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Inquérito de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores – INE

Em setembro de 2024, o Indicador de Clima Económico aumentou de 1,6 para 2,1 (%, vcs).

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Entre agosto e setembro de 2024, o Indicador de Confiança dos Serviços registou um aumento de -1,7 para 4,3 e o do Comércio aumentou de 0,4 para 0,9. No mesmo período, a Indústria Transformadora aumentou de -5,8 para -2,9 e a Construção e Obras Públicas registou uma diminuição de -3,3 para -3,8. O Indicador de Confiança dos Consumidores aumentou para -12,8 (sre, ve), em setembro de 2024 (-14,1 em agosto).

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Nota: sre – saldos de respostas extremas; ve – valores efetivos; vcs – valores corrigidos de sazonalidade.

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada a 22 de setembro, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade superior à observada nas semanas anteriores. Em 19 de setembro de 2024, o DEI (média móvel semanal) registou 5,2% (VH), que compara com 1,6% (VH) na semana anterior.

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Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Crédito ao Sector Privado – Banco de Portugal

Em agosto de 2024, o stock de empréstimos às Sociedades não Financeiras (SNF) registou um valor de 72,3 mil milhões de euros, diminuindo 637 milhões de euros em relação ao mês anterior e registando uma taxa de variação anual (TVA) de 0,0% (0,3% no mês anterior).

O stock de empréstimos a Particulares registou um valor de 130,3 mil milhões de euros, registando uma TVA de 2,2% (1,6% no mês anterior).

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A TVA dos empréstimos a particulares para habitação foi de 1,2%, aumentando 0,6 p.p. em relação ao mês anterior. A TVA dos empréstimos a particulares para consumo foi de 7,2%, aumentando 0,2 p.p. em relação ao mês anterior, e a TVA dos empréstimos a particulares para outros fins foi de 2,1%, aumentando 0,3 p.p. em relação ao mês anterior.

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De acordo com a mesma fonte, em agosto de 2024 o crédito vencido total, em percentagem do respectivo total de empréstimos, foi de 1,28% (1,23% no mês anterior). O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos às Sociedades não Financeiras passou de 2,00% para 2,10%. O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos aos Particulares fixou-se em 0,83% (0,80% no mês precedente).

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Em agosto de 2024, a maior percentagem no total de empréstimos às SNF está na Grande Lisboa (34,4%) e no Norte (30,2%).

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Em agosto de 2024, o maior valor de crédito vencido, em percentagem do respectivo total de empréstimos, foi na Península de Setúbal com 3,7% (3,6% no mês anterior).

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Interim Economic Outlook – OCDE

Segundo o Interim Economic Outlook divulgado hoje sob o título ” Turning the Corner”, o crescimento global deverá ser 3,2% em 2024 (previsão revista em alta em 0,1 pontos percentuais (p.p.) relativamente ao Economic Outlook de maio de 2024), mantendo-se em 3,2% em 2025.

A OCDE estima um crescimento para a Zona Euro de 0,7% em 2024 e 1,3% em 2025 (sem revisão para 2024 e revisão em baixa em 0,2 p.p. para 2025, relativamente ao Outlook de maio de 2024). Para o Reino Unido, a OCDE estima um crescimento de 1,1% em 2024 e de 1,2% em 2025.

Para os EUA, a OCDE estima um crescimento 2,6% em 2024 e de 1,6% in 2025 e para a China estima um crescimento de 4,9% em 2024 e 4,5% em 2025).

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(Tabela: OCDE)

A OCDE prevê que a inflação das economias G20 diminua de 5,4% em 2024 para 3,3% em 2025. Para a Zona Euro estima uma diminuição da inflação de 5,4% em 2023 para 2,4% em 2024 e 2,1% em 2025.

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(Tabela: OCDE)

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Estatísticas de Emprego – IEFP

Durante o mês de agosto de 2024, inscreveram-se nos Centros de Emprego 40 442 pessoas, o que representa uma variação mensal de -14,0% e uma variação homóloga de -2,5%. Durante este mês, foram efectuadas 5 627 colocações, o que corresponde a uma diminuição de -12,2% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de -16,6%.

No final do mês de agosto de 2024, estavam inscritos nos Centros de Emprego 313 421 indivíduos, o que corresponde a uma variação mensal de 2,7% (8 282 pessoas) e a uma variação homóloga de 6,1% (18 060 pessoas).

