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Estimativa Rápida do IPC/IHPC – INE

O INE estima que, em julho de 2023, a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) terá sido de 3,1% (o valor observado em junho de 2023 foi 3,4%). Esta desaceleração está parcialmente associada a um decréscimo de preços verificado na classe dos Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas.

A variação homóloga estimada do indicador de inflação subjacente é de 4,7% (5,3% em junho de 2023).

Estima-se que a variação do índice relativo aos produtos energéticos ter-se-á fixado em -15,0% (-18,8% no mês precedente) e o índice referente aos produtos alimentares não transformados terá desacelerado para 6,9% (8,5% em junho).

A variação mensal do IPC terá sido -0,4% (variação de 0,3% em junho de 2023 e nula em julho de 2022).

A variação média dos últimos doze meses de 7,3% (7,8% no mês precedente).

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma variação homóloga estimada de 4,3% (4,7% no mês anterior).

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(Gráfico: INE)

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Estimativa Rápida do PIB – INE

De acordo com o INE, o Produto Interno Bruto (PIB), em termos reais, registou uma variação homóloga de 2,3% no 2.º trimestre de 2023 (2,5% no trimestre anterior). O contributo positivo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB foi inferior ao do trimestre anterior, observando-se uma desaceleração das exportações de bens e serviços em volume mais acentuada que a das importações de bens e serviços. No 2.º trimestre, o deflator das importações foi negativo em termos homólogos, reduzindo-se significativamente face ao observado no trimestre anterior, determinando um aumento dos ganhos dos termos de troca apesar do abrandamento do deflator das exportações. Por sua vez, o contributo positivo da procura interna para a variação homóloga do PIB aumentou, em comparação com o observado no trimestre precedente, verificando-se uma redução menos pronunciada do investimento, tendo o consumo privado registado um ligeiro abrandamento.

Comparando com o 1.º trimestre de 2023, o PIB registou uma taxa de variação nula, após um crescimento em cadeia de 1,6% no trimestre anterior. O contributo da procura externa líquida para a variação em cadeia do PIB foi negativo, após ter sido positivo no 1.º trimestre, em consequência do comportamento das exportações, compensando o aumento do contributo da procura interna que refletiu a aceleração do consumo privado.

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Indicadores de Sentimento Económico – Comissão Europeia

Em julho de 2023, o Indicador de Sentimento Económico (ISE – sre, ajustado de sazonalidade) para Portugal registou um valor de 100,4 pontos, o que compara com o valor de 99,9 pontos verificado em junho de 2023.

Para a evolução positiva contribuiu o sector do Comércio a Retalho (de 3,6 para 5,8), ao contrário dos sectores da Indústria (de -8,2 para -8,4 pontos), Serviços (de 10,9 para 8,0), Construção (de 2,2 para 1,0). Para o mesmo período, o Indicador de Confiança dos Consumidores aumentou de -24,0 para -21,5.

No mês em análise, o ISE registou uma diminuição de 0,5 pontos na União Europeia (de 94,1 pontos em junho para 93,6 pontos em julho), enquanto a Zona Euro apresentou uma diminuição de 0,8 pontos (de 95,3 pontos em junho para 94,5 pontos em julho).

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Índice de Volume de Negócios no Comércio a Retalho – INE

Em junho de 2023, o Índice de Volume de Negócios no Comércio a Retalho, deflacionado e corrigido dos efeitos de calendário e da sazonalidade, registou uma taxa de variação homóloga (VH) de 4,0%, superior em 1,0 p.p. à observada em maio de 2023 (3,0%).

Em termos desagregados, o Índice de Volume de Negócios de Produtos Alimentares registou uma variação homóloga de 3,7% e o Índice de Volume de Negócios de Produtos Não Alimentares registou uma variação homóloga de 4,2%, valores que comparam com 2,8% e 3,1% no mês anterior, respetivamente.

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Estatísticas do Comércio Internacional – Estimativa Rápida – INE

No 2.º trimestre de 2023, de acordo com a estimativa rápida do Comércio Internacional de bens, as exportações e as importações diminuíram 5,2% e 6,2%, respetivamente, em termos nominais, em relação ao mesmo período de 2022.

Este decréscimo surge após um abrandamento do crescimento das transações de bens, que se verificava desde o 3.º trimestre de 2022.

Desde o 4.º trimestre de 2020 (nas exportações) e o 1.º trimestre de 2021 (nas importações), ambos fortemente afetados pela crise pandémica, que não se verificavam variações homólogas trimestrais negativas nas transações de bens.

No 1.º trimestre de 2023, as taxas de variação homóloga foram +13,0% nas exportações e +8,9% nas importações.

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Perspetivas de Exportação de Bens –  INE

As empresas exportadoras perspetivam um acréscimo nominal de 0,5% nas suas exportações de bens em 2023, revendo 0,6 pontos percentuais (p.p.) em baixa a 1ª previsão indicada em dezembro de 2020. Esta revisão resulta da atualização das expectativas das empresas para as exportações Intra-UE (-0,5 p.p., para +1,2%) e Extra-UE (-0,9 p.p., para -1,2%).

O desempenho menos positivo do que o esperado nos mercados de destino das suas exportações é o principal motivo apresentado pelas empresas para esta revisão em baixa, com impacto em mais de metade das empresas respondentes (56,4%).

