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TE 124 – A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável: Desafios e Oportunidades para a Indústria, a Inovação e as Infraestruturas em Portugal

O presente Tema Económico propõe-se abordar o ponto de situação e a perspetiva de Portugal face ao ODS 9, procurando identificar áreas críticas e o percurso para que as políticas públicas nas áreas da indústria, da inovação e das infraestruturas sejam potenciadoras de um crescimento sustentável e resiliente em Portugal.

Neste enquadramento, procede-se à caracterização do desempenho de Portugal face aos objetivos delineados pelo ODS 9, destacando a evolução das infraestruturas, o impulso à inovação e os esforços para uma industrialização mais inclusiva e sustentável; analisam-se como as políticas públicas atuais e futuras podem contribuir para um desenvolvimento económico resiliente, assegurando que essas iniciativas se alinhem com as exigências de um mundo em rápida mudança e as necessidades e desafios específicos do País.

 

TE 124 – A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável: Desafios e Oportunidades para a Indústria, a Inovação e as Infraestruturas em Portugal

Vendas de Veículos Automóveis – ACAP  

De acordo com a Associação do Comércio Automóvel de Portugal (ACAP), no mês de maio de 2024, foram matriculados 23 218 veículos, o que representa um aumento homólogo de 2,4%. A categoria de Veículos Pesados apresentou um aumento de 1,5% (VH), a de Veículos Ligeiros de Passageiros registou uma variação homóloga de 0,2% e a categoria de Veículos Comerciais Ligeiros apresentou uma variação homóloga de 22,4%.

Entre janeiro e maio de 2024 foram matriculados 112 633 veículos, o que representa um aumento homólogo de 11,0%. A categoria de Veículos Pesados apresentou um aumento de 6,6% (variação homóloga acumulada – VHA), a de Veículos Ligeiros de Passageiros registou uma variação homóloga acumulada de 9,2% e a categoria de Veículos Comerciais Ligeiros apresentou um aumento de 26,8% (VHA).

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De janeiro a maio de 2024, as matrículas de veículos ligeiros de passageiros totalizaram 96 223 unidades, sendo a distribuição dos veículos ligeiros de passageiros por fonte de energia a seguinte:

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Dívida Pública – Banco de Portugal  

Segundo o Banco de Portugal, em abril de 2024, a Dívida Pública situou-se em 273,4 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 2,5 mil milhões de euros face ao mês anterior e uma diminuição de 6,5 mil milhões de euros face ao mês homólogo. A instituição refere que esta subida refletiu o acréscimo de 1,9 mil milhões de euros dos títulos de dívida (bilhetes e obrigações do Tesouro) e o aumento de 0,7 mil milhões de euros dos empréstimos, sobretudo de curto prazo.

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Em março de 2024, a Dívida Pública foi de 100,4% do PIB, o que representa uma variação de 1,3 p.p. face ao trimestre anterior e de -11,9 p.p. face ao trimestre homólogo.

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Indicadores de Sentimento Económico – Comissão Europeia

Em maio de 2024, o Indicador de Sentimento Económico (ISE – sre, ajustado de sazonalidade) para Portugal registou um valor de 101,1 pontos, o que compara com o valor de 101,2 pontos verificado em abril de 2024.

Para a evolução negativa contribuíram os sectores do Comércio a Retalho (de 3,0 para 1,2) e dos Serviços (de 6,2 para 3,9), ao contrário da Construção (de -4,6 para -4,0) e da Indústria (de -7,0 para -6,1 pontos). Para o mesmo período, o Indicador de Confiança dos Consumidores diminuiu de -17,0 para -17,6.

No mês em análise, o ISE registou um aumento de 0,3 pontos na União Europeia (de 96,2 pontos em abril para 96,5 pontos em maio), enquanto a Zona Euro apresentou um aumento de 0,4 pontos (de 95,6 pontos em abril para 96,0 pontos em maio).

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Taxa de Desemprego – Eurostat

Em abril de 2024, a taxa de desemprego (ajustada para a sazonalidade) estimada para Portugal foi 6,3%, diminuindo 0,1 p.p. em relação à percentagem registada no mês anterior (6,4%). Em termos homólogos, a taxa de desemprego registou uma diminuição de 0,3 p.p. (6,6%).

Para Espanha, a taxa de desemprego estimada, em abril de 2024, situou-se em 11,7%, permanecendo inalterado em relação ao mês anterior (11,7%) e apresentou uma variação de -0,4 p.p. face ao verificado no período homólogo (12,1%).

