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Índice de Preços na Produção Industrial – INE

Em maio de 2025, o Índice de Preços na Produção Industrial registou uma variação homóloga de -3,1%, menos 0,4 pp face ao registado no mês anterior (-2,6%).

O agrupamento de Energia, apresentou uma variação homóloga de -7,2%, menos 1,6 pp face à variação verificada no mês de abril de 2025 (-5,6%). Os agrupamentos de Bens de Consumo e Bens Intermédios apresentaram variações homólogas de -3,4% e -2,4%, respetivamente, o que compara com as variações de -3,3% e -1,9%, registadas no mês anterior. O agrupamento de Bens Investimento registou uma variação homóloga de 0,9% (0,7 % no mês anterior).

O índice relativo à secção das Indústrias Transformadoras registou variações de -3,4% em termos homólogos (-3,4% no mês anterior) e de -0,1% em termos mensais (-0,1% em maio de 2024).

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O Índice de Preços na Produção Industrial registou um valor de 115,1 pontos em maio de 2025, menos 0,1 pontos em relação ao mês precedente. O agrupamento de Bens Intermédios diminuiu 0,3 pontos para 115,2 pontos. O agrupamento de Bens de Energia diminuiu 0,6 pontos para 100,4 pontos. O agrupamento de Bens de Investimento aumentou 0,3 pontos face ao mês anterior para 111,5 pontos, enquanto os de Bens de Consumo registaram mais 0,1 pontos, passando de 124,6 pontos em abril para 124,7 em maio.

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Inflação – IHPC – Eurostat

Em maio de 2025, a taxa de inflação anual (variação homóloga (VH)) em Portugal, medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), situou-se em 1,7%, inferior em 0,4 pontos percentuais (p.p.). ao mês anterior. Este valor representa uma variação mensal de 0,6% entre abril e maio de 2025.

Na Zona Euro, a taxa de inflação anual (VH) situou-se em 1,9%, diminuindo 0,3 p.p. face ao mês anterior. A taxa de inflação anual da UE27 situou-se em 2,2% (VH) em maio de 2025, diminuindo em 0,2 p.p. face ao valor de abril. A variação mensal do índice situou-se em 0,0% e 0,0% na Zona Euro e na UE27, respetivamente.

A taxa de variação da média anual dos últimos 12 meses do IHPC foi de 2,4% para Portugal, de 2,2% para a Zona Euro e 2,5% para a UE27.

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Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação – INE

Em maio de 2025, a Taxa de Juro Implícita no Crédito à Habitação fixou-se em 3,570%, registando uma diminuição de 0,093 pontos percentuais (pp) em relação ao mês anterior (3,663%).

A taxa de juro implícita nos contratos celebrados nos últimos 3 meses diminuiu para 3,057%, o que compara com 3,060% em abril de 2025.

O valor médio do capital em dívida fixou-se em 71 042 euros, registando um aumento de 629 euros face ao mês anterior (70 413 euros).

Considerando a totalidade dos contratos, o valor médio da prestação mensal fixou-se em 395 euros em maio de 2025, menos 1 euro que em abril de 2025 e menos 9 euros que em maio de 2024. Deste valor, 210 euros (53%) correspondem a pagamento de juros e 185 euros (47%) a capital amortizado. Em maio de 2024, a componente de juros representava 61% do valor médio da prestação.

Em maio de 2025, o valor médio da prestação vencida total nos contratos celebrados nos últimos 3 meses fixou-se em 641 euros, o que equivale a um aumento de 20 euros relação ao mês anterior (621 euros).

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Investimento Direto – Banco de Portugal

Em abril de 2025, o investimento directo em empresas em Portugal registou transacções de 37 milhões de euros (-404 milhões de euros no mês anterior). O investimento directo de Portugal feito em empresas no estrangeiro foi de -448 milhões de euros (259 milhões de euros no mês anterior).

O saldo do Investimento Directo (transacções), ou seja, a diferença entre o investimento feito em empresas no estrangeiro e o investimento em empresas em Portugal, foi de -484 milhões de euros, diminuindo 1147 milhões de euros face ao mês anterior.

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De janeiro a abril de 2025, as transacções acumuladas do Investimento Directo em empresas em Portugal foram de -1776 milhões de euros, que compara com 1667 milhões de euros no período homólogo.

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Nota: Investimento Direto é a categoria de investimento através da qual um investidor tem o controlo ou grau de influência significativa (controlo direto, com 50% dos direitos de voto, ou indirecto, entre 10% e 50% dos direitos de voto) na gestão de uma empresa doutra economia. Os activos incluem o investimento feito por residentes em empresas residentes no exterior e os passivos incluem o investimento de não residentes em empresas residentes em Portugal. Inclui investimento em imobiliário (propriedades e casas) para uso pessoal e arrendamento.

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Balança Financeira – Banco de Portugal

Em abril de 2025, a Balança Financeira registou um saldo de 272 milhões de euros, diminuindo 482 milhões de euros em relação ao mês anterior.

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De janeiro a abril de 2025, o saldo acumulado da Balança Financeira foi 1487 milhões de euros, que compara com 3275 milhões de euros no período homólogo.

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Nota: A Balança Financeira regista as transações que envolvem ativos financeiros sobre o exterior detidos por residentes em Portugal e as transações que envolvem passivos financeiros dos residentes detidos por não residentes. Desde a entrada em vigor da norma BPM6, do FMI, é apresentada em termos de “variação líquida de ativos” e de “variação líquida de passivos”.

Na balança financeira, os registos a débito e a crédito têm diferentes interpretações consoante dizem respeito a ativos ou a passivos. Por um lado, um crédito (entrada de dinheiro) traduz uma redução de ativos ou um aumento de passivos, enquanto um débito (saída de dinheiro) traduz um aumento de ativos ou uma redução de passivos.