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(Gráfico: INE)

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(Tabela: INE)

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Inquérito de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores  – INE

Em julho de 2023, o Indicador de Clima Económico diminuiu de 1,6 para 1,5 (%, vcs).

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Entre junho e julho de 2023, o Indicador de Confiança dos Serviços registou uma diminuição de 10,1 para 6,9 e o do Comércio aumentou de 0,3 para 1,7. No mesmo período, a Indústria Transformadora diminuiu de -9,0 para -9,3 e a Construção e Obras Públicas registou uma diminuição de 2,9 para 1,4. O Indicador de Confiança dos Consumidores aumentou para -20,9 (sre, ve) em julho de 2023 (-23,2 em junho de 2023).

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Nota: sre – saldos de respostas extremas; ve – valores efetivos; vcs – valores corrigidos de sazonalidade.

A análise efetuada baseia-se em séries de valores efetivos mensais, o que permite uma identificação mais clara dos movimentos de muito curto prazo, particularmente relevante no contexto de agravamento dos impactos da pandemia COVID-19.

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Procura Turística dos Residentes – INE

No 1.º trimestre de 2023, os residentes em Portugal realizaram 4,9 milhões de viagens, o que correspondeu a um acréscimo homólogo de 11,8% (+3,9% face ao 1.ºT 2019; +8,5% no 4.ºT 2022). As viagens em território nacional corresponderam a 88,7% das deslocações (4,3 milhões) e aumentaram 9,3% (VH) (+5,0% quando comparado com o 1.ºT 2019). As viagens com destino ao estrangeiro cresceram 35,8% (VH), totalizando 549,1 mil viagens, o que correspondeu a 11,3% do total (12,1% no 4.ºT 2022). Tem-se registado uma aproximação progressiva aos níveis de 2019, nas viagens de residentes ao estrangeiro, que no 1.ºT 2023 ficaram ainda 4,6% abaixo desses níveis (no 1.ºT 2022 essa diferença era -29,8%).

A “visita a familiares ou amigos” foi a principal motivação para viajar no 1.º trimestre de 2023 (2,2 milhões de viagens, 46,1% do total, -0,9 p.p. face ao 1.ºT 2022), tendo aumentado 9,6% (VH) (+8,1% face ao 1.ºT 2019). O motivo “lazer, recreio ou férias” originou 1,9 milhões de viagens (39,5% do total, +1,5 p.p. face ao 1.ºT 2022), registando um crescimento de 16,2% (VH) (+7,5% em relação ao 1.ºT 2019).

Os “hotéis e similares” concentraram 23,6% (+2,7 p.p. face ao 1.ºT 2022) das dormidas resultantes das viagens turísticas no 1.º trimestre de 2023. O “alojamento particular gratuito” manteve-se como a principal opção de alojamento (68,7% das dormidas, -3,6 p.p. face ao 1.ºT 2022).

No processo de organização das deslocações, a internet foi utilizada em 22,2% dos casos (+2,3 p.p.), tendo este recurso sido opção em 68,9% das viagens para o estrangeiro (+0,8 p.p.) e em 16,3% das viagens em território nacional (+1,3 p.p.).

 

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(Gráficos: INE)

 

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Estudos sobre Estatísticas das Empresas – INE

O INE divulgou hoje os principais resultados obtidos com o Inquérito às Práticas de Gestão (IPG), relativos ao ano de referência 2022. Esta divulgação vem atualizar os resultados da primeira edição, realizada em 2017 (ano de referência 2016).

O inquérito, de natureza qualitativa, insere-se num conjunto de operações estatísticas que visam disponibilizar informação sobre fatores que, não tendo explicitamente uma tradução monetária na contabilidade das empresas, condicionam a sua competitividade num contexto de crescente integração na economia global.

Em 2022, 62,6% das sociedades respondentes ao inquérito às práticas de gestão estavam integradas em grupos económicos e 51,3% tinham 20 ou mais anos de idade. As mulheres representavam quase 38% das pessoas ao serviço com funções de gestão e 29,0% das pessoas ao serviço com funções de gestão de topo. Mais de metade das sociedades eram detidas pelos fundadores ou por familiares dos fundadores.

Em 62,6% das sociedades, o gestor de topo possuía grau de licenciatura ou superior, proporção que atingiu 81,9% nas sociedades de grande dimensão e 38,9% nas de dimensão micro. O gestor de topo exercia a função em exclusividade, em mais de 73% das sociedades. Para mais de 60% das sociedades, o que melhor descrevia o gestor de topo era a Tomada de decisões e o Assumir de responsabilidades. Em 54,7% das sociedades, o gestor de topo assumiu um estilo de liderança democrático e centrado na equipa.

O incentivo à autonomia dos trabalhadores foi a principal prática de gestão de recursos humanos, mencionada por 45,5% das sociedades. Cerca de 97% das sociedades referiram ter objetivos definidos e 48,2% indicaram ter atribuído prémios de desempenho às pessoas ao serviço pelo cumprimento dos mesmos.

Em menos de 40% das sociedades não houve lugar a qualquer promoção das pessoas ao serviço.

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(Tabela: INE)

 

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(Gráficos: INE)

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