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Indicadores de Sentimento Económico – Comissão Europeia

Em fevereiro de 2024, o Indicador de Sentimento Económico (ISE – sre, ajustado de sazonalidade) para Portugal registou um valor de 100,0 pontos, o que compara com o valor de 97,6 pontos verificado em janeiro de 2024.

Para a evolução positiva contribuíram os sectores da Indústria (de -8,3 para -6,4 pontos) e dos Serviços (de 4,4 para 5,8), ao contrário do Comércio a Retalho (de 3,4 para 1,6) e da Construção (de -3,8 para -3,9). Para o mesmo período, o Indicador de Confiança dos Consumidores aumentou de -23,9 para -23,3.

No mês em análise, o ISE registou uma diminuição de 0,4 pontos na União Europeia (de 95,8 pontos em janeiro para 95,4 pontos em fevereiro), enquanto a Zona Euro apresentou uma diminuição de 0,7 pontos (de 96,1 pontos em janeiro para 95,4 pontos em fevereiro).

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Investimento Directo Estrangeiro – Banco de Portugal

Em 2023, as transações de IDE totalizaram 6,8 mil milhões de euros, dos quais 3,9 mil milhões estavam associados a investimento imobiliário. Foram sobretudo os países europeus que mais investiram em Portugal neste ano.

No mesmo período, as transações de IPE totalizaram 3,3 mil milhões de euros, dos quais 3,8 mil milhões foram canalizados para países europeus.

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(Gráfico: Banco de Portugal)

No final de 2023, o stock de investimento direto estrangeiro em Portugal (IDE) era de 180 mil milhões de euros, e o de investimento direto de Portugal no exterior (IPE) era de 64 mil milhões de euros. Estes montantes representavam, respetivamente, 68% e 24% do PIB português.

Em ambos os casos, o stock aumentou em relação ao final de 2022 (10,6 e 3,5 mil milhões de euros, respetivamente), o que foi justificado, essencialmente, por transações de investimento direto de 6,8 e 3,3 mil milhões de euros. Para além das transações, a variação de um stock é também influenciada pelas variações de preço, de câmbios e por outros ajustamentos estatísticos.

Desde 2008 que ambos os stocks têm aumentado, embora a ritmos diferentes: o IDE mais do que duplicou entre o final de 2008 e o final de 2023, enquanto o IPE cresceu 22%. Quando medidos em percentagem do PIB, o peso do IDE aumentou 22 pontos percentuais, mas o peso do IPE reduziu-se 5 pontos percentuais.

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(Gráfico: Banco de Portugal)

No final de 2023, a Grande Lisboa era a região que concentrava o maior valor de IDE: 99,6 mil milhões de euros, o que correspondia a 55,2% do stock de IDE. Seguiam-se o Norte, com 29,9 mil milhões de euros (16,5% do total de IDE), e o Algarve, com 17,8 mil milhões de euros (9,9% do total de IDE). Estas regiões representavam, no seu conjunto, 81,6% do total do stock de IDE em Portugal.

As regiões com menor concentração de investimento direto proveniente do exterior eram a Região Autónoma dos Açores, com 0,5 mil milhões de euros (0,3% do total de IDE), o Oeste e Vale do Tejo, com 2,6 mil milhões de euros (1,4% do total de IDE), e a Península de Setúbal, com 3,9 mil milhões de euros (2,2% do total de IDE).

Entre 2017 e 2023, as regiões que registaram crescimentos mais elevados de IDE foram o Centro, o Alentejo e o Algarve: 86,5%, 78,6%, e 68,4%, respetivamente. Em sentido contrário, de entre as regiões que registaram decréscimos, destaca-se a Região Autónoma da Madeira com uma diminuição de 51,3%.

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(Gráfico: Banco de Portugal)

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Inquérito de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores – INE

Em fevereiro de 2024, o Indicador de Clima Económico diminuiu de 1,9 para 1,7 (%, vcs).

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Entre janeiro e fevereiro de 2024, o Indicador de Confiança dos Serviços registou uma diminuição de 7,8 para 7,4 e o do Comércio aumentou de 1,9 para 2,3. No mesmo período, a Indústria Transformadora aumentou de -7,9 para -5,5 e a Construção e Obras Públicas registou um aumento de -4,0 para -3,4. O Indicador de Confiança dos Consumidores aumentou para -23,2 (sre, ve), em fevereiro de 2024 ( -23,9 em janeiro de 2024).

