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Caracterização do Ecossistema Industrial da Eletrónica em Portugal

Este trabalho insere-se na série “GEE – Estratégia Industrial Europeia e os Ecossistemas Industriais Estratégicos” – centrando-se no Ecossistema Industrial da Eletrónica em Portugal, tendo por base a nova Estratégia Industrial da União Europeia (UE), que identificou 14 Ecossistemas Industriais Estratégicos com base na relevância económica, tecnológica e potencial contributo para a dupla transição (verde e digital) e reforço da resiliência da economia da UE.

No contexto atual existe um conjunto de dependências da UE num futuro próximo que importa discutir. O setor das tecnologias digitais aparece, desde logo, transversalmente em diversas áreas e o setor da Eletrónica, aparece estruturalmente como matéria-prima ou como produto final.

A análise inclui um foco particular em áreas já acompanhadas pelo Gabinete de Estratégia e Estudos (GEE), destacando pilares essenciais para a análise da competitividade nacional, tendo por base o conceito europeu do ecossistema. Assim, o objetivo deste trabalho é analisar a competitividade do Ecossistema Industrial da Eletrónica, considerando os fatores da competitividade. Para isso, são analisados dois pilares centrais: (i) Recursos Humanos e Mercado de Trabalho e (ii) Inovação, I&D e Empreendedorismo.

A análise abrange a competitividade do ecossistema bem como as medidas de política implementadas. O estudo enfatiza a importância do investimento contínuo em I&D, inovação e empreendedorismo, bem como uma aposta na integração que permite que as empresas concentrem os seus esforços em estratégias que impulsionem as vendas e a competitividade no mercado global.

Ecossistema Industrial da Eletrónica em Portugal

Ecossistemas Industriais Estratégicos – Texto Introdutório

A série “GEE – Estratégia Industrial Europeia e os Ecossistemas Industriais Estratégicos” tem por base a nova Estratégia Industrial da União Europeia (UE), que identificou 14 Ecossistemas Industriais Estratégicos com base na relevância económica, tecnológica e potencial contributo para a dupla transição (verde e digital) e reforço da resiliência da economia da UE, e inclui fichas de análise sobre cada um dos ecossistemas.

Contas Nacionais Anuais: Resultados finais – INE

De acordo com o INE, o Produto Interno Bruto (PIB) atingiu 242,3 mil milhões de euros em 2022, o que representou um crescimento nominal de 12,2%, a taxa mais elevada desde 1992, após o aumento de 7,7% registado em 2021 e a forte contração (-6,5%) de 2020 devido aos efeitos adversos da pandemia na atividade económica. O expressivo crescimento nominal do PIB ocorreu num contexto de aceleração dos preços, com o deflator do PIB a aumentar 5,0% (1,9% em 2021). Em termos reais, o PIB aumentou 6,8% (5,7% em 2021). Todas as principais componentes da despesa aumentaram significativamente, destacando-se as exportações de serviços com um crescimento de 40,8% em volume (56,9% em valor), tendo o investimento aumentado de forma moderada (3,5% em volume).

Em 2022, o Valor Acrescentado Bruto (VAB) aumentou 12,1% em termos nominais e 6,5% em volume, após variações de 7,0% e 5,5%, respetivamente, em 2021. Destacam-se os ramos do Alojamento e restauração, os Transportes e Armazenagem e os Outros serviços, que apresentaram as taxas de crescimentos em volume mais intensas (50,0%, 20,4% e 13,0%, respetivamente).

O Rendimento Nacional Bruto (RNB) aumentou 11,7% em 2022, após um aumento de 8,4% em 2021. A taxa de poupança das famílias decresceu para 6,5%, menos 4,1 p.p. (pontos percentuais) do que no ano anterior, refletindo o expressivo aumento do consumo privado. A necessidade de financiamento da economia atingiu 0,4% do PIB, o que representa um agravamento do saldo em 1,0 p.p. face ao ano anterior.

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Procedimento dos Défices Excessivos – INE

De acordo com a 2ª notificação do Procedimento dos Défices Excessivos (PDE) de 2023, o saldo e a dívida das Administrações Públicas referentes ao ano de 2022 fixaram-se em -0,3%% e 112,4%% do Produto Interno Bruto (PIB), respetivamente (o que compara com -0,4% e 113,9% na 1ª notificação de 2023). Estes valores comparam com -2,9% e 124,5% do PIB, respetivamente, em 2021.

