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Estatísticas do Comércio Internacional de Bens – INE  

No período de janeiro de 2024 a março de 2024, as exportações de bens registaram uma diminuição de 4,2% face ao período homólogo. As importações de bens registaram, no mesmo período, uma diminuição de 6,3% em termos homólogos. Houve um desagravamento do défice da Balança Comercial em 829,4 milhões de euros no período analisado.

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Em março de 2024, as exportações e as importações de bens registaram variações homólogas nominais de -13,6% e -15,5%, respetivamente (2,6% e 1,7%, pela mesma ordem, em fevereiro de 2024).

No mês de março de 2024, destacaram-se os decréscimos nas exportações e nas importações de Fornecimentos industriais (-16,9% e -26,9%, respetivamente). De salientar, também, o decréscimo nas exportações de Material de transporte (-16,0%) e nas importações de Combustíveis e lubrificantes (-33,0%).

Excluindo os Combustíveis e lubrificantes, em março de 2024, as exportações diminuíram 13,6% e as importações decresceram 13,1% face a março de 2023 (respetivamente 1,8% e 2,9% em fevereiro de 2024).

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No período de janeiro de 2024 a março de 2024, a taxa de cobertura total foi de 77,6%, correspondendo a um acréscimo de 1,7 p.p. face ao mesmo período do ano anterior. No Comércio Intracomunitário a taxa de cobertura foi de 72,6%, no Comércio Extracomunitário foi de 93,3% e na Zona Euro foi de 70,9%.

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Em março de 2024, o Saldo de Bens por Grandes Categorias Económicas e Classes Básicas de Bens registou o valor de -1621,0 milhões de euros, destacando-se, no primeiro caso, a categoria de Máquinas com um valor de -485,8 milhões de euros e no segundo os Bens Intermédios com um valor de -819,3 milhões de euros.

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Caracterização do Ecossistema Industrial de Aeroespacial e Defesa em Portugal

Este trabalho insere-se na série “GEE – Estratégia Industrial Europeia e os Ecossistemas Industriais Estratégicos” – centrando-se no Ecossistema Industrial da Aeroespacial e Defesa em Portugal, tendo por base a nova Estratégia Industrial da União Europeia (UE), que identificou 14 Ecossistemas Industriais Estratégicos com base na relevância económica, tecnológica e potencial contributo para a dupla transição (verde e digital) e reforço da resiliência da economia da UE.

No contexto atual existe um conjunto de dependências da UE que, num futuro próximo, importa discutir. O Ecossistema da Aeroespacial e Defesa, que por sua vez se cruza com a política publica desenvolvida no âmbito da Economia de Defesa, e com diversos setores de atividade, apresenta um potencial relevante para o desempenho da e economia europeia e nacional.

A análise inclui um foco particular em áreas já acompanhadas pelo Gabinete de Estratégia e Estudos (GEE), destacando pilares essenciais para a análise da competitividade nacional, tendo por base o conceito europeu do ecossistema. Assim, o objetivo deste trabalho é analisar a competitividade do Ecossistema Industrial da Aeroespacial e Defesa (EIAD), considerando os fatores da competitividade. Para isso, são analisados três pilares centrais: (i) Recursos Humanos e Mercado de Trabalho, (ii) Inovação, Investigação e Desenvolvimento (I&D) e Empreendedorismo e (iii) Ambiente de Negócios.

A análise abrange a competitividade do ecossistema em Portugal bem como as medidas de política implementadas. O estudo enfatiza a importância do investimento contínuo em I&D, inovação e empreendedorismo, bem como a promoção da colaboração entre empresas, instituições de I&D e Estado, destacando, ainda, os principais fatores, políticas e desafios que podem impulsionar a competitividade e contribuir para o desenvolvimento sustentável da economia de defesa e, concomitantemente, da economia nacional.

Ecossistema Industrial de Aeroespacial e Defesa em Portugal

Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas na Indústria – INE  

Os Índices de Emprego e de Remunerações na Indústria registaram, em março de 2024, variações homólogas de -0,3% e 6,1%, respetivamente. O Índice de Emprego registou uma diminuição de 0,6 p.p. face à variação homóloga registada no mês precedente (0,3% no mês de fevereiro de 2024), enquanto o Índice de Remunerações diminuiu 1,5 p.p. em relação ao mês anterior (7,6% em fevereiro de 2024). O Índice de Horas Trabalhadas (dados brutos) na Indústria registou uma variação homóloga de -9,3% em março de 2024, diminuindo 11,7 p.p. face à registada em fevereiro de 2024.