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Nota: sre – saldos de respostas extremas; ve – valores efetivos; vcs – valores corrigidos de sazonalidade.

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Crédito ao Sector Privado – Banco de Portugal  

Em janeiro de 2024, o stock de empréstimos às Sociedades não Financeiras (SNF) registou um valor de 72,6 mil milhões de euros, diminuindo 672 milhões de euros em relação ao mês anterior e registando uma taxa de variação anual (TVA) de -1,5% (-1,1% no mês anterior).

stock de empréstimos a Particulares registou um valor de 127,7 mil milhões de euros, registando uma TVA de -0,2% (-0,6% no mês anterior).

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A TVA dos empréstimos a particulares para habitação foi de -1,3%, mantendo-se inalterada em relação ao mês anterior. A TVA dos empréstimos a particulares para consumo foi de 5,4%, aumentando 1,8 p.p. em relação ao mês anterior, e a TVA dos empréstimos a particulares para outros fins foi de -1,6%, aumentando 0,3 p.p. em relação ao mês anterior.

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De acordo com a mesma fonte, em janeiro de 2024 o crédito vencido total, em percentagem do respetivo total de empréstimos, foi de 1,26% (1,23% no mês anterior). O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos às Sociedades não Financeiras passou de 2,01% para 2,04%. O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos aos Particulares fixou-se em 0,81% (0,79% no mês precedente).

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Infraestruturas e Transportes do Ecossistema Industrial das Energias Renováveis em Portugal

No âmbito do acompanhamento realizado pelo GEE dos Ecossistemas Industriais Estratégicos foi criada a Série “Estratégia Industrial Europeia e os Ecossistemas Industriais Estratégicos”.

Esta série de análises feitas pelo GEE tem por base a Estratégia Industrial da União Europeia e os 14 Ecossistemas Industriais Estratégicos definidos de acordo com a relevância económica, tecnológica e potencial contributo para a dupla transição (verde e digital) e reforço da resiliência da economia da UE.

A análise das “Infraestruturas e Transportes do Ecossistema Industrial das Energias Renováveis em Portugal”, incidiu sobre um conjunto de elementos fundamentais na geração, na distribuição, na promoção e no desenvolvimento das energias limpas e sustentáveis, destacando-se alguns aspetos:

  • À medida que aumenta a consciencialização ao nível das questões ambientais, também aumenta o número de países que apostam na incorporação de uma grande parcela de FER na produção de energia, o que implica um aumento do investimento no setor e uma grande aposta no desenvolvimento tecnológico;
  • O ecossistema industrial de energias renováveis é caracterizado pela sua diversidade e pela necessidade de se adaptar a variações na disponibilidade de recursos naturais;
  • Para serem atingidas as várias metas, é necessário planeamento estratégico, definição de prazos e avaliações com vista à realização de investimentos nas redes, alinhados não só com as metas, mas também, com os planos de descarbonização de cada setor de atividade, como é o caso dos transportes;
  • Será necessário que este sector, sustentado pela investigação e pelo investimento adequado, continue a crescer e a evoluir, conduzindo ao desenvolvimento e à otimização de infraestruturas, designadamente de armazenamento e de redes inteligentes;
  • Em 2023, em Portugal, a energia eólica e a energia hídrica foram as mais representativas, contribuindo para a incorporação renovável em 41% e 38%, respetivamente;
  • Portugal, também em 2023, foi o quarto país com maior incorporação renovável na geração de eletricidade (70,7%).

 

Ecossistema Industrial das Energias Renováveis – Infraestruturas e Transportes

Inflação – IHPC – Eurostat

Em janeiro de 2024, a taxa de inflação anual (variação homóloga (VH)) em Portugal, medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), situou-se em 2,5%, superior em 0,6 pontos percentuais (p.p.). ao mês anterior. Este valor representa uma variação mensal de -0,2% entre dezembro e janeiro de 2024.

Na Zona Euro, a taxa de inflação anual (VH) situou-se em 2,8%, diminuindo 0,1 p.p. face ao mês anterior. A taxa de inflação anual da UE27 situou-se em 3,1% (VH) em janeiro de 2024, diminuindo em 0,3 p.p. face ao valor de dezembro. A variação mensal do índice situou-se em -0,4% e -0,2% na Zona Euro e na UE27, respetivamente.