Para 2023, prevê-se um saldo de -0,4% e uma dívida de 106,1% do PIB (o que compara com -0,9% e 110,8% na 1ª notificação de 2023).

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(Tabela: INE)

Nota: O INE, o Banco de Portugal e a Direção-Geral do Orçamento são responsáveis pelo reporte da notificação nos seguintes termos:
– Para 2022 e anos anteriores, a compilação da capacidade / necessidade líquida de financiamento é efetuada pelo INE e a dívida bruta é compilada pelo Banco de Portugal.
– Para o ano corrente (2023), as estimativas da capacidade / necessidade líquida de financiamento, da dívida bruta e do PIB nominal são da responsabilidade do Ministério das Finanças, e dizem respeito ao cenário macroeconómico e orçamental integrado no Programa de Estabilidade de 2023 apresentado à Assembleia da República.

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Contas Nacionais Trimestrais por Setor Institucional – INE

No 2º trimestre de 2023, a capacidade líquida de financiamento da economia portuguesa fixou-se em 1,6% (ano acabado no trimestre para todos os dados) do Produto Interno Bruto (PIB), o que compara com 0,5% no ano acabado no trimestre anterior.

Para esta evolução, contribuiu o aumento da capacidade de financiamento das Famílias para 0,5% (mais 0,3 p.p. do que no trimestre anterior). O setor das Administrações Públicas registou uma variação do financiamento líquido de -0,1 p.p., passando de uma situação de capacidade de financiamento para uma situação de equilíbrio no ano acabado no 2º trimestre de 2023, relativamente ao ano terminado no trimestre anterior, atingindo 0,0% do PIB. O setor das Sociedades não Financeiras registou um desagravamento da necessidade de financiamento no ano terminado no 2º trimestre de 2023 de 0,3 p.p. do PIB para -1,3%. As Sociedades Financeiras registaram um aumento da capacidade líquida de financiamento de 0,4 p.p., passando de 1,9% do PIB no 1º trimestre de 2023 para 2,3% do PIB no 2º trimestre de 2023.

Tomando como referência valores trimestrais e não o ano acabado no trimestre, o saldo das AP fixou-se em 1,0% do PIB no 2º trimestre de 2023 (1,4% no trimestre homólogo).

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O Rendimento Nacional Bruto fixou-se em 250.323 milhões de euros, registando uma taxa de variação em cadeia de 2,3%. Esta variação deveu-se à diminuição de 9,5% dos rendimentos primários recebidos com o exterior, enquanto os rendimentos primários pagos apresentaram uma taxa de variação em cadeia de 9,3%. O Rendimento Disponível Bruto apresentou igualmente uma taxa de variação em cadeia de 2,3%, igual à do PIB, fixando-se em 256.788 milhões de euros.

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No 2º trimestre de 2023, o Investimento Bruto da economia portuguesa apresentou uma redução de 0,4 p.p. para 19,6% do PIB e a Poupança Bruta registou um aumento de 0,6 p.p. para 20,1% do PIB, o que levou ao aumento da Capacidade Líquida de Financiamento de Portugal junto do exterior para 1,6% do PIB.

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No 2º trimestre de 2023, as variações reais e nominais dos custos do trabalho por unidade produzida da economia portuguesa variaram 4,6% e -2,6% (VH, mm4), respetivamente, o que compara com 3,1% e -3,4% (VH, mm4) registados no ano acabado no trimestre anterior.

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada a 17 de setembro, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade similar à observada na semana anterior. Em 14 de setembro de 2023, o DEI (média móvel semanal) registou 4,0% (VH), que compara com 4,8% (VH) na semana anterior.

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Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

 

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Endividamento do Setor não financeiro – Banco de Portugal

Em julho de 2023, o endividamento do Setor Não Financeiro situava-se em 806,6 mil milhões de euros, dos quais 365,9 mil milhões respeitavam ao Setor Público e 440,6 mil milhões ao Sector Privado. No Setor Privado, 289,0 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 151,6 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Setor Não Financeiro diminuiu 0,4 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 1,0 mil milhões de euros no endividamento do Setor Público e de uma redução de 1,4 mil milhões de euros no endividamento do Setor Privado.

