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Taxa de Juro Novos Empréstimos e Novos Depósitos na Área Euro – BCE

No mês de fevereiro de 2024, a Taxa de Juro de Novos Empréstimos com maturidade original até 1 ano dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) fixou-se em 5,66%, diminuindo 0,13 p.p. face ao mês anterior.

Relativamente a Espanha e Alemanha, as taxas de juro de Novos Empréstimos com maturidade original até 1 ano dos Bancos (IFM) às Empresas (SNF) passaram de 4,96% e 5,28% em janeiro de 2024 para 4,96% e 5,18% em fevereiro de 2024, respetivamente.

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Em fevereiro de 2024, a Taxa de Juro de Novos Empréstimos dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) diminuiu 0,06 p.p., de 5,67% para 5,61%. As Taxas de Juro de Novos Empréstimos com montantes até 0,25 milhão de euros e até 1 milhão de euros diminuíram para 6,10% e 5,83%, respetivamente, após terem registado valores de 6,15% e 5,86% no mês precedente, pela mesma ordem. Nos novos empréstimos acima de 1 milhão de euros, a taxa de juro baixou para 5,25%, o que compara com 5,49% no mês anterior.

Os spreads das Taxas de Juro de Novos Empréstimos continuam em valores acima dos spreads médios da Zona Euro. (verificar se é verdade)

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No mês de fevereiro de 2024, a Taxa de Juro de Novos Depósitos (de prazo superior a 1 ano) dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) e Famílias fixou-se em 2,36%, diminuindo 0,22 p.p. face ao mês anterior. Neste mês, a diferença entre a Taxa de Juro de Novos Empréstimos e a Taxa de Juro de Novos Depósitos situou-se, assim, em 3,30 p.p.

Relativamente a Espanha e Alemanha, as taxas de juro de Novos Depósitos foram de 2,19% e 2,94% em fevereiro de 2024, respetivamente. As diferenças entre a Taxa de Juro de Novos Empréstimos e a Taxa de Juro de Novos Depósitos situaram-se, assim, em 2,77 p.p. e 2,24 p.p, respetivamente neste mês nestes países.

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Taxa de Juro dos Novos Empréstimos – Banco de Portugal

Em fevereiro de 2024, as Taxas de Juro de Novos Empréstimos concedidos a residentes na área euro por Instituições Financeiras Monetárias residentes em Portugal diminuíram 0,06 p.p., de 5,35% em janeiro para 5,29%. Quanto às Sociedades não Financeiras, as taxas de juro diminuíram 0,06 p.p. em comparação com o mês precedente, fixando-se em 5,61%. Em relação aos Particulares, as taxas de juro diminuíram 0,01 p.p., registando um valor de 5,11%. 

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Entre janeiro e fevereiro de 2024, as taxas de juro de novos empréstimos das Sociedades não Financeiras até 1 milhão de euros diminuíram 0,03 p.p. e acima de 1 milhão de euros diminuíram 0,24 p.p., fixando-se em 5,83% e 5,25%, respetivamente.

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Quanto aos Particulares, as taxas de juro de novos empréstimos de habitação diminuíram 0,14 p.p. entre janeiro e fevereiro de 2024, fixando-se em 3,91%. Para o mesmo período, as taxas de juro de novos empréstimos de consumo aumentaram 0,01 p.p., fixando-se em 9,53%. As taxas de juro de novos empréstimos para outros fins diminuíram 0,33 p.p. entre janeiro e fevereiro de 2024, fixando-se em 5,03%.

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Montantes dos Novos Empréstimos – Banco de Portugal

Em fevereiro de 2024, o valor total dos novos empréstimos das Outras Instituições Financeiras Monetárias às Sociedades não Financeiras e Particulares foi de 3 976 milhões de euros, o que correspondeu a uma variação homóloga de 16,6% (menos 17,9 p.p. face ao mês anterior). O valor dos novos empréstimos às SNF registou neste mês uma variação homóloga de 11,4% (menos 37,6 p.p. quando comparada com a do mês anterior) e o valor dos novos empréstimos aos Particulares atingiu os 19,9% (menos 5,6 p.p. face a janeiro de 2024).

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Desde o início do ano, o valor acumulado total dos novos empréstimos das Outras Instituições Financeiras Monetárias às Sociedades não Financeiras e Particulares foi de 8 503 milhões de euros, o que correspondeu a uma variação homóloga acumulada de 25,5%. O valor acumulado dos novos empréstimos às SNF registou neste mês o valor de 3 404 milhões de euros que corresponde a uma variação homóloga acumulada de 29,9% e o valor acumulado dos novos empréstimos aos Particulares foi 5 099 milhões de euros, atingindo os 22,7% de variação homóloga acumulada.

