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Inflação – IHPC – Eurostat

Em novembro de 2024, a taxa de inflação anual (variação homóloga (VH)) em Portugal, medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), situou-se em 2,7%, superior em 0,1 pontos percentuais (p.p.). ao mês anterior. Este valor representa uma variação mensal de -1,0% entre outubro e novembro de 2024.

Na Zona Euro, a taxa de inflação anual (VH) situou-se em 2,2%, aumentando 0,2 p.p. face ao mês anterior. A taxa de inflação anual da UE27 situou-se em 2,5% (VH) em novembro de 2024, aumentando em 0,2 p.p. face ao valor de outubro. A variação mensal do índice situou-se em -0,3% e -0,2% na Zona Euro e na UE27, respetivamente.

A taxa de variação da média anual dos últimos 12 meses do IHPC foi de 2,6% para Portugal, de 2,4% para a Zona Euro e 2,7% para a UE27.

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Índice de Preços na Produção Industrial – INE

Em novembro de 2024, o Índice de Preços na Produção Industrial registou uma variação homóloga de 1,1%, mais 1,0 p.p. face ao registado no mês anterior (0,1%).

O agrupamento de Energia, apresentou uma variação homóloga de 4,7%, mais 9,1 p.p. face à variação verificada no mês de outubro de 2024 (-4,4%). Os agrupamentos de Bens de Consumo e Bens Intermédios apresentaram variações homólogas de 0,0% e 0,6%, respetivamente, o que compara com as variações de 1,2% e 1,3%, registadas no mês anterior. O agrupamento de Bens Investimento registou uma variação homóloga de 1,0% (0,1 % no mês anterior).

O índice relativo à secção das Indústrias Transformadoras registou variações de -0,8% em termos homólogos (-0,7% no mês anterior) e de -0,6% em termos mensais (-0,4% em novembro de 2023).

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O Índice de Preços na Produção Industrial registou um valor de 119,1 pontos em novembro de 2024, mais 0,3 pontos em relação ao mês precedente. O agrupamento de Bens Intermédios diminuiu 1,1 pontos para 116,5 pontos. O agrupamento de Bens de Energia aumentou 5,8 pontos para 118,3 pontos. O agrupamento de Bens de Investimento aumentou 0,5 pontos face ao mês anterior para 110,4 pontos, enquanto os de Bens de Consumo registaram menos 1,2 pontos, passando de 127,8 pontos em outubro para 126,6 em novembro.

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Síntese Económica de Conjuntura – INE

O Indicador de Clima Económico, publicado pelo INE, registou 2,8% em novembro de 2024, que compara com 2,5% registado no mês anterior. O Indicador de Atividade Económica, em outubro de 2024, registou o valor de 2,5% (VH), superior em 0,5 p.p. em relação ao mês anterior (2,0%, VH).

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No mesmo mês, a opinião dos empresários sobre a Carteira de Encomendas Externa registou um valor de -13,9 (sre/ve), que compara com o valor de -14,7 (sre/ve) registado no mês anterior.

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Ainda em novembro de 2024, a variação do Índice de Preços no Consumidor para os bens foi de 1,2% (VH) e para os serviços foi de 4,3% (VH). Estes valores comparam com 1,0% (VH) e 4,3% (VH) registados no mês de outubro de 2024, respetivamente.

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Nota: sre – saldo de respostas extremas; ve – valores efectivos.

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Comércio Internacional – Eurostat

Segundo o Eurostat, entre janeiro e outubro de 2024, a Balança de Bens da Zona Euro com o resto do mundo registou um excedente de 143,3 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 22,7 mil milhões de euros no período homólogo. Neste período, as exportações de bens para fora da Zona Euro aumentaram 0,5% (VHA) face ao período homólogo e o comércio dentro da Zona Euro diminuiu -3,1% (VHA).

No período em análise, a Balança de Bens da UE27 com o resto do mundo registou um excedente de 119,7 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 1,1 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens da UE27 para o resto do mundo aumentaram 0,9% (VHA) neste período e o comércio dentro da região diminuiu 2,4% (VHA).

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(Gráficos: Eurostat)

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Emissões de Títulos de Dívida – Banco de Portugal

Em novembro de 2024, as emissões líquidas de títulos de dívida por residentes ascenderam a -1 543 milhões de euros, o que compara com um valor de -1 119 milhões de euros no mês anterior. As emissões líquidas de títulos de dívida por Sociedades não Financeiras atingiram o valor de 373 milhões de euros (159 milhões de euros registados no mês anterior).

