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Indicadores de Sentimento Económico – Comissão Europeia

Em abril de 2025, o Indicador de Sentimento Económico (ISE – sre, ajustado de sazonalidade) para Portugal registou um valor de 101,4 pontos, o que compara com o valor de 102,6 pontos verificado em março de 2025.

Para a evolução negativa contribuíram os sectores do Comércio a Retalho (de 3,7 para 2,0), dos Serviços (de 3,3 para 2,5) e da Construção (de 3,1 para 2,6), ao contrário da Indústria (de -5,1 para -4,6 pontos). Para o mesmo período, o Indicador de Confiança dos Consumidores diminuiu de -18,4 para -20,4.

No mês em análise, o ISE registou uma diminuição de 1,4 pontos na União Europeia (de 95,8 pontos em março para 94,4 pontos em abril), enquanto a Zona Euro apresentou uma diminuição de 1,4 pontos (de 95,0 pontos em março para 93,6 pontos em abril).

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Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação – INE

Em março de 2025, o valor mediano de avaliação bancária da habitação no total do país fixou-se em 1 847 euros/m2, o que corresponde a um aumento de 2,0% face ao mês anterior e a um aumento de 16,9% em termos homólogos.

No mesmo mês, o valor mediano da avaliação bancária dos Apartamentos foi de 2 071 euros/m2, registando um aumento de 1,9% em relação ao mês anterior e um aumento 17,7% em relação ao período homólogo. O valor mediano da avaliação bancária das Moradias fixou-se em 1 369 euros/m2, aumentando 1,6% face ao mês precedente e aumentando 10,5% em termos homólogos.

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Numa análise regional (NUTS II), registaram-se as seguintes variações em cadeia: Norte (2,6%); Centro (1,6%); Oeste e Vale do Tejo (1,3%); Grande Lisboa (1,6%); Península de Setúbal (2,7%); Alentejo (3,7%); Algarve (3,0%); Região Autónoma dos Açores (2,0%) e Região Autónoma da Madeira (2,5%).

Em termos homólogos, verificaram-se as seguintes variações: Norte (15,2%); Centro (12,3%); Oeste e Vale do Tejo (14,6%); Grande Lisboa (17,5%); Península de Setúbal (18,5%); Alentejo (9,8%); Algarve (15,6%); Região Autónoma dos Açores (8,2%) e Região Autónoma da Madeira (19,4%).   

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Estatísticas do Comércio Internacional – Estimativa Rápida – INE

A estimativa rápida do Comércio Internacional de bens do 1º trimestre de 2025 aponta para acréscimos nas exportações e importações de, respetivamente, 7,8% e 7,1%, em termos nominais e em relação ao período homólogo.

No entanto, é importante referir que estas variações refletem, tal como aconteceu nos trimestres anteriores e em especial nas exportações, acréscimos nas transações de bens com vista a ou na sequência de trabalhos por encomenda, sem mudança de propriedade1.

As transações de bens aumentam, assim, pelo terceiro trimestre consecutivo, acelerando face ao anterior, em que as variações homólogas foram de 3,9% nas exportações e 6,2% nas importações.

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(Gráfico: INE)

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Inquérito de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores – INE

Em abril de 2025, o Indicador de Clima Económico aumentou de 2,1 para 2,2 (%, vcs).

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Entre março e abril de 2025, o Indicador de Confiança dos Serviços registou uma diminuição de 3,6 para 1,0 e o do Comércio permaneceu inalterado em 3,6. No mesmo período, a Indústria Transformadora aumentou de -5,4 para -5,0 e a Construção e Obras Públicas registou uma diminuição de 3,3 para 2,9. O Indicador de Confiança dos Consumidores diminuiu para -20,6 (sre, ve) em abril de 2025 (-18,0 em março de 2025).

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Nota: sre – saldos de respostas extremas; ve – valores efetivos; vcs – valores corrigidos de sazonalidade.

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada a 20 de abril, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade superior à observada na semana anterior. Em 17 de abril de 2025, o DEI (média móvel semanal) registou 3,2% (VH), que compara com -1,5% (VH) na semana anterior.

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Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Comércio Internacional – Eurostat

Segundo o Eurostat, entre janeiro e fevereiro de 2025, a Balança de Bens da Zona Euro com o resto do mundo registou um excedente de 24,8 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 32,3 mil milhões de euros no período homólogo. Neste período, as exportações de bens para fora da Zona Euro aumentaram 4,5% (VHA) face ao período homólogo e o comércio dentro da Zona Euro aumentou 0,2% (VHA).

No período em análise, a Balança de Bens da UE27 com o resto do mundo registou um excedente de 17,4 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 28,5 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens da UE27 para o resto do mundo aumentaram 5,8% (VHA) neste período e o comércio dentro da região diminuiu 0,0% (VHA).

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(Gráficos: Eurostat)

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Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal

Em fevereiro de 2025, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 820,5 mil milhões de euros, dos quais 363,1 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 457,4 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 297,0 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 160,3 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 1,2 mil milhões de euros, fruto de um aumento de 1,2 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 0,3 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 0,8 mil milhões de euros.

Relativamente a fevereiro de 2024, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 18,8 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 10,5 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 8,3 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 1,7 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 6,6 mil milhões de euros.