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(Tabela: IEFP)

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(Gráfico: IEFP)

Segundo a dimensão regional, as regiões que apresentaram uma diminuição do desemprego em termos homólogos foram os Açores (-11,9%) e a Madeira (-10,1%).

Comparativamente ao mês anterior, as maiores descidas no desemprego registaram-se na região do Algarve (-4,0%) e nos Açores (-2,3%).

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(Gráfico: IEFP)

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Contas Nacionais Anuais: Resultados finais de 2023 – INE

Em 2023 o valor do Produto Interno Bruto (PIB) foi 267 384 milhões de euros, tendo registado aumentos em volume de 7,0% e 2,5% em 2022 e 2023, respetivamente.

O INE divulga uma nova série de informação de Contas Nacionais anuais, tendo como referência o ano de 2021, que substitui a anterior base 2016. A base 2021 disponibiliza informação consistente e completa para o período 1995 a 2023, tendo os dados do último ano uma natureza preliminar.

A base 2021 incorpora nova informação de base relevante, com destaque para os resultados dos Censos 2021, do Inquérito às Despesas das Famílias 2022, a nova série da Balança de Pagamentos e a informação do e-fatura, como complemento à informação da Informação Empresarial Simplificada (IES). Foram também implementadas melhorias metodológicas, nomeadamente no processo de cálculo do Consumo de Capital Fixo, em conformidade com recomendações recentes do Eurostat, o ajustamento da delimitação setorial da economia, com maior incidência no setor das Instituições Sem Fins Lucrativos e a atualização dos modelos hedónicos de cálculo das rendas imputadas.

Comparativamente com os últimos resultados divulgados na base 2016 para o ano de 2021, aquele em que a natureza da informação é verdadeiramente comparável por serem dados finais em ambas as bases, o PIB foi revisto em +440,5 milhões de euros, equivalente a 0,2%. Para 2022, a revisão do PIB foi de 1 616 milhões de euros (0,7%). Note-se que os resultados agora divulgados para 2022 refletem não apenas a nova base de referência, mas sobretudo correspondem à versão final da informação, substituindo a anterior versão provisória.

A taxa de crescimento real do PIB foi agora estabelecida em 7,0% para 2022 e 2,5% para 2023, traduzindo revisões, em valor, de 0,7% face aos resultados anteriores. Em termos nominais, o PIB aumentou 12,7% em 2022 e 9,6% em 2023, que compara com crescimentos de 12,2% e 9,6% na versão anterior.

Com a base 2021, a economia portuguesa apresentou uma capacidade/necessidade de financiamento marginalmente melhor (0,1 p.p. do PIB em média anual) que na base anterior. Em 2021, o ano de referência, a capacidade de financiamento melhorou de 0,6 para 0,8 p.p.. No ano seguinte registou-se uma necessidade de financiamento equivalente a 1,3% do PIB em 2022, recuperando a capacidade de financiamento no ano seguinte, para 1,6% do PIB.

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(Tabela: INE)

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(Gráfico: INE)

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Procedimento dos Défices Excessivos – INE

De acordo com a 2ª notificação do Procedimento dos Défices Excessivos (PDE) de 2024, o saldo e a dívida das Administrações Públicas referentes ao ano de 2023 fixaram-se em 1,2% e 97,9%% do Produto Interno Bruto (PIB), respetivamente (o que compara com 1,2% e 99,1% na 1ª notificação de 2024). Estes valores comparam com -0,3% e 111,2% do PIB, respetivamente, em 2022.

Para 2024, prevê-se um saldo de 0,3% e uma dívida de 94,5% do PIB (o que compara com 0,2% e 95,1% na 1ª notificação de 2024).

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(Tabela: INE)

Nota: O INE, o Banco de Portugal e a Direção-Geral do Orçamento são responsáveis pelo reporte da notificação nos seguintes termos:

– Para 2023 e anos anteriores, a compilação da capacidade / necessidade líquida de financiamento é efetuada pelo INE e a dívida bruta é compilada pelo Banco de Portugal.

– Para o ano corrente (2024), as estimativas da capacidade / necessidade líquida de financiamento, da dívida bruta e do PIB nominal são da responsabilidade do Ministério das Finanças, tendo por base o cenário macroeconómico e orçamental apresentado no Programa de Estabilidade para 2024.