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na última semana de março, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade superior à observada na semana anterior. Em 21 de março de 2024, o DEI (média móvel semanal) registou 11,2% (VH), que compara com 4,1% (VH) na semana anterior.

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Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Estatísticas das Empresas da Central de Balanços – Banco de Portugal

No final do 4º trimestre de 2023, a rendibilidade das empresas, medida pelo rácio entre os resultados antes de amortizações, depreciações, juros e impostos (EBITDA) e o total do ativo, foi de 9,0% (9,4% no 3º trimestre de 2023 e 9,2% no período homólogo).

Em comparação com o período homólogo, a rendibilidade do ativo das empresas privadas desceu em todos os sectores de atividade, com exceção dos sectores da eletricidade, gás e água (+5,5 pp), decorrente maioritariamente do aumento da produção de energia renovável, e da construção (+0,2 pp). Os sectores das sedes sociais e comércio foram os que apresentaram a maior redução da rendibilidade do ativo (-3,4 pp e -2,1 pp, respetivamente).

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(Gráficos: Banco de Portugal)

A autonomia financeira das empresas, medida pelo peso do capital próprio no total do ativo, foi de 44,3% no 4º trimestre de 2023, valor superior ao registado no trimestre homólogo (41,7%) e o máximo observado desde 2006 (início da série). Refira-se que o Orçamento do Estado de 2023 contemplou um novo regime de incentivo à capitalização das empresas (ICE).

Em comparação com o trimestre homólogo, a autonomia financeira das empresas privadas aumentou em todos os sectores, com exceção da construção e das sedes sociais. Os sectores de atividade que mais contribuíram para este aumento foram a indústria (+3,6 pp) e a eletricidade, gás e água (+10,2 pp). A autonomia financeira das PME subiu de 42,2% para 44,5%, e a das grandes empresas aumentou de 35,4% para 40,0%.

A autonomia financeira das empresas públicas cresceu, em relação ao trimestre homólogo, de 33,6% para 35,0%, e o peso dos financiamentos obtidos no total do ativo diminuiu de 34,5% para 33,2%.

Para o total das empresas, o peso dos financiamentos obtidos no total do ativo diminuiu para 27,3% (29,5% no período homólogo), em grande parte devido à redução dos empréstimos contraídos junto do sector financeiro e à conversão de empréstimos de empresas do grupo em capital.

Por sector de atividade, o decréscimo foi observado nos sectores da indústria, eletricidade, gás e água, comércio e outros serviços, e foi transversal a todas as classes de dimensão: nas PME, o peso dos financiamentos obtidos no total do ativo diminuiu 1,8 pp, de 28,6% para 26,8%, e nas grandes empresas caiu 3,9 pp, de 31,1% para 27,2%.

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(Gráficos: Banco de Portugal)

Comparando com o período homólogo, o custo dos financiamentos obtidos aumentou de 3,0% para 4,0%. A cobertura dos gastos de financiamento das empresas (que quantifica o número de vezes que o EBITDA gerado pelas empresas é superior aos seus gastos de financiamento) reduziu-se de 10,2 para 8,0. Os sectores mais afetados pelo aumento dos custos de financiamento foram a indústria, o comércio e as sedes sociais.

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(Gráfico: Banco de Portugal)

Nota do BdP: Nesta publicação, no cálculo dos indicadores trimestrais, como a rendibilidade do ativo, utilizam-se, no caso das variáveis do balanço, a média dos valores apresentados nos últimos quatro balanços trimestrais e, no caso das variáveis da demonstração de resultados, a soma dos valores dos últimos quatro trimestres. Para o cálculo da estrutura de financiamento, que inclui, por exemplo, o indicador de autonomia financeira, consideram-se os valores do balanço em final de trimestre. Nas análises por classe de dimensão são excluídas as sedes sociais.

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Taxa de Desemprego – Eurostat

Em fevereiro de 2024, a taxa de desemprego (ajustada para a sazonalidade) estimada para Portugal foi 6,7%, aumentando 0,1 p.p. em relação à percentagem registada no mês anterior (6,6%). Em termos homólogos, a taxa de desemprego registou uma diminuição de 0,2 p.p. (6,9%).

Para Espanha, a taxa de desemprego estimada, em fevereiro de 2024, situou-se em 11,5%, diminuindo 0,1 p.p. em relação ao mês anterior (11,6%) e apresentou uma variação de -1,4 p.p. face ao verificado no período homólogo (12,9%).

Para a Zona Euro, o Eurostat estima que a taxa de desemprego, em fevereiro de 2024, se tenha situado em 6,5%, mantendo-se constante em relação ao mês anterior (6,5%) e diminuindo 0,1 p.p. em termos homólogos (6,6%). Na UE27, a taxa de desemprego estimada foi 6,0%, estabilizando relativamente ao mês anterior.