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Índice de Volume de Negócios na Indústria – INE  

Em março de 2024, o Índice de Volume de Negócios na Indústria – Total (dados brutos) registou uma variação homóloga (VH) de -11,8%, diminuindo 11,3 p.p. em relação ao observado no mês de fevereiro de 2024 (-0,5% VH). Os agrupamentos de Bens de Consumo e de Bens Intermédios apresentaram uma variação homóloga de -10,3% e -16,3%, após terem registado variações de 4,7% e -5,0% respetivamente, no mês anterior. Os agrupamentos de Bens de Investimento e Energia apresentaram variações de -8,5% e -9,3%, após terem registado variações de 4,9% e -4,2% no mês precedente, pela mesma ordem.

As vendas para o mercado externo registaram, em março de 2024, uma variação homóloga de -13,9%, diminuindo 15,0 p.p. em comparação com o mês anterior (1,1%, VH). No mercado nacional, o índice diminuiu 9,0 p.p. em termos homólogos (-10,5% em março de 2024 face aos -1,5% registados em fevereiro de 2024).

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Estatísticas do Emprego – INE  

No 1º trimestre de 2024, a taxa de desemprego em Portugal foi estimada em 6,8%, superior em 0,2 pontos percentuais (p.p.) relativamente ao registado no trimestre anterior. Para o mesmo período, a população desempregada foi estimada em 368,2 mil indivíduos, registando um aumento de 3,8% face ao trimestre anterior. No período em análise, a população empregada fixou-se em 5019,7 mil indivíduos, mais 0,8% do que o verificado no trimestre anterior.

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Segundo a dimensão regional, a região com a taxa de desemprego mais alta foi Península de Setúbal com 8,1%, seguindo-se a região do Algarve com 7,8% e a Região Autónoma do Açores com 7,0%.

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(Tabela: INE)

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TE 123 – As Agendas Mobilizadoras do PRR como instrumento de inovação em rede: Enquadramento e ponto de situação

O Sistema de Incentivos (SI) “Agendas para a Inovação Empresarial”, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), tem como propósito apoiar os projetos de investimento que apresentam uma aposta diferenciadora de recuperação e de transformação do perfil de especialização da economia portuguesa.

Este Tema Económico apresenta uma caracterização deste instrumento, oferecendo um detalhe da adesão, do investimento e incentivo envolvidos, bem como uma análise ao nível dos consórcios elegíveis, composição do investimento e respetiva distribuição por eixo temático, com evidência do grau de execução financeira alcançado tendo por base os consórcios contratados.

TE 123 – As Agendas Mobilizadoras do PRR como instrumento de inovação em rede: Enquadramento e ponto de situação.pdf

Comércio a Retalho – Eurostat  

Em março de 2024, o volume do Comércio a Retalho, a preços constantes e ajustado de sazonalidade, aumentou 0,8% na Zona Euro (ZE20) e 1,2% na UE27, face ao mês anterior. Em fevereiro de 2024, o volume do Comércio a Retalho tinha registado variações de -0,3% na Zona Euro e -0,1% na UE27.

Portugal registou uma variação nula face ao mês anterior, o que compara com uma diminuição de 0,1% em fevereiro de 2024.

Comparando com o mês anterior e entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para março de 2024, os maiores aumentos foram registados na Polónia (7,3%), Chipre (4,8%) e Hungria (2,0%). As maiores diminuições ocorreram na Suécia (-1,8%), Malta (-1,0%) e Áustria (-0,8%).

Em termos homólogos, o volume do Comércio a Retalho aumentou 0,7% na Zona Euro e 2,0% na UE27, em março de 2024.

Portugal registou um aumento homóloga de 0,4%, após ter registado um aumento homólogo de 0,7% no mês anterior.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para março de 2024, os maiores aumentos do Comércio a Retalho em termos homólogos foram registados na Polónia (14,8%), Luxemburgo (10,3%) e Croácia (8,9%). As maiores reduções foram observadas na Bélgica (-4,6%), na Estónia (-2,3%) e na Áustria (-2,0%).