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Balança de Bens e Serviços – Banco de Portugal

Em abril de 2025, as exportações e as importações de bens e serviços registaram variações homólogas de -1,1% e de -2,3%, respetivamente, valores que comparam com variações homólogas no mês anterior de 2,1% para as exportações e de 9,3% para as importações. No mês em análise, a taxa de cobertura das importações pelas exportações de bens e serviços situou-se em 101,8%. Ainda em abril de 2025, as exportações e importações de bens registaram variações homólogas de -6,9% e de -2,0%, respetivamente. No mesmo mês, as exportações de serviços registaram uma variação homóloga de 7,5% e as importações de serviços registaram uma variação homóloga de -3,4%.

De janeiro a abril de 2025, as exportações e as importações de bens e serviços registaram variações homólogas de 1,4% e de 4,2%, respetivamente. A taxa de cobertura das importações pelas exportações de bens e serviços situou-se em 100,2%. Para o mesmo período, as exportações e importações de bens registaram variações homólogas de -1,3% e de 4,6%, respetivamente. No período em análise, as exportações de serviços registaram uma variação homóloga de 5,6% e as importações de serviços registaram uma variação homóloga de 2,6%.

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Balança Corrente e de Capital – Banco de Portugal

Em abril de 2025, as Balanças Corrente e de Capital registaram um excedente de 472 milhões de euros, aumentando 209 milhões de euros em relação ao mês anterior.

A Balança Corrente registou um saldo de 191 milhões de euros, aumentando 365 milhões de euros face ao mês anterior, passando de uma situação de défice para uma situação de excedente.

No mês em análise, o saldo da Balança de Capital diminuiu 156 milhões de euros em relação ao mês anterior, fixando-se em 282 milhões de euros.

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Entre janeiro e abril de 2025, o saldo acumulado das Balanças Corrente e de Capital foi de 1302 milhões de euros, que compara com 2651 milhões de euros no período homólogo.

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Em abril de 2025, o saldo do Rendimento Primário registou um valor de -328 milhões de euros, o que compara com -556 milhões de euros no mês precedente.

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Índice de Produção Industrial – Eurostat

Em abril de 2025, a produção no sector industrial, ajustada de dias úteis, registou variações de -2,4% na Zona Euro e -1,8% na UE, face ao mês anterior. Em março de 2025, a produção industrial tinha registado variações de 2,4% na Zona Euro e de 1,9% na UE. Portugal registou um aumento de 1,1% face ao mês anterior, o que compara com uma diminuição de 3,9% em março de 2025.

Comparando com o mês anterior e entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para março de 2025, os maiores aumentos ocorreram na Dinamarca (3,5%), Luxemburgo (3,2%), Croácia e Suécia (2,5% ambos). As maiores diminuições foram registadas na Irlanda (-15,2%), Malta (-6,2%) e Lituânia (-3,0%).

Em termos homólogos, a produção industrial registou variações de 0,8% na Zona Euro e 0,6% na UE, em abril de 2025. Portugal registou uma diminuição de 2,4%, após ter registado uma diminuição de 5,5% no mês anterior.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para abril de 2025, as maiores subidas foram registadas na Irlanda (18,4%), Finlândia (10,2%) e Croácia (6,5%). As maiores diminuições foram observadas na Dinamarca (-11,6%), Bulgária (-10,5%) e Eslovénia (-4,6%).

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(Gráficos: Eurostat)

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Comércio Internacional – Eurostat

Segundo o Eurostat, entre janeiro e abril de 2025, a Balança de Bens da Zona Euro com o resto do mundo registou um excedente de 71,0 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 68,6 mil milhões de euros no período homólogo. Neste período, as exportações de bens para fora da Zona Euro aumentaram 5,5% (VHA) face ao período homólogo e o comércio dentro da Zona Euro aumentou 0,8% (VHA).

No período em análise, a Balança de Bens da UE27 com o resto do mundo registou um excedente de 58,9 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 58,7 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens da UE27 para o resto do mundo aumentaram 6,4% (VHA) neste período e o comércio dentro da região aumentou 0,9% (VHA).

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(Gráficos: Eurostat)

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Índice de Custo do Trabalho – Eurostat

De acordo com a estimativa divulgada pelo Eurostat, no 1º trimestre de 2025, Portugal registou um aumento no Índice de Custo do Trabalho, medido por hora trabalhada, de 4,0% em relação ao período homólogo.

Este valor explica-se pelo aumento, em termos nominais, dos salários (4,0%) e pelo aumento dos outros custos salariais (4,0%). Em termos de sectores, o sector público registou um aumento de 2,6% e o sector privado registou um aumento de 4,5%, sendo que a Indústria registou um aumento de 2,6% (VH), a Construção registou um aumento de 4,8% (VH) e os Serviços um aumento de 5,1% (VH).

No período em análise, o Índice de Custo do Trabalho aumentou 3.4% (VH) na Zona Euro e aumentou 4,1% (VH) na UE.

No 1º trimestre de 2025, em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, os maiores aumentos foram registados na Roménia (16,1%), Croácia (13,5%), Bulgária (13,0%) e Eslovénia (11,9%). Mais dois Estados-Membros da UE registaram um aumento de 10% ou mais: Polónia (11,2%) e Hungria (10,2%). Os aumentos mais baixos foram registados em Malta (1,6%) e França (1,9%).

Os custos laborais aumentaram, assim, em todos os países da União Europeia, no 1º trimestre de 2025.

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(Gráfico: Eurostat)

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