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Em fevereiro de 2024, o Eurostat estima que a taxa de desemprego <25 anos registada em Portugal tenha sido de 23,1%, diminuindo 0,7 p.p. em relação ao mês anterior. Em termos homólogos, registou uma subida de 4,2 p.p. (18,9%). Para o mesmo período, a taxa de desemprego ≥25 anos estimada foi 5,4%, aumentando 0,2 p.p. relativamente ao mês precedente.

Para Espanha, a taxa de desemprego <25 anos estimada situou-se em 28,2%, em fevereiro de 2024, diminuindo 0,5 p.p. face ao mês anterior e registando uma variação de -1,8 p.p. face ao verificado no período homólogo (30,0%). Para o mesmo período, a taxa de desemprego ≥ 25 anos estimada foi 10,1%, diminuindo 0,1 p.p. em relação ao mês de janeiro de 2024 (10,2%)

Para a Zona Euro, a taxa de desemprego <25 anos fixou-se, em fevereiro de 2024, nos 14,6%, mantendo-se constante em relação ao mês anterior. Para o mesmo período, a taxa de desemprego ≥25 anos estimada foi 5,7%, aumentando 0,1 p.p. em relação a janeiro de 2024. Na UE27, a taxa de desemprego <25 anos foi 14,8%, diminuindo 0,1 p.p. em relação ao mês anterior, e a taxa de desemprego ≥25 anos foi 5,2%, o mesmo valor que o mês anterior.

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Vendas de Veículos Automóveis – ACAP

De acordo com a Associação do Comércio Automóvel de Portugal (ACAP), no mês de março de 2024, foram matriculados 26 240 veículos, o que representa um aumento homólogo de 6,7%. A categoria de Veículos Pesados apresentou uma diminuição de 12,8% (VH), a de Veículos Ligeiros de Passageiros registou uma variação homóloga de 6,2% e a categoria de Veículos Comerciais Ligeiros apresentou uma variação homóloga de 17,0%.

Entre janeiro e março de 2024 foram matriculados 68 520 veículos, o que representa um aumento homólogo de 13,1%. A categoria de Veículos Pesados apresentou um aumento de 9,5% (variação homóloga acumulada – VHA), a de Veículos Ligeiros de Passageiros registou uma variação homóloga acumulada de 13,1% e a categoria de Veículos Comerciais Ligeiros apresentou um aumento de 14,1% (VHA).

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(Tabela: ACAP)

De janeiro a março de 2024, as matrículas de veículos ligeiros de passageiros totalizaram 22 796 unidades, sendo a distribuição dos veículos ligeiros de passageiros por fonte de energia a seguinte:

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(Gráfico: ACAP)

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Índice de Produção Industrial – INE

Em fevereiro de 2024, o Índice de Produção Industrial (ajustado dos efeitos de calendário e da sazonalidade) registou uma variação homóloga (VH) de 1,0%, o que corresponde a um aumento de 2,3 pontos percentuais (p.p.) relativamente à do mês anterior (-1,3%).

Os agrupamentos industriais de Bens de Consumo e de Energia registaram variações homólogas de 0,8% e 9,3%, respetivamente. Os Bens Intermédios registaram uma variação homóloga de -3,7%.

A variação média dos últimos 12 meses do Índice de Produção Industrial foi de -3,3%, diminuindo 0,1 p.p. em relação ao mês anterior.

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As secções das Indústrias Transformadoras e da Eletricidade e Gás registaram variações homólogas de -0,5% e 8,5%, respetivamente.

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Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego – INE

A população empregada, em fevereiro de 2024, foi estimada em 5.000,2 mil pessoas, diminuindo 0,1% face ao mês anterior (3,2 mil pessoas). A taxa de emprego estimada situou-se em 64,2%, mantendo-se face ao nível registado no mês anterior (revista em alta de 64,1% para 64,2%).

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A população desempregada, estimada em 359,4 mil pessoas, aumentou 2,1% em relação ao valor registado para o mês anterior (7,2 mil pessoas). A taxa de desemprego estimada situou-se em 6,7%, tendo aumentado 0,1 p.p. em relação ao mês anterior (revista em alta de 6,5% para 6,6%).

A taxa de desemprego estimada de jovens situou-se em 23,1%, tendo diminuído 0,7 p.p. em relação ao mês anterior (revista em alta de 23,3% para 23,8%). A taxa de desemprego estimada dos adultos situou-se em 5,4% e aumentou 0,2 p.p. em relação ao mês anterior.

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Em fevereiro de 2024, a estimativa provisória da taxa de emprego não ajustada de sazonalidade foi de 64,0% (64,1% no mês anterior) e a estimativa provisória da taxa de desemprego não ajustada de sazonalidade foi de 7,0% (6,8% no mês anterior).

Nota: Os valores relativos ao último mês são provisórios e os relativos aos meses anteriores são definitivos.

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