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Caracterização do Ecossistema Industrial das Indústrias Culturais e Criativas em Portugal

Este trabalho insere-se na série “GEE – Estratégia Industrial Europeia e os Ecossistemas Industriais Estratégicos” – centrando-se no Ecossistema Industrial das Indústrias Culturais e Criativas em Portugal, tendo por base a nova Estratégia Industrial da União Europeia (UE), que identificou 14 Ecossistemas Industriais Estratégicos com base na relevância económica, tecnológica e potencial contributo para a dupla transição (verde e digital) e reforço da resiliência da economia da UE.

O contexto atual tem vindo a colocar desafios ao paradigma da globalização, pelas disrupções nas cadeias de produção e comercialização. Assim, a continuação do investimento na colaboração entre os diferentes setores de atividade, aproveitando a capacidade de inovação e a criatividade para desenvolver e distribuir os novos produtos e serviços, segundo novos modelos de negócio e novas formas de trabalho, contribuirá para a competitividade do Ecossistema Industrial das Indústrias Culturais e Criativas em Portugal.

Ao estudar a criação de mecanismos de Autonomia Estratégica da Europa e sendo a cultura e a criatividade consideradas como bem público, este ecossistema torna-se imprescindível para o desenvolvimento das sociedades.

 

Ecossistema Industrial das Indústrias Culturais e Criativas em Portugal

Procura Turística dos Residentes – INE   

De acordo com o INE, no 3.º trimestre de 2023, os residentes em Portugal realizaram 8,0 milhões de viagens, o que correspondeu a um acréscimo homólogo de 0,7% (6,1% no 2.ºT 2023). As viagens em território nacional registaram uma diminuição homólogo de 3,1% para 6,8 milhões, o que representou 85,2% das deslocações. As viagens com destino ao estrangeiro cresceram 30,3% face ao 3.º trimestre de 2022, totalizando 1,2 milhões de viagens (14,8% do total).

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(Gráfico: INE)

A principal motivação para viajar, no 3.º trimestre de 2023, foi o “lazer, recreio ou férias”, estando na origem de cerca de 2/3 do total de viagens dos residentes (66,6%, -0,1 p.p. face ao 3.ºT 2022) e totalizando 5,3 milhões (0,6%, VH). O segundo principal motivo foi a “visita a familiares ou amigos”, que originou 2,1 milhões de viagens (25,7% do total, -0,9 p.p. face ao 3.ºT 2022).

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(Gráfico: INE)

Os “hotéis e similares” concentraram 24,2% das dormidas resultantes das viagens turísticas no 3.º trimestre de 2023, tendo o “alojamento particular gratuito” sido a principal opção de alojamento (55,4% das dormidas, 55,0% 3ºT 2022).

No processo de organização das deslocações, a internet foi utilizada em 28,5% dos casos (-0,5 p.p. que no 3.ºT 2022), tendo este recurso sido opção em 63,8% (-1,8 p.p. face ao 3.ºT 2022) das viagens para o estrangeiro e em 22,4% das viagens em território nacional (-1,8 p.p. face ao 3.ºT 2022).

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(Gráfico: INE)

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Perspetivas de Exportação de Bens – INE  

As empresas exportadoras perspetivam um acréscimo nominal de 2,9% nas suas exportações de bens em 2024, face ao ano anterior, contrariando a trajetória de decréscimo observada nos dados do Comércio Internacional de Bens no período acumulado de janeiro a novembro de 2023, em que as exportações recuaram 1,1% (VHA). 

Por Grandes Categorias Económicas (CGCE), o maior acréscimo é esperado nas exportações de Máquinas, outros bens de capital (exceto o material de transporte) e seus acessórios (4,5%, VH), seguindo-se o Material de transporte e acessórios (4,3%, VH). Em sentido contrário, evidenciam-se os Fornecimentos industriais não especificados noutra categoria, prevendo-se um decréscimo homólogo de 0,7%.

 

117(Gráfico: INE)

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(Tabela: INE)

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal  

Na terceira semana de 2024, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade inferior à observada nas semanas anteriores. Em 18 de janeiro de 2024, o DEI (média móvel semanal) registou 3,4% (VH), que compara com 7,0% (VH) na semana anterior.

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Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Crédito ao Sector Privado – Banco de Portugal  

 Em dezembro de 2023, o stock de empréstimos às Sociedades não Financeiras (SNF) registou um valor de 73,4 mil milhões de euros, aumentando 1.005 milhões de euros em relação ao mês anterior e registando uma taxa de variação anual (TVA) de -1,1% (-3,1% no mês anterior). 

stock de empréstimos a Particulares registou um valor de 127,9 mil milhões de euros, registando uma TVA de -0,6% (-0,5% no mês anterior).