Relativamente a julho de 2022, o endividamento do Setor Não Financeiro aumentou 11,2 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 10,2 mil milhões de euros no endividamento do Setor Público e de um aumento de 0,9 mil milhões de euros no endividamento do Setor Privado.

Ao nível do Setor Privado, observou-se a aumento do endividamento das Empresas em 0,4 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 0,6 mil milhões de euros.

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Em julho de 2023, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 0,4%, menos 0,3 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares diminuiu de 0,9% para 0,4%.

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

 

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Índice de Preços da Habitação – INE

O Índice de Preços da Habitação (IPHab) aumentou, em termos homólogos, 8,7% no 2º trimestre de 2023, taxa de variação idêntica à do trimestre anterior. No trimestre de referência, o ritmo de crescimento dos preços das habitações existentes foi de 9,0% e o das habitações novas foi de 8,0%.

Em relação ao trimestre anterior, o IPHab aumentou 3,1% (1,3% no 1º trimestre de 2023), devido sobretudo ao comportamento dos alojamentos existentes, que registaram uma taxa de variação de 3,2%, tendo os alojamentos novos apresentado um aumento de 2,8%.

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No 2º trimestre de 2023, foram transacionadas 33.624 habitações, o que representa uma diminuição de 22,9% face ao mesmo período do ano anterior. O valor das vendas foi aproximadamente de 6,9 mil milhões de euros, menos 16,7% do que no 2º trimestre de 2022.

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TE 119 – Veículos Elétricos em Portugal – Oportunidades e Desafios Económicos e Ambientais

O presente Tema Económico analisa a evolução e o contexto atual da mobilidade elétrica em Portugal, no contexto da União Europeia, em termos de crescimento do mercado e dos impactos socioeconómicos e ambientais. O mercado de veículos elétricos em Portugal é analisado na perspetiva da sua relevância na redução das emissões de carbono. Em termos de apoios públicos, foram analisadas iniciativas a nível nacional, da União Europeia e Estados-Membros e de outros mercados-chave (Estados Unidos da América e China), para apresentar as estratégias de incentivo à adoção de veículos elétricos. Também são considerados os desafios associados à gestão de resíduos e à reciclagem de baterias, abordando as preocupações ambientais e potenciais soluções. No que diz respeito às dependências estratégicas, o documento aborda a importância das matérias-primas e a necessidade de garantir cadeias de fornecimento estáveis. É dada uma atenção especial à infraestrutura de carregamento, analisando o seu estado atual e identificando áreas de melhoria. O impacto da crescente adoção de veículos elétricos na rede elétrica é abordado, considerando o aumento da procura e a potencial necessidade de adaptação da rede elétrica. Na perspetiva do consumidor, é explorada a perceção e aceitação dos veículos elétricos, identificando barreiras e potenciais soluções. Na conclusão, são resumidos os principais factos identificados e propostas recomendações para maximizar as oportunidades e enfrentar os desafios, enfatizando a importância da mobilidade elétrica como uma resposta vital para um futuro mais sustentável e próspero em Portugal.

TE 119 – Veículos Elétricos em Portugal – Oportunidades e Desafios Económicos e Ambientais.pdf

Fiscal Multipliers and Liquidity Constraints: a HANK approach

Fiscal stimuli in the aftermath of COVID-19 were similar in size but generated different economic responses across countries. This paper studies the role of Poor Hand-to-Mouth and Wealthy Hand-to-Mouth agents in shaping fiscal multipliers, comparing a Heterogeneous Agents New Keynesian Model with one and two assets, to properly account for the correct share of liquidity-constrained agents, across 5 different Euro Area economies, including Portugal. The findings suggest that multipliers are greater when the two-asset framework is employed, but only the share of Poor Hand-to-Mouth agents seems significant to explain cross-country heterogeneity in multipliers. These results are robust to the multiplier choice, the shock financing and the monetary policy employed. They also bring important policy implications, as the fact that economies respond differently to government spending shocks because of household heterogeneity suggests that attention should be drawn to households’ wealth distribution.

Apresentação 86.º Seminário GEE-GPEARI-Fiscal Multipliers and Liquidity Constraints: a HANK approach.pdf

Fiscal Multipliers and Liquidity Constraints: a HANK approach.pdf