Estatísticas do Comércio Internacional de Bens – INE

No período de setembro de 2023 a novembro de 2023, as exportações de bens registaram uma diminuição de 4,4% face ao período homólogo. As importações de bens registaram, no mesmo período, uma diminuição de 7,4% em termos homólogos. Houve um desagravamento do défice da Balança Comercial em 1220,1 milhões de euros no período analisado.

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Em novembro de 2023, as exportações e as importações de bens registaram variações homólogas nominais de -1,5% e -7,6%, respetivamente (-3,3% e -1,8%, pela mesma ordem, em outubro de 2023), destacando-se os Fornecimentos industriais e os Combustíveis e lubrificantes em ambos os fluxos (-5,4% e -13,3% nas exportações e -12,2% e -36,8% nas importações, respetivamente).

Excluindo os Combustíveis e lubrificantes, em novembro de 2023, as exportações diminuíram 0,6% e as importações 2,9% face a novembro de 2022 (respetivamente -1,9% e 1,4% em outubro de 2023).

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60No período de setembro de 2023 a novembro de 2023, a taxa de cobertura total foi de 73,6%, correspondendo a um acréscimo de 2,3 p.p. face ao mesmo período do ano anterior. No Comércio Intracomunitário a taxa de cobertura foi de 69,1%, no Comércio Extracomunitário foi de 87,9% e na Zona Euro foi de 66,8%.

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Em novembro de 2023, o Saldo de Bens por Grandes Categorias Económicas e Classes Básicas de Bens registou o valor de -1928,0 milhões de euros, destacando-se, no primeiro caso, a categoria de Máquinas com um valor de -530,1 milhões de euros e no segundo os Bens Intermédios com um valor de -1.142,3 milhões de euros.

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