Para a Zona Euro, o Eurostat estima que a taxa de desemprego, em abril de 2024, se tenha situado em 6,4%, diminuindo 0,1 p.p. em relação ao mês anterior (6,5%) e diminuindo 0,1 p.p. em termos homólogos (6,5%). Na UE27, a taxa de desemprego estimada foi 6,0%, estabilizando relativamente ao mês anterior.

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Em abril de 2024, o Eurostat estima que a taxa de desemprego <25 anos registada em Portugal tenha sido de 22,2%, diminuindo 0,4 p.p. em relação ao mês anterior. Em termos homólogos, registou uma subida de 3,9 p.p. (18,3%). Para o mesmo período, a taxa de desemprego ≥25 anos estimada foi 5,1%, diminuindo 0,1 p.p. relativamente ao mês precedente.

Para Espanha, a taxa de desemprego <25 anos estimada situou-se em 26,5%, em abril de 2024, diminuindo 0,6 p.p. face ao mês anterior e registando uma variação de -1,6 p.p. face ao verificado no período homólogo (28,1%). Para o mesmo período, a taxa de desemprego ≥ 25 anos estimada foi 10,5%, estabilizando em relação ao mês de março de 2024 (10,5%)

Para a Zona Euro, a taxa de desemprego <25 anos fixou-se, em abril de 2024, nos 14,1%, diminuindo 0,2 p.p. em relação ao mês anterior. Para o mesmo período, a taxa de desemprego ≥25 anos estimada foi 5,6%, diminuindo 0,1 p.p. em relação a março de 2024. Na UE27, a taxa de desemprego <25 anos foi 14,4%, diminuindo 0,3 p.p. em relação ao mês anterior, e a taxa de desemprego ≥25 anos foi 5,1%, menos 0,1 p.p. que o mês anterior.

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada a 26 de maio, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade similar à observada na semana anterior. Em 23 de maio de 2024, o DEI (média móvel semanal) registou 3,3% (VH), que compara com 4,1% (VH) na semana anterior.

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Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Índice de Produção Industrial – INE

Em abril de 2024, o Índice de Produção Industrial (ajustado dos efeitos de calendário e da sazonalidade) registou uma variação homóloga (VH) de 5,2%, o que corresponde a um aumento de 1,2 pontos percentuais (p.p.) relativamente à do mês anterior (4,0%).

Os agrupamentos industriais de Bens de Consumo e de Energia registaram variações homólogas de 0,2% e 47,9%, respetivamente. Os Bens Intermédios registaram uma variação homóloga de -5,7%.

A variação média dos últimos 12 meses do Índice de Produção Industrial foi de -2,1%, aumentando 0,9 p.p. em relação ao mês anterior.

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As secções das Indústrias Transformadoras e da Eletricidade e Gás registaram variações homólogas de -0,6% e 55,1%, respetivamente.

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Atividade Turística – Estimativa rápida – INE

O sector do alojamento turístico registou 2,6 milhões de hóspedes e 6,5 milhões de dormidas em abril de 2024, correspondendo a variações homólogas (VH) de -3,7% e -4,3%, respetivamente (+12,3% e +12,8% em março de 2024, pela mesma ordem). As dormidas de residentes decresceram 12,5% (VH), correspondendo a 1,8 milhões, enquanto as de não residentes diminuíram 0,8% (VH), totalizando 4,8 milhões.

Nos mercados externos, o britânico foi o principal mercado emissor em abril (quota de 18,2%), tendo registado um ligeiro decréscimo de 0,2% (VH), seguido da Alemanha (peso de 11,7%), que cresceu 2,0% (VH). O mercado espanhol (quota de 6,9%) destacou-se pelo decréscimo expressivo (-42,5%, VH).

Em abril, observou-se alguma heterogeneidade na evolução das dormidas entre regiões. A RA Açores (+7,5%, VH) registou o aumento mais expressivo, enquanto na RA Madeira (+0,8%, VH), no Oeste e Vale do Tejo (+0,5%, VH) e na Grande Lisboa (+0,1%, VH) os acréscimos foram mais modestos. Nas restantes regiões, observaram-se decréscimos nas dormidas, com maior expressão no Alentejo (-11,3%, VH) e no Algarve (-9,9%, VH).

Importa assinalar que estes resultados foram influenciados pela estrutura móvel do calendário, ou seja, pelo efeito do período de férias associado à Páscoa, que no ano anterior se concentrou em abril, enquanto este ano se repartiu entre março e abril.

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(Gráfico: INE)

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