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A TVA dos empréstimos a particulares para habitação foi de -1,3%, diminuindo 0,2 p.p. em relação ao mês anterior. A TVA dos empréstimos a particulares para consumo foi de 3,6%, diminuindo 0,1 p.p. em relação ao mês anterior, e a TVA dos empréstimos a particulares para outros fins foi de -1,9%, aumentando 1,1 p.p. em relação ao mês anterior.

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De acordo com a mesma fonte, em dezembro de 2023 o crédito vencido total, em percentagem do respetivo total de empréstimos, foi de 1,23% (1,34% no mês anterior). O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos às Sociedades não Financeiras passou de 2,24% para 2,00%. O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos aos Particulares fixou-se em 0,79% (0,83% no mês precedente).

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Comércio Internacional de Bens de Equipamento (Janeiro-Novembro 2022-2023)

Analisa-se neste trabalho a evolução recente do comércio internacional português de Bens de Equipamento, com alguma desagregação do tipo de produtos envolvidos, no período de Janeiro a Novembro de 2022 e 2023 com base em dados estatísticos divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística de Portugal (INE) em versão definitiva para 2022 e em versão preliminar para 2023, com última actualização em 9 de Janeiro de 2024.

GEE_Bens de Equpamento 2022-23_Em Análise.pdf

Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito –   Banco de Portugal

O índice de difusão (calculado com base num inquérito aos cinco principais bancos portugueses) traduz a restritividade do mercado de crédito português: para valores acima de zero significa um aumento da restritividade das concessões de crédito por parte dos bancos, para valores abaixo de zero uma diminuição.

Oferta:

  • Critérios de concessão de crédito: sem alterações no crédito a empresas e no crédito a particulares para aquisição de habitação e ligeiramente mais restritivos no crédito ao consumo e outros fins.

– Fatores: a situação e perspetivas económicas gerais e, em menos grau, a qualidade creditícia dos consumidores e a tolerância a riscos contribuíram ligeiramente para tornar os critérios de concessão no crédito ao consumo e outros fins mais restritivos.  

  • Termos e condições do crédito: ligeira diminuição do spread nos empréstimos de risco médio concedidos a PME e nos empréstimos para aquisição de habitação, sobretudo nos de risco médio. No crédito ao consumo e outros fins, ligeiro aumento da restritividade associada ao montante do empréstimo.

– Fatores: no crédito a empresas e, sobretudo, no crédito a particulares para aquisição de habitação, a concorrência de outras instituições bancárias contribuiu para reduzir os spreads.

  • Proporção de pedidos de empréstimo rejeitados: ligeiro aumento nos empréstimos a PME e nos empréstimos a particulares para o consumo e outros fins.
  • Expetativas: critérios de concessão praticamente inalterados no crédito a empresas e no crédito a particulares para aquisição de habitação e ligeiramente mais restritivos no crédito ao consumo e outros fins.

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(Gráfico: Banco de Portugal)

Procura:

  • Procura de empréstimos por parte de empresas: ligeira diminuição da procura, por parte das PME e das grandes empresas, sobretudo por empréstimos de longo prazo.

– Fatores: o nível geral das taxas de juro e a redução das necessidades de financiamento do investimento contribuíram para a diminuição da procura de empréstimos por empresas. No caso das PME, o recurso a geração interna de fundos como fonte de financiamento alternativa contribuiu ligeiramente para essa evolução, que foi compensada pelo aumento das necessidades de refinanciamento e renegociação da dívida.

  • Procura de empréstimos por parte de particulares: avaliação heterogénea por parte dos bancos da qual resultou uma ligeira diminuição da procura de empréstimos para aquisição de habitação. Ligeira diminuição da procura no segmento do consumo.

– Fatores: o nível geral das taxas de juro e, em menor grau, a da confiança dos consumidores e as perspetivas para o mercado de habitação contribuíram para reduzir a procura no segmento da habitação, que foi ligeiramente atenuada pelo aumento das necessidades de refinanciamento e renegociação da dívida. No segmento do consumo, o nível geral das taxas de juro, a confiança dos consumidores e, em menor grau, o recurso a poupanças contribuíram para a diminuição da procura.

  • Expetativas: procura de crédito sem alterações nas empresas, em resultado de avaliações contraditórias por parte dos bancos no segmento das PME e nos empréstimos de longo prazo; ligeira diminuição nos particulares.