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(Gráfico: Eurostat)

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Taxa de Juro Novos Empréstimos e Novos Depósitos na Área Euro – BCE

No mês de março de 2024, a Taxa de Juro de Novos Empréstimos com maturidade original até 1 ano dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) fixou-se em 5,73%, aumentando 0,06 p.p. face ao mês anterior.

Relativamente a Espanha e Alemanha, as taxas de juro de Novos Empréstimos com maturidade original até 1 ano dos Bancos (IFM) às Empresas (SNF) passaram de 4,96% e 5,29% em fevereiro de 2024 para 5,04% e 5,33% em março de 2024, respetivamente.

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Em março de 2024, a Taxa de Juro de Novos Empréstimos dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) aumentou 0,09 p.p., de 5,61% para 5,70%. As Taxas de Juro de Novos Empréstimos com montantes até 0,25 milhão de euros e até 1 milhão de euros aumentaram para 6,20% e 5,89%, respetivamente, após terem registado valores de 6,10% e 5,82% no mês precedente, pela mesma ordem. Nos novos empréstimos acima de 1 milhão de euros a taxa de juro subiu para 5,41%, o que compara com 5,30% no mês anterior.

Os spreads das Taxas de Juro de Novos Empréstimos continuam em valores acima dos spreads médios da Zona Euro.

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No mês de março de 2024, a Taxa de Juro de Novos Depósitos (de prazo superior a 1 ano) dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) e Famílias fixou-se em 2,17%, diminuindo 0,19 p.p. face ao mês anterior. Neste mês, a diferença entre a Taxa de Juro de Novos Empréstimos e a Taxa de Juro de Novos Depósitos situou-se, assim, em 3,56 p.p.

Relativamente a Espanha, a taxa de juro de Novos Depósitos foi de 2,67%.

Observa-se, assim, um maior diferencial entre a Taxa de Juro de Novos Depósitos e a Taxa de Juro de Novos Empréstimos em Portugal relativamente a Espanha.

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Taxa de Desemprego – Eurostat

Em março de 2024, a taxa de desemprego (ajustada para a sazonalidade) estimada para Portugal foi 6,5%, diminuindo 0,1 p.p. em relação à percentagem registada no mês anterior (6,6%). Em termos homólogos, a taxa de desemprego registou uma diminuição de 0,3 p.p. (6,8%).

Para Espanha, a taxa de desemprego estimada, em março de 2024, situou-se em 11,7%, diminuindo 0,1 p.p. em relação ao mês anterior (11,8%) e apresentou uma variação de -0,9 p.p. face ao verificado no período homólogo (12,6%).

Para a Zona Euro, o Eurostat estima que a taxa de desemprego, em março de 2024, se tenha situado em 6,5%, mantendo-se constante em relação ao mês anterior (6,5%) e diminuindo 0,1 p.p. em termos homólogos (6,6%). Na UE27, a taxa de desemprego estimada foi 6,0%, diminuindo 0,1 p.p. relativamente ao mês anterior.

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Em março de 2024, o Eurostat estima que a taxa de desemprego <25 anos registada em Portugal tenha sido de 22,3%, diminuindo 0,1 p.p. em relação ao mês anterior. Em termos homólogos, registou uma subida de 2,8 p.p. (19,5%). Para o mesmo período, a taxa de desemprego ≥25 anos estimada foi 5,3%, diminuindo 0,1 p.p. relativamente ao mês precedente.

Para Espanha, a taxa de desemprego <25 anos estimada situou-se em 27,2%, em março de 2024, diminuindo 0,5 p.p. face ao mês anterior e registando uma variação de -2,2 p.p. face ao verificado no período homólogo (29,4%). Para o mesmo período, a taxa de desemprego ≥ 25 anos estimada foi 10,5%, diminuindo 0,1 p.p. em relação ao mês de fevereiro de 2024 (10,6%)

Para a Zona Euro, a taxa de desemprego <25 anos fixou-se, em março de 2024, nos 14,1%, diminuindo 0,3 p.p. em relação ao mês anterior. Para o mesmo período, a taxa de desemprego ≥25 anos estimada foi 5,7%, permanecendo inalterado em relação a fevereiro de 2024. Na UE27, a taxa de desemprego <25 anos foi 14,6%, diminuindo 0,1 p.p. em relação ao mês anterior, e a taxa de desemprego ≥25 anos foi 5,2%, o mesmo valor que no mês anterior.

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