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No final de novembro de 2024, o saldo total de títulos de dívida emitidos por residentes ascendeu a 300 644 milhões de euros, aumentando 1151 milhões de euros face ao mês anterior e registando uma variação homóloga de 10,4%.

O saldo de títulos de dívida emitidos por Sociedades não Financeiras ascendeu a 43 248 milhões de euros, aumentando 478 milhões de euros face ao mês anterior e registando uma variação homóloga de 9,4%.

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Contas Regionais – INE

O INE divulgou hoje as Contas Regionais finais de 2021 e 2022 e preliminares de 2023, consistentes com as Contas Nacionais Anuais e Trimestrais, publicadas em 23 de setembro de 2024.

Os resultados agora divulgados em base 2021 refletem não só a nova base de referência das contas nacionais, como a alteração da geografia territorial NUTS2024, em substituição da NUTS2013.

Em 2023, o crescimento real de 2,5% do PIB do país traduziu-se em crescimentos em todas as regiões, mais acentuados na Região Autónoma da Madeira (4,5%), na Região Autónoma dos Açores (3,4%), no Algarve e Grande Lisboa (ambas com 3,3%) e na região do Oeste e Vale do Tejo (2,9%). A região Norte (2,3%), a Península e Setúbal (1,7%) e o Centro (1,4%) apresentaram crescimentos mais moderados, tendo o Alentejo registado o desempenho mais fraco (0,4%).

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(Tabela: INE)

O PIB, em volume, cresceu em todas as regiões em 2022, com o Algarve (20,7%) e a Região Autónoma da Madeira (16,5%) claramente acima do país (7,0%), seguidos da Grande Lisboa (9,1%). A Região Autónoma dos Açores (6,3%), a Península de Setúbal (5,6%), o Norte (5,2%), o Centro e a região Oeste e Vale do Tejo (ambas com 4,1%), registaram um crescimento mais moderado, mas próximo do país, enquanto o Alentejo (1,7%) apresentou o crescimento mais ténue.

Em 2022, o diferencial entre a região com maior e menor índice de PIB per capita, Rendimento Primário Bruto per capita e Rendimento Disponível Bruto per capita, foi de 87 p.p., 37 p.p. e 34 p.p., respetivamente, verificando-se um ligeiro agravamento na disparidade dos três indicadores em relação a 2021. A nova geografia territorial (NUTS2024), que desagrega a anterior Área Metropolitana de Lisboa em Grande Lisboa e Península de Setúbal, regiões que apresentam o maior e o menor índice do PIB per capita, conduziu a um agravamento da disparidade regional, que passou de 44 p.p. na NUTS2013 para 87 p.p. na NUTS2024 em 2022 (aumentando para 90 p.p. em 2023 na nova geografia). A disparidade dos rendimentos das famílias é significativamente inferior à do PIB per capita, devido à correção dos movimentos pendulares que existe na afetação do rendimento disponível, fundamentalmente devido às remunerações, que refletem o local de residência e não o local de trabalho.

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(Tabela: INE)

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Paridades de Poder de Compra – INE

Tendo como referência a informação sobre preços de um cabaz comum de bens e serviços de 36 países europeus, compilada e trabalhada centralmente, o EUROSTAT calcula indicadores de Paridades de Poder de Compra (PPC), determinado num numerário artificial comum – o Purchasing Power Standard (PPS), com o objetivo de apresentar estimativas para os agregados da despesa ajustados das diferenças de preços relativos. Entre as diversas utilizações desta informação, salienta-se a da identificação das regiões suscetíveis de beneficiarem dos Fundos Estruturais.

Em 2023, o Produto Interno Bruto per capita de Portugal, expresso em Paridades de Poder de Compra (PPC), situou-se em 80,5% da média da União Europeia, valor superior em 3,1 pontos percentuais (p.p.) ao registado em 2022 (77,4%). Portugal ocupava, assim, a 15ª posição entre os 20 países da Zona Euro e a 18ª da União Europeia (16ª e 20ª em 2022, respetivamente).

Em 2023, Portugal subiu duas posições no conjunto dos países da EU ultrapassando a Estónia e a Polónia.