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(Gráfico: Banco de Portugal)

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Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal  

Em novembro de 2023, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 806,7 mil milhões de euros, dos quais 357,2 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 449,5 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 299,6 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 150,0 mil milhões de euros aos Particulares. 

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 1,4 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 0,3 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 1,1 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 1,0 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 0,1 mil milhões de euros. 

Relativamente a novembro de 2022, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 6,0 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 4,6 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 1,4 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 2,2 mil milhões de euros e a redução do endividamento dos Particulares em 0,9 mil milhões de euros.

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Em novembro de 2023, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 0,8%, mais 0,8 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares aumentou de -0,4% para -0,3%.

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados. 

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

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Dívida Pública Zona Euro e União Europeia  – Eurostat   

Segundo o Eurostat, no 3.º trimestre de 2023, a Dívida Pública em percentagem do PIB no conjunto dos países da Zona Euro (EA20) situou-se em 89,9% (90,3% no 2.º trimestre de 2023) e na UE27 situou-se em 82,6% (83,0% no 2º trimestre de 2023). Em relação ao período homólogo (3.º trimestre de 2022) registou-se uma diminuição de 2,3 p.p. (pontos percentuais) da Dívida Pública da Zona Euro e uma diminuição de 2,0 p.p. na UE27. 

Em Portugal, a Dívida Pública em percentagem do PIB situou-se em 107,5% (118,4% no 3.º trimestre de 2022 e 110,0% no 2.º trimestre de 2023). 

Entre os Estados Membros, os que se destacaram com maiores rácios de Dívida Pública (em percentagem do PIB), no 3.º trimestre de 2023, foram a foram a Grécia (165,5%), Itália (140,6%), França (111,9%), Espanha (109,8%) e Portugal (107,5%). Em contrapartida a Estónia (18,2%), Bulgária (21,0%), Luxemburgo (25,7%), Suécia (29,7%) e Dinamarca (30,1%) apresentaram os rácios mais baixos de Dívida Pública.

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(Gráfico: Eurostat)

Em relação ao trimestre anterior, nove Estados-membros depararam-se com acréscimos de dívida e dezoito com uma diminuição. Destacam-se com os maiores aumentos a Bélgica (2,1 p.p.), Letónia (1,9 p.p.), Eslovénia (1,0 p.p.) e Roménia (0,8 p.p.), e com maiores diminuições o Chipre (-5,6 p.p.), Luxemburgo (-2,6 p.p.), Portugal (-2,5 p.p.), Croácia (-2,2 p.p.), Itália (-1,8 p.p.), Grécia (-1,6 p.p.), Espanha (-1,4 p.p.), Países Baixos e Eslováquia (ambos, -1,0 p.p.).

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(Gráfico: Eurostat)

Face ao 3.º trimestre de 2022, oito Estados-membros registaram um aumento do rácio da dívida pública e dezanove registaram decréscimos. Os aumentos verificaram-se na Bélgica (2,5 p.p.), Estónia (2,3 p.p.), Finlândia (2,0 p.p.), Letónia (1,3 p.p.), Eslováquia, Roménia e Luxemburgo (os três, 1,0 p.p.) e Lituânia (0,4 p.p.). Em contraste, a Grécia (-12,0 p.p.), Portugal (-10,9 p.p.), Chipre (-10,3 p.p.), Croácia (-5,5 p.p.), Irlanda (-4,9 p.p.), Espanha (-4,2 p.p.), Suécia (-4,0 p.p.), Áustria (-3,1 p.p.) e Eslovénia (-3,0 p.p.) registaram as maiores diminuições homólogas nos níveis de dívida pública (em % do PIB).

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(Gráfico: Eurostat)

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Défice Zona Euro e União Europeia – Eurostat  

No 3.º trimestre de 2023, o saldo orçamental, corrigido de efeitos de sazonalidade e em percentagem do PIB, da Zona Euro fixou-se em -2,8% do PIB (-4,0% no 3.º trimestre de 2022 e -3,0% no 2.º trimestre de 2023). O saldo da UE27 fixou-se em -2,8% do PIB (-3,8% no 3.º trimestre de 2022 e -3,0% no 2.º trimestre de 2023). 

No 3º trimestre de 2023, o saldo orçamental de Portugal, corrigido de efeitos de sazonalidade e em percentagem do PIB, fixou-se nos 2,5% do PIB (1,4% no 3.º trimestre de 2022 e 2,2% no 2.º trimestre de 2023).

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(Tabela: Eurostat)

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