A taxa de variação da média anual dos últimos 12 meses do IHPC foi de 4,8% para Portugal, de 4,9% para a Zona Euro e 5,8% para a UE27.

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada a 18 de fevereiro de 2024, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga (VH) da atividade similar à observada na semana anterior. Em 15 de fevereiro de 2024, o DEI (média móvel semanal) registou 5,6% (VH), que compara com 4,6% (VH) na semana anterior. 

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Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal

Em dezembro de 2023, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 803,1 mil milhões de euros, dos quais 353,8 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 449,3 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 299,4 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 149,9 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro diminuiu 3,6 mil milhões de euros, fruto de uma redução de 3,3 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de uma redução de 0,2 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se a redução do endividamento das Empresas em 0,2 mil milhões de euros e a redução do endividamento dos Particulares em 0,1 mil milhões de euros.

Relativamente a dezembro de 2022, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 4,2 mil milhões de euros, fruto de um aumento de 2,5 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 1,7 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 2,7 mil milhões de euros e a redução do endividamento dos Particulares em 1,0 mil milhões de euros.

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Entre o final de 2022 e o final de 2023, o endividamento total das empresas privadas cresceu 1,2%, menos 1,1 pp do que no ano anterior. A taxa de variação anual do endividamento dos particulares apresentou uma tendência de decréscimo ao longo de 2023. Entre o final de 2022 e o final de 2023, o endividamento dos particulares diminuiu 0,4% (+3,6% em dezembro de 2022).

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

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TE 122 – Análise de indicadores de acessibilidade à habitação em Portugal: Perspetiva Regional

O aumento no preço da habitação e das rendas, verificado nos últimos anos, tem vindo a colocar em evidência as questões da acessibilidade à habitação, com os resultados produzidos a concentrarem-se, predominantemente, nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto.
Neste trabalho, pretende-se contribuir para a discussão em curso através da disponibilização de evidências numa perspetiva regional da acessibilidade à habitação mais desagregada, evidenciando as disparidades existentes entre e nas diferentes regiões de Portugal.
Para o efeito, e com base na literatura existente, procedemos à construção de um índice de acessibilidade à habitação através do crédito (HAI – Housing Affordability Index) assente em informação nacional pública. Os resultados obtidos são complementados através de indicadores alternativos de acessibilidade baseadas em diferentes formas de acesso à habitação – aquisição e arrendamento.
Em consonância com a literatura existente, os resultados apontam para um agravamento geral da acessibilidade à habitação em Portugal e ênfase na heterogeneidade regional do fenómeno, que se manifesta em disparidades significativas nas regiões e entre regiões.
Os resultados deste estudo sublinham a necessidade de políticas de habitação que considerem as questões da acessibilidade, nas suas diversas dimensões, bem como as idiossincrasias regionais e locais relevantes nesse domínio.

 

TE 122 – Análise de indicadores de acessibilidade à habitação em Portugal: Perspetiva Regional

Estatísticas de Emprego – IEFP

Durante o mês de janeiro de 2024, inscreveram-se nos Centros de Emprego 59 218 pessoas, o que representa uma variação mensal de 34,3% e uma variação homóloga de 6,0%. Durante este mês, foram efectuadas 7 614 colocações, o que corresponde a um aumento de 28,4% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de 1,2%.

No final do mês de janeiro de 2024, estavam inscritos nos Centros de Emprego 335 053 indivíduos, o que corresponde a uma variação mensal de 5,5% (17 394 pessoas) e a uma variação homóloga de 4,0% (12 967 pessoas).

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(Tabela: IEFP)

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(Gráfico: IEFP)

Segundo a dimensão regional, as regiões que apresentaram uma diminuição do desemprego em termos homólogos foram a Madeira (-24,3%) e os Açores (-12,9%) e o maior aumento foi no Algarve (10,3%).

Comparativamente ao mês anterior, registou-se uma descida na Madeira (-0,1%) e as maiores subidas no desemprego registaram-se na região de Lisboa e Vale do Tejo (8,2%) e Alentejo (6,9%).

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(Gráfico: IEFP)

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