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Contas Nacionais Trimestrais por Sector Institucional – INE

No 2º trimestre de 2024, a capacidade líquida de financiamento da economia portuguesa fixou-se em 2,5% (ano acabado no trimestre para todos os dados) do Produto Interno Bruto (PIB), o que compara com 2,3% no ano acabado no trimestre anterior.

Para esta evolução, contribuiu o aumento da capacidade de financiamento das Famílias para 3,4% (mais 0,6 p.p. do que no trimestre anterior). O sector das Administrações Públicas registou um aumento da capacidade líquida de financiamento de 0,4 p.p. no ano acabado no 2º trimestre de 2024, relativamente ao ano terminado no trimestre anterior, atingindo 1,3% do PIB. O sector das Sociedades não Financeiras registou um agravamento da necessidade de financiamento no ano terminado no 2º trimestre de 2024 de 0,3 p.p. do PIB para 4,1%. As Sociedades Financeiras registaram uma registou uma diminuição da capacidade líquida de financiamento de 0,4 p.p., passando de 2,4% no 1º trimestre para 2,0% do PIB no 2º trimestre de 2024.

Tomando como referência valores trimestrais e não o ano acabado no trimestre, o saldo das AP no 2º trimestre de 2024 atingiu 1 754,0 milhões de euros, correspondendo a 2,5% do PIB, o que compara com 1,0% no período homólogo.

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O Rendimento Nacional Bruto fixou-se em 268.740 milhões de euros, registando uma taxa de variação em cadeia de 1,4%. O Rendimento Disponível Bruto apresentou igualmente uma taxa de variação em cadeia de 1,5%, superior à do PIB em 0,2 p.p., fixando-se em 273.983 milhões de euros.

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No 2º trimestre de 2024, o Investimento Bruto da economia portuguesa apresentou uma redução de 0,1 p.p. para 20,2% do PIB e a Poupança Bruta registou um aumento de 0,2 p.p. para 21,3% do PIB.

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No 2º trimestre de 2024, a variação real e nominal dos custos do trabalho por unidade produzida da economia portuguesa foram 7,4% e 1,8% (VH, mm4), respetivamente, o que compara com 7,3% e 1,0% (VH, mm4) registados no ano acabado no trimestre anterior.

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Ethics and Responsibility in Artificial Intelligence: A Global Perspective and Portugal’s AI Governance

This paper explores the relation of Artificial Intelligence (AI), ethics, and responsibility in the contemporary era. It investigates global AI regulatory frameworks, particularly focusing on Portugal’s approach, and considers the urgent need for ethical considerations in AI development. The paper aims to answer the three key research questions: 1 – How do global AI regulatory frameworks influence ethical considerations and responsibilities in AI development, and how does Portugal’s approach compare?; 2 – What is the role of Chief Ethical Officers (CEOs) in promoting ethical AI practices within organizations, contributing to risk mitigation and user trust?; 3 – Where does the responsibility lie in ensuring the ethical development and use of AI, and how can a distributed responsibility model be established among AI stakeholders and organizations?. It also emphasizes the importance of AI regulation and its implications for both organizations and consumers. It seeks to provide insights into Portugal’s regulatory approach, considering economic factors and the broader global context, and highlights the opportunities and challenges presented by AI regulation. Ultimately, the paper aims to contribute on AI governance, making a comparison between innovation and responsibility, with a focus on ethics. In order to support these findings, it was conducted a small case study to Portuguese AI users, working in a portuguese organization.

 

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Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal

Em julho de 2024, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 808,8 mil milhões de euros, dos quais 363,3 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 445,4 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 292,6 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 152,8 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro diminuiu 2,5 mil milhões de euros, fruto de um decréscimo de 3,6 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 1,0 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 0,7 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 0,3 mil milhões de euros.

Relativamente a julho de 2023, o endividamento do Sector Não Financeiro diminuiu 1,8 mil milhões de euros, fruto de um decréscimo de 2,4 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 0,6 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se a redução do endividamento das Empresas em 1,5 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 2,1 mil milhões de euros.

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Em julho de 2024, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 3,0%, menos 0,2 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares aumentou de 1,2% para 1,5%.

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

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