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Em fevereiro de 2025, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 0,5%, menos 0,2 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares aumentou de 4,0% para 4,5%.

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

 

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Dívida Pública Zona Euro e União Europeia – Eurostat

Segundo o Eurostat, no 4º trimestre de 2024, a Dívida Pública em percentagem do PIB no conjunto dos países da Zona Euro situou-se em 87,4% (88,1% no 3º trimestre de 2024) e na UE situou-se em 81,0% (81,6% no 3º trimestre de 2024). Em relação ao período homólogo (4º trimestre de 2023) registou-se um aumento de 0,1 p.p. (pontos percentuais) da Dívida Pública da Zona Euro e um aumento de 0,2 p.p. na UE.

Em Portugal, a Dívida Pública em percentagem do PIB situou-se em 94,9% (97,1% no 3º trimestre de 2024 e 97,7% no 4º trimestre de 2023).

Entre os Estados Membros, os que se destacaram com maiores rácios de Dívida Pública (em percentagem do PIB), no 4º trimestre de 2024, foram a Grécia (153,6%), Itália (135,3%), França (113,0%), Bélgica (104,7%) e Espanha (101,8%), Em contrapartida, a Estónia (23,6%), Bulgária (24,1%) e Luxemburgo (26,3%) apresentaram os rácios mais baixos de Dívida Pública.

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(Gráfico: Eurostat)

Em relação ao trimestre anterior, oito Estados-Membros registaram um aumento no seu rácio dívida/PIB no final do 4º trimestre de 2024, dezoito registaram uma diminuição e o rácio permaneceu estável na Finlândia. Os maiores aumentos no rácio foram observados na Polónia (2,0 pontos percentuais – pp), Roménia e Suécia (ambas 1,6 pp), Malta (1,5 pp) e Países Baixos (1,2 pp). As maiores diminuições registaram-se na Grécia (-4,7 pp), Chipre (-4,1 pp), Espanha (-2,5 pp), Dinamarca (-2,3 pp), Portugal (-2,2 pp), Hungria (-2,1 pp) e Croácia (-2,0 pp).

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(Gráfico: Eurostat)

Em comparação com o trimestre homólogo, dezasseis Estados-Membros registaram um aumento no seu rácio dívida/PIB, no final do 4º trimestre de 2024, onze Estados-Membros registaram uma diminuição. Os maiores aumentos no rácio foram registados na Roménia (5,9 pp), Polónia (5,7 pp), Finlândia (4,5 pp), Eslováquia (3,6 pp), Estónia (3,4 pp), Áustria (3,3 pp) e França (3,2 pp). As maiores diminuições foram observadas na Grécia (-10,3 pp), Chipre (-8,6 pp), Croácia (-4,3 pp), Espanha (-3,3 pp), Portugal (-2,8 pp), Dinamarca (-2,5 pp) e Irlanda (-2,4 pp).

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(Gráfico: Eurostat)

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Défice Zona Euro e União Europeia – Eurostat

No 4º trimestre de 2024, o saldo orçamental, corrigido de efeitos de sazonalidade e em percentagem do PIB, da Zona Euro fixou-se em -3,2% do PIB (-2,8% no 3º trimestre de 2024 e -4,0% no 4º trimestre de 2023). O saldo da UE27 fixou-se em -3,4% do PIB (-3,0% no 3º trimestre de 2024 e -3,9% no 4º trimestre de 2023).

No 4º trimestre de 2024, o saldo orçamental de Portugal, corrigido de efeitos de sazonalidade e em percentagem do PIB, fixou-se nos -0,6% do PIB (0,3% no 3º trimestre de 2024 e -1,3% no 4º trimestre de 2023).

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(Tabela: Eurostat)

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Défice e Dívida Geral das Administrações Públicas – 1ª Notificação – Eurostat

Segundo a 1ª notificação do Eurostat, em 2024 Portugal apresentou um superavit orçamental de 0,7% do PIB e uma dívida pública de 94,9% do PIB (270 723 milhões de euros).

A Zona Euro registou, em 2024, um défice de 3,1% e uma dívida pública de 87,4% do PIB. A UE27 registou, no mesmo período, um défice de 3,2% e uma dívida pública de 81,0% do PIB.

Em 2024, todos os Estados-Membros, exceto a Dinamarca (+4,5%), a Irlanda e Chipre (ambos +4,3%), a Grécia (+1,3%), o Luxemburgo (+1,0) e Portugal (+0,7%), reportaram um défice. Os défices mais elevados foram registados na Roménia (-9,3%), Polónia (-6,6%), França (-5,8%) e Eslováquia (-5,3%). Doze Estados-Membros registaram défices iguais ou superiores a 3% do PIB.

No final de 2024, os rácios mais baixos da dívida pública em relação ao PIB foram registados na Estónia (23,6%), Bulgária (24,1%), Luxemburgo (26,3%), Dinamarca (31,1%), Suécia (33,5%) e Lituânia (38,2%). Doze Estados-Membros apresentavam rácios da dívida pública superiores a 60% do PIB, sendo os mais elevados registados na Grécia (153,6%), Itália (135,3%), França (113,0%), Bélgica (104,7%) e Espanha (101,8%).

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(Tabela: Eurostat)

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