Observa-se uma elevada dispersão do indicador de volume do PIBpc medido em PPC nos 27 Estados-Membros da UE. O Luxemburgo (236,8) apresenta o índice mais elevado entre os 36 países, correspondendo a mais de duas vezes a média da UE27 e quase 4 vezes superior ao da Bulgária (63,8), o país da UE com o valor mais baixo. O coeficiente de variação do PIBpc nos 36 países considerados no exercício situou-se em 44,9%, valor inferior ao que se registou em 2022 (50,7%).

Enquanto o PIBpc é, principalmente, um indicador de actividade económica, a Despesa de Consumo Individual per capita (DCIpc) é um indicador mais apropriado para refletir o bem-estar das famílias. Devido aos efeitos da redistribuição do rendimento, a dispersão da DCIpc é menor que a evidenciada pelo PIBpc.

A DCIpc para Portugal fixou-se em 85,0% da média da União Europeia, 0,3 p.p. inferior ao observado no ano anterior, ocupando a 15ª posição na Zona Euro e a 18ª na União Europeia (14ª e 17ª posições, respetivamente, no exercício anterior).

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(Gráfico: INE)

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(Tabela: INE)

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Índice de Custo do Trabalho – Eurostat

De acordo com a estimativa divulgada pelo Eurostat, no 3º trimestre de 2024, Portugal registou um aumento no Índice de Custo do Trabalho, medido por hora trabalhada, de 8,4% em relação ao período homólogo.

Este valor explica-se pelo aumento, em termos nominais, dos salários (8,4%) e pelo aumento dos outros custos salariais (8,2%). Em termos de sectores, o sector público registou um aumento de 8,7% e o sector privado registou um aumento de 8,2%, sendo que a Indústria registou um aumento de 10,4% (VH), a Construção registou um aumento de 8,6% (VH) e os Serviços um aumento de 7,1% (VH).

No período em análise, o Índice de Custo do Trabalho aumentou 4,6% (VH) na Zona Euro e 5,1% (VH) na UE.

No 3º trimestre de 2024, em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, os maiores aumentos nos custos salariais horários para toda a economia foram registados na Roménia (17,1%), Croácia (15,1%), Hungria (14,1%), Bulgária (12,7%) e Letónia (12,6%). Mais três Estados-Membros da UE registaram um aumento igual ou superior a 10%, nomeadamente: Polónia (12,0%), Lituânia (11,0%) e Áustria (10,0%), enquanto a Grécia registou uma diminuição (-2,9%).

Os custos laborais aumentaram, assim, na maioria dos países da União Europeia, no 3º trimestre de 2024.

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(Gráfico: Eurostat)

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Vendas de Cimento – Banco de Portugal

O Índice de Vendas de Cimento registou, em novembro de 2024, uma variação homóloga de -0,9%, o que se traduz numa diminuição de 9,4 p.p. face ao mês precedente (8,5%). No mês em análise, o Índice de Vendas de Cimento atingiu um valor de 56,8 pontos, o que compara com 61,4 pontos no mês anterior e 57,3 pontos em novembro de 2023.

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Índice de Produção Industrial – Eurostat

Em outubro de 2024, a produção no sector industrial, ajustada de dias úteis, registou variações de 0,0% na Zona Euro e 0,3% na UE, face ao mês anterior. Em setembro de 2024, a produção industrial tinha registado variações de -1,5% na Zona Euro e de -1,4% na UE. Portugal registou um aumento de 3,1% face ao mês anterior, o que compara com um aumento de 3,0% em setembro de 2024.

Comparando com o mês anterior e entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para outubro de 2024, os maiores aumentos ocorreram na Irlanda (5,7%), Dinamarca (5,4%) e Polónia (3,5%). As maiores diminuições foram registadas na Lituânia (-7,5%), Bélgica (-6,2%) e Croácia (-3,9%).

Em termos homólogos, a produção industrial registou variações de -1,2% na Zona Euro e -0,8% na UE, em outubro de 2024. Portugal registou um aumento de 3,6%, após ter registado um aumento de 2,5% no mês anterior.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para outubro de 2024, as maiores subidas foram registadas na Irlanda (15,2%), Dinamarca (8,6%) e Malta (6,2%). As maiores descidas da produção no sector industrial em termos homólogos foram registadas na Bélgica (-7,9%), Alemanha (-4,9%) e Itália (-3,6%).

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(Gráficos: